segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Os Incríveis: Sayonara (Jovem Guarda)

Dilma assina acordo para construção de ponte entre Brasil e Argentina e exalta liderança feminina na América do Sul

As presidentes da Argentina, Cristina Fernández Kirchner, e do Brasil, Dilma Rousseff, assinaram na tarde desta segunda-feira (31) uma série de parcerias, entre elas uma para acelerar a construção de uma ponte entre o Estado Brasileiro de Santa Catarina e a Argentina. A ponte será erguida sobre o rio Pepirí-Guazú, entre as ciudades de San Pedro (Argentina) e Paraíso (Brasil).
Temas como o incremento da parceria entre os dois países na área de energia nuclear, farmacologia e igualdade de gênero, uma parceria para a construção de casas populares baseada na experiência do programa Minha Casa, Minha Vida e a construção do complexo hidrelétrico de Garabi (entre a província de Corrientes, na Argentina, e o Rio Grande do Sul) também aparecem na pauta.
As duas governantes reuniram-se na Casa Rosada, em Buenos Aires, para um encontro inédito, seguido de almoço oficial. Esta é a primeira vez que Dilma visita o país ou faz uma viagem internacional oficial desde que tomou posse, em janeiro.
As duas discutiram acordos para avanços nas relações bilaterais e na cooperação nas áreas de pesquisas científicas, tecnológicas e sociais. Elas devem assumir um compromisso de prosseguir com uma política comum para o desenvolvimento da região e maior espaço no cenário internacional.
A presidente Brasileira viajou acompanhada de oito integrantes de seu gabinete que devem participar de reuniões paralelas com funcionários argentinos. Dilma volta para o Brasil ainda hoje.
Papel feminino
Em discurso na Casa Rosada, Dilma elogiou o papel feminino na América do Sul. "Para nós, duas mulheres eleitas pelo voto direto pela população, assumimos nosso papel da garantia da participação de gênero", disse a presidente brasileira. Dilma afirmou que a liderança feminina demonstra que esses países, Brasil e Argentina, sao países com uma sociedade desenvolvida.
As governantes também assinaram uma declaração conjunta para a promoção da igualdade de gênero e para a proteção dos direitos das mulheres.
Direitos humanos
Antes de se encontrar com Dilma Rousseff, a presidenta da Associação das Avós da Praça de Maio, Estela De Carlotto, disse que terá uma conversa "de mulher para mulher" com Dilma e irá compartilhar com ela experiências da luta contra a ditadura militar. As duas devem se encontrar na tarde de hoje, junto com representantes da Associação das Mães da Praça de Maio.
"Compartilhamos com ela a história de seu país, ela que foi vítima da ditadura militar brasileira e sabe o que fala quando o tema é direitos humanos. Dilma fez a gentileza de pedir o encontro e compartilhamos com ela nossas histórias de vida, de luta, de busca da verdade", disse Carlotto.
Ao ser questionada se o Brasil deveria seguir o modelo de política de direitos humanos da Argentina, que está julgando e punindo os militares envolvidos em desaparecimentos e assassinatos durante a ditadura militar, ela respondeu que cada país deve seguir seu ritmo. "Não há uma fórmula, uma receita, cada país tem sua própria receita".
O grupo das Avós da Praça de Maio buscam, sobretudo, encontrar filhos de militantes políticos que foram retirados dos pais e entregues a outras famílias durante a ditadura militar argentina. Estela é uma das avós que, há 33 anos, busca notícias do neto, desde que a filha dela, Laura, foi presa pelos militares quando estava grávida. Ao nascer, o bebê foi separado da mãe e, pouco tempo depois, já em liberdade, Laura foi assassinada. O encontro com as mães e avós da Praça de Maio foi pedido pela própria Dilma.
Em seu discurso na Casa Rosada, Dilma elogiou o movimento e disse que ganhou carta das Mães da Praça de Maio.
Também foi firmado um protocolo adicional ao acordo para a criação da Comissão de Cooperação e Desenvolvimento Fronteiriço (Codefro).
Do: ES HOJE
 
 

Brasil assume presidência do Conselho de Segurança das Nações Unidas nesta terça

A representação diplomática do Brasil vai assumir a presidência do Conselho da Organização das Nações Unidas (ONU) na próxima terça-feira. O posto tem caráter rotativo e é sempre ocupado por um dos 15 membros do órgão, único com poder efetivo dentro da entidade internacional. O Brasil é membro provisório do Conselho, que também conta com Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China (membros permanentes) mais África do Sul, Alemanha, Colômbia, Índia, Portugal, Bósnia e Herzegovina, Gabão, Líbano e Nigéria (membros provisórios).

No dia 11 de fevereiro, o Brasil vai promover um fórum de discussão sobre paz, segurança e desenvolvimento. O debate deve contar com a presença do ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota. O país é representado nas Nações Unidas pela embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti. Nos primeiros dias, o primeiro tema a ser observado é o plebiscito que pode definir a criação de um novo país, dividindo o atual Sudão.
Desde a década de 1990, o Brasil vem pleiteando o direito de ocupar um assento permanente no Conselho de Segurança, além de defender a reforma da entidade, cujo quadro remonta à Guerra Fria (1945-1990). Outros países que também defendem uma revisão das estruturas da ONU são a Alemanha e o Japão.
Do: SRZD

Big Brotheer Brasil

 Recebi esse texto como se fosse autoria de Luiz Fernando Veríssimo, mas não pude comprovar a autenticidade. Seja como for, concordo que o BBB não nos acrescenta nada. Muito ao contrário, nos diminui.
Eliseu.
"Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A  décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
 
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
 
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que  recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.

Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?

São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefónica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ler a Bíblia, orar, meditar, passear com os filhos, ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir".

domingo, 30 de janeiro de 2011

Lula discursa em estádio

Ex-presidente foi com camisa dos dois times e pediu paz. "Espero que este estádio dê mais uma demonstração: futebol sem briga"
 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo, para acompanhar a partida entre Corinthians e São Bernardo do Campo, pelo Campeonato Paulista.
O estádio, localizado na Vila Euclides, foi palco de assembleias e mobilizações no final da década de 1970 e início dos anos 1980, quando Lula era líder sindical. Recentemente, o local passou por reforma de R$ 11 milhões bancada pela prefeitura do petista Luiz Marinho com o aval da população que escolheu este entre os principais investimentos da cidade, por meio do orçamento participativo.
Lula chegou com uma camisa metade do Corinthians e metade do São Bernardo do Campo, feita especialmente para ele e sua esposa, Marisa Letícia. “Embora seja corintiano estou torcendo por um empate”, declarou. O filho, Marcos Lula, único são-paulino da família também compareceu, mas com uma camisa só do time do ABC.
Em pequeno discurso, Lula pediu paz entre as torcidas. “Espero que este estádio, onde já nasceu um presidente da República, dê mais uma demonstração: que é possível assistir a uma partida de futebol sem uma briga, sem uma discussão.”
Marinho também lembrou a ligação do estádio com a história política do país. “Na época da ditadura, os helicópteros passavam aqui por cima para intimidar a gente com metralhadoras apontadas para o campo.”
A partida entre Corinthians e São Bernardo começou às 19h30. Assista vídeo da chegada de Lula.





Do: Último Segundo
 

Paulo Diniz - um chopp prá distrair

Dilma: 'Vejo com excelentes olhos a participação da Venezuela no Mercosul'

Todos os refletores estão sobre Dilma, e ela sabe disso. A presidente foi cautelosa ao falar à imprensa argentina. Escolheu com precisão cada palavra e gesto, e dosou até mesmo os sorrisos no rosto de maquiagem discreta.
Rousseff mostrou-se ciente de que a popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumenta as expectativas em relação a seu governo. Em sua primeira reunião oficial com a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, a comparação está na ordem do dia.
"Pretendo ter uma relação muito próxima com a presidente Kirchner", alertou Dilma durante entrevista coletiva aos jornais "Clarín", "Página 12" e "La Nación", em uma sala adjacente a seu gabinete no terceiro andar do Palácio do Planalto.
A decoração sóbria mas alegre da sala, com orquídeas, vasos coloridos e papel de parede floral mostra que a ex-guerrilheira de 63 anos, que fez história ao se tornar a primeira mulher presidente do Brasil, traz um estilo diferente, ao mesmo tempo austero e feminino, em relação a seu antecessor. Destoa do ambiente apenas um crucifixo barroco de madeira e prata, presente na sala talvez para sinalizar um esforço de vontade para com a Igreja, com a qual Dilma teve problemas durante sua campanha eleitoral, quando foi acusada de ser atéia e favorável ao aborto.
Acompanhada pela ministra da Comunicação Social, Helena Chagas, e seu porta-voz, Rodrigo Baena, Dilma Rousseff mostrou-se firme, porém, acessível.
A entrevista, na íntegra:
Qual a importância, em sua opinião, de que os dois países mais importantes na América do Sul sejam governados por mulheres?
Dilma - É algo para se comemorar, uma demonstração de como essas sociedades evoluíram na superação de preconceitos arraigados contra as mulheres. Creio também que é significativo que tenhamos o exemplo da escolha de um índio para a presidência da Bolívia e de um metalúrgico no Brasil.
A América Latina está dando um exemplo ao mundo inteiro, de que determinados preconceitos e bloqueios sociais e econômicos estão sendo superadas, o que representa uma maior democratização de nossassociedades e países.
Quais são as suas expectativas quanto à relação entre Brasil e Argentina?
DILMA - Brasil e Argentina têm imensa responsabilidade em tornar a América Latina cada vez mais presente e ativa no cenário internacional. E podem conseguir fazê-lo de forma mais eficaz quanto mais próximas, articuladas e desenvolvidas se tornem nossas economias, criando, com essa proximidade, laços que tragam ganhos para ambas as partes, em termos de desenvolvimento econômico e tecnológico e melhoria das condições de vida.
Além disso, nossa proximidade é facilitada pelo fato de sermos ambas mulheres à frente de duas das maiores economias da região. Com Brasil e Argentina articulados, sob a liderança de mulheres, isso viabilizará uma maior presença em organizações internacionais como o G20 e o G77. Nossa relação também é muito importante para a Unasul.
O Brasil tem um compromisso - fortemente assumido desde o governo de Lula, a que darei continuidade e aprofundarei -, para com a ideia de que o destino do Brasil, seu desenvolvimento e a melhoria das condições de vida dos brasileiros está ligada e deve ser compartilhada com o resto de nossa América. Daí a importância que atribuo a Unasul e ao Mercosul.
O mundo globalizado exige a formação de blocos regionais. Para mim trata-se de uma relação estratégica, razão pela qual o primeiro país que visito é a Argentina, porque creio que este é um país irmão do Brasil. Com isso não diminuo a importância de qualquer outro vizinho - Paraguai, Uruguai, Colômbia, Venezuela e Peru - mas existe a noção política dentre outros países de que Argentina e Brasil devem estar juntos.
Qual será o foco desta primeira visita?
DILMA - O foco de minha agenda é o seguinte: o governo brasileiro assume, uma vez mais, um compromisso com o governo argentino de estabelecer política e estratégias conjuntas de desenvolvimento da região. Para nós, o desenvolvimento do Brasil deve beneficiar toda a região.
Um exemplo: teremos uma política muito forte de criação e desenvolvimento de fornecedores para a exploração e exportação de petróleo na camada de pré-sal. Temos uma política de produto nacional e buscamos uma política de produto regional com a Argentina. Projetamos um futuro em que a Argentina e o Brasil, que são países com enormes quantidades de alimentos e recursos energéticos, possam aumentar seu valor agregado e criar empregos.
Com a Argentina queremos estabelecer sociedade na área de tecnologia e inovação, e na utilização da tecnologia nuclear para fins pacíficos. Vou focar na noção fundamental de uma relação especial, estratégica com a Argentina. Essa é a idéia principal, que se manifesta em todas as áreas de interesse dos dois países.
Regularmente, nossos países têm disputas comerciais bilaterais e agora também há um problema com a taxa de câmbio. Como o Brasil se posiciona em relação a isso?
DILMA - Brasil e Argentina sofrem, como todos os mercados emergentes, o impacto da política de desvalorização praticado pelas duas maiores economias do mundo. A nossa posição no G-20 deve ser de reação à política de desvalorização que sempre levou o mundo a situações difíceis. As desvalorizações causadas por competições, que levaram avárias crises econômicas e disputas políticas, não são favoráveis a nenhum emergente.
Especialmente os Estados Unidos, que mantêm a moeda que é uma reserva de valor, deve levar isso em consideração. Por outro lado, não precisamos aceitar políticas de dumping ou mecanismos de concorrência inadequados que não se beaseiam em práticas transparentes, devemos reagir a isso. Mas também sabemos que o protecionismo no mundo não nos conduz a um bom termo. Os prejuízos não se restringem àqueles de quem se está defendendo, mas se espalham por todo o sistema.
As medidas que o Banco Central do Brasil vem tomando para evitar a sobrevalorização do real frente ao dólar e não estão dando o resultado esperado, e na Argentina há temor de uma efetiva desvalorização do real. A senhora poderia afirmar que isso não vai ocorrer?
DILMA - No mundo, ninguém pode afirmar isso. Nos últimos tempos temos conseguido manter o dólar numa certa flutuação. Não tivemos nenhum “derretimento”, como se diz por aí. A taxa de câmbio oscilou todo o tempo entre R$ 1,6 e R$ 1,7 real por dólar. Agora, ninguém pode garantir que não haverá desvalorização. Por isso, os organismos multilaterais são tão importantes para discutir isto. É importante que haja responsabilidade dos países desenvolvidos nessa questão.
O presidente Obama vai visitar o Brasil em março. É uma virada de página nas relações do Brasil e dos EUA depois de tantas tensões com o governo anterior no caso do Irã?
DILMA - A relação do Brasil com os EUA é histórica. E essa relação se transformou à medida que os dois países se desenvolveram. Hoje, de modo fantástico, o Brasil tem um superávit na relação comercial com os EUA, algo inconcebível pouco tempo atrás. É importante ver os EUA como um grande parceiro comercial da América Latina. Para o Brasil, os EUA são e sempre serão um parceiro muito importante. E, para nós, se trata sempre de subir o nível da relação.
Tivemos uma boa experiência nos últimos anos e também tivermos diferenças de opinião. Mas o que importa é percebe que esta é uma parceria que tem um horizonte de desenvolvimento muito grande. Consideramos, então, que a cada no teremos que virar a página do ano anterior.
Dizem que a senhora dará atenção especial aos direitos humanos. Como se traduzirá esse interesse em sua política externa?
DILMA - Não negociarei com os direitos humanos, não farei concessões nesta área. E tampouco aceito que direitos humanos possam ser vistos com restritos a um país ou região: isso é uma falácia. Devemos observá-los tanto em nosso país como no resto do mundo. Não se pode adotar dois pesos e duas medidas. Os países desenvolvidos já tiveram problemas terríveis, em Abu Ghraib, em Guantánamo... mas também creio que apedrejar uma mulher não seja algo adequado (como acontece no Irã).
Ter uma posição firme nos direitos humanos não significa apontar o dedo a outros países que não os respeitam. Muitas vezes se usam os direitos para fazer política. Não defenderei quema abusa dos direitos humanos, mas tampouco sou ingênua para deixar de ver seu uso político.
Como fica Cuba nesse contexto?
DILMA - Com a liberação dos prisioneiros políticos Cuba deu um passo adiante. Tem que continuar trabalhando nisso, dentro do processo de construção de melhores condições econômicas, democráticas e políticas do país. Respeito tempo o tempo deles. Há que entender que a política tem seu ritmo.
Em Cuba, prefiro dizer que existe um processo de transformação e creio que todos os países devem incentivá-lo. E devemos protestar contra todas as falhas que houver nos direitos humanos em Cuba. Não tenho nenhum problema em dizer se algo vai mal por lá, ou aqui também. Não somos um país sem dívidas com os direitos humanos; nós as temos.
A Venezuela está a ponto de entrar no Mercosul. Como seu ingresso alterará o bloco?
DILMA - É importante que a Venezuela ingresse no Mercosul. É bom para o bloco que outros países o integrem. Isso muda o nível do Mercosul. A Venezuela é um grande produtor de petróleo e gás; tem muito a ganhar no Mercosul e nós também teremos muito a ganhar com ela no bloco. Vejo com excelentes olhos a participação da Venezuela.
Depois da morte de Néstor Kirchner, qual é sua postura diante da eleição do novo secretário geral do Unasul?
DILMA - Está em processo de negociação, mas creio que, sempre que possível é bom que haja uma mudança. É um bom método, porque se trata de uma reunião em que somos todos iguais, sentados à mesma mesa redonda, em que não há ninguém na cabeceira. A rotação no cargo garante que todos terão sua hora na direção do grupo. Nada mais justo que cada um tenha sua vez. Esse é um princípio democrático essencial entre países soberanos. Ninguém é mais importante que o outro; cada país, um voto.
Do: Extra

Nova terapia genética anti-HIV torna células T resistentes à infecção

Uma estratégia inovadora da genética para tornar as células T (glóbulos brancos do sangue responsáveis pela imunidade) resistentes à infecção pelo vírus HIV, sem afetar seu crescimento e sua atividade normais, é descrita em um artigo publicado na revista Human Gene Therapy, disponível gratuitamente na internet.
Uma equipe de pesquisadores do Japão, da Coreia do Sul e dos EUA desenvolveu uma terapia genética em que um gene bacteriano chamado MazF é transferido para as células CD4+T. A proteína MazF é uma enzima que destrói transcrições do gene, impedindo a síntese proteica. O design desse método garante que a síntese da MazF seja provocada por infecção pelo HIV. Quando o vírus infecta os linfócitos T, a MazF é induzida, bloqueando a replicação do HIV e, essencialmente, tornando as células T resistentes.
Essa ferramenta terapêutica foi desenvolvida pelo pesquisador Hideto Chono e por colegas da empresa japonesa de biomedicinaTakara Bio Inc., do Instituto Nacional de Inovação Biomédica do Japão, da Universidade Nacional de Seul e da companhia sul-coreana ViroMed Co., e da Escola de Medicina Robert Wood Johnson, nos EUA.
"O potencial de utilização de vetores para expressar genes dentro de uma célula a fim de bloquear a infecção viral foi considerado por David Baltimore em uma estratégia chamada de imunização intracelular. Esse estudo ilustra uma maneira única em que a imunização pode ser alcançada", afirma o PhD James Wilson, diretor do Programa de Terapia Genética do Departamento de Patologia e Medicina Laboratorial da Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia. 
Do: Estadão


Charge do dia

sábado, 29 de janeiro de 2011

La bohème - Montmartre Paris

Já difícil de encontrar, selo de Lula atrai críticas e elogios

Na íntegra, do Jornal Último Segundo


Lançados, no começo de janeiro, com uma tiragem de 900 mil unidades, os selos comemorativos em homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegam ao fim do mês como raridade nas agências dos Correios. Disponíveis desde dia 1º de janeiro, data em que Lula passou o cargo paraDilma Rousseff, os selos com a foto do ex-presidente têm sido requisitados nas agências e até atraíram colecionadores. Ainda assim, não são unanimidade entre os clientes. 
Foto: Reprodução
O selo que homenageia o ex-presidente Lula
Embora apontem que não faltam pedidos por mais selos com a cara de Lula, funcionários de algumas agências dos Correios já se depararam com outros que se negam a estampar em suas correspondências a imagem do ex-presidente. “É uma questão de afinidade mesmo. Para a maioria das pessoas o selo foi bem aceito”, diz o gerente de uma agência na zona sul de São Paulo, que prefere não ser identificado.
De acordo com ele, os guichês viraram palco de discussões políticas desde que chegou o primeiro lote de selos com a foto do ex-presidente, tiradas nos jardins do Palácio da Alvorada pelo ex-fotógrafo oficial da Presidência, Ricardo Stuckert.
Em uma dessas ocasiões, um cliente de aproximadamente 50 anos questionou uma atendente assim que viu a foto de Lula colada em sua carta. "Vocês vão colar o selo do Lula aí?", perguntou o senhor. O gerente garante que não houve troca de grosserias, mas logo engatou em uma conversa sobre como não gostou do governo comandado pelo ex-presidente. "Ele xingou o Lula um pouco também", conta o gerente.
No fim das contas, entretanto, o cliente aceitou a deferência. “Ele achou, no fim, que o selo ficou bem na carta”, brincou o gerente.
Outra polêmica, entretanto, surgiu justamente porque outro cliente se dirigiu à agência e exigiu que fosse postado em sua correspondência um selo com a foto de Lula. O lote recebido pela agência já tinha terminado e o cliente passou a se queixar. Perguntado se fez questão de guardar o selo com o ex-presidente, no entanto, o gerente desconversa: “Não faço coleção. É como dizem: em casa de ferreiro, o espeto é de pau.”
Na mesma agência, entretanto, uma atendente lamentou a falta do produto e diz que diariamente tem de explicar que o lote de 400 selos recebidos pela agência já terminou. Enquanto se explica, a funcionária, identificada apenas como Débora, abre a carteira, orgulhosa de sua “coleção” de dois selos: um comemorativo ao centenário do Corinthians, feito em tecido e vendido a R$ 8,20, e outra do ex-presidente, suas duas paixões – esta adquirida por R$ 2,00. “Eu garanti o meu, por via das dúvidas”, diz.
Em Belo Horizonte, um funcionário de uma agência dos Correios na Savassi, região centro-sul da capital mineira, conta que o selo comemorativo também causou polêmica no local, principalmente para quem despacha alguma encomenda para o exterior. "Tem quem gosta e quem não gosta. Principalmente quem manda correspondências internacionais, pede para não usar o selo. Temos outras opções. Há também os colecionadores", disse. Alguns italianos, em especial, não disfarçam a contrariedade em enviar pacotes com o rosto do ex-presidente estampado. A reação reflete a polêmica sobre a extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti.
Em São Paulo, estima-se que haja cerca de 2.000 selos ainda a serem distribuídos. De acordo com distribuidores, o produto já é considerado “de primeira linha” por causa da procura, inclusive entre crianças – e hoje só compete com as imagens do centenário do Corinthians. Por isso, não há dia em que a central não receba ligações de representantes de agências pedindo a remessa de novos selos com a imagem do petista.
Em menos de duas semanas, segundo os Correios, foram vendidas 239.879 unidades do selo em homenagem ao ex-presidente - 3.318 comercializados pela internet. O selo de Lula custa R$ 2 e tem tiragem limitada. Uma pessoa física pode usar o selo para enviar correspondência de até 150 gramas. No caso de pessoa jurídica, o peso cai para 100 gramas.
*Com reportagem de Denise Motta e Matheus Pichonelli

Pesquisadores dos EUA descobrem possível 'cura' para diabetes tipo 1

Uma equipe do Centro Médico da Universidade do Sudoeste do Texas, nos Estados Unidos, sugere que a desativação de um hormônio pode ser suficiente para tratar diabetes tipo 1, uma doença autoimune - na qual o sistema de defesa ataca as células e tecidos do próprio corpo -, que faz as concentrações de açúcar no organismo ficarem muito altas. A descoberta será tema de edição de fevereiro da revista especializada "Diabetes".

Liderados por Roger Unger, professor da instituição e principal autor do artigo científico, os pesquisadores testaram a capacidade de camundongos, cobaias comuns em testes pré-clínicos, aproveitarem o açúcar presente no sangue, fruto da alimentação dos animais.

O truque foi alterar geneticamente os roedores para que produzissem quantidades menores de uma substância conhecida como glucagon, responsável por impedir que os níveis de glicose (açúcar) fiquem muito baixos.

No caso dos diabéticos, essa ação do glucagon faz os níveis de glicemia aumentarem muito. Esse efeito seria compensado em pessoas saudáveis pela ação da insulina, responsável por permitir que o açúcar penetre nas células do corpo. Dentro delas, a glicose poderia ser imediatamente aproveitada para gerar energia ou armazenada. Mas para os pacientes com diabetes tipo 1, a produção de insulina não existe ou é seriamente comprometida.

Mas os pesquisadores norte-americanos acreditam que os resultados obtidos com os camundongos apontem que, caso os níveis de glucagon consigam ser controlados, a insulina se torna supérflua, já que os níveis de glicemia estariam normais, dispensando as injeções da substância para equilibrar a "balança" do açúcar no sangue.

Batalha de hormônios

A insulina deixa de existir em pacientes com diabetes tipo 1 pois o sistema de defesa do corpo ataca 90% ou mais das células beta, estruturas localizadas em uma região do pâncreas conhecida como Ilhotas de Langerhans. Com a ausência da insulina, os níveis de glicemia no sangue não abaixam e não há ação para impedir a influência do glucagon.

O "padrão ouro" de tratamento da doença é por meio de injeções de insulina, desde a descoberta da doença, em 1922. Os pacientes precisam receber as doses da substância durante boa parte da vida. No universo de todas as formas de diabetes, o tipo 1 responde por 10% dos casos e a maior parte das pessoas com o desenvolve antes dos 30 anos.


Do: Gazeta Online

Charge do dia

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Paulo Diniz - Pingos de amor

Sem polemizar, Dilma diz querer apuração de denúncia sobre Furnas

A presidenta Dilma Rousseff evitou polemizar ao ser questionada sobre as denúncias de suposto favorecimento a uma empresa ligada ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em transações da Furnas Centrais Elétricas. Dilma, que participou de um encontro com governadores no Rio Grande do Sul, disse defender a apuração de qualquer acusação.
Foto: Agência EstadoAmpliar
Dilma participou de reunião no Rio Grande do Sul
“É um critério nosso apurar todas as acusações, mas é preciso ter elementos bem configurados. Nós devemos apurar o que foi acusado e o que foi divulgado", disse Dilma. "Isso não é atual. Acho que a CGU já tinha, inclusive, iniciado um levantamento nesse sentido. O que for dito de parte a parte será apurado.”
“O que tiver de ser apurado será apurado”. Sem se aprofundar no assunto, Dilma afirmou que o governo defende que as informações levantadas sejam devidamente investigadas.
As acusações que pesam sobre Cunha referem-se a reportagem divulgada pelo jornal O Globo,apontando que Furnas teria aberto mão do direito de comprar um lote de ações da empresa Oliveira Trust Servicer para, oito meses depois, pagar pelos mesmos papéis R$ 73 milhões acima do valor original.
O negócio, de acordo com o jornal, teria ocorrido entre dezembro 2007 e julho de 2008, favorecendo a Companhia Energética Serra da Carioca II, que pertence ao grupo Gallway. A empresa é relacionada ao ex-presidente do Cedae Lutero de Castro Cardoso e ao doleiro Lúcio Bolonha Funaro, ambos nomes relacionados a Eduardo Cunha, a quem é atribuída também a indicação do então presidente de Furnas, Luiz Paulo Conde.
Fonte: Último Segundo

"Chá caseiro". É a receita dada pela Cooperativa dos Pediatras no ES

 Por: Eliseu

"Rezar ou tomar chá caseiro". Essas foram as sugestões que o advogado da Cooperativa dos Pediatras do Espírito Santo, Alexandre Rossoni, deu à população que necessita dos serviços públicos de saúde, caso o governo não aceite a proposta de aumento salarial da categoria. Os pediatras querem um salário de R$ 14 mil por 40 horas semanais trabalhadas. Atualmente quem trabalha essas horas por semana, ganha R$ 1,8 mil.
      Foto: Letícia Cardoso
Advogado Alexandre Rossoni

Outra saída apontada pelos médicos é de que o Estado firme contrato com a cooperativa. Neste caso eles ganhariam entre R$ 12 e R$ 14 mil por um plantão de 24 horas. 
"Daqui há 15 dias, se nada for feito, todos esses 127 param de trabalhar, infelizmente. Com isso a população tem que rezar ou tomar chá caseiro, que as vezes funciona. Nossas negociações com o governo já acontecem há algum tempo. Eles sabem das nossas dificuldades, mas nada foi feito no sentido de resolver o problema", disse. 
A Secretaria Estadual de Saúde ressalta que todos os especialistas médicos que atuam no Estado recebem o piso remuneratório de R$ 3.697,29, por 24 horas semanais. 
Atualmente, 434 pediatras, sendo 319 efetivos e 115 contratados temporariamente, atuam na rede estadual. Até o momento, 63 profissionais protocolizaram solicitações de desligamento ou exoneração junto à Sesa.
Alexandre Rossoni explicou que a situação pode ficar caótica, já que outros 49 pediatras também pensam em pedir demissão nos próximos dias. Os pedidos só não foram feitos com os demais pelo fato de todo eles estarem próximos de se aposentarem. Essa negociação também será realizada nos próximos 15 dias.
Dos 127 pediatras que pediram demissão, 90 trabalham em hospitais da Grande Vitória. A maioria trabalha nos hospitais infantis de Vitória e de Vila Velha. E as reivindicações dos médicos não ficam só na esfera salarial. Eles também exigem a contratação de mais profissionais e o aumento no número de leitos nos hospitais. 
"Essas demissões vão inviabilizar todo atendimento de urgência, emergência, pronto socorro e atendimento ambulatorial de todo Estado.
E o principal prejudicado com essa decisão, como sempre, é aquele que necessita do atendimento público de saúde. É uma decisão muito radical, e um desrespeito com a população o que disse o advogado da Cooperativa dos pediatras.



Fonte: Gazeta Online

Alemão chama a polícia porque não quer fazer sexo com a mulher

 No mínimo curioso esse caso.
A polícia alemã informou nesta terça-feira que recebeu um chamado no mínimo inusitado. Um homem da cidade de Waiblingen, distrito de Stuttgart, ligou para os policiais porque não queria mais fazer sexo com sua mulher.
De acordo com ele, apesar de recusar seguidamente as ofertas, ela continua insistindo e não o deixa dormir. O casal, que tem dois filhos, está junto há 18 anos, mas já não dorme na mesma cama há quatro. 
Embora o caso seja curioso, não é inédito no país europeu. Em 2006, a polícia de Aachen, oeste da Alemanha, foi acionada por uma mulher que acusava o marido de não cumprir suas obrigações conjugais.
Na ocasião, após meses sem nenhum contato físico, ela acordou no meio da madrugada e exigiu que o cônjuge satisfizesse suas necessidades sexuais. Frustrada por ter seu pedido negado, ela acionou os agentes, que nada puderam fazer.
O porta voz da polícia, Paul Kemen, explicou à época que os policiais não se sentiram capazes de resolver o caso. "O que eles puderam fazer foi abrir uma ocorrência para o caso de uma possível intervenção futura", disse.
Se a moda pega abaixo da linha do equador, onde o "sangue é quente", a polícia realmente ficará em apuros. E muitos homens também. Credo!
Fonte: Jornal do Brasil
         

Charge do dia

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

SP realiza a 1ª cirurgia de próstata por acesso único da América Latina

O Centro de Referência em Saúde do Homem, da Secretaria de Estado da Saúde, realizou na capital paulista a primeira cirurgia de próstata da América Latina a fazer um único orifício abaixo do umbigo, por meio do qual entram um aparelho e uma câmera de vídeo para auxiliar a equipe médica.
A operação por acesso único oferece mais conforto ao paciente por ser minimamente invasiva e muito mais rápida que a convencional, em que o doente recebe cortes em todo o abdômen. Com a atual técnica, a internação dura apenas um dia e o processo pós-operatório leva outros quatro, enquanto no método tradicional a pessoa precisa ficar internada por uma semana e permanecer em repouso por até um mês.
Essa tecnologia também traz otimização de recursos: estima-se que, pela rápida alta, a economia com internação e medicamentos seja de R$ 1,2 mil por paciente. Além disso, a pessoa pode voltar à vida profissional mais cedo.
O aparelho, chamado de "single port", foi usado pela primeira vez para tratar hiperplasia prostática (crescimento benigno do órgão) em um Hospital de Cleveland, Ohio, nos Estados Unidos. A operação durou mais de cinco horas, seis vezes além do tempo gasto em São Paulo.
"Seremos o primeiro centro em toda América Latina, com profissionais altamente treinados, a realizar rotineiramente essa cirurgia. É um avanço na medicina, principalmente para a rede pública de saúde, que vai trazer mais qualidade de vida aos pacientes", afirma o médico chefe do serviço de urologia, Joaquim Claro.
O método é indicado para pacientes que estejam com a próstata muito dilatada, chegando a pesar até 100 gramas. No tamanho normal, ela pesa entre 15 e 20 gramas. 
Do: Estadão


Caetano Veloso - Sonhos

Pelo quinto ano consecutivo aumentou o nº de trabalhadores com carteira assinada.

 Por: Eliseu

Para os 4% de Brasileiros que insistem em falar mal do governo Lula, eis mais uma notícia que mostra o contrário:
O número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado caiu em 2010 pelo quinto ano consecutivo, segundo pesquisa divulgada hoje (27), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Do total de trabalhadores na área, 12,1% estavam sem o documento, no ano passado, contra 12,7% em 2009. Já em 2003, o percentual era de 15,5%.

Em 2010, 10,2 milhões de trabalhadores tinham carteira de trabalho assinada no setor privado. Dessa maneira, em relação ao total de ocupados, o percentual de trabalhadores no setor passou de 44,7% em 2009 para 46,3%. Em 2003, o índice era 39,7%.

Segundo o coordenador da Pesquisa Mensal do Emprego, Cimar Azeredo, o aumento no número de trabalhadores com carteira reflete um cenário econômico favorável, além do aumento da fiscalização. O benefício, segundo ele, também contribui para a robustez da economia.

“Principalmente no caso de trabalhadores com rendimento mais baixo, a carteira significa cidadania, no sentido de que esse trabalhador vai ter crédito. Ele vai passar a comprar, e, de alguma forma, movimentar a economia e contribuir para a melhora do cenário econômico”, disse.


Entre 2003 e 2010, o número de trabalhadores com carteira avançou 38,7% enquanto o total de ocupados cresceu 18,9%. Isso significa que 2,8 milhões de postos de trabalho com carteira assinada foram gerados no período, de acordo com IBGE.

No período, Azeredo destacou com indicador da queda da informalidade a redução do percentual de pessoas trabalhando por conta própria, que passou de 20% da população ocupada para 18,4%.

Entre os setores, o percentual de informalidade teve maior redução na construção civil, cujos índices de trabalhadores sem carteira caíram de 7,7% para 5,7% entre 2003 e 2010.

O número de trabalhadores com carteira assinada também subiu no setor de serviços domésticos, mas o número de empregados sem o documento é de 62,6%. De acordo com Azeredo, esses trabalhadores preferem ganhar mais a ter direitos trabalhistas reconhecidos.


Fonte: Pernambuco.com

Charge do dia

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Os Incríveis: "Kokorono-Niji"

Programa de transferência de renda Brasileiro é recomendado pela FAO

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) advertiu hoje (26) que políticas públicas inadequadas podem agravar a crise de alimentos causada pela alta dos preços no mundo. Para os especialistas, restringir as exportações, como optam alguns países superavitários, pode piorar a situação global, pois gera incerteza e a depreciação dos preços do mercado interno.
A FAO recomendou ainda que os governos se esforcem na execução de programas de segurança alimentar para as camadas pobres da população. No Brasil, o carro-chefe dos programas de transferência de renda é o Bolsa Família. Segundo a organização das Nações Unidas, os programas de transferência de renda ou alimentos são essenciais para o “desenvolvimento” de um sistema completo na cadeia de segurança alimentar.

“A experiência da crise alimentar de 2007 a 2008 mostra que, em alguns casos, decisões tomadas de forma precipitada pelos governos que tinham o objetivo de atenuar o impacto da crise acabaram por contribuir e até agravar a crise impactando sobre a insegurança alimentar”, disse o diretor de Políticas da FAO e da Divisão de Apoio ao Programa de Desenvolvimento, Richard China.
O Índice de Preços da FAO – que é uma espécie de referência de preços dos alimentos básicos em nível internacional – atingiu o pico em dezembro de 2010. “Com esse novo choque de preços agora, dois anos depois da crise financeira internacional, há uma séria preocupação sobre as implicações para os mercados de alimentos nos países vulneráveis”, disse China.
De acordo com a FAO, os mais afetados pela alta dos preços são as pessoas que vivem em centros urbanos e pequenos agricultores de países em desenvolvimento. Segundo especialistas, os mais pobres gastam de 70% a 75% da sua renda para comprar alimentos.
A FAO ressaltou ainda que não existe um “guia” com regras definidas sobre as medidas que devem ser adotadas para o sucesso em cada país. De acordo com especialistas, o ideal é buscar a combinação de ações políticas e programáticas adaptadas às condições locais e acordados pelas partes interessadas em cada país.
Em um relatório divulgado hoje, a FAO recomenda que os governos estimulem a produção de sementes em parceria com escolas, comunidades, grupos de agricultores e cooperativas.
Do: Correio do Brasil

Charge do dia

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Chris de Burgh - Lady in Red 1996

Mulher sobrevive a queda do 23.º andar

É uma daquelas histórias de sobrevivência que desafia a imaginação: em Buenos Aires, uma mulher caiu do 23.º andar de um edifício e sobreviveu. A queda foi amortecida por um táxi que acabava de parar à porta do Hotel Panamericano e cujo condutor saíra da viatura instantes antes, alertado pelos gritos da vítima e pela atitude de um policial que olhava para cima.
Espantosamente, este voo de 100 metros na vertical terminou com lesões graves, mas não fatais. Citado pelo site do jornal espanhol “El Mundo”, o diretor dos serviços médicos de emergência argentinos explicou que a mulher se encontra em “estado reservado”, com dupla fratura da bacia e um pneumotórax.

“Se não tenho saído do carro, morria”, desabafou o motorista do táxi à Rádio 10 argentina. “Primeiro,  a vi pendurada e achamos sempre que alguém vai resgatá-la. Mas depois, quando voltei a olhar, ela já vinha caindo.” A mulher, que, de acordo com o diário argentino “La Nación”, não era nem hóspede nem funcionária do hotel, despencou-se do 23.º andar do edifício, onde se localiza o spa da unidade hoteleira de cinco estrelas.

Do: Público.pt

"Lixo Extraordinário" pode ganhar Oscar

 Por: Eliseu.

O único Presidente do Brasil que se preocupou com os mais humildes, o "analfabeto" Luiz Inácio Lula da Silva, que deixou a presidência com índice recorde de aprovação e tendo deixando no poder sua sucessora Dilma, deve estar muito satisfeito em ver o Documentário "Lixo Extraordinário" poder estar concorrendo ao Oscar. Lula foi um dos maiores apoiadores dos catadores, inclusive almoçando com eles em todos os dias de Natal de seu governo.

Na manhã desta terça-feira (25), Hollywood vai anunciar os cinco filmes que vão concorrer ao Oscar de Melhor Documentário. Entre os 14 pré-selecionados, está um que foi rodado aqui no Rio de Janeiro - uma co-produção Brasil-inglaterra. "Lixo extraordinário" conta a vida de catadores que trabalham em um lixão carioca.

Vinte e oito mil libras, na época quase R$ 100 mil: foi o preço alcançado pela obra de arte feita de detritos recolhidos pelos homens e mulheres humildes que são as estrelas do filme “Lixo Extraordinário”.* 



Não há estatísticas oficiais, mas estima-se que cerca de cinco mil catadores trabalhem no Lixão de Gramacho e que 15 mil pessoas sobrevivam de atividades relacionadas a ele.

O documentário foi gravado ao longo de dois anos em um dos maiores aterros sanitários do mundo. O filme teve três diretores que se alternaram. Todos se sentiram profundamente transformados pelo que viram e testemunharam em Jardim Gramacho.

“Eles trabalham em um lugar absolutamente desumano e hostil. E eles têm uma força para superar aqui todos os dias. Isso é surpreendente. Para mim, foi muito gratificante”, conta a co-diretora do documentário, Karen Harley.

O filme conta a trajetória do lixo no aterro, até se tornar arte pelas mãos de Vik Muniz. Ele foi o artista responsável pela abertura da novela Passione.


"Lixo Extraordinário" já ganhou 18 prêmios internacionais, inclusive nos Estados Unidos; e três nacionais. Quem vê o filme, sai do cinema emocionado.

“Beleza de filme. Me emocionei e até chorei”, diz um homem.

E se vier a ganhar o Oscar? “Seria muito bom para dar visibilidade à causa dos catadores”, diz Karen.


Fonte: Portal MS