quinta-feira, 30 de junho de 2011

Bee Gees - Heartbreaker

Principais causas de morte no Brasil são evitáveis

Especialistas defendem ações preventivas para diminuir a incidência de doenças cardiovasculares, renais, diabetes, câncer e a obesidade, que é gatilho para as demais.

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como problemas cardiovasculares, renais, respiratórios, diabetes e câncer, entre outras, são responsáveis por 72% das mortes registradas no Brasil em 2007.

Os dados constam de um volume intitulado “A saúde dos brasileiros”, que a revista britânica The Lancet, especializada em medicina, publicou em maio. Esta é a primeira vez que a saúde pública do país foi abordada de maneira tão aprofundada por um periódico de prestígio internacional.

Maria Inês Schmidt, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, é co-autora do capítulo sobre a carga e os desafios impostos pelas doenças crônicas não transmissíveis no país. Ela esteve ontem num seminário realizado na Faculdade de Saúde Pública da USP para discutir os dados da publicação.
Segundo ela, as taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares e respiratórias estão diminuindo, muito provavelmente pelo combate ao tabagismo e pela ampliação do acesso aos serviços de atenção primária à saúde. “No entanto, a crescente incidência da obesidade, que facilita o aparecimento das outras doenças e leva a sérias complicações, pode compensar negativamente o avanço”, disse.

Por isso, são necessárias ações preventivas especialmente em termos de legislação e regulamentação de alimentos industrializados ricos em gorduras e açúcar, hipercalóricos e nada saudáveis, e melhoria na qualidade do acompanhamento aos doentes crônicos — o que é um grande desafio devido a pressões das transnacionais do setor.

Maria Inês defendeu o fortalecimento do sistema de saúde brasileiro, a expansão e qualificação da Estratégia Saúde da Família, ampliação do acesso a medicamentos custo-efetivos, maior diálogo entre a atenção básica e outros níveis de atendimento, e integração entre programas para doenças crônicas e outras em andamento, como as relativas à saúde da mulher e HIV/AIDS; além do aperfeiçoamento da detecção imediata e tratamento de pessoas com câncer em estágio inicial, com altas chances de cura.

Por: Correio do Brasil

Relatório mostra continuidade na violência contra povos indígenas

A violência e as falhas na atenção à saúde de povos indígenas têm mantido altas as estatísticas de mortes nessas populações a cada ano. A conclusão está no relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – 2010, que o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulga hoje (30). O levantamento revela que, no ano passado, pelo menos 60 indígenas foram assassinados no país, repetindo os números de 2008 e 2009.  

“O que fica mais evidente é que continua tudo igual. Temos a reprodução de uma situação que é dramática”, avalia a  antropóloga Lúcia Helena Rangel, coordenadora da pesquisa.

A maioria dos homicídios, de acordo com o Cimi, ocorreu em Mato Grosso do Sul, região de conflitos históricos entre índios e grandes produtores rurais pela posse de terras. O estado registra mais de 50% dos assassinatos indígenas em 2010 e o maior percentual de ameaças e tentativas de assassinatos notificados pelos pesquisadores.

Além da violência, o levantamento traz informações sobre outras violações de direitos indígenas, como a assistência à saúde. Em 2010, os números foram alarmantes: de acordo com o relatório, 92 crianças indígenas menores de 5 anos morreram vítimas de doenças consideradas “facilmente tratáveis”, número 500% maior que o registrado em 2009. “A situação do povo Xavante, que perdeu 60 das 100 crianças nascidas vivas, é um absurdo”, destaca a coordenadora.

O documento também registra casos de violência policial, desrespeito à demarcação e exploração ilegal de recursos em terras indígenas.

Segundo Lúcia Helena, a repetição das estatísticas negativas revela o descaso histórico em relação às causas indígenas e o recente acirramento do preconceito contra os povos tradicionais. “Reflete o não reconhecimento dos direitos indígenas, por parte do Estado, por parte dos políticos, dos donos de terra e da população em geral, que expressa um racismo contra os indígenas que está cada vez mais descarado”, acrescenta.

Por: Agência Brasil

Charge do dia

nani

quarta-feira, 29 de junho de 2011

The Originals - Mar de Rosas, Vem Me Ajudar e Menina Linda

Sob repúdio popular, Parlamento grego aprova novo pacote do FMI

Em meio a inúmeros protestos massivos, o Parlamento grego aprovou, nesta quarta-feira (29), um novo pacote de “medidas de austeridade”. A votação foi encerrada com 155 votos a favor, 138 contra e sete abstenções ou faltas — o governo precisava de uma maioria simples, de 151 dos 300 votos da Casa. Uma nova votação deve ser realizada nesta quinta-feira (30), agora para definir como o ajuste fiscal será implantado.

O Partido Socialista, que governa o país, tem 155 deputados — o que tem garantido a aprovação de medidas impopulares. Na semana passada, o Parlamento já havia dado um voto de confiança ao governo. O placar da votação para que o primeiro-ministro permaneça no cargo ficou justamente em 155 votos a favor, ante 143 contra e duas abstenções.
Com as duas decisões de seus parlamentares, a Grécia se alinha ainda mais à política ultraconservadora da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Em crise profunda, o país estava prestes a dar um calote na dívida pública. O governo aceitou, então, as perversas condições impostas pela UE e pelo FMI para conceder ao país uma nova “ajuda” financeira, de 110 bilhões de euros. Em 2010, a Grécia já recebeu um pacote de resgate de US$ 160 bilhões.
“Os problemas da crise grega (e europeia) são de origem estrutural”, apontou, em artigo recente, o sociólogo Atilio Boron. O caos na Grécia, segundo ele, consiste no “sintoma mais agudo da crise geral do capitalismo, essa que os meios de comunicação da burguesia e do imperialismo asseguram há três anos que já está em vias de superação, apesar das coisas estarem cada vez pior”.
Sem mexer nos interesses do sistema financeiro, o novo pacote joga nas costas dos trabalhadores gregos a conta da crise iniciada nos Estados Unidos em 2007-2008 e espalhada dali para o mundo. As medidas envolvem aumento dos impostos sobre renda e propriedades, privatizações e redução de salários e aposentadorias. O corte de custos governamentais será na ordem de 78 bilhões de euros até 2015.
Está prevista também a redução de servidores do setor público em 25%. Ao mesmo tempo, a jornada de trabalho do funcionalismo será elevada a 40 horas semanais, e os novos contrato terão um salário mínimo de apenas 500 euros mensais.
O povo nas ruas

Em protesto contra o receituário neoliberal e mesmo sob truculenta repressão policial, os trabalhadores estão em greve geral há 48 horas. As manifestações se proliferam em todo o país, com o apoio e, em alguns casos, a liderança do Pame (Frente Militante de Todos os Trabalhadores) — a articulação sindical dirigida pelos comunistas gregos.
Na manhã desta quarta, antes da votação, a capital Atenas foi palco de muitos confrontos. A repressão policial usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar milhares de manifestantes que promoviam passeata pelo centro da capital grega, a caminho da Praça Syntagma, em frente ao Parlamento. A praça ficou lotada de manifestantes e se tornou zona de guerra. Muitos gregos aderiram aos protestos com lenços, óculos e máscaras para protegerem-se do gás lacrimogêneo.
As palavras de ordem ecoaram pelas ruas gregas. “O povo se levanta! Nenhum compromisso com as medidas do governo”, ouvia-se dos militantes do Pame em diversas cidades. Eles também usaram slogans como “Não às ilusões — o capitalismo não pode se tornar humano”; “Patriotismo é o que é justo para o povo, e não os lucros do capitalismo”; “O povo, sim — e não os lucros”.
Os protestos contam com a firme adesão do Partido Comunista Grego (KKE), que promete manter a agenda de lutas e mobilizar mais trabalhadores. “Para aprovar as piores medidas, querem que o povo abaixe a cabeça de agora até os próximos 50 anos”, denunciou Aleka Papariga, secretária-geral do PC grego, durante um dos atos organizados pelo Pame.
“Mas a luta continuará e será determinante nas fábricas, nas repartições, em escritórios, em todos os locais de trabalho, nos campos, nas pequenas empresas, nos bairros. É isso que levará o povo à vitória”, agregou a dirigente comunista.
“Juventude indignada e irada”

Dois dos manifestantes que tentavam evitar a chegada dos deputados ficaram feridos na repressão policial. “Desde o ano passado, o governo decidiu destruir o funcionalismo público e as universidades. Reivindicamos eleições — caso contrário, permaneceremos nas ruas durante um mês”, afirmou Alexander, um estudante do quarto ano de Economia.
“Somos uma juventude indignada. Somos uma juventude irada. Destruíram nosso presente e nosso futuro. Estão vendendo nosso país. Vai ocorrer aqui o mesmo que ocorreu na Argentina. O futuro da Grécia é obscuro”, desabafou Artemis Moscholia, empregada de 28 anos.
Para Atilio A. Boron, “o povo grego, com sua firme resistência, demonstra estar disposto a acabar com um sistema que já é inviável não no longo — mas no médio prazo. Há que acompanhá-lo em sua luta e organizar a solidariedade internacional para tratar de evitar a feroz repressão de que é objeto, método predileto do capital para solucionar os problemas que cria sua exorbitante voracidade”.

Por: Vermelho

Brasil precisa criminalizar ação de hackers, diz Ministro

Dias após cerca de 200 sites de órgãos públicos brasileiros terem sido invadidos, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta quarta-feira que o Brasil precisa tipificar o crime de hackers para coibir este tipo de ataque.

"O Brasil precisa ter uma tipificação criminal que permita à Polícia Federal e ao Poder Judiciário coibir esse tipo de crime", disse Cardozo a jornalistas após reunião com o presidente da República em exercício, Michel Temer.

Segundo o ministro, já há projetos no Congresso Nacional que tipificam a ação de hackers como crime, mas a discussão precisa ser aprofundada.

"Não é um problema fácil de ser atacado", disse. "Precisamos melhorar essa legislação, precisamos aprofundar essa discussão com o Congresso Nacional para que possamos estar aparelhados para enfrentarmos esse problema."

As investidas de hackers contra sites públicos brasileiros chegaram a tirar do ar, na quinta-feira passada, o portal da Presidência da República. Entre os sites que também foram alvo estão o da Receita Federal e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), nenhum dado sigiloso foi roubado dos portais invadidos.

Cardozo disse que o Ministério da Justiça e outros órgãos técnicos investigam os ataques.

Por: Reuters

Ausência de Chávez deixa situação e oposição sem rumo

Chávez domina a política venezuelana há anos A ausência do presidente Hugo Chávez, que há quase 20 dias se  recupera de uma cirurgia em Cuba, evidencia como tanto a situação como a oposição dependem da figura do mandatário para orientar o seu rumo político.

Ambas parecem não saber muito bem como agir nestes dias e perguntas como “pode existir revolução sem Chávez?” e “o que a oposição fará na ausência prolongada de Chávez?” seguem sem resposta.

"A política venezuelana é dependente de Chávez. Estamos sem alguém que dite a agenda", disse à BBC o analista José Vicente Carrasquero.

"Durante a semana, os políticos repercutiam as peripécias de Chávez", afirma o analista, citando o programa semanal Aló Presidente, no qual o líder costumava falar por quatro ou cinco horas.

Mas no momento, o país parece se ajustar a uma frase cunhada no chavismo: "com Chávez tudo, sem Chávez, nada", ou pelo menos uma variante dela "sem Chávez, incerteza pura".

Situação

Ninguém no governo tem o carisma ou conexão profunda de Chávez com os setores tão amplos da população.

Para o analista Nicmer Evans, a vida política na Venezuela "se move com o pé no freio".

"Com sua presença, o presidente imprime uma velocidade vertiginosa à revolução", diz ele.

Evans afirma que os setores políticos venezuelanos devem começar a se perguntar o que acontecerá no dia em que Chávez não estiver mais atuante.

"Um processo revolucionário que pretende durar não pode se limitar a apenas um líder", completa.

Chávez, há quase 13 anos no poder, impôs um regime personalista e centralizado.

"Existe uma coisa chamada chavismo, mas não tem estrutura, não há outros líderes além de Chávez", diz Michael Shifter, presidente do centro de análise Diálogo Interamericano, com sede em Washington.

“Fica a sensação de que há muita incerteza no partido de Chávez porque não há sucessor. O PSUV (Partido Socialista Unido de Venezuela) é um arquipélago de ideias e formas de ver a vida que se juntam pela presença de Chávez”, afirma ele.

Oposição

Se a situação parece desorientada, a oposição também se vêm em posição inédita, de oportunidades e riscos.

Até agora, representantes do setor se limitaram a reclamar da falta de informações médicas oficiais sobre o presidente e pedem que o vice, Elias Jaua, assuma o poder.

Eles também tem questionado o fato de Chávez governar de Havana.

Shifter diz acreditar que a oposição precisa ser cuidadosa.

“Mesmo que falta informação, não pode parecer que esteja se aproveitando da situação”, disse ele.

A oposição elege em fevereiro seu candidato para enfrentar Chávez nas eleições de dezembro.

Para Carrasquero, a eventual ausência de Chávez poderia gerar conflitos entre os opositores.

“Eles podem se ver com mais possibilidades de ganhar e se dividir, abrido espaço para várias candidaturas”, disse ele.

Por: BBC Brasil

Charge do dia

bessinha (2)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Jobim “comemora” desaparecimento de arquivos

Em mais uma de suas declarações eivadas de controvérsia, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, concluiu que o governo já tem condições de anular o sigilo eterno de documentos oficiais do regime militar brasileiro (1964-1985) classificados como ultra-secretos. Se a causa parece justa e progressista, o que desvirtua a proposta de Jobim é sua argumentação abertamente alinhada aos interesses das Forças Armadas, dos generais-presidentes, dos torturadores – e não da sociedade.

Ao ser entrevistado nesta segunda-feira (27), o ministro deu a entender que defende a Lei de Acesso à Informação, aprovada pela Câmara Federal e em tramitação no Senado. Não que se trate, na opinião de Jobim, de um direito fundamental – uma dívida do Estado com os brasileiros. Ao contrário. Segundo ele, a revelação do conteúdo dos arquivos da ditadura só é possível hoje porque os papéis mais comprometedores “desapareceram” – e, por isso, já não causarão incômodo algum aos militares.

“Não há documentos – nós já levantamos os documentos todos e não tem. Os documentos já desapareceram, já foram consumidos à época. Então, não tem nada, não há problema nenhum em relação a essa questão”, afirmou Jobim, sem dar mais e indispensáveis explicações. Daí sua conclusão de que as Forças Armadas não têm “nada a esconder”, podendo, assim, confiar na nova lei.
Segredo mesmo, disse o ministro, só é preciso ter em relação a tecnologias sensíveis ligadas à segurança nacional. “O sigilo tecnológico está protegido pelo próprio texto. Então, não temos problema nenhum”, arrematou. Ele também elogiou o “bem desenhado” projeto de lei aprovado na Câmara. De acordo com a medida, o prazo de proteção a documentos ultra-secretos continua a ser de 25 anos – mas poderá ser renovado por uma única vez, e não indefinidamente, como vigora nos dias de hoje.
É no Senado, porém, que parece haver mais resistência à proposta. Os senadores e ex-presidentes Fernando Collor (PTB-AL) e José Sarney (PMDB-AP) já se declararam contrários à abertura irrestrita de todos os documentos oficiais, sob a alegação de que o Brasil poderá criar “mal-estar” com vizinhos sul-americanos como Bolívia e Paraguai.
“Não temos nada a esconder”, repete Jobim. “Os fatos históricos dos quais participaram as Forças Armadas são fatos já conhecidos. Alguém pode dizer que tem o problema da guerra do Paraguai. Não – basta ler sobre a guerra”, emendou Jobim. Nesse caso, porém, ao menos ele não deixou claro se documentos do período também já foram ou não foram “consumidos”.
Uma revelação adiada

O depoimento de Nelson Jobim compromete não apenas sua já polêmica reputação – mas traz também embaraços ao governo federal. É o ponto de partida para uma série de indagações: em que outra gestão e sob quais circunstâncias documentos oficiais sumiram – ou, para usar sua própria expressão, “foram consumidos”? Quando, exatamente, o governo constatou a queima de arquivo?
Mais que isso: o que o Ministério da Defesa pode fazer a respeito? Quais providências o governo Dilma pensa, agora, em adotar para se chegar à verdade dos fatos ocorridos nos porões da ditadura? Ou quer dizer que a Comissão da Verdade se torna uma medida decorativa e inócua, já que, oficialmente, não há mais nada a se revelar?
É inaceitável e cada vez mais vergonhoso que a chamada “história oficial” se recuse a tornar públicos episódios cruciais, como a repressão operada pelos militares – sobretudo à Guerrilha do Araguaia, entre 1972 e 1975. Cerca de metade dos desaparecidos políticos do Brasil estava em combate no Araguaia quando sumiu para sempre.
Numa entrevista de junho de 2009 ao jornal O Estado de S. Paulo, Sebastião Curió Rodrigues, o major Curió, admitiu que a ordem era exterminar todos os guerrilheiros, poupando-se apenas os adolescentes. “Dos 67 integrantes do movimento de resistência mortos durante o conflito com militares, 41 foram presos, amarrados e executados, quando não ofereciam risco às tropas”, registrou o Estadão, conforme documentação de Curió. O jovem guerrilheiro Antonio Guilherme Ribas, ex-dirigente da Ubes, chegou a ter a cabeça enviada para Xambioá, no Pará.
Caso igualmente chocante é o da paraguaia Soledad Barret Viedma, que militava na VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e foi assassinada um dia antes de completar 28 anos. Traída por seu próprio namorado, o cabo Anselmo, de quem esperava um filho havia quatro meses, Soledad foi encontrada “com os olhos muito abertos com expressão muito grande de terror”, conforme relato de Mércia de Albuquerque Ferreira, advogada de presos políticos.
“A boca estava entreaberta, e o que mais me impressionou foi o sangue coagulado em grande quantidade”, lembra Mércia. “Tenho a impressão que ela foi morta e ficou algum tempo deitada e a trouxeram, e o sangue quando coagulou ficou preso nas pernas porque era uma quantidade grande e o feto estava lá nos pés dela. Não posso saber como foi parar ali ou se foi ali mesmo no necrotério que ele caiu, que ele nasceu, naquele horror.”
Se depender de Nelson Jobim, detalhes de atrocidades como estas jamais virão à tona. Ou, pior, podem passar como se nem sequer houvessem existido.

Por: Vermelho

Demis Roussos - Rain And Tears

A bastilha da exclusão

Nos anos 90, a cada dez brasileiros, quatro eram miseráveis. Hoje a proporção é de um para dez. O ganho é indiscutível. Mas o desafio ficou maior: erradicar a miséria pressupõe atingir a bastilha da exclusão que no caso do Brasil tem uma intensidade rural (25,5%) cinco vezes superior à urbana (5,4%).

José Graziano da Silva

Crises funcionam como uma espécie de tomografia na vida dos povos e das nações. Nos anos 80, por exemplo, o fim do ciclo de alta liquidez escancarou a fragilidade de um modelo de crescimento adotado por inúmeros países da América Latina e Caribe ancorado em endividamento externo. Nos anos 90, a adesão ao cânone dos mercados auto-reguláveis expôs a economia a sucessivos episódios de volatilidade financeira que desmentiram a existência de contrapesos intrínsecos ao vale tudo do liasses-faire. O custo social foi avassalador.
A crise mundial de 2007-2008, por sua vez, evidenciou a eficácia de uma ferramenta rebaixada nos anos 90: as políticas de combate à fome e à pobreza, que se revelaram um importante amortecedor regional para os solavancos dos mercados globalizados.
O PIB regional per capita recuou 3% em média em 2009 e o contingente de pobres e miseráveis cresceu em cerca de nove milhões de pessoas. No entanto, ao contrário do que ocorreu na década de 90, quando 31 milhões ingressaram na miséria, desta vez o patrimônio regional de avanços acumulados desde 2002 não se destroçou.
Abriu-se assim um espaço de legitimidade para a discussão de novas famílias de políticas sociais, desta vez voltadas à erradicação da pobreza extrema.
No Brasil, a intenção é aprimorar o foco das ações de transferência de renda, associadas a universalização de serviços essenciais e incentivos à emancipação produtiva. Espera-se assim alçar da exclusão 16,2 milhões de brasileiros (8,5% da população) que vivem com menos de R$ 70,00 por mês.
A morfologia da exclusão nos últimos anos indica que o êxito da empreitada brasileira- ou regional - pressupõe, entre outros requisitos, uma extrema habilidade para associar o combate à miséria ao aperfeiçoamento de políticas voltadas para o desenvolvimento da pequena produção agrícola. Vejamos.
A emancipação produtiva de parte dessa população requer habilidosa sofisticação das políticas públicas.
Apenas 15,6% da população brasileira vive no campo. É aí, em contrapartida, que se concentram 46% dos homens e mulheres enredados na pobreza extrema - 7,5 milhões de pessoas, ou 25,5% do universo rural. As cidades que abrigam 84,4% dos brasileiros reúnem 53,3% dos miseráveis - 8,6 milhões de pessoas, ou 5,4% do mundo urbano.
Portanto, de cada quatro moradores do campo um vive em condições de pobreza extrema e esse dado ainda envolve certa subestimação. As pequenas cidades que hoje abrigam algo como 11% da população brasileira constituem na verdade uma extensão inseparável do campo em torno do qual gravitam. Um exemplo dessa aderência são os 1.113 municípios do semi-árido nordestino, listados como alvo prioritário da erradicação da miséria brasileira até 2014.
Nos anos 90, a cada dez brasileiros, quatro eram miseráveis. Hoje a proporção é de um para dez. O ganho é indiscutível. Mas o desafio ficou maior: erradicar a miséria pressupõe atingir a bastilha da exclusão que no caso do Brasil tem uma intensidade rural (25,5%) cinco vezes superior à urbana (5,4%).
O cenário da América Latina e Caribe inclui relevo semelhante com escarpas mais íngremes. Cerca de 71 milhões de latino-americanos e caribenhos são miseráveis que representam 12,9% da população regional, distribuídos de forma igual entre o urbano e o rural: cerca de 35 milhões em cada setor. A exemplo do que ocorre no Brasil, porém, a indigência relativa na área rural, de 29,5%, é mais que três vezes superior a sua intensidade urbana (8,3%), conforme os dados da Cepal de 2008.
Estamos falando, portanto, de um núcleo duro que resistiu à ofensiva das políticas públicas acionada na última década. Desde 2002, 41 milhões de pessoas deixaram a pobreza e 26 milhões escaparam do torniquete da miséria na América Latina e Caribe. Essa conquista percorreu trajetórias desiguais: declínios maiores de pobreza e miséria correram na área urbana (menos 28% e menos 39%, respectivamente) em contraposição aos do campo (menos 16% e menos 22%).
Uma visão de grossas pinceladas poderia enxergar nesse movimento uma travessia da exclusão regional em que a pobreza instaura seu predomínio na margem urbana, enquanto a maior incidência da miséria se consolida no estuário rural e na órbita dos pequenos municípios ao seu redor.
A superação da miséria absoluta é possível com a extensão dos programas de transferência de renda aos contingentes mais vulneráveis. Mas a emancipação produtiva de parte desses protagonistas requer habilidosa sofisticação das políticas públicas. A boa notícia é que o núcleo duro rural inclui características encorajadoras: os excluídos tem um perfil produtivo, um ponto de partida a ser ativado. Os governos, por sua vez, tem experiências bem sucedidas a seguir. Entre elas, a brasileira, a exemplo do crédito do Pronaf, e das demandas cativas que incluem o suprimento de 30% da merenda escolar e as Compras de Alimentos da Agricultura Familiar, implantadas nos últimos anos. Não por acaso, a pobreza extrema no campo brasileiro caiu de 25% para 14% entre 2002 e 2010 e a renda do agricultor familiar cresceu 33%, três vezes mais que a média urbana nesse mesmo período.

Por: Carta Maior

Itamar continua em estado grave

Itamar Franco O senador e ex-presidente Itamar Franco continua internado em estado grave na UTI do hospital Albert Einstein, em decorrência de uma pneumonia desenvolvida durante o tratamento de quimioterapia a que está se submetendo  para tratamento de leucemia.

Itamar Franco completa hoje 81 anos, e é de chamar a atenção a falta de visitas por seus colegas políticos desde o início do tratamento. Os únicos que externaram publicamente suas preocupações com a saúde do senador Itamar – e isso nos primeiros momentos de sua internação – foram o senador Aécio Neves, do PSDB mineiro, que ajudou o ex-presidente a se eleger senador por Minas no ano passado, e o presidente da Casa, José Sarney. Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e o tucano Fernando Henrique Cardoso não vieram a público dar declarações de apoio. Também até agora a presidenta Dilma Rousseff não se manifestou.

Com informações do Blog Contexto Livre e Reuters

IPC cai em seis das sete capitais pesquisadas

Por: Eliseu

Apesar dos urubus do PIG, o Brasil, com a presidenta Dilma à frente mostra que continua no rumo certo. Os indicadores mostram claramente.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) caiu em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), na semana de 22 de junho em relação à semana anterior. Quatro cidades registraram queda de preços, também conhecida como deflação.

Três cidades registraram queda de preços tanto na semana do dia 15 quanto na semana do dia 22. Foi o caso de Porto Alegre, que passou de uma deflação de 0,35% para uma de 0,52% no período (queda de 0,17 ponto percentual), São Paulo, que passou de -0,15% para -0,29% (queda de 0,14 ponto percentual), e Salvador, que passou de uma taxa de -0,01% para -0,08% (redução de 0,07 ponto percentual).

O Rio de Janeiro passou de uma inflação de 0,06% na semana do dia 15 para uma deflação de 0,07% na semana seguinte (queda de 0,13 ponto percentual). Recife registrou a maior queda entre as duas semanas: 0,37 ponto percentual (ao passar de uma inflação de 0,73% para 0,36%).

Belo Horizonte também apresentou queda no ritmo da inflação: 0,30 ponto percentual (ao passar de 0,38% para 0,08%). Brasília foi a única capital que seguiu na contramão da tendência do IPC-S, ao ter aumento de 0,04 ponto percentual no ritmo da inflação, ao passar de uma taxa de 0,26% para 0,30%.

Veremos agora se o PIG (leia-se tucanos e agregados) continuam batendo na mesma tecla, ou se inovam, para tentar desestabilizar o País.

Com informações do Correio do Brasil

Meu presente!


Esse selo é um presente de minha querida amiga Rosa, do Palavras de um novo mundo, um blog que sempre vale a pena visitar.
Vieram algumas regrinhas que publiquei abaixo.
Sempre é bom receber presente, ainda mais de manhã. Fiquei muito feliz.
As regrinhas que vieram estão listadas abaixo.
1 - Exibir a imagem do selinho em seu blog;
2 - Postar o link do blog que o indicou (jamais deixaria de fazer);
3 - Publicar as regras;
4 - Indicar 10 blogs para receberem;
5 - Avisar aos indicados.
Os blogs do amigos: 
Célia                               http://wwwavivarcel.blogspot.com/
Lindalva                           http://ilha-da-lindalva.blogspot.com/
Michele                            http://michele-dos-santos.blogspot.com/
Carlos                              http://carlos-geografia.blogspot.com/
Bicho Maluka                    http://bichomalucobeleza.blogspot.com/
Marinilda                          http://zumbaiazumbi.blogspot.com/
Nayane                            http://anne-oliveira.blogspot.com/
José Carlos                      http://contextolivre.blogspot.com/
Rogério                           http://rogerioalmeidafuro.blogspot.com
Terror do Nordeste          http://wwwterrordonordeste.blogspot.com/

Aquele abraço,
Eliseu.

Charge do dia

scabini

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Commodores - Sail On

DEM se envergonha de ser partido de direita

Ao passar por uma refundação de fachada em 2007, o partido abandonou a sigla PFL numa péssima jogada de marketing da direção partidária. Nas urnas, os resultados não vieram — os “demos”, com exceção da vitória de Gilberto Kassab para a Prefeitura de São Paulo em 2008, naufragaram.
Agora, depois de medir os ânimos do eleitorado em pesquisa qualitativa e quantitativa, o DEM vai lançar nova linha de comunicação no segundo semestre. A sondagem será decisiva para se chegar à nova “roupagem” do partido. Não está descartado o resgate do antigo PFL e o abandono da sigla DEM, manchada após o escândalo envolvendo o ex-governador José Roberto Arruda (DF), no episódio conhecido por “mensalão do DEM”.
“A questão do conteúdo a gente já tem avançado. A consistência do que acreditamos já está acertada. Agora, o que falta é a definição da embalagem”, afirmou o líder do partido na Câmara, ACM Neto (BA).
Parte do ideário do DEM — que se diz defensor do liberalismo econômico e da livre iniciativa — foi moldada após pesquisa de 2007, do Instituto GPP. De acordo com o levantamento, a maioria dos brasileiros é contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a legalização das drogas e do aborto. A pesquisa ouviu 2 mil entrevistados.
Entre as palavras mais positivas consideradas pelo eleitor, estão “religião”, “trabalho” e “moral”. “Temos de mostrar nossas bandeiras. Se não, fica difícil sair da mesmice”, afirma o presidente do DEM paulistano, Alexandre de Moraes.
Mas, se há consenso sobre o programa do partido, há dúvidas a respeito do formato. Para uma vertente, o rótulo da direita ficou associado ao período da ditadura e a partidos que não gostam de pobres. Portanto, seria uma armadilha usá-lo. Para outra, existe no país um eleitor “órfão”, que é contra o governo e que quer um posicionamento claro de oposição.
“Há um congestionamento de partidos, como se todo mundo jogasse pendurado na esquerda. Virou moda dizer ‘sou de esquerda’. Mas não é isso que o brasileiro pensa”, diz o ex-deputado José Carlos Aleluia.
“O partido tem que ocupar esse espaço que abriga a direita”, agrega o parlamentar — que, no entanto, disse que o DEM deve evitar a adjetivação. “Mas não coloco objeção a companheiros que queiram colocar.”
“Não me incomodo em ser chamado de direita, de modo algum. Não tenho preocupação nenhuma. Pode chamar de direita, conservador, neoliberal. Não ligo. Sou mesmo”, disse o líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO).
Já ACM Neto avalia que, no Brasil, não são claras as definições sobre conservadorismo. “Eu, a priori, refuto. Não me considero conservador. Não adoto esse discurso. Essa roupagem não me cabe”, afirmou. “O Democratas é um partido fundamentalmente de centro, com gente mais à esquerda e mais à direita”, ilude-se o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN).
Sangria

O começo do ano foi um dos momentos mais complicados para o partido, que já foi PDS e, antes, Arena, base de sustentação ao regime militar. O DEM enfrentou uma sangria em seus quadros com as articulações em torno da fundação do PSD pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
“O DEM esteve nas cordas, mas conseguiu sair”, afirmou Demóstenes. Para a cúpula, os últimos dois meses foram determinantes para tirar a legenda da UTI. Em primeiro lugar, o fim das disputas internas, com a deserção de quadros como Kassab e o ex-senador Jorge Bornhausen (SC).
Depois, a ação mais coordenada no Congresso, tanto no caso Palocci — que era o principal fiador da criação do PSD no Planalto — como em plenário, com a derrubada de duas medidas provisórias de interesse do governo.
Na busca pelo tal “eleitor órfão”, a cúpula do partido tem conversado com cientistas políticos e com o marqueteiro baiano José Fernandes — que deve colaborar na criação das inserções na TV a partir de julho, quando começam as convenções do partido. Com a nova roupagem, o partido quer falar com o eleitorado de baixa renda, que deu uma série de vitórias recentes ao PT e à esquerda.
“Temos de falar com a classe média, mas não abandonar os pobres, conforme o discurso de muitos por aí”, declarou Demóstenes, numa crítica ao artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — que, entre outros pontos, mencionava a necessidade de o PSDB focar na classe média.
“Não voltaremos sem linha competente de diálogo com os mais pobres. Não pode ser excludente”, avaliou ACM Neto. Agripino acha que o eleitor buscará novas propostas. “O mundo evolui e tem humores e por isso o importante é persistir numa idéia.”
Exemplo espanhol

O DEM tem se baseado na experiência recente do conservador PP (Partido Popular), da Espanha, que perdeu as eleições em 2004, mas agora tem a chance de voltar ao poder após vitória no pleito municipal de maio. O ex-primeiro-ministro espanhol José Maria Aznar é referência entre a cúpula dos “demos” — eles se encontraram em jantar há dez dias em Brasília.
Na corrida pelo eleitor, o DEM admite que pode acabar avançando na base política do principal aliado, o PSDB. “O eleitor, em determinado momento, se encanta por algum partido. Já se encantou pelo PSDB e, agora, pelo PT. Está na hora do DEM mostrar o seu charme”, concluiu Demóstenes.

Por: Vermelho

Serviçais voluntários da publicidade

Crítica à publicidade capitalista e à atitude das pessoas frente a ela.

A publicidade é mestra em moldar nossos comportamentos. E não é a toa: tal habilidade é muito útil aos ricaços do grande comércio.

Na década de 80 no Brasil, tinha uma propaganda de caneta que mostrava uma pessoa com dúvida de Português, perguntando sobre alguma palavra: Como é que se escreve?. Mais que depressa, outro personagem do comercial respondia: Se escreve com Bic! Pronto, isso gerou uma febre na sociedade brasileira. Bastava alguém perguntar pra outro como se escrevia alguma coisa para obter como resposta um jocoso se escreve com Bic.

Também houve um comercial de molho de tomate, em que alguém, incerto sobre a data, indagava: Que dia é hoje?. E o outro respondia: Hoje é dia de Pomarola! Logo, um bando de otários nas ruas, escolas e no trabalho, começou a responder também hoje é dia de Pomarola, sempre que alguém perguntava a data.

Num comercial de eletrodomésticos um personagem falava que tal aparelho não é assim uma Brastemp. Prontamente, um monte de pessoas passou a usar tal expressão para caracterizar tudo o que não era de excelente qualidade.

Todo esse público repetidor de bordões publicitários não se dá conta de que está trabalhando de graça para os capitalistas, ao reproduzir slogans comerciais nas suas conversas cotidianas. Fazem papel de bobo, divulgando propaganda sem serem remunerados.

De maneira semelhante agem aqueles que fazem questão de ostentar etiquetas de marcas chiques em suas roupas. Divulgam a marca e  ao invés de receber, e  ainda pagam por isso. E muitas vezes pagam bem caro, pois o valor da marca para grande parte das pessoas está exatamente em demonstrar que se tem dinheiro bastante para comprar seus produtos (compra-se justamente porque é caro, e para mostrar pros outros que se tem grana).

A publicidade robotiza os indivíduos, tornando-os serviçais do capital. Promove consumismo, marcas, slogans, futilidades, etiquetas, rótulos, produtos, símbolos de status… A lógica do mercado acaba invadindo e envenenando nossas relações cotidianas, bate-papos e formas de expressão. Mas não somos obrigados a aderir a isso.

Por: Correio do Brasil

Eleição de Graziano é vitória da política externa do Brasil

Na avaliação do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, eleição de José Graziano da Silva para a direção-geral da FAO é uma vitória da política externa brasileira, do governo da presidenta Dilma Rousseff e da agricultura brasileira. “A eleição do doutor Graziano significa o reconhecimento do êxito da política externa da presidenta Dilma. Disputamos essa eleição com um candidato muito forte (o espanhol Miguel Anges Moratinos). Foi uma disputa política muito dura onde só um vence. É preciso que se reconheça isso internamente", disse o embaixador à Carta Maior.

Marco Aurélio Weissheimer

A eleição de José Graziano da Silva para a direção-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) é uma vitória da política externa brasileira, do governo da presidenta Dilma Rousseff e da agricultura brasileira, disse à Carta Maior o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, Alto Representante-Geral do Mercosul. “A eleição de Graziano significa o reconhecimento da importância do Brasil na área da agricultura, tanto na agricultura voltada para a exportação, quanto na agricultura familiar, onde o país teve um grande desenvolvimento agrário e social nos últimos anos, com programas altamente eficientes”.
Samuel Pinheiro Guimarães enfatizou o significado da escolha para a política externa brasileira. “A eleição do doutor Graziano significa o reconhecimento do êxito da política externa da presidenta Dilma. Disputamos essa eleição com um candidato muito forte (o espanhol Miguel Anges Moratinos). Foi uma disputa política muito dura onde só um vence. É preciso que se reconheça isso internamente. Foi uma vitória do governo e do Brasil”.
José Graziano da Silva assumirá a FAO num momento em que a segurança alimentar mundial voltou a ser tema de preocupação em virtude do preço dos alimentos. Samuel Pinheiro Guimarães lembrou que há uma demanda crescente por alimentos no mundo, o que abre uma grande oportunidade para o Brasil. “Temos a oportunidade de aproveitar essa situação para gerar receita para o país. Internamente, devemos aproveitar para agregar valor aos nossos principais produtos, como açúcar, soja e outros”.
O Alto Representante-Geral do Mercosul também destacou a importância da eleição de Graziano para as políticas de integração na área da agricultura que vem sendo implementadas no bloco sul-americano. “Isso naturalmente vai facilitar o aprofundamento dessas políticas que avançaram bastante nos últimos anos. Já uma cooperação muito estreita nesta área no âmbito do Mercosul, com um intercâmbio muito importante de experiências como o Programa de Aquisição de Alimentos e as políticas de micro-crédito”.

Por: Carta Maior

Morre terceira vítima da gripe suína no RS

O estado anunciou, como medidas para manter a situação sob controle, o reforço na divulgação de medidas preventivas, a distribuição do medicamento antiviral para tratamento sob risco de agravamento de seu quadro gripal e a ampliação do estoque de vacinas, que tinha 180 mil doses e recebeu mais 100 mil nesta semana.

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) do Rio Grande do Sul confirmou o terceiro óbito provocado pela gripe A (H1N1), conhecida como gripe suína, neste ano no Estado. A vítima é uma mulher de 42 anos, residente em Pelotas, que foi internada no dia 6 de junho e morreu no dia 11. Segundo nota da Secretaria Estadual da Saúde, ela não estava vacinada e apresentava quadro de baixa imunidade.

Antes da mulher de Pelotas, a gripe A (H1N1) havia matado uma mulher de Anta Gorda, de 48 anos, no dia 6 de junho, e um homem de Bagé, de 71 anos, no dia 9 de junho. Neste ano, foram notificados 167 casos suspeitos, dos quais seis foram confirmados, com três óbitos. Outros 119 foram descartados e 42 estão em investigação.

A Secretaria Estadual da Saúde disse que a situação é de normalidade, sem qualquer característica de epidemia. Lembrou, ainda, que também foram notificadas duas mortes pelo vírus da gripe comum. E anunciou, como medidas para manter a situação sob controle, o reforço na divulgação de medidas preventivas, a distribuição do medicamento antiviral para tratamento sob risco de agravamento de seu quadro gripal e a ampliação do estoque de vacinas, que tinha 180 mil doses e recebeu mais 100 mil nesta semana.

Por: A Crítica

Padilha abre conferência internacional de tecnologias em saúde

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha participou hoje (26) da cerimônia de abertura da Conferência Internacional de Avaliação de Tecnologias em Saúde – Htai 2011. Em sua oitava edição, é a primeira vez que o encontro ocorre na América Latina e deve reunir cerca de mil pessoas.

De acordo com Padilha, no evento será discutido se os novos equipamentos, medicamentos, novas terapias ou vacinas, que surgiram nos últimos anos, podem ser usados sem riscos no tratamento da população. "Um dos grandes temas são as vacinas", disse. "O fato dessa rede [de avaliação de tecnologias em saúde] ter aprovado a introdução de vacinas, depois de avaliações criteriosas, fez com que pudéssemos adotar, recentemente, a vacina contra o rotavírus", relatou.

A rede de avaliação de tecnologias em saúde também ajuda o Brasil a direcionar as políticas públicas. Segundo o ministro, as orientações auxiliaram na introdução de testes rápidos para gravidez e sífilis congênita no sistema de saúde.

Durante a conferência, até quarta-feira (29) serão apresentados 828 trabalhos científicos de 44 países. Além do ministro Alexandre Padilha, também participam da abertura do evento, no Rio de Janeiro, o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

Por: Agência Brasil

Charge do dia

bessinha (1)

domingo, 26 de junho de 2011

Zeca Pagodinho e Martinho da Vila - Mulheres

José Graziano na Direção-geral da FAO

Apoiado por uma ferrenha campanha do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Luiz Graziano foi ministro durante o governo Lula e estruturou o Bolsa Família Silva, o agrônomo brasileiro José Graziano, de 61 anos, foi eleito neste domingo para a Direção-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Ex-ministro de Segurança Alimentar do governo Lula, Graziano ocupará o cargo no período de janeiro de 2012 a julho de 2015. Desde 2006, ele atuava como representante da agência na América Latina e no Caribe.

A eleição ocorreu hoje durante a 37ª Conferência da FAO, evento que começou ontem (26), em Roma. Com o apoio do governo brasileiro, Graziano recebeu 92 dos 180 votos. O segundo colocado foi o ex-ministro de Relações Exteriores espanhol Miguel Ángel Moratinos. Inicialmente também concorriam ao posto o austríaco Franz Fischler, o indonésio Indroyono Soesilo, o iraniano Mohammad Saeid Noori Naeini e o iraquiano Abdul Latif Rashid.

Indicado para o cargo pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ano passado, Graziano vai substituir o senegalês Jacques Diouf, que permaneceu por 17 a anos à frente da agência. Ele deixará a direção do órgão em um momento em que a alta nos preços de alimentos tornou-se uma preocupação global, discutida nos principais foros internacionais.

Criada em 16 de outubro de 1945, a FAO concentra os esforços dos 191 países membros, mais a Comunidade Europeia, pela erradicação da fome e da insegurança alimentar. Na agência, que funciona como um fórum neutro, os países desenvolvidos e em desenvolvimento se reúnem para para negociar acordos, debater políticas e impulsionar iniciativas estratégicas.

O orçamento enxuto da agência, se comparado ao de outras instâncias da ONU, é considerado um dos entraves à atuação mais abrangente do órgão. Para o biênio 2010/2011, a FAO conta com orçamento de US$ 1 bilhão (R$ 1,6 bilhão) , com mais US$ 1,2 (R$ 1,9 bilhão) advindos de doações voluntárias. Outro problema com o qual Graziano deverá lidar são as divergências entre os países quanto à produção de biocombustíveis (apontados por algumas nações como os principais causadores da inflação nos alimentos).

Por: Correio do Brasil

FHC: Além de Rei da privataria é corno conformado!

Por: Eliseu
Tomar chifre, -ou chifres- não é nada agradável, mas faz parte das “melhores famílias”, e   qualquer homem está sujeito a criar um filho de outro pensando ser seu. Se FHC reconheceu como seu o filho da jornalista da Rede Globo Mirian Dutra, é porque tinha um caso com ela. Isso é evidente. A insistência do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso em manter o status de corno manso, é que fica difícil entender.
Dois exames de DNA, realizados em São Paulo e Nova York, feitos por exigência dos três  filhos de FHC com Ruth Cardoso, asseguram que Tomás Dutra Schmidt, 19 anos, não é filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.certificado_de_corno A informação foi publicada na coluna Radar, da revista Veja. FHC já havia reconhecido a paternidade do filho da jornalista Miriam Dutra, da Rede Globo, em cartório na Espanha em 2009. O ex-presidente também sempre havia ajudado a jornalista a sustentar o filho, de acordo com a Veja.
FHC é mais um otário da terceira idade a pensar ser o “rei da cocada preta” que se deixa enganar por uma mulher mais nova. E contesta exames de DNA para manter a pose de garanhão. Ô corno manso!
Só mesmo essa galera do baseado para entender o FHC.
E que ninguém venha a acusar esse blogueiro de calúnia, afinal saiu na Veja, revista protetora de tucanos.

Charge do dia

bessinha

sábado, 25 de junho de 2011

Bueiros explosivos do Rio: Novo ataque

Por: Eliseu

Um curto-circuito em um cabo de baixa-tensão provocou hoje (26) a explosão de  mais uma câmara subterrânea em Copacabana, zona sul da cidade. Segundo a concessionária de energia Light, ninguém ficou ferido no local e técnicos estão investigando as causas do acidente.

A explosão, totalmente previsível, já que houveram outras que foram amplamente divulgadas na imprensa nacional e internacional, -foi motivos das postagens neste blog "Bueiros Explosivos", de 3 de abril e "Rio, 'Bueiros explosivos voltam a atacar'" de 24 de maio deste ano- ocorreu por volta das 8h30, na esquina da Rua Constante Ramos com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Um curto-circuito fez com que duas tampas da câmara se deslocassem e assustassem pedestre e comerciantes.

Moradores do Rio continuam reféns das explosões anunciadas dos bueiros, e nenhuma autoridade toma providências.

A pergunta continua em aberto: O que há de podre por trás disso? Será que o zeloso Ministério Público não toma conhecimento dos fatos?

ABBA - Hasta Manana

Dois casos suspeitos de E.Coli no Brasil

A Secretaria de Saúde de Campinas, no interior de São Paulo, comunicou hoje (24) ao Ministério da Saúde a suspeita de dois casos de infecção pela bactéria E.Coli na cidade. Se os exames confirmarem a suspeita, serão os primeiros casos no Brasil. A bactéria já contaminou 3.836 pessoas na Europa e provocou 45 mortes, a maioria na Alemanha.

Os dois pacientes com suspeita de contaminação voltaram da Europa no dia 11 de junho e apresentaram os primeiros sintomas no dia 14. A infecção pela E.Coli causa cólicas abdominais severas e forte diarréia, muitas vezes com sangue. De acordo com o Ministério da Saúde, os dois não estão internados e passam bem. Eles já foram submetidos a exames laboratoriais para confirmar ou descartar a suspeita.

De acordo com o governo brasileiro, não há risco de surtos no Brasil a partir dos casos notificados hoje, se forem confirmados.

A transmissão da E.Coli ocorre pelo consumo de alimentos contaminados crus ou mal cozidos ou pelo contágio via fecal-oral, quando alguém ingere água ou alimentos contaminados por micropartículas de fezes de pessoas infectadas ou quando uma pessoa leva à boca objetos contaminados.

Não há, por enquanto, nenhuma restrição a viagens internacionais, mas o Ministério da Saúde recomenda que pessoas em viagem por países da Europa e pelos Estados Unidos não comam alimentos crus, principalmente vegetais e produtos de origem animal.

Aos profissionais de saúde, a recomendação é ficar alerta para casos suspeitos, principalmente em casos de pacientes que estiveram em viagens internacionais nos últimos 30 dias, sobretudo na Europa.

Por: Agência Brasil

Charge do dia

AUTO_heringer

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Apologia ao crime e algemas no lugar certo

O policial da foto deve ser considerado herói da corporação, mostrar a única arma digna da policia a abrandar um pouco a violência. Sem salários, sem recursos técnicos, sem carceragem, só lhes resta pra conter a violência muitas algemas, mesmo assim não da sequer pro colarinho branco, que só de ver entra em pânico...

APOLOGIA AO CRIME:
Afinal como o policial deve classificar esse delito cada vez mais comum a partir do século XX? Fala-se muito deste modelo de Crime. Como identificar nas palavras o verdadeiro apólogo. Os exemplos também fazem parte desta apologia ao Crime:

Um grande estadista Norte Americano diz em seu discurso a seguinte frase; Quando mentir ao povo faça com grandeza, assim será mais fácil deles acreditarem.

Um psiquiatra forense Brasileiro num desses programas de TV, disse que o morro do Juramento, onde supostamente nasceu o Comando Vermelho, tem esse apelido, pois lá foi feito um pacto onde o Comando Vermelho arrecadaria e jamais deixaria a pobreza e o favelado socialmente desamparado, uma vez que o Estado não estava assumindo suas obrigações.

O Poder Judiciário, intencionalmente ou não, por morosidade ou deficiência, quiçá má fé, seja lá por que for, mantem acesa a chama da impunidade. Com dois pesos e duas medidas afrontam e desafia a população sobretudo a menos abastada.

O Poder Público, sobretudo o Poder Legislativo e Tributário, nem se fala. De promessas falaciosas, mentiras, distorções criativas, novas Constituintes, nos Decretos Lei os subterfúgios protecionistas articulam salários, impostos e bi-tributações, sanções cuja vírgula enaltece o colarinho branco e incrimina a cidadania.

Na verdade, todos na medida do seu nível sociocultural parecem se defender, uns vendendo Drogas, Seqüestro, Contravenção, desvio de verbas na saúde publica. Outros vendendo sentenças condenatórias ou liberatórias se omitindo e fingindo não ver ou não saber. E tem também esses promitentes estelionatários que se locupletam através de Atos administrativos e Medidas Provisórias que se tornam permanentes e lesivas, sequer sendo molestados.

Em outras palavras, mudam as cabeças, mas a APOLOGIA é sempre a mesma, do Crime para o Criminoso organizado ou da periferia. Um sanguinário rolo compressor onde quem clama não é mais nem menos arrazoado do que aquele que profana, pois este clama em seu pessoal beneficio travestido do coletivo, seguindo a mesma receita do profano. E ai se instalou a Lei da vantagem, a lei da usura, a lei do meu pirão primeiro.

A policia via de regra recebe a pressão maior e a ingrata incumbência de reverter esse quadro. Então, tem que ser multifuncional: por um lado usa a caneta, de outro a metralhadora, mais a frente os argumentos, mesmo assim não ouvidos os esforços vira a palmatória dos quadrilheiros. Ninguém assume nada e todos empurram o abacaxi pra cima dos desassistidos, famintos e preparadíssimos policiais. Sim, porque se não fossem preparados não suportariam esse turbulento cenário das cínicas apologias.

Não é crime faltar hospitais, escolas, equipamentos e salários aos policiais, as forças armadas, inventar impostos, não ter moradia e proteção condizente às famílias, não ter cadeias que recuperem.

Não é crime assalariado dos Poderes Públicos morarem na Vieira Souto, São Conrado, Barra da Tijuca, em apartamentos de milhões de dólares. Tão pouco indício, usar aquele carrinho de milhões de reais comprado com o salário retirado do suor e da fome, da desgraça alheia dos menos favorecidos.

Lutar contra tudo isso neste Brasil é um perigo... Quando se tem a dignidade de colocar as algemas no lugar certo, na hora certa !!!

Muito cuidado. Você pode estar fazendo APOLOGIA AO CRIME, com agravante de ser contra Autoridade constituída...

Por: CMI Brasil/Sophie Neveu Saunière

Marcio Greyck - O mais importante é o verdadeiro amor

Especialistas dizem que governo e empresas estão igual em vulnerabilidade a ataques de hackers

Os riscos que os governos correm com os ciberataques cometidos por hackers são idênticos àqueles que correm as empresas privadas que têm os seus bancos de dados invadidos, afirmaram especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

Para especialistas, medidas de segurança são idênticas no setor público e privadoDesde quarta-feira, diversos sites ligados ao governo federal sofreram ataques ou  tentativas de ataque por parte do grupo de hackers LulzSecBrazil. Entre as páginas visadas, estão as da Presidência da República, do IBGE e da Receita Federal.

Segundo a professora Dorothy Denning, do Departamento de Análise de Defesa da Escola Naval de Pós-Graduação dos Estados Unidos, existe uma "enorme quantidade" de dados sendo roubados diariamente por meio de ciberataques.

"Isto acontece com todos os setores, com governos e empresas de todos os lugares", disse Denning à BBC Brasil. "É um problema para todos, e, de maneira geral, as medidas a serem tomadas são as mesmas (no setor público e privado)".

A professora diz que existe um conjunto de práticas de segurança que se aplicam a todos os setores, e ela diz estar certa de que o Brasil está fazendo um trabalho melhor do que a maioria dos países neste sentido - embora ressalte que não conhece as políticas públicas brasileiras para segurança na rede.

Já o diretor comercial da empresa de segurança Symantec no Brasil, Paulo Vendramini, concorda com Denning ao afirmar que as medidas de segurança adotadas pelos governos não diferem daquelas aplicas por empresas privadas.

"Hoje o risco que corre o setor público é o mesmo que corre a empresa privada. Independentemente do segmento, os investimentos são muito parecidos", afirmou Vendramini à BBC Brasil.

Para o diretor da Symantec, as ferramentas usadas pelos governos para proteger os seus bancos de dados são as mesmas disponíveis no setor privado, principalmente por que o tipo de informação visado pelos hackers é basicamente o mesmo.

Investimentos

Em relação aos investimentos feitos em cibersegurança, a professora da Escola Naval de Pós-Graduação americana acredita que, quanto mais recursos e atenção se der a isto, melhores resultados podem ser obtidos.Ataque de hackers derrubou site da Presidência e dificultou seu acesso (Foto: Reprodução)

"Mas não se pode esperar que uma rede vá ser 100% segura. Na cibersegurança, assim como em qualquer sistema, nunca vai haver 100% de segurança", diz Denning.

"Sempre existe um pouco mais que pode ser feito, e mais dinheiro que se pode gastar nisto, mas sabemos que há várias prioridades, e os governos estão na melhor posição para decidir como equilibrar os seus interesses", afirma a especialista.

Ataque de hackers derrubou site da Presidência e dificultou seu acesso (Foto: Reprodução)

Paulo Vendramini vê como muito importante o foco dado à cibersegurança pelo presidente americano, Barack Obama. Para o diretor da Symantec, a iniciativa de criar uma política específica para o problema foi um marco na maneira como os governos devem priorizar a proteção a seus dados.

No caso do Brasil, Vendramini vê o maior destaque do País no cenário internacional - sendo visto como uma "potência emergente" - como um atrativo para que hackers visem cada vez mais os ataques a alvos virtuais brasileiros.

"Isto também ocorre no setor privado. Se uma empresa, do segmento que for, se destacar internacionalmente, ela corre mais risco. É um fruto do próprio sucesso", afirma o diretor da Symantec.

Novos ataques

Nesta sexta-feira, mais dois sites ligados ao governo federal foram alvos de hackers. A página do Ministério da Cultura foi retirada do ar depois de uma tentativa de ataque, enquanto a página do IBGE foi invadida, tendo publicada a inscrição "IBGE Hackeado - Fail Shell", além da imagem de um olho com as cores da bandeira do Brasil.

Antes deles, desde quarta-feira, os sites da Presidência da República, da Receita Federal, do Ministério dos Esportes e da Petrobras também sofreram ataques, além da página do Portal Brasil, que reúne informações sobre o governo federal.

A assessoria de imprensa do Planalto afirma que nenhum dado relevante ou sigiloso foi roubado durante o ataque ao site da Presidência, já que apenas informações de conhecimento público estão disponíveis na página.

Por sua vez, a assessoria de imprensa do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que hospeda boa parte dos sites ligados ao governo, afirma que mantém um sistema de monitoramento 24 horas por dia, com procedimentos específicos de segurança caso haja tentativas de invasão ou ataque por parte de hackers.

O LulzSecBrazil é o braço brasileiro do grupo coletivo internacional Lulz Security, que vem ganhando notoriedade por ataques recentes aos servidores da CIA (agência de inteligência americana), do FBI (polícia federal americana), do serviço público de saúde britânico, o NHS, da empresa Sony e das TV americanas Fox e PBS.

Por: BBC Brasil

Rio: Governador, Secretário de Saúde e Prefeito são suspeitos de desviar recursos

Cabral viajou para o Sul da Bahia em um jatinho de Eike Batista Um inquérito da Polícia Federal mobilizou agentes, na manhã desta sexta-feira, na direção dos gastos de campanha do governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho. O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, também foi alvo de denúncias veiculadas na mídia impressa e em redes sociais.

Cabral é alvo de suspeitas quanto à contratação de um dos fornecedores de adesivos para a campanha de reeleição ao governador. A Soroimpress Comércio de Produtos Gráficos, que teve seu funcionamento questionado no inquérito, recebeu R$ 33 mil nas eleições do peemedebista.

O processo investiga apenas Cabral e a empresa, segundo reportagem publicada no diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, nesta sexta-feira. Segundo o jornal, a Soroimpress forneceu material de campanha para 83 candidatos e dois partidos “e recebeu, no total, R$ 5 milhões”. O Comitê Financeiro Único do PMDB-RJ, principal doador da campanha de Cabral, pagou R$ 523 mil à empresa, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O principal cliente da Soroimpress, porém, foi o senador Lindberg Farias (PT), que pagou R$ 640 mil, mas não é parte do inquérito.

“Em março, a PF pediu esclarecimentos a Cabral, mas ainda não recebeu resposta. A assessoria de imprensa do governador manteve a posição dada à época da campanha, quando afirmou que não faz ‘checagem de endereços’ dos fornecedores de campanha. Disse que divulgou o interesse na compra de adesivos ‘no mercado’ e recebeu a oferta da empresa. Alegou ainda que a Soroimpress estava ativa na Receita Federal à época da contratação. A assessoria disse que o governador ainda não respondeu à PF porque ainda não foi ‘intimado pessoalmente a se manifestar”, diz a reportagem.

O senador Lindberg Farias (PT-RJ) afirmou, após a eleição, que optou pela empresa porque ela não apresentava pendências na Receita Federal e ofereceu garantias de preços e prazos de entrega.

Sede suspeita

A sede da empresa Soroimpress Comércio de Produtos Gráficos, cujo CNPJ consta em material de campanha de Cabral, indicada na Receita Federal e na Junta Comercial de São Paulo é um prédio em construção vazio em Sorocaba (SP). Fundada em abril deste ano, a empresa tem como sócias duas senhoras de 84 anos. Uma não foi localizada no endereço indicado à Junta Comercial. A outra pouco sai de casa, segundo funcionários do prédio onde ela vive, acrescenta o jornal.

A campanha do governador afirmou que “divulga no mercado” o interesse para compra de material e escolhe a empresa que ofereça melhor preço. A assessoria disse que não é feita “checagem dos endereços de fornecedores”. Afirmou ainda que a empresa não será mais contratada. A Soroimpress havia recebido R$ 33.450, de acordo com a assessoria. O caso foi encaminhado pela coligação de Fernando Gabeira (PV), adversário de Cabral na eleição ao governo do Rio, à Procuradoria Regional Eleitoral, que investiga o caso. Além de adesivos, foram entregues cartazes com o CNPJ da empresa.

Cobertura dos sonhos

Secretário de Saúde do governo Cabral, Côrtes mora em um dos pontos mais elegantes do RioSecretário de Saúde do governo Cabral, Côrtes mora em um dos pontos mais elegantes do Rio

Ainda nesta sexta-feira, em sua página em uma rede social, o jornalista, deputado federal e ex-governador do Estado Anthony Garotinho (PR) divulga uma matéria na qual reproduz documentos de compra da cobertura onde mora o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes. Segundo o parlamentar, a cobertura duplex fica na Avenida Borges de Medeiros, nº 2.475, de frente para a Lagoa Rodrigo de Freitas.

“É o sonho de consumo de nove entre 10 socialites do Rio de Janeiro morar naquele ponto. Um dos metros quadrados mais caros da Cidade Maravilhosa. Amigos que estiveram dentro da residência numa festa relatam que a quantidade de obras de arte e a decoração suntuosa são de dar inveja a Ali Babá. Sérgio Côrtes tem muito que explicar”, escreve o deputado.

Ainda segundo Garotinho, Côrtes teria subdeclarado “o valor da compra do imóvel em R$ 1,3 milhão quando qualquer carioca sabe que uma cobertura duplex com 5 vagas na garagem, na beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, num prédio moderno está na faixa de R$ 5 milhões”.

Ele acrescenta que, na época da compra do imóvel, Côrtes dirigia o Instituto de Traumato-Ortopedia (INTO):

“Nenhum diretor de hospital por mais bem pago que fosse, conseguiria juntar R$ 1,3 milhão, o declarado na escritura. Muito menos o seu valor real perto de R$ 5 milhões. Sérgio Côrtes era, portanto, ocupante de cargo público de confiança federal”.

Garotinho informa, ainda, que a escritura mostra que a cobertura foi comprada à vista, com dinheiro em espécie.

“Sérgio Côrtes chegou carregando um pacote com R$ 1,3 milhão, que devia estar guardado no colchão. Ou seja, pagou em dinheiro vivo para não deixar rastro de onde veio a propina”, acusou.

Ligações perigosas

Na mesma página, o parlamentar acrescenta que o prefeito Eduardo Paes também estaria envolvido em possíveis irregularidades e que teria versões contraditórias sobre a participação da Delta Engenharia, de propriedade do empresário Fernando Cavendish, que acompanhava o governador Cabral em uma viagem trágica a um balneário no Sul da Bahia, onde morreram sete pessoas em um acidente aéreo.

Após a queda do helicóptero onde estavam amigos e parentes de Cabral e Cavendish, deputados estaduais da oposição passaram a pedir explicações do governador Cabral sobre os contratos do Estado com a empreiteira de Cavendish – e os benefícios fiscais dados ao grupo EBX, de Eike Batista, quem havia emprestado um avião para levar o grupo até o balneário de luxo. Na viagem, seria comemorado o aniversário do empresário Fernando Cavendish – que estava a bordo -, mas teve fim trágico após a queda do helicóptero com parte dos convidados – incluindo Mariana Noleto, namorada de um dos filhos de Cabral.

Segundo Garotinho, Paes também teria ligações com a empreiteira:

“Paes começou mentindo e dizendo que na gestão anterior (Cesar Maia), a Delta tinha mais contratos do que agora. Obviamente quando os números apareceram era o contrário. Na gestão de Paes é que a empreiteira Delta, do amigo de Cabral, está fazendo a festa. Bem o saldo descoberto até agora mostra contratos da Delta com Paes, da ordem de R$ 389,9 milhões. Sendo que quase triplicaram os contratos de emergência, sem licitação. Mas comenta-se na prefeitura que esse valor está previsto subir muito ainda este ano, por conta de obras para as Olimpíadas”.

Por: Correio do Brasil

Brasil irá cooperar para reduzir desigualdades e melhorar qualidade de vida no mundo, diz Patriota

O governo da presidenta Dilma Rousseff defende que o combate à pobreza, a erradicação da fome e a paz se obtêm por meio do desenvolvimento e da cooperação, segundo o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. No seminário que trata sobre o assunto em Roma, Patriota disse hoje (24) que o Brasil se dispõe a cooperar para reduzir as desigualdades e melhorar a qualidade de vida no mundo.

Patriota disse ainda que a cooperação oferecida pelo Brasil respeita as diferenças e características de cada povo e país para firmar acordos. “A cooperação técnica brasileira é livre de condicionalidades e não prevê lucros. Responde a demandas de países em desenvolvimento que acreditam que nossas soluções podem servir de referência para suas políticas e práticas”, disse.

Segundo o chanceler, o Brasil não quer assumir o papel de doador, mas de parceiro. “O Brasil considera que a cooperação Sul-Sul (que envolve parcerias entre países das Américas do Sul e Central, além da África, da Ásia e do Oriente Médio nas áreas de pesquisas e cooperação social) não deve ser concebida como uma ajuda, mas sim como uma parceria. Os projetos de cooperação, dessa forma, são elaborados pelas autoridades brasileiras em conjunto com os dos nossos parceiros”, disse ele.

No seminário em Roma, na Itália, denominado Cooperação Técnica Brasileira: Agricultura, Segurança Alimentar e Políticas Sociais, as experiências do Brasil se destacam como exemplos que podem servir de modelo para países em desenvolvimento. Em debate estão os programas de transferência de renda até os projetos relativos à agricultura familiar e ao incentivo à agricultura para pequenos proprietários, a mecanismos de preservação e estímulo ao meio ambiente e ao desenvolvimento tecnológico.

“Em um mundo marcado por um descompasso entre o crescimento populacional e o crescimento da produção de alimentos, por restrições de acesso à água e à expansão da área cultivável, por severas condicionantes climáticas e ambientais, por assimetrias econômicas e carência de liderança política, acreditamos que podemos contribuir para a segurança alimentar de um número crescente de parceiros”, disse o chanceler.
Patriota, no seminário, lembrou que a cooperação técnica brasileira reúne projetos em 81 países – sendo que 45% se concentram na América Latina e no Caribe e 55% na África, Ásia e Oceania. “O Brasil desenvolve (também) cooperação técnica trilateral com o Japão, a Alemanha, os Estados Unidos, a Itália, a França, a Austrália, o Reino Unido e a Espanha”, disse. “[O Brasil] assinou recentemente memorando de entendimento sobre cooperação técnica trilateral com Israel e Egito.”

“Organizamos esse seminário porque acreditamos que as soluções que encontramos para alimentar 190 milhões de brasileiros podem, de alguma forma, contribuir para que todos os países possam conjuntamente alimentar mais de 7 bilhões de pessoas”, disse o ministro. “Acreditamos que a paz se constrói com o desenvolvimento e não há desenvolvimento sem progresso no âmbito da agricultura.”

O seminário em Roma ocorre a dois dias da eleição para o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O ex-ministro José Graziano é um dos seis candidatos ao cargo.

Por: Agência Brasil

O Truculês!

O modo de falar nas delegacias de polícia, a gíria policial, geralmente repetida pelos repórteres policiais em homicídio doloso da culta língua, dá para compor um verdadeiro glossário de jargões a ser adotado por mediocridades da imprensa cabocla. Não vale a pena ser preciso com as palavras.

Linguagem da Imprensa Sangrenta
Aprecio as pessoas que cultivam a forma correta de falar. O Coronel Jarbas Passarinho, acadêmico, escritor e jornalista, grande conferencista, é uma dessas pessoas. Um dia, assistindo a uma palestra na quadra de esportes da Escola Agrícola, ouvi dele a seguinte anedota:
Charles Webster, famoso dicionarista da língua inglesa, entrou repentinamente em seu gabinete de trabalho e encontrou o secretário aos beijos e abraços com sua esposa. A mulher, baixando a saia nervosamente falou:
Estou surpresa.
Ao que o lingüista, primando pelo significado, argüiu:
Surpreso estou eu. Você está surpreendida!
O modo de falar nas delegacias de polícia, a gíria policial, geralmente repetida pelos repórteres policiais em homicídio doloso da culta língua, dá para compor um verdadeiro glossário de jargões a ser adotado por mediocridades da imprensa cabocla. Não vale a pena ser preciso com as palavras.
O uso desta sub-língua se estende a policiais civis, militares, delegados e aos agregados do mundo policial e baseia-se na prima bastarda do reputado bandidês. Quando o cidadão entra em uma delegacia ou passa por uma batida policial já percebe a existência de outro idioma, só entendido pelos iniciados.
O estudo da gíria, calão ou jargão tem sido objeto do interesse de disciplinas como a Sociologia da Linguagem, a Sociolingüística, a Lexicologia, a Semântica, a Sociologia e a Psicologia Social. Porém tivemos o cuidado de observar o corpus da língua oral, neste caso. Segundo os estudiosos a gíria da polícia relaciona os fatos sociais pertinentes à criação desse tipo de gíria. Estes são os limites da Sociolingüística e da Sociologia da Linguagem, isto é, numa perspectiva de interação entre língua e sociedade, considerando-se aquela como reflexo desta.
A linguagem policial, ou truculês, pertence a um panorama histórico a partir de assimilações que o agente faz da linguagem dos bandidos  um mecanismo espontâneo de auto-proteção, truncada do bandidês com o propósito de dificultar o entendimento até por parte dos bandidos. No entanto este fenômeno lingüístico marginal tem gerado, nas redações, um vocabulário paralelo, anti-jornalístico e se incorporou a um contexto que recai sobre a notícia sangrenta.
Vocábulos: nacional, elemento, 171, alcunha, vulgo, meliante, conduzido, presunto.
Expressões: a casa caiu, acerto de contas, bala perdida, queima de arquivo, evadiu-se do local, empreendeu fuga, jurado de morte, troca de tiro, presuntou, comeu farelo, positivo, operante, ninguém se coça, etc..
O cronista de humor Satanislaw Ponte Preta dizia que esta é uma linguagem cocoroca, ou seja, senil e que o repórter policial seria um entortado literário.
A crônica policial, voltada para a canalha, está repleta destas excrescências lingüísticas.
Nenhuma vítima de acidente ou crime vai para o hospital, mas para o nosocômio. Prosseguindo na enumeração: advogado é causídico, soldado é militar, carro é viatura, indivíduo é cidadão, acusado ou suspeito é indivíduo, bandido é elemento, deitado de costas ou de barriga pra baixo sempre corresponde às excêntricas posições de decúbito dorsal ou decúbito ventral. Ninguém veste nada, traja. Inimigo ou adversário é desafeto. Se alguém morre na hora é instantaneamente ou não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho ou ao dar entrada. Se quem morreu foi o bandido: comeu farelo.
As gírias criam um canal parcial de compreensão entre meios sem que a linguagem particular de cada setor, tanto policial como jornalístico, seja totalmente decifrada. A norma culta, nosso modelo brasileiro de comunicação verbal perde, mais uma vez, para os vícios do populacho. Os policiais estão certos. Mas a imprensa foge, mais uma vez, do seu dever de educar.
Mas, como disse um apresentador da televisão cabocla, se deu para entender, então tá certo!

Por: CMI Brasil

As pontuações deste texto foram revisadas por O Carcará.

Charge do dia

edcarlos

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Vice de Serra perde carteira em blitz da Lei Seca na Zona Sul do Rio

O ex-deputado Índio da Costa perdeu a carteira de motorista numa blitz realizada na noite passada, no bairro do Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro. Índio foi o candidato a vice-presidente na chapa derrotada de José Serra (PSDB) nas eleições do ano passado. No início do ano, trocou o DEM, o partido pelo qual foi candidato a vice, pelo PSD, o partido em fase de estruturação pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Índio da Costa foi parado às 23h de ontem na blitz, e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Em seu perfil no Twitter, ele disse que tomara um copo de vinho no almoço.

“Não sei a duração do efeito para o bafômetro. Preferi não soprar”, argumentou.

Por conta disso, sua carteira de motorista foi apreendida e Índio da Costa foi liberado depois que um amigo apareceu para dirigir seu carro. Apesar da situação, Índio elogiou no Twitter a Operação Lei Seca feita pela polícia que culminou na apreensão da sua habilitação.

“Minha carteira ficará no Detran por 5 dias. A Lei Seca tem salvado muitas vidas. Parabenizo a competência e seriedade com que o governo do Estado do RJ tem feito as operações da Lei Seca”, escreveu Índio da Costa no Twitter.

Por: Correio do Brasil

"My Girl" - The Temptations

O silêncio nunca é respeitado pela história

A idéia de instituir uma lei de "silêncio eterno" para certos documentos oficiais foi lançada sem muito sucesso. As verdade são, ou se tornam caixas de pandora quando as tentamos reduzir ao silêncio eterno. Um dia elas se abrem e os monstros, como os demoninhos da lenda, vem nos puxar as pernas em nossas camas. Salve-se quem puder.

Enio Squeff

A idéia de instituir uma lei de "silêncio eterno" para certos documentos oficiais foi lançada sem muito sucesso: houve a natural grita de quase todos os setores intelectuais e é bem possível que tudo não passe de uma iniciativa abortada, antes sequer de tomar forma. Há uma incompatibilidade entre o mistério e a democracia. Não deve ser por outra razão que a Igreja Católica cultiva o autoritarismo: nada mais insondável do que a vida dos religiosos fora do confessionário. Para a literatura, no entanto, o mistério é mais que um gênero literário. É a própria razão de um livro. H. Bustos Domecq, pseudônimo do autor policial, criado por Jorge Luis Borges e Bioy Casares, parece ser uma espécie de exacerbação do que, por si, é literatura. Sabemos que no último momento Isidro Parodi - o detetive que desvenda os crimes de dentro da prisão - declinará o nome do assassino. Desfeito o silêncio.
Na paródia dos dois escritores argentinos, os próprios personagens periféricos, são nomes conhecidos da novelística universal de mistério, como o padre Brown, clássico do escritor inglês J.K. Chesterton. A questão do mistério, porém, ou do seu sucedâneo, o silêncio, parece ser que ele acaba, quase sempre, no que se convencionou chamar de segredo de Polichinelo. Numa certa medida o mistério parece, inclusive, ter prazo de validade. A história não tem como prêmio esconder fatos, sejam quais forem.
Em certas celebrações do Vaticano, século atrás, executava-se um "Miserere" (uma espécie de pedido de perdão a Deus) do compositor renascentista Gregorio Allegri (1582-1652) que, a parte ser muito belo , "um\ coro de anjos," dizia-se com certa razão - era uma espécie de monopólio da Igreja. Ninguém, por proibição expressa das autoridades religiosas, podia divulgar a partitura. Era escutá-la e só. Isso até o dia em que um menino de doze anos, no século XVIII, ao assistir o ofício religioso por apenas duas vezes, na Catedral de São Pedro, resolveu escrever, nota por nota, o contraponto intrincado da obra – tarefa de um gênio, mas que se explicava pela identidade do garoto. Tratava-se do Wolfgang Amadeus Mozart. Dali em diante estava quebrado o mistério da grande música da Igreja, o milagre do "canto dos anjos": a partitura, no tempo de divulgação possível para a época, seria, então, acessada pelo resto da Europa e, mais tarde, pelo mundo.
Para Mozart, música alguma constituía mistério. Era ouvi-la, e escrevê-la em seguida. No entanto, ele mesmo, ou melhor, sua biografia, seria assombrada, no futuro, por boatos que supõem mistérios e que acrescentam perguntas, aparentemente irrespondidas para a posteridade. Sua morte prematura prestou-se a muitas conjeturas que quase sempre avançaram para o fantástico. Seu passamento teria sido precedida por uma encomenda secreta de seu famoso réquiem. Durante anos propalou-se que o anúncio de sua própria morte, apareceu-lhe sob a forma de um espectro: ele lhe teria encomendado o réquiem (que Mozart, contudo, não concluiu), mas que deveria ser executado por ocasião da sua própria morte É uma bela página fantástica para as histórias detetivescas, mas se sabe hoje que quem a encomendou foi um nobre, que queria permanecer no anonimato, daí a sua aproximação velada do compositor E que no filme ¨Amadeus¨ aparece, claramente, como um fantasma. Uma inverdade "bene trovata", apenas isso.
Apesar de tudo, porém, persistiu o instigante da morte prematura do compositor. Como "não poderia ter morrido tão moço ", com apenas 35 anos, foi acrescentada uma outra história, ainda mais rocambolesca (palavra, aliás, que vem de Rocambole, um personagem de mistério de uma série saída em folhetim no século XIX, de autoria de Ponson du Terrail). Por ela, Mozart teria sido envenenado, e por ninguém menos que a Maçonaria. A organização secreta a que, de fato, Mozart pertenceu (escreveu várias obras para exaltá-la), teria se sentido devassada pelo compositor. Ao escrever a sua ópera "Flauta Mágica", Mozart teria revelado vários segredos do grupo esotérico. Sabe-se que isso, comprovadamente, não aconteceu, mas desde que se mantivesse silêncio a respeito, ficaria a dúvida.
Na verdade, nada desses acontecimentos tem a ver com qualquer coisa parecida com o "silêncio eterno" reivindicado por alguns políticos da base do governo. Essa é uma suposição que fica da Igreja, ou melhor, de todas as igrejas. E, mais que tudo, de todas as organizações, inclusive as empresariais. Quando não, por grupos clandestinos, que vão do IRA irlandês, a Al Qaeda islâmica. Mas disso se sabe tanto, que é até ocioso fazer qualquer menção.
Chesterton, inspirador de Borges e de Bioy Casares em muitos bons momentos de seus escritos, não apenas aos que pertencem ao gênero explicitamente ¨de mistério¨, aponta, não raras vezes, para o fantástico. Num de seus romances, em que a palavra "delicioso" talvez não seja um juízo exagerado, há que se aduzir o fantástico. Chama-se "O Homem que foi Quinta-Feira". Como o intrigante do título sugere, é um livro detetivesco , mas com um tom farsesco que se aproxima do incrível. De repente, lá pelo fim do livro, o grande vilão não é quem pensamos, se é que existe um vilão. E, nas últimas páginas, o que resta é o poético.
Talvez seja essa a questão do silêncio: ele valerá para o mistério na dimensão em que não se diz. Um dos maiores filmes de terror de todos os tempos traduzido como "Os Inocentes", do inglês Jack Klayton, assusta por nunca mostrar explicitamente as fantasmagorias. É como se os personagens fôssemos nós mesmos. A todo o momento ficamos na dúvida se estamos vendo o que parece nos observar do meio do lago. Os monstros não são explícitos e , no final, a questão persiste em aberto. Pois as dúvidas - os silêncios - são os que mais nos incomodam. E assustam.
Talvez fosse isso que o senador autor da proposta sobre a tal lei do silêncio eterno, na verdade, quisesse: que os brasileiros ficássemos na expectativa de que tenhamos medo da nossa história. Para exemplificar, o senador citou o Barão do Rio Branco. Como criador da Chancelaria, antes e depois da República, o Barão teria segredos a manter sobre o Brasil. Claramente, o tal senador, não se referiu à ditadura militar recente que a rigor, não tem como se manter silenciosa, já que os gritos dos torturados ainda ressoam entre nós, pois muitos estão vivos ainda. Mas ao se referir ao criador do Itamarati, ele talvez se referisse, entre outros, ao que quase todos sabemos; que a tomada do Acre pelos brasileiros, talvez não seja de molde mesmo a aquietar nossa consciência, já que o gaúcho Plácido de Castro, que chefiou os seringueiros contra o exército boliviano, era claramente um agente provocador a serviço do Brasil. E talvez tenha sido assassinado justamente como "Queima de Arquivo", uma história que, afinal, talvez a Globo nunca estivesse disposta a contar.
A questão, porém, continua: onde o segredo ou o silêncio, por mais "obsequioso" que seja?
No fundo, de novo, quem sabe, naquilo que a Igreja chama justamente de "Silêncio Obsequioso" que seria um calar boca que o candidato ao mutismo aceitaria de bom grado, como uma espécie de aceitação de sua confissão, de que errou em alguns pontos doutrinários. Mesmo isso, porém, sem qualquer intromissão via internet , tal qual o wikleaks , mostra-se, no mínimo, fragilíssimo. Acaba de sair nos Estados Unidos o livro de um jornalista norte-americano, "católico praticante" como ele se define, em que são reveladas com nomes e endereços, os casos de homossexualismo e de práticas heterossexuais de membros teoricamente celibatários, da Igreja. Em que até mesmo a prática do aborto - justamente para evitar escândalos, como sempre -seria explicitamente recomendado por bispos e outros membros da hierarquia da Igreja. Não se trata evidentemente de um assunto para ser discutido em colunas sociais. Ou em páginas em que se fale da arte e da cultura. Mas são casos claros em que o que sobra, afinal, é o sempiterno segredo de Polichinelo. Todo o mundo sabe,
Paganini gostava de fazer segredo quanto a sua técnica prodigiosa ao violino. Muitos juravam que ele tinha feito pacto com o demônio. Era uma história que o violinista sempre fez questão de não desmentir. O silêncio sobre sua técnica, porém, nunca foi além do que ele escrevia. E na medida em que outros instrumentistas se jogavam no violino, estudando-o e praticando-o, mais e mais foi se impondo a crença, não de que Paganini tivesse feito qualquer acerto com satanás, mas de que tudo estava nos dedos para quem quer que tivesse talento e vontade para chegar ao seu virtuosismo. Hoje sabemos que um músico extraordinário pode se alçar ao domínio que Paganini tinha de seu instrumento. Nunca houve segredo algum. Seria, aliás, uma bobagem para a sua memória. que somente ele, apenas ele, tocasse as músicas que compôs.
Digamos que seja esse o limite do segredo - que é de não ser senão o começo da verdade. Pois daí, quem sabe, advenha todo o mistério, o mistério de Paganini. Mas também da história. Não será por a termos engavetada em arquivos indevassáveis, que ela deixará de bramir. As verdade são, ou se tornam caixas de pandora quando as tentamos reduzir ao silêncio eterno. Um dia elas se abrem e os monstros , como os demoninhos da lenda, vem nos puxar as pernas em nossas camas. Salve-se quem puder.

Enio Squeff é artista plástico e jornalista.

Por: Carta Maior

Menino de sete anos dirige carro por 32 km em estrada nos EUA

Um menino de sete anos dirigiu um carro por 32 quilômetros em alta velocidade até ser interceptado pela polícia. O caso aconteceu no Estado americano do Michigan.

A polícia na cidade de Caseville disse que o menino estava descalço e vestindo apenas um pijama. Ele contou aos policiais que estava querendo visitar o seu pai.

Os policiais foram alertados por outro motorista, que fez um telefonema ao serviço de emergência.

Quando o carro finalmente parou, um dos policiais tentou retirar o garoto, mas o veículo começou a andar novamente. No final, o menino foi resgatado e ninguém ficou ferido.

Por: BBC Brasil