sexta-feira, 24 de junho de 2011

Apologia ao crime e algemas no lugar certo

O policial da foto deve ser considerado herói da corporação, mostrar a única arma digna da policia a abrandar um pouco a violência. Sem salários, sem recursos técnicos, sem carceragem, só lhes resta pra conter a violência muitas algemas, mesmo assim não da sequer pro colarinho branco, que só de ver entra em pânico...

APOLOGIA AO CRIME:
Afinal como o policial deve classificar esse delito cada vez mais comum a partir do século XX? Fala-se muito deste modelo de Crime. Como identificar nas palavras o verdadeiro apólogo. Os exemplos também fazem parte desta apologia ao Crime:

Um grande estadista Norte Americano diz em seu discurso a seguinte frase; Quando mentir ao povo faça com grandeza, assim será mais fácil deles acreditarem.

Um psiquiatra forense Brasileiro num desses programas de TV, disse que o morro do Juramento, onde supostamente nasceu o Comando Vermelho, tem esse apelido, pois lá foi feito um pacto onde o Comando Vermelho arrecadaria e jamais deixaria a pobreza e o favelado socialmente desamparado, uma vez que o Estado não estava assumindo suas obrigações.

O Poder Judiciário, intencionalmente ou não, por morosidade ou deficiência, quiçá má fé, seja lá por que for, mantem acesa a chama da impunidade. Com dois pesos e duas medidas afrontam e desafia a população sobretudo a menos abastada.

O Poder Público, sobretudo o Poder Legislativo e Tributário, nem se fala. De promessas falaciosas, mentiras, distorções criativas, novas Constituintes, nos Decretos Lei os subterfúgios protecionistas articulam salários, impostos e bi-tributações, sanções cuja vírgula enaltece o colarinho branco e incrimina a cidadania.

Na verdade, todos na medida do seu nível sociocultural parecem se defender, uns vendendo Drogas, Seqüestro, Contravenção, desvio de verbas na saúde publica. Outros vendendo sentenças condenatórias ou liberatórias se omitindo e fingindo não ver ou não saber. E tem também esses promitentes estelionatários que se locupletam através de Atos administrativos e Medidas Provisórias que se tornam permanentes e lesivas, sequer sendo molestados.

Em outras palavras, mudam as cabeças, mas a APOLOGIA é sempre a mesma, do Crime para o Criminoso organizado ou da periferia. Um sanguinário rolo compressor onde quem clama não é mais nem menos arrazoado do que aquele que profana, pois este clama em seu pessoal beneficio travestido do coletivo, seguindo a mesma receita do profano. E ai se instalou a Lei da vantagem, a lei da usura, a lei do meu pirão primeiro.

A policia via de regra recebe a pressão maior e a ingrata incumbência de reverter esse quadro. Então, tem que ser multifuncional: por um lado usa a caneta, de outro a metralhadora, mais a frente os argumentos, mesmo assim não ouvidos os esforços vira a palmatória dos quadrilheiros. Ninguém assume nada e todos empurram o abacaxi pra cima dos desassistidos, famintos e preparadíssimos policiais. Sim, porque se não fossem preparados não suportariam esse turbulento cenário das cínicas apologias.

Não é crime faltar hospitais, escolas, equipamentos e salários aos policiais, as forças armadas, inventar impostos, não ter moradia e proteção condizente às famílias, não ter cadeias que recuperem.

Não é crime assalariado dos Poderes Públicos morarem na Vieira Souto, São Conrado, Barra da Tijuca, em apartamentos de milhões de dólares. Tão pouco indício, usar aquele carrinho de milhões de reais comprado com o salário retirado do suor e da fome, da desgraça alheia dos menos favorecidos.

Lutar contra tudo isso neste Brasil é um perigo... Quando se tem a dignidade de colocar as algemas no lugar certo, na hora certa !!!

Muito cuidado. Você pode estar fazendo APOLOGIA AO CRIME, com agravante de ser contra Autoridade constituída...

Por: CMI Brasil/Sophie Neveu Saunière