sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ruas de Vitória em guerra!

Por: Eliseu
No Brasil estão confundindo liberdade com libertinagem. Ontem, Vitória teve um dia infernal promovido por estudantes que se acharam no direito de impedir o trânsito nas principais vias da capital, para exigir uma antiga reivindicação, que é o passe livre nos ônibus, que o governo do Estado acertadamente já recusou várias vezes.
Todos os estudantes da Grande Vitória, seja de escola pública ou particular já pagam meia passagem. É evidente que se ganharem a gratuidade, a diferença será paga pelos que pagam a passagem integral. E independente de terem razão ou não, isso deve ser discutido em outro nível, e não paralisando a cidade.
Depois de  um dia marcado pelos protestos dos estudantes, foi grande a tensão em frente à Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Policiais do Batalhão de Missões Especiais  posicionaram-se próximos à entrada principal da Universidade, e os estudantes, em frente à grade que separa a Ufes da Avenida. As entradas do bairro Jardim da Penha foram fechadas pela Polícia. O que se formou foi o cenário de uma verdadeira guerra com o Batalhão de Choque. Os policiais lançaram bombas de gás lacrimogênio e, com isso, os manifestantes correram para dentro da Universidade.

Entre 16 e 17hs,  alguns ônibus que seguiam pela Avenida tiveram que parar. Os estudantes arrancaram um dos portões da Universidade. "Sou a favor de toda manifestação pacífica, mas não é o que está ocorrendo aqui. Arrancaram o portão da Universidade e quem paga somos nós. A Filosofia e a Sociologia foram retiradas das grades curriculares das escolas e voltaram muito tarde. Estas disciplinas não levam o aluno à reflexão. Se querem manifestar, devem mostrar o rosto. Por que estão se escondendo?", disse um estudante.
Não sou favorável à violência policial, mas os estudantes não deixaram outra alternativa para a polícia que não o uso da força para acabar com a  baderna. Afinal, se os estudantes ou qualquer outra categoria se acham no direito de protestar, a Constituição Federal assegura o direito de ir e vir. O que se viu nas ruas de Vitória foram transtornos de toda ordem, com pessoas perdendo horário do emprego, médicos, viagem e até ambulâncias foram retidas. Uma foi obrigada a passar dentro do porto para conseguir chegar ao hospital com o paciente.