sexta-feira, 3 de junho de 2011

Surto causado por bactéria já infectou mais de 1,7 mil na Alemanha

Autoridades de saúde da Alemanha informaram nesta sexta-feira que mais de 1,7 mil pessoas já foram infectadas no país pela variação da bactéria E. coli, que já matou pelo menos 18 pessoas na Europa.
Segundo as autoridades, quase 200 novos casos de contaminação surgiram nos últimos dois dias. Além disso, mais de 500 pessoas infectadas pela E. coli na Alemanha agora estão com problemas nos rins e no sistema nervoso que podem ser fatais.
As autoridades alemãs estão aconselhando a população a não consumir legumes e verduras crus, e um porta-voz do Ministério da Saúde afirmou que a fonte do surto ainda não foi identificada.
O governo do país estabeleceu uma força-tarefa para lidar com a crise.
A maioria dos casos de contaminação pela E. coli ocorreram no norte da Alemanha, incluindo na cidade de Hamburgo. Nos casos mais graves, os médicos precisam fazer transfusões, e as clínicas alemãs estão pedindo mais doações de sangue.
"Precisamos de sangue e de plasma também. Os estoques precisam ser repostos", disse Lutz Schmidt, chefe do setor médico do hemocentro de Hamburgo.
OMS
Na quinta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS) e pesquisadores da Alemanha disseram que o surto de infecções intestinais é provocado por uma cepa até então desconhecida na bactéria.
Nesta sexta-feira, a OMS afirmou que está monitorando o surto deE.coli e acrescentou que a fonte das infecções deve ser encontrada o mais rápido possível, pois esta é a chave para controlar o avanço da doença, segundo a correspondente da BBC em Genebra Imogen Foulkes.

A organização afirmou que o número de pessoas que desenvolveram problemas renais é alto e preocupante, mas acrescenta que a maioria dos casos está restrita ao norte da Alemanha, pois todos os infectados estão na região ou foram para lá recentemente.
A OMS também lembrou que esta é uma bactéria que precisa ser engolida, então a higiene dos alimentos e a lavagem regular das mãos são muito importantes para conter o surto.
Relações exteriores
De acordo com o correspondente da BBC em Berlim Stephen Evans, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, conversaram nesta sexta-feira pelo telefone a respeito do surto.
Merkel ficou do lado das autoridades que inicialmente responsabilizaram pepinos importados da Espanha, mas depois descartaram a possibilidade.
A União Europeia, por sua vez, acusou a Rússia de desrespeitar as regras da Organização Mundial de Comércio ao proibir todas as importações de legumes e verduras de todos os países da União Europeia.
O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, disse apenas que pepinos que causam a morte das pessoas não cheiram bem, segundo o correspondente da BBC.