domingo, 31 de julho de 2011

Às vésperas do calote, EUA não tem entendimento para elevação da dívida

Por: Correio do Brasil

Nenhum acordo foi fechado para resolver a crise de dívida dos Estados Unidos, disse o diretor de comunicações da Casa Branca, Dan Pfeiffer, no Twitter neste domingo, acrescentando que “muita informação ruim está circulando por aí.”

“Apesar de todas as notícias, nenhum acordo foi alcançado”, disse Pfeiffer via Twitter.

Líder da maioria do Partido Democrata no Senado norte-americano, Harry Reid informou o adiamento da votação de nova versão do plano para evitar o calote na dívida dos EUA

Nesta tarde, o Senado dos Estados Unidos derrotou uma proposta democrata para elevar o limite de dívida do país, enquanto os parlamentares se aproximavam de um acordo que seja aceitável para ambos os partidos. Com o resultado de 50 votos a 49, o plano do senador Harry Reid não conseguiu os 60 votos necessários para avançar na Casa de 100 membros.

Elementos da proposta de Reid foram cogitados no acordo bipartidário em curso nesta tarde. O Senado precisa agir rapidamente quando houver um consenso.

O acordo que está sendo buscado com o líder republicano e o governo e outros ainda não está lá. Nós estamos esperançosos e confiantes de que ele pode ser feito, disse Reid no Senado após a votação.

Sob as regras normais do Senado, a votação final de um eventual acordo pode ser adiada até quarta-feira, um dia após o prazo final estabelecido pelo Departamento de Tesouro para garantir que os EUA não deem calote em suas obrigações de dívida. Mas o acordo também pode incluir provisões para garantir que o Congresso aja antes disso, segundo um assessor democrata.

Após declarar voto em Serra, Jobim “balança” no cargo

Carvalho prefere não comentar sobre permanência de Jobim na pasta da Defesa O Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho considerou “desnecessária” a declaração de voto ministro da Defesa, Nelson Jobim, que assumiu publicamente ter apoiado o tucano José Serra na eleição presidencial de 2010. Carvalho conversou com jornalistas após o segundo dia de seminário do chamado Campo Majoritário do PT – grupo que reúne as três tendências hegemônicas do partido – na capital paulista.

Carvalho preferiu não avaliar se Jobim permanece ou não no cargo após as declarações, mas não escondeu a decepção de importantes integrantes do partido.

“Eu não diria que o PT ficou magoado, porque não se trata disso. Eu diria que, no contexto em que se deu, foi uma declaração desnecessária” , afirmou.

O ministro acrescentou que a presidenta Dilma Rousseff pediu discrição sobre o caso.

“Essa é uma questão que a presidente tomou muito pra si. Ela não tem aberto esse debate dentro do governo. Ela pediu que a gente deixasse com ela esse tema e eu vou respeitar”, concluiu.

A mídia omite fatos do PAC

Por: Correio do Brasil
José Dirceu, em seu blog

Ler os jornais depois do balanço dos seis primeiros meses do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em sua segunda versão, também conhecida por PAC 2, é um exercício interessante. A Folha de São Paulo, por exemplo, escolheu falar na diminuição do ritmo dos investimentos. Na matéria “Execução de obras do PAC cai 10% no governo Dilma”, ressalta que uma suposta crise nos Transportes estaria prejudicando os projetos classificados como prioritários pelo governo. E cita o trem-bala, e o fracasso de seu leilão. A tese da Folha é o PAC 2 perdeu fôlego no governo Dilma Rousseff. A própria matéria cita a ministra Miriam Belchior (Planejamento), que anunciou uma execução de R$ 86,4 bilhões entre janeiro e junho. E informa que o número seria 10,8% menor que os R$ 95,7 bilhões registrados entre maio e outubro de 2010, “ano eleitoral e, tradicionalmente, de gastos maiores”.Crise internacional e seus reflexos no BrasilEsse é o mesmo jornal que, em seus editoriais pede insistentemente pelo controle, quando não, por cortes, dos gastos públicos. A matéria de hoje omite um fato, no mínimo importante para a interpretação do cenário: a crise internacional e seus graves reflexos no Brasil, que pressionam a inflação, os juros e o câmbio. Em certo ponto, admite, pelas palavras da ministra Miriam Belchior (Planejamento) que “é natural que, em início de governo, haja um ritmo um pouco menor”. No Estadão, o destaque é outro. Para o jornal, a “crise na área de transportes eclipsou os resultados apresentados ontem”. A sua matéria prefere focar nas novas regras – mais rígidas a partir de agora – nas licitações do PAC. As condições para a contratação das empreiteiras daqui para frente estarão feitas com base em projetos executivos da obra e não mais em projetos básicos. A medida é aplaudida por Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base, ainda que venha a atrasar em três ou quatro meses o cronograma, segundo cálculos de Maurício Muniz, secretário do PAC.Globo dá espaço para as críticas da oposição ao PAC, que usa termos como fracasso, incapacidade e incompetência para descrever os feitos do governo. Também cita o ministro Paulo Passos (Transportes) quando afirmou que a crise política no setor teve repercussão no ritmo das obras. O que interessa é a obra física. A imprensa, em seu balanço sobre o PAC, omite o que realmente interessa para os usuários das obras de logística e transportes. Como diz José Augusto Valente, diretor da agência T1, ao invés de olhar para a execução física da obra, mira na execução financeira. Há um intervalo natural entre a conclusão de uma parte ou de toda a obra e o seu pagamento, já que ninguém paga por serviço não executado. Na administração pública, devido à legislação existente no país, uma obra (ou parte dela) fica pronta hoje e a empresa somente receberá daqui a dois meses. Na prática, pouco se falou já foram investidos R$ 86,4 bilhões no primeiro semestre de 2011 e que, até 2014, 74% do valor das obras serão concluídas. Ou que a lei de licitações exige só o projeto básico para a contratação das empreiteiras. As novas regras, promulgadas pelo governo para evitar aditivos nos contratos nas obras rodoviárias e ferroviárias, são resultante do zelo com que o governo quer conduzir o PAC. O PAC 2, relativo aos projetos previstos entre 2011 e 2014, compreende investimentos próximos a um trilhão de reais. Para ser mais preciso, R$ 955 bilhões. O balanço do governo informa que até 2014 serão investidos R$ 708 bilhões, o que representa 74% do total previsto. O restante diz respeito a obras de maior duração, como a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste. Impactos diretos no PIB. Já disse aqui que os investimentos do PAC 1 tiveram um impacto importante no PIB brasileiro, que registrou aumentos de 5% e 7%, a partir de 2007. O que possibilitou entre janeiro de 2007 e junho de 2011, a geração de 8,9 milhões empregos formais. Agora, com o PAC 2, o desenvolvimento da infraestrutura do país segue com ritmo forte. Entre os diversos projetos, há 17 obras de aeroportos em andamento, R$ 18 bilhões investidos na mobilidade urbana de cidades com mais de 700 mil habitantes, R$ 5,2 bilhões contratados para a prevenção de desastres naturais. Também, o programa Luz para Todos já entregou 131 mil ligações neste primeiro semestre, das 813 mil ligações prometidas até 2014.

Iraniana perdoa homem que a desfigurou com ácido antes de punição

Iraniana perdoou homem que deformou seu rosto minutos antes de punição que o deixaria cego Um homem iraniano que iria ser cegado como punição por deformar o rosto de uma mulher com ácido foi perdoado pela vítima, segundo o canal de televisão estatal

.Ameneh Bahrami lutou na Justiça de seu para que Majid Movahedi fosse punido de acordo com a justiça retributiva (chamada de qisas) - parte dasharia (lei islâmica) que considera moralmente aceitável punir o criminoso de forma semelhante ao crime que ele cometeu.

No entanto, a mídia local disse que ela abriu mão do seu direito pouco antes do procedimento que cegaria o homem.

Um tribunal iraniano aceitou o pedido de Bahrami para que Movahedi fosse cegado em 2008, mas a sentença seria aplicada neste domingo.

Ele atacou a mulher em 2004, depois que ela recusou sua oferta de casamento, desfigurando seu rosto com ácido.

A Anistia Internacional fez uma campanha contra a sentença, que chamou de "punição cruel e desumana que pode ser qualificada como tortura".

Indenização

Segundo a agência de notícias estatal Isna, o promotor Abbas Jafari Dolatabadi, de Teerã, anunciou o perdão de Bahrami.

"Hoje, o procedimento que cegaria Majid Movahedi iria acontecer, na presença de um oftalmologista e de um representante da justiça, quando Ameneh o perdoou", disse o promotor.

"Eu lutei durante sete anos por este veredito para provar às pessoas que uma pessoa que joga ácido em alguém deve ser punida com qisas, mas hoje eu o perdoei porque é meu direito", disse a mulher à Isna.

"Eu fiz isso pelo meu país, já que todos os outros países estavam observando o que nós faríamos", afirmou.

Segundo a TV estatal, Bahrami afirmou que não planejava ir até o fim com a sentença.

"Eu nunca quis me vingar dele. Eu só queria que a sentença fosse dada por retribuição. Mas eu não teria ido até o fim. Eu não tinha intenção de tirar os olhos dele."

Segundo o promotor Dolatabadi, a mulher pediu dinheiro como indenização por seus ferimentos.

Ela afirma que nunca recebeu dinheiro da família de Movahedi e pediu uma compensação por suas despesas médicas, de 150 mil euros (cerca de R$ 336 mil).

Movahedi serviu sete anos de sua pena, que vai de dez a doze anos de prisão. Mas, segundo a mulher, ele não será libertado a não ser que a indenização seja paga.

Por: BBC Brasil

Apagões em São Paulo: As promessas enganosas da privatização

Por: Vi o mundo

Passados quase 20 anos desde o inicio das privatizações das distribuidoras de energia elétrica, já se pode fazer um balanço do que foi prometido; e realmente do que esta ocorrendo no país, com um primeiro semestre batendo recorde em falhas no fornecimento de energia elétrica em diversas regiões metropolitanas.

Desde então a distribuição elétrica é operada pela iniciativa privada. As distribuidoras gerenciam as áreas de concessão com deveres de manutenção, expansão e provimento de infraestrutura adequada, tendo sua receita advinda da cobrança de tarifas dos seus clientes.

A tão propalada privatização do setor elétrico nos anos 90, foi justificada como necessária para a modernização e eficientização deste setor estratégico. As promessas de que o setor privado traria a melhoria da qualidade dos serviços e a modicidade tarifaria, foram promessas enganosas. Os exemplos estão ai para mostrar que não necessariamente a gestão do setor privado é sempre superior ao do setor público.

Desde 2006 é verificado na maioria das empresas do setor uma tendencia declinante dos indicadores de qualidade dos serviços com sua deterioração, refletindo negativamente para o consumidor. A parcimônia da Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ante a decadência da prestação dos serviços é evidente. Criada no âmbito da reestruturação do setor elétrico para intermediar conflitos, acabou virando parte deles. A Aneel é cada vez mais questionada na justiça tanto por causa dos blecautes que ocorrem, já que não fiscalizam direito as prestadoras de serviço que acabam fazendo o que querem, como é questionada pelos reajustes tarifários.

Esta falta de fiscalização ilustra a constrangedora promiscuidade entre interesses públicos e privados dando o tom da vida republicana no Brasil. Os gestores da Aneel falam mais do que fazem.

O exemplo mais recente e emblemático no setor elétrico é a da empresa AES Eletropaulo, com 6,1 milhões de clientes, que acaba de receber uma multa recorde de R$ 31,8 milhões (não significa que pagará devido a expectativa de que recorra da punição, como acontece em quase todas as multas), por irregularidades detectadas como o de não ressarcimento a empresas e cidadãos por apagões, obstrução da fiscalização e falhas generalizadas de manutenção. A companhia de energia foi punida por problemas em 2009 e 2010, e devido aos desligamentos ocorridos no inicio do mês de junho, quando deixou as famílias da capital paulista e região metropolitana ficarem três dias no escuro.

O que aconteceu na capital paulista, não é exclusivo. Outras distribuidoras colecionam queixas de consumidores em todo o Brasil. Vejam o caso da Light, com 4 milhões de clientes, presidida por um ex-diretor geral da Aneel, com os famosos “bueiros voadores”, cuja falta de manutenção cronica tem colocado em risco a vida dos moradores da cidade do Rio de Janeiro.

A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), com 3,1 milhões de clientes, controlada pela Neoenergia, uma das maiores empresas do setor elétrico do país, também é outra das distribuidoras que tem feito o consumidor sofrer pela baixa qualidade da energia elétrica entregue, e pelas altas tarifas cobradas.

Infelizmente a cada apagão e a cada aumento nas contas de energia elétrica, as explicações são descabidas, e os consumidores continuam a serem enganados pelas falsas promessas de melhoria na qualidade dos serviços, de redução de tarifas e de punição as distribuidores. O que se verifica de fato, somente são palavras ao léu, sem correção dos rumos do que esta realmente malfeito. A lei não pode mais ser para inglês ver, tem de ser real, e assim proteger os consumidores.

Mostrar firmeza e compromisso público com a honestidade e com a eficiência é o mínimo que se espera dos gestores do setor elétrico brasileiro.

PS do Viomundo: Inacreditáveis mesmo são os contínuos apagões na “locomotiva do Brasil”.

sábado, 30 de julho de 2011

Folha de S. Paulo continua censura à blog

Por: Blog do Rovai/Revista Fórum

img_logoFolhaSP2Ontem à noite estive com o Raphael Tsavko, o Lino Bocchini e o Mário Bocchini num debate que foi transmitido pelo Twitter pela TV do pessoal do Fora do Eixo. Na ocasião, discutimos o processo que o Lino e o Mário estão sendo vítimas. Eles parodiaram o jornal Folha de S. Paulo e fizeram um blog com o nome de fAlha de S. Paulo. Claro, uma mera piada, típica das sociedades democráticas.

Algo que a Folha costuma fazer na coluna daquele que talvez seja seu melhor colunista, o José Simão.

Mas o jornal processou o Mário e o Lino e por isso o fAlha completou ontem 300 dias fora do ar. Ou seja, a Folha censurou o fAlha e está fazendo o Lino e o Mário gastarem o que não têm para se defenderem.

Algo que mostra como nossos jornais são coerentes com a defesa que fazem da liberdade de imprensa.

E por acaso vocês leram algum texto desses colunistas marrentos que vivem atacando a censura? Daqueles que se esgoelam pra dizer que regulamentação é censura?

Imagina, nesses casos eles viram ladies. Não abrem o bico. Quando o “doutor patrão” tá no meio eles escondem seus “ideais” no meio das pernas.

Mas para o debate de ontem, o Lino enviou um convite a Folha, aos cuidados do jornalista Vinicius Mota. Merece ser lido:

Vinicius, bom dia.

Escrevo por orientação dos atendentes da Secretaria de Redação, que me passaram seu e-mail e informaram que todo convite para jornalistas ou outros profissionais da Folha participarem de programas e eventos precisam de sua autorização.

Gostaria de convidar um representante da Folha de S.Paulo para participar do programa Desculpe a Nossa Falha, que é transmitido pelo twitter toda quarta-feira à noite. O programa é homônimo do site que mantenho com meu irmão após nosso site original (o Falha de S.Paulo) ter sido cassado pela Justiça a mando da Folha. Fiz um post curto e didático explicando a atração, por conta da edição da semana passada: http://tinyurl.com/3ht6ybm

A ideia geral do programa é dar visibilidade aos diferentes casos de pessoas que sofrem algum tipo de ameaça/perseguição na internet. A maioria dos casos passa pela Justiça, mas há um pouco de tudo, até gente que apanhou por conta de suas postagens. Já entrevistamos, por exemplo, o jornalista Esmael Morais, que acumula mais de R$ 500 mil em multas e é perseguido pelo governador do Paraná. Falamos também com Emílio Gusmão, blogueiro de Ilhéus com 17 processos nas costas abertos pelo poder público municipal por conta de suas denúncias. Essa semana vamos abordar o processo da Folha contra a Falha, aproveitando uma efeméride: exatamente na quarta completamos 300 dias censurados por conta da ação da Folha.

Com o uso da estrutura da casa Fora do Eixo de São Paulo (caso não conheça, recomendo essa reportagem – http://revistatrip.uol.com.br/revista/199/reportagens/ministerio-da-cultura.html), de onde fazemos a transmissão, podemos entrevistar pessoas que não estão no estúdio, recurso que não existe na twitcam convencional. Ou seja, o representante da empresa não precisa ir pessoalmente, o que facilita bastante: basta a pessoa designada estar disponível via Skype no horário combinado.

Achamos muito importante que o jornal faça uso do espaço que estamos abrindo, uma vez que partilhamos do entendimento da Folha de que o chamado “outro lado” é sagrado tem que ser ouvindo sempre. E, nesse programa em específico, certamente algumas pessoas externarão posições contrárias às defendidas pelo jornal.

Por fim, peço desculpas pelo pedido próximo à data do programa, mas sei que você está mais do que acostumado a prazos ainda mais apertados, afinal estamos falando de um veículo diário…

Você pode, por gentileza, confirmar o recebimento deste e-mail?

Aguardo seu retorno,

Muitíssimo obrigado pela atenção e boa semana,

Lino Bocchini

Resposta da Folha:

Caro Lino Bocchini,
A Folha agradece o convite, mas não participará do programa.
Grato,
Vinicius Mota

“Imagem” inserida por Eliseu

Serra quer dar “pitacos” no PT, mas não se resolve com PSDB

O ex-presidente reagiu à declaração do tucano José Serra, de que Lula deverá ser candidato a presidente em 2014. O petista destacou que Dilma Rousseff só não será candidata a um novo mandato se não quiser.

Ex-presidente LulaO ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas ontem ao ex-governador de São Paulo e candidato derrotado à Presidência em 2002 e 2010, José Serra (PSDB). Lula acrescentou que a candidata do PT à Presidência em 2014 é Dilma Rousseff.

“Serra deveria falar pelo PSDB, ele não está conseguindo resolver com Aécio (Neves) e quer resolver o problema do PT? O Brasil tem uma candidata em 2014 que é a Dilma. Só há uma hipótese de ela não ser a candidata: se ela não quiser”, disse o ex-presidente.

Em entrevista ao jornal espanhol El País, Serra disse que a probabilidade do ex-presidente disputar o Planalto em 2014 é muito alta e que o petista nunca deixou de estar em campanha. Lula disse não acreditar que a oposição possa contribuir com o governo. “Não acredito, é como jogador que está no banco de reserva, diz que está torcendo pelo companheiro, mas quer que ele se contunda. Quando a oposição disser que quer contribuir, é tudo ao contrário. Eles estão torcendo para voltar a inflação e o desemprego aumentar”.

Sobre as prévias no PT para decidir os candidatos em 2012, o ex-presidente afirmou que cada cidade deve decidir se haverá ou não, e que São Paulo ainda não tem uma posição sobre o tema.

Por: O Povo Online

Charge do dia

bessinha

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Câmara aprova projeto dos republicanos para dívida dos EUA

A Câmara dos Deputados norte-americana aprovou nesta sexta-feira um plano republicano para cortar o déficit orçamentário do país. O projeto, contudo, deve ser barrado no Senado, mas pode abrir caminho para um compromisso bipartidário para evitar um default da dívida dos Estados Unidos.

Com o prazo final cada vez mais próximo, na terça-feira, os republicanos aprovaram um plano de corte por 218 votos a 2010, após a liderança retrabalhar o projeto com o objetivo de vencer parlamentares conservadores contra aumentos de impostos dentro do próprio partido.

A legislação republicana, fortemente criticada pelo presidente norte-americano, Barack Obama, enfrenta morte certa no Senado, controlado pelos democratas, onde prometeram votar contra no final desta sexta-feira.

Mas a aprovação do projeto quebra semanas de uma inércia política e abre a porta para conversas sobre um compromisso que pode passar pelo Congresso antes da terça-feira. Esse é o prazo para elevar o limite de endividamento, de 14,3 trilhões de dólares, ou então deixar a maior economia do mundo sem recursos para pagar suas contas.

Caso o compromisso seja alcançado, uma votação final no Senado pode ocorrer já na segunda-feira ou até o meio-dia de terça-feira, disse um assessor democrata à Reuters.

Os atrasos tornam impossível para o Congresso aprovar um acordo e enviá-lo à mesa de Obama até a décima primeira hora, aumentando o nível de incerteza nos já nervosos mercados financeiros.

Um acordo tardio também aumenta a perspectiva de que os Estados Unidos percam sua nota de crédito "AAA".

A Casa Branca instou os parlamentares a começar um esforço imediato para elevar o teto da dívida após a aprovação do projeto republicano na Câmara dos Deputados que considerou como "já morto".

"Agora que um outro exercício político se apresenta, com o tempo cada vez menor, os líderes precisam começar a trabalhar juntos imediatamente para chegar a um compromisso que evite uma moratória e lance as bases para uma equilibrada redução do déficit", afirmou o secretário de imprensa da Casa Branca, Jay Carney, em comunicado.

Por: Reuters Brasil

“Cataclisma” financeiro com possibilidade de calote da dívida dos EUA

Ilustração Os Estados Unidos estão a uma semana de serem obrigados a suspender os pagamentos à sua administração pública, aos veteranos de guerra e a credores estrangeiros se o governo Obama e o Partido Republicano não resolverem a queda de braço em torno do limite da dívida pública. Fundo Monetário Internacional e Wall Street falam em "cataclismo" de âmbito mundial se esse cenário se concretizar. A dívida pública norte-americana é de 14,3 trilhões de dólares, equivalente a cerca de 100 por cento do PIB do país.

Esquerda.net

Existe a convicção de que as duas partes não irão até à ruptura mas reina o nervosismo nos mercados financeiros e respectivos símbolos, desde a diretora geral do FMI a Wall Street, que não hesitam em recorrer à palavra “cataclisma” de âmbito mundial se o cenário se concretizar.
São muitas as divergências entre Obama e os democratas de um lado e os republicanos, que dominam a Câmara dos Representantes, do outro. No entanto, que impede verdadeiramente o acordo é o calendário para integração do limite do déficit no orçamento. A Casa Branca insiste que a alteração deve fazer-se de uma só vez, válida até 2013, portanto já depois das eleições presidenciais do próximo ano. Os republicanos, através do presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, pretendem que a operação seja a dois tempos: um aumento até fevereiro ou março de 2012 e o outro até 2013.
Obama contesta porque, em seu entender, uma crise do mesmo tipo seria reaberta dentro de nove meses, praticamente já em plena campanha eleitoral; Boehner argumenta que o presidente “quer um cheque em branco”. Analistas políticos norte-americanos consideram que o duelo é uma verdadeira queda de braço com um conteúdo eleitoral em que ambas as partes testam reações perante as suas próximas linhas econômicas e orçamentárias.
Na sequência de uma mensagem televisiva presidencial pedindo aos cidadãos para que pressionem seus representantes sobre a necessidade de se entenderem, Washington tem estado nas últimas horas sob uma tempestade de chamadas telefônicas e mails, sufocando comunicações, websites de representantes e agitando o Twitter através da campanha “Fuck You Washington”.
A dívida pública norte-americana é de 14,3 trilhões de dólares, equivalente a cerca de 100 por cento do PIB, e, mais do que a definição do limite da dívida, o que divide os dois partidos do sistema de poder norte-americano são os conteúdos das reduções de gastos que devem acompanhar esse aumento. Os republicanos pretendem cortes entre 2,7 e 3 trilhões e os democratas vão até 1 trilhão contando com mais 1,2 trilhões que viriam da retirada de tropas do Afeganistão e do Iraque.
Os números nem sempre dão uma ideia da envergadura dos montantes envolvidos, o que levou um website a defini-la graficamente a partir da acumulação de notas de cem dólares de modo a perfazerem o total da dívida do Estado federal norte-americano. Os resultados podem ser encontrados aqui.
As agências de classificação de risco, que mantêm a dívida norte-americana sob pressão, consideram que sem cortes de despesas de 4 trilhões de dólares não haverá condições para travar a “indisciplina orçamentária”.
A imprensa norte-americana recorda que desde que o aumento da dívida norte-americana se tornou vertiginoso, a partir das administrações Reagan nos anos oitenta, os limites já foram alterados cerca de 40 vezes, o que torna inusitado o prolongamento da resistência republicana em relação ao teto. Alguns órgãos da imprensa europeia lembram também que os alargamentos dos limites das dúvidas públicas são frequentes em Estados da União Europeia, inclusivamente na Alemanha, que em 1949 estabeleceu na sua Constituição um limite para o déficit e logo deixou de cumprir essa norma.

Edir Macedo pede a fiéis que abandonem mídia. The Guardian ironiza

Ilustração O pedido do bispo Edir Macedo para que os fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus abandonem a mídia brasileira nos primeiros 21 dias de agosto repercutiu na imprensa internacional.

O jornal britânico The Guardian destacou de forma irônica, na quinta-feira 28, declarações do blog de Macedo, nas quais ele diz que “televisão, internet, jornais, rádios e revistas não são divinas” e que os fiéis deveriam abandonar a mídia e se “aproximar de Deus”. A publicação ainda define o bispo como “um dos mais poderosos televangelistas da América do Sul, pregador bilionário e magnata da mídia”.

Segundo o Guardian, a atitude de Edir Macedo, que controla emissoras de televisão, rádio e um portal de notícias da Rede Record, não é inédita. Em outros dois momentos ele chamou os cerca de oito milhões de fiéis da Universal em todo o mundo a boicotarem a mídia: em ambos a igreja estava sendo criticada pela imprensa brasileira.

Em julho, foi veiculado na internet um vídeo no qual um pastor da igreja pede a um menino de nove anos que venda seus brinquedos e doe o dinheiro à Universal, enquanto sua mãe passava por um exorcismo no altar.

Tática

O jornal afirma também que essa seria uma estratégia para evitar que os fiéis acompanhem a Rede Globo, enquanto poderão ter acesso a programas, serviços religiosos, portais, rádios e discos da Rede Record, além do jornal da igreja, a Folha Universal.

Por: Carta Capital

Em São Paulo 200 ficam sem moradia com reintegração de prédio

Ilustração Na manhã desta sexta-feira (29), a Polícia Militar cumpre uma sentença de reintegração de posse que deve deixar 200 pessoas, incluindo crianças e idosos, sem moradia. As famílias de sem teto ocupam um prédio em condições precárias na alameda Northmann, em Campos Elíseos, na região central da capital paulista. A ocupação foi iniciada há nove meses.

Antes da retirada, Benedito Roberto Barbosa, o Dito, um dos coordenadores da União dos Movimentos de Moradia (UMM), o Dito, foi levado para o distrito policial acusado de desacato a autoridade. Ele é a referência de negociações entre as famílias e a polícia. Um saco de pão foi atirado para o alto por um dos ocupantes, que estava longe de Dito, mas a liderança é que acabou detida.

A decisão judicial foi tomada na terça-feira (26) pela juíza Márcia Cardoso, da 37ª Vara Cível de São Paulo. Segundo a sentença, "o imóvel é conhecido pela Secretaria Municipal de Habitação como objeto de 'assentamento'".

Ocupantes relataram que não têm para onde ir e que dependem do local para não voltar a morar nas ruas. A líder da ocupação, Maria Carmelita Santos de Jesus, diz que as famílias não vão sair do local sem ter uma moradia definitiva ou o atendimento por meio do bolsa-aluguel. Há temor de ação truculenta por parte da polícia para garantir o cumprimento da decisão judicial.

Ela conta que o documento de aviso da reintegração de posse chegou há oito dias e que, na quarta-feira (26) foram abordados por funcionários de prefeitura que ofereceram vagas em albergues. "Não aceitamos ir para albergues, vamos resistir aqui até que nos ofereçam atendimento de verdade" afirma Carmelita.

Segundo a advogada Juliana Avanci, o processo judicial tem fragilidades, já que estariam faltando documentos de comprovação de posse, como comprovante de pagamento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) ou outro tributo relacionado ao imóvel. A peça seria baseada em um boletim de ocorrência. 

Além disso, o prédio estaria abandonado, segundo os sem teto. "Temos que conseguir ganhar um prazo maior com a juíza pelo menos para um atendimento habitacional para essas famílias", diz a advogada.

Clima de incerteza

No prédio de dois andares, cada família tem seu espaço, há pouca iluminação nos corredores e, segundo moradores, faz menos de dois meses que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) religou o fornecimento de água. Muitos moradores trabalham como catadores de material reciclável, e os que estão desempregados são ajudados pelos vizinhos de ocupação.

Michel Anjos José da Silva sustenta que o clima de incerteza tem preocupado a todos e a maioria não sabe o que fazer. Ele vive no local com a mulher e três filhos há oito meses. "Vim da Bahia e acabei perdendo meu emprego porque meu filho ficou doente e minha mulher de barriga (grávida), tive de cuidar dele" conta, emocionado.

Outro morador, Jeferson de Paula Gomes, relata que vive nas ruas há mais de 20 anos e, se sair do prédio, não terá outro destino aonde ir com a esposa. Ele começou a trabalhar em julho para uma empresa que presta serviços para a prefeitura e sequer recebeu o primeiro salário. "Eu gosto de trabalhar, eu nunca fiz nada errado. Na rua, roubam nosso documentos e nossas coisas. Antes daqui fiquei um bom tempo dormindo com a minha mulher na praça da Sé. Só quero ter onde morar", desabafa.

Por: Rede Brasil Atual

Para saúde melhorar, SUS precisa gastar melhor.

O SUS (Sistema Único de Saúde) precisa gastar melhor o seu orçamento para oferecer um serviço de atendimento aos brasileiros com mais qualidade, segundo a revista The Economist desta semana.

IlustraçãoApós citar os esforços do Programa Saúde da Família, expandido no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, e as políticas de combate à miséria extrema e de saneamento básico, um das bandeiras da presidente Dilma Rousseff, a revista diz que tais medidas não bastam para resolver o problema.

Para a Economist, para melhorar o sistema é preciso "mudar a forma com que o orçamento do SUS é gasto". O semanário cita uma pesquisa publicada pela revista especializada em ciência The Lancet, dizendo que o SUS gasta pouco na compra de medicamentos porque boa parte do dinheiro é usada no fornecimento de tratamentos caros a pacientes que ganham na Justiça o direito de ter pagas terapias não cobertas pelo sistema. Este blogueiro lembra que além dos motivos citados, o SUS tem grande parte de sua verba desviada para o bolso dos políticos e funcionários públicos corruptos.

A revista lembra que até a Constituição de 1988 declarar a saúde um direito do cidadão, o Brasil, como a maior parte dos vizinhos latino-americanos, tinha um sistema duplo, um primeiro voltado para trabalhadores com emprego formal e um segundo para o restante da população.

"Apesar da determinação constitucional, cerca de 60% de todo o gasto em saúde no Brasil é privado – percentual maior que a maioria dos países latino-americanos e ainda maior que a dos Estados Unidos", diz a Economist.

A revista ressalta que os gastos privados dão cobertura a "uma minoria rica e jovem" e que os gastos com o SUS correspondem a apenas 3,1% do PIB brasileiro.

Contradições

O semanário britânico mostra as contradições do SUS, ilustrando com o caso do Instituto do Câncer de São Paulo. "Equipado com tecnologia de ponta, (o hospital) oferece todos os tratamentos mais avançados, bem como aulas de culinária saudável e origami para aliviar o estresse", diz o texto.

A Economist ressalta, no entanto, que o hospital altamente especializado de São Paulo é apenas o lado eficiente do SUS. A revista lembra que o Programa Saúde da Família, um dos de maior alcance do sistema, atende apenas metade dos brasileiros, sendo que um quarto da população tem algum tipo de plano privado de saúde e os outros 25% restantes - moradores de áreas rurais ou de favelas localizadas em periferias de centros urbanos - não são atendidos pelo sistema.

Para a Economist, a saúde é uma das questões que mais preocupam os brasileiros, lembrando que uma pesquisa de 2007 colocou o tema como preocupação ainda mais relevante que a economia.

Também falta atendimento adequado na unidades básicas de saúde, o que leva a superlotação de hospitais, aumentando razoavelmente o gasto com a tentativa de reverter o problema. Todos sabem que prevenir é muito mais barato que curar.

Por: BBC Brasil

Foram feitas algumas modificações e inserções por: Eliseu

Charge do dia

eder

quinta-feira, 28 de julho de 2011

As maiores vítimas das hepatites B e C são homens

A maioria das vítimas de hepatites B e C no país são homens, segundo levantamento divulgado hoje (28) pelo Ministério da Saúde. Nos últimos dez anos, mais da metade dos casos desses dois tipos da doença atingiram o sexo masculino.

De 1999 a 2010, foram identificados 69.952 casos de hepatite C, sendo 42.342 em homens. A faixa etária entre 40 e 59 anos concentrou 54% das notificações.

No Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, o ministério também divulgou estudo de prevalência das hepatites A, B e C nas capitais e no Distrito Federal.

De acordo com o estudo, 39,5% da população nas capitais tiveram ou têm o tipo A da doença, transmitida por água e alimentos contaminados pelo vírus. O percentual de hepatite B foi 0,37% e 1,38% do tipo C, ambos transmitidos por meio de sangue ou secreções contaminadas.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os dados reforçam a importância do acompanhamento e da prevenção das hepatites virais. “Esse inquérito [estudo] oferece uma projeção da situação do Brasil, mas reforça a importância de criarmos o acesso ao diagnóstico e ao tratamento. O mapeamento nas capitais foi muito importante, porque apresenta dados atualizados do Brasil inteiro. A partir desses dados, podemos construir outros estudos sorológicos.”
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Conforme o levantamento, nas capitais a incidência do tipo B é dez vezes maior entre as pessoas de 20 a 69 anos. Isso mostra que as relações sexuais sem o uso de preservativos têm sido a principal forma de contágio. Entre crianças e adolescentes, a prevalência é menor, segundo o ministério, por causa da vacinação contra a doença.

Quanto à hepatite C, é mais prevalente nas capitais da Região Norte e menor nas do Nordeste . No Centro-Oeste, Sudeste e no Sul, a taxa é semelhante. Esse é o tipo mais agressivo da doença. Se não diagnosticado e tratado precocemente, aumenta o risco de agravar a saúde do paciente, podendo resultar em uma cirrose ou câncer hepático.

A pesquisa nas capitais e no DF ouviu 26 mil pessoas, entre 5 e 69 anos. Do total, 6.468 fizeram teste de hepatite A e 19.634 dos tipos B e C.

Agência Brasil

IBGE diz que mais pobres se alimentam melhor

A parcela mais pobre da população brasileira é a que mantém uma dieta mais saudável, considerando os itens presentes na mesa dessas pessoas diariamente.

IlustraçãoDe acordo com a análise de consumo alimentar da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje (28), no Rio de Janeiro, além de comer mais arroz e feijão do que as outras classes, as pessoas com renda de até R$ 296 comem o dobro de batata-doce e a metade de batata frita que os brasileiros com renda superior a R$ 1.089.

“Como as pessoas de menor renda não têm disponibilidade para comprar tanto, têm uma alimentação mais básica. E a alimentação mais básica tem melhor qualidade nutricional. Mas a diferença entre o consumo dos melhores e piores alimentos é muito pequena. Todo mundo consome os dois tipos de coisa”, avaliou André Martins, pesquisador da POF/ IBGE.

A pesquisa foi feita durante um ano por meio de formulários preenchidos individualmente por mais de 34 mil pessoas relatando o que comeram e beberam durante dois dias, não consecutivos. A análise mostrou que as pessoas com menor renda foram as que revelaram um consumo maior de peixe fresco e salgado e carne salgada. Essa parcela de brasileiros também se destaca por consumir menos doces, refrigerantes, pizzas e salgados fritos e assados. Refrigerante diet é um item praticamente inexistente na mesa dos mais pobres.

“Nos rendimentos mais baixos, você tem muita presença de carboidrato. Já tem também açúcar e gorduras, mas nem tanto quanto os de maior renda porque não tem disponibilidade para ficar comprando batatinha “industrializadas”. Mas mesmo na classe menos favorecida você já tem inadequação de gordura e açúcares”, disse Martins.

Se por um lado o consumo de refrigerante aumenta à medida que a renda melhora, os mais ricos são os que mais consomem frutas, verduras, leite desnatado e derivados do leite. “As classes menos favorecidas não têm consumo adequado de frutas, legumes e verduras. Quando vê as rendas mais altas, a participação desses produtos aumenta. Mas nenhuma delas consome a quantidade de energia que deveria vir das frutas, dos legumes e das verduras e isso acaba rebatendo nos micronutrientes, como cálcio e vitaminas”, avaliou o pesquisador.

O levantamento do IBGE mostra que quanto mais alta a renda, maior é o número de pessoas que fazem pelo menos uma refeição fora de casa por dia. “Os dois consomem coisas erradas. Entra a disponibilidade de rendimento e a pessoa começa a comprar biscoito recheado, batata industrializada, já começa a consumir mais fora de casa e come pizza, toma refrigerante. Na classe de rendimento mais alta é absurdo o consumo de refrigerante”, disse André Martins.

Essa mesma comparação pode ser feita entre a população urbana e rural. A análise do consumo alimentar mostrou que as médias diárias de consumo per capita de itens como arroz, feijão, batata-doce, mandioca, farinha de mandioca, manga, tangerina, peixes e carnes foi muito maior na zona rural. Na área urbana os entrevistados revelaram um consumo maior de alimentos prontos ou processados, como pão de sal, biscoitos recheados, iogurtes, vitaminas, sanduíches, salgados, pizzas, refrigerantes, sucos e cervejas.

Por: Agência Brasil

Dilma vai anunciar nova diretoria do Dnit na próxima semana

O secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, informou hoje (28) que a nova diretoria do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) deve ser anunciada no início da próxima semana. Segundo ele, a possibilidade de demora no processo de escolha preocupa a presidenta Dilma Rousseff porque pode prejudicar o andamento de obras.

“A presidenta está analisando as alternativas e naturalmente preocupada que não se demore muito esse processo de recomposição do Dnit e do próprio ministério dos Transportes. É bem provável que, no início da semana, possa ser anunciada a nova composição do Dnit”, disse Carvalho. De acordo com o ministro, a presidenta e o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, reuniram-se ontem (27) para analisar nomes de possíveis indicados.

O principal critério para as indicações será o conhecimento técnico da áreas dos transportes, acrescentou Carvalho. “A questão da vinculação partidária não é proibitiva, mas o que preside a escolha da presidenta é a questão técnica. São pessoas que vão dar conta de uma tarefa fundamental para o país, que é a infraestrutura. Por isso, tem que ser pessoas dotadas de competência técnica e idoneidade”, destacou.

Perguntado se haverá substituições também em superintendências estaduais do Dnit, o ministro respondeu que caberá à nova direção do departamento analisar se serão necessárias mudanças. “Mas não haverá nenhum processo de simplesmente trocar todo mundo. Será feita avaliação caso a caso, estado por estado. E onde se avaliar que deve ser feita a troca, ela será feita.”

Sobre possíveis mudanças de direção em outros órgãos do governo e ministérios que têm titulares ligados a outros partidos da base aliada, o ministro afirmou que não haverá “caça às bruxas”. “A presidenta Dilma, até prova em contrário, confia nos seus ministros, assessores e técnicos. O que acontece é que, onde houver uma denúncia, ela será verificada, mas não haverá prejulgamento, caças às bruxas, nenhuma precipitação.”

Gilberto Carvalho também comentou a relação do governo com o PR, partido que comanda a pasta dos Transportes e que foi alvo de denúncias sobre a existência de um esquema de pagamento de propina em obras. “Nosso diálogo com o PR é maduro, é um partido muito fiel na base. Nossa relação com o PR não vai sofrer abalo com isso”, afirmou.

Por: Agência Brasil

China censurada: Comerciantes chineses abandonam redes sem fio

 

Autoridades exigem instalação de software para identificar usuários de redes wi-fi em cafés e restaurantes e acompanhar atividade na web.

Foto: NYT

Novas restrições que exigem que bares, restaurantes, hotéis e livrarias instalem caros softwares de monitoramento estão levando muitas empresas a cortar o acesso à internet e aterrorizando os usuários da web na capital chinesa, que passaram a esperar wi-fi com seus lattes e chá verde.

O software, que custa às empresas cerca de US$ 3,1 mil, possibilita que oficiais de segurança pública identifiquem quem se registra em redes sem fio em um café ou restaurante e acompanhe a sua atividade na web. Aqueles que ignoram o regulamento e fornecem acesso irrestrito podem ter de pagar uma multa de US$ 23 mil e perder sua licença comercial.

Do ponto de vista das pessoas comuns, essa política é injusta, disse Wang Bo, proprietário do L'Infusion, um café que oferece crepes, waffles e a companhia de vários gatos cochilando. "Esse é apenas mais um esforço para controlar o fluxo de informações".

Não está claro se as novas medidas serão rigorosamente aplicadas ou mesmo se valerão para além de Pequim, onde já estão em vigor. Mas elas sugerem que as autoridades de segurança pública, nervosas com a turbulência no Oriente Médio e norte da África, habilitada em parte pela internet, não temem aumentar seu controle.

Censura

A China já é um dos países e maior alcance de restrições online. No ano passado, o governo bloqueou mais de 1 milhão de sites, muitos deles pornográficos, mas também Facebook, Twitter, YouTube e Evite. Leis recentes dificultam que indivíduos não afiliados com uma empresa criem sites pessoais.

Quando se trata de sites de busca e microblogging, o Departamento Central de Propaganda filtra tópicos e palavras que o Partido Comunista considera uma ameaça à estabilidade nacional ou sua reputação. Em cybercafés públicos, que é onde trabalhadores pobres da China têm acesso à internet, os clientes precisam mostrar um documento de identificação governamental para poder acessar um computador.

As novas medidas, ao que parece, são projetadas para eliminar uma brecha na "gestão da internet", como é chamada a prática que tem permitido que usuários de laptops e iPads, como estudantes universitários e estrangeiros, passem seus dias em cafés navegando na web em relativo anonimato. É esse grupo que tem estado na vanguarda dos sites de microblogging que revolucionaram a troca de informações de forma que ocasionalmente assusta as autoridades chinesas.

"Para ser honesto, eu tenho internet em casa e no trabalho, mas é bom poder sentar em um lugar confortável e navegar na web", disse Wang Fang, 28 anos, agente de vendas de publicidade que muitas vezes trabalha nos sofás de couro do café Kubrick, que desligou o seu roteador no início deste mês para não ter de pagar pelo software. "Se não há internet, não há razão para vir aqui."

O gerente disse sem a rede wi-fi houve uma queda de 30% em seu negócio.

A dono de uma livraria disse que ela já havia desconectado o wi-fi da loja e não por razões monetárias."Eu me recuso a fazer parte de um sistema de vigilância orwelliana que força meus clientes a revelarem sua identidade a um governo que quer controlar a forma como eles usam a internet", disse a mulher, que preferiu não informar o seu nome ou o de sua loja para não atrair atenção indesejada das autoridades.

Durante uma pesquisa com mais de uma dúzia de empresas na segunda-feira, nenhuma disse estar preparada para comprar o software, que é projetado para lidar com 100 usuários de uma única vez. Para muitos, era uma questão de economia.

"Pode fazer sentido em lugares como Starbucks ou McDonald’s, mas nós temos apenas alguns usuários por vez", disse Ray Heng, dono do Sand Pebbles Lounge, um restaurante mexicano. Como vários outros proprietários, ele disse esperar que a atenção oficial diminua em breve. Na verdade, ele disse que não tinha planos imediatos de parar de oferecer aos seus clientes acesso gratuito através de wi-fi.

"Não temos nenhum problema em permitir que nossos clientes naveguem na internet. É o governo que tem", disse ele. "Se eles querem que a gente instale o software, eles devem pagar a conta”.

Por: Último Segundo

Nazismo de volta? Deputado italiano elogia ideias de atirador norueguês

Borghezio faz parte da Liga Norte, partido conhecido pelo discurso contra imigrantes e o Islã O deputado italiano Mario Borghezio causou polêmica em seu país ao dizer que algumas das ideias do atirador norueguês Anders Behring Breivik são "boas" e outras "ótimas".

O militante de extrema-direita matou 76 pessoas na última sexta-feira, em um atentado a bomba contra a sede do governo da Noruega, em Oslo, e ao abrir fogo contra jovens do Partido Trabalhista (do governo) que se reuniam em um acampamento de verão na ilha de Utoeya.

O deputado italiano Mario Borghezio causou polêmica em seu país ao dizer que algumas das ideias do atirador norueguês Anders Behring Breivik são "boas" e outras "ótimas".

O militante de extrema-direita matou 76 pessoas na última sexta-feira, em um atentado a bomba contra a sede do governo da Noruega, em Oslo, e ao abrir fogo contra jovens do Partido Trabalhista (do governo) que se reuniam em um acampamento de verão na ilha de Utoeya.

"A razão para os ataques terroristas na Noruega: lutar contra a invasão muçulmana, que é o que não querem que você saiba", escreveu o francês em seu blog.

Por outro lado, Stephen Lennon, líder do partido de extrema-direita britânico Liga de Defesa Inglesa (EDL), condenou os ataques na Europa.

"O que aconteceu em Oslo mostra como as pessoas estão desesperadas na Europa", disse o líder direitista britânico.

Breivik chegou a veicular na internet sua admiração por Stephen Lennon, conhecido pela retórica anti-imigração.

Por: BBC Brasil

Torturador da ditadura “foge” de audiência

Centenas de pessoas participam neste momento, em frente ao Fórum João Mendes, no centro de São Paulo, de um ato para lembrar as vítimas da ditadura militar. Com faixas e fotos de militantes desaparecidos e mortos, elas pedem justiça e cadeia para os torturadores que agiram durante a ditadura militar.

Dentro do prédio, a juíza Claudia de Lima Menge ouve testemunhas de acusação arroladas pelos advogados da família do jornalista Luiz Eduardo Merlino, torturado e morto em 1971, aos 23 anos. Os parentes do jornalista acusam o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra como autor da morte de Merlino.Ustra não compareceu à audiência.

Ustra foi comandante do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operação de Defesa Interna (Doi-Codi) do 2º Exército, em São Paulo. Ele já foi condenado em primeira instância e declarado torturador em uma ação movida pela família do jornalista em 2007. No ano seguinte, por 2 votos a 1, os desembargadores acataram o recurso dos advogados de Ustra e extinguiram o processo.

Essa segunda ação se refere a danos morais e foi movida pela irmã de Merlino, Regina Merlino Dias de Almeida, e pela ex-companheira do jornalista, Angela Mendes de Almeida. “É uma luta que estamos travando há muito tempo. Chegar até aqui é uma vitória”, disse Angela.

Maria Amélia de Almeida Telles, que entrou com a primeira ação declaratória contra o coronel Ustra, na qual ele foi considerado torturador, também achou a audiência importante. “Hoje é um momento histórico. Fico emocionada de saber que chegamos, com tanta dificuldade, mas que vamos colocar pela segunda vez, no banco dos réus, esse homem (o coronel Ustra).”

Segundo o Tribunal de Justiça, serão ouvidas as testemunhas de acusação Otacílio Cecchini, Eleonora Menicucci de Oliveira e Leane de Almeida, ex-militantes do Partido Operário Comunista (POC). Além deles, também testemunhará o ex-ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos Paulo de Tarso Vannuchi. As outras duas testemunhas, o historiador e escritor Joel Rufino dos Santos e Laurindo Junqueira Filho, deverão prestar depoimento por carta precatória.

Entre as testemunhas de defesa arroladas por Ustra estão o atual presidente do Senado, José Sarney, o ex-ministro Jarbas Passarinho, um coronel e três generais da reserva do Exército brasileiro. Todos serão ouvidos por carta precatória.

Por: Correio do Estado

Charge do dia

flavioluiz

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O massacre da Noruega e o Brasil

Jean Wyllys

Anders Behring Breivik, autor do massacre de ao menos 93 pessoas na Noruega. Seria loucura e descaso se todos descartássemos o massacre praticado pelo cristão fundamentalista Anders Behring Breivik em Oslo como se fosse apenas um problema norueguês. Não é. Em todo o Ocidente, a direita religiosa tem ganhado força e se expressado da maneira mais assustadora possível, ao menos para pessoas pautadas por princípios humanistas e minimamente a par das conquistas da ciência no último século.

A Noruega está entre as sociedades menos religiosas do mundo e, em contrapartida, também entre as mais saudáveis, segundo os indicadores da ONU para expectativa de vida, alfabetização, renda per capta, nível educacional, igualdade entre os sexos, taxa de homicídios e mortalidade infantil. Se nessa sociedade do bem-estar social e progressista, o cristianismo fundamentalista de direita levou a esse massacre, o que esperar de nosso país, o Brasil, onde atualmente as crenças dos cristãos conservadores exercem uma enorme influência sobre o discurso público – em escolas, juizados e principalmente no Legislativo – ao ponto de intervirem em políticas de governos e silenciar, sob ameaça de danos eleitorais, políticos de boa fé?

Algo disso já podem ser observados por aqui, como no recente massacre perpetrado por um cristão fanático na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, subúrbio do Rio de Janeiro, no qual a velha mídia optou por não dar ênfase ao seu fanatismo cristão. Também está presente nas campanhas difamatórias orquestradas e tocadas por cristãos fundamentalistas nas redes sociais contra aqueles que defendem os direitos dos homossexuais e dos adeptos da umbanda e do candomblé, a legalização do aborto e a laicidade do Estado brasileiro.

No meu caso específico, há, além de campanha que busca me difamar (e que inclui e-mail apócrifo em que me acusam de “declarar guerra aos cristãos”, e-mail mentiroso que os ignorantes e de má fé passam adiante como se verdadeiro fosse), as constantes ameaças de morte. As pessoas que me ameaçam se dizem “transformadas por Cristo” numa primeira frase para, na seguinte, expor sua intolerância assassina, quase sempre justificada por versículos da Bíblia.

Sendo assim, o massacre na Noruega tem mais a ver conosco do que possamos pensar. Ele desafia os cristãos que não são fundamentalistas nem fanáticos e que não desprezam as descobertas científicas do último século; e que estão mais conectados com as coisas profundas sobre o amor, a solidariedade e o perdão ditas por Jesus de Nazaré – coisas ditas bem antes por outros sábios como Zoroastro, Buda e Confúcio, por exemplo – a tomarem uma atitude em relação ao crescimento do fundamentalismo.

Os cristãos de boa fé e bom senso não podem deixar que os fundamentalistas falem e ajam em seu nome. Eu quero acreditar que, assim como os devotos de religiões minoritárias e os ateus, os cristãos de boa fé também estejam perturbados com os bizarros atos e convicções da direita cristã fundamentalista. Então, já passou da hora de regirem, pois o silêncio, seja por medo ou por indiferença, só serve para dar abrigo a extremistas criminosos e enganadores.

Jean Wyllys é Jornalista e linguista, é deputado federal pelo PSOL-RJ e integrante da frente parlamentar em defesa dos direitos LGBT.

Do: Carta Capital

Ministro da Defesa diz que votou em Serra

O Ministro da Defesa Nelson Jobim continua metendo as mãos pelos pés em suas desastradas declarações.

Após elogiar o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, dizendo que tem que tolerar idiotas no governo, o Ministro diz que votou em Serra nas eleições de 2010. "O Serra foi meu padrinho de casamento, eu morei com ele algum tempo aqui em Brasília".  "Eu votei no Serra", contou Jobim para a Folha.

Na avaliação de Jobim, se o tucano José Serra tivesse sido eleito, o governo "seria a mesma coisa" no manejo das recentes crises políticas, como a do combate à corrupção no Ministério dos Transportes. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), minimizou as declarações do ministro da Defesa, Nelson Jobim (PMDB), que revelou ter votado no tucano José Serra para a sucessão presidencial de 2010. De acordo com Temer, a revelação não coloca em risco o cargo de Jobim. "A franqueza dele não altera a posição dele no governo."

O peemedebista lembrou a divisão interna do partido durante a campanha presidencial de 2010. Em alguns Estados, como São Paulo, o PMDB apoiou o candidato do PSDB e, em outros, como no Rio de Janeiro, esteve no palanque de Dilma. "Nem todos os peemedebistas votaram na chapa", disse.

Resta saber se a presidenta Dilma vai manter no importante cargo uma pessoa que pensa como seu principal opositor, o nada confiável José Serra. Nós, que de alguma forma a ajudamos a se eleger, estamos esperando sua atitude.

Por: Eliseu

Brasil é o país com o maior número de pessoas deprimidas

A depressão, ou episódio depressivo maior (MDE, na sigla em inglês) está em crescimento e começa a se tornar um problema de saúde pública no mundo inteiro. É a conclusão de um estudo publicado nesta terça-feira, na revista BMC Medicine, que fez um mapeamento do transtorno em 18 países, incluindo o Brasil, que apareceu como o país com a maior número de pessoas deprimidas.

A depressão é uma doença caracterizada por um conjunto de sintomas psicológicos e físicos, associada a altos índices de comorbidades médicas, incapacitação e mortalidade prematura.

Os países foram divididos em dois grupos: alta renda (Bélgica, França, Alemanha, Israel, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Espanha e Estados Unidos) e baixa e média renda (Brasil – com dados exclusivamente de São Paulo –, Colômbia, Índia, China, Líbano, México, África do Sul e Ucrânia).

De acordo com o relatório, nos dez países de alta renda incluídos na pesquisa, 14,6% das pessoas, em média, já tiveram depressão. Nos 12 meses anteriores, a prevalência foi de 5,5%. Já nos oito países de baixa ou média renda, 11,1% da população teve episódio alguma vez na vida, em comparação a 5,9% nos 12 meses anteriores. A maior prevalência nos últimos 12 meses foi registrada no Brasil, com 10,4%. A menor foi a do Japão, com 2,2%.

Pesquisa também avaliou transtornos como o pânico e a fobia social

“No artigo internacional, foram incluídos exclusivamente os dados sobre depressão maior, mas a nossa pesquisa avalia diversos outros transtornos mentais, entre eles os de ansiedade – como pânico, fobias específicas, fobia social e transtorno obsessivo compulsivo – e transtornos de humor, como o transtorno bipolar, distimia e a própria depressão maior”, informou Maria Carmen Viana, professor do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal do Espírito Santo, que participou da pesquisa. 

Também foram publicados recentemente resultados sobre transtorno bipolar, suicídio e tabagismo. “No estudo São Paulo Megacity estimamos que 44,8% da população já apresentou pelo menos uma vez na vida algum transtorno mental. Nos 12 meses anteriores à entrevista, a prevalência foi de 29,6%”, acrescentou.

O trabalho faz parte da Pesquisa Mundial sobre Saúde Mental, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) que integra e analisa pesquisas epidemiológicas sobre abuso de substâncias e distúrbios mentais e comportamentais. O estudo é coordenado globalmente por Ronald Kessler, da Universidade de Harvard (Estados Unidos).

Assistência mental no Brasil "deixa a desejar", diz pesquisadora

Segundo o levantamento, a depressão é uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo. “Os dados epidemiológicos, no entanto, não estão disponíveis em muitos países, em especial os de baixa e média renda, como o Brasil. Por isso é tão importante termos esse tipo de estudo de base populacional”, afirmou Viana.

A assistência à saúde mental no Brasil, segundo Viana, deixa a desejar do ponto de vista da Saúde Pública. "Acredito que a divulgação de dados como esses devem servir de alerta e de embasamento para políticas públicas de prevenção e assistência à saúde mental. É preciso que essas políticas possam ser traçadas e implementadas levando em consideração as necessidades que identificamos na nossa população", afirmou Viana. 

Prevalência maior em mulheres

Os resultados do estudo mostraram que, nos países de alta renda, a idade média de início dos episódios de depressão maior foi de 25,7 anos, contra 24 anos nos países de baixa e média renda. Incapacitação funcional mostrou-se associada a manifestações recentes de MDE.

O estudo também revelou que a prevalência é duas vezes maior entre as mulheres em relação aos homens. Nos países de alta renda, a juventude está associada com uma prevalência mais alta de depressão nos 12 meses anteriores à entrevista. Por outro lado, em vários dos países de baixa renda, as faixas etárias mais altas mostraram ter maior probabilidade de episódios depressivos.

A condição de separação de um parceiro apresentou a correlação demográfica mais forte com o MDE nos países de alta renda. Nos países de baixa e média renda, os fatores mais importantes foram as condições de divórcio e viuvez.

Por: Jornal do Brasil

Charge do dia

bessinha

terça-feira, 26 de julho de 2011

Whitney Houston - I look to you

Governo brasileiro concederá 100 mil bolsas para intercâmbio

Apesar de ocupar a 13ª posição no ranking mundial de produção científica, o Brasil está em 47ª lugar no ranking de inovação. Mesmo classificando como "precários" esses indicadores, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse hoje (26) que eles mostram de forma clara a necessidade de o país avançar nos incentivos a bolsas de estudo, como o previsto no Programa Ciência Sem Fronteiras.

“Na área de inovação, o Brasil está muito distante da posição que detém na economia mundial”, disse Mercadante ao abrir a palestra sobre o Programa Ciência Sem Fronteiras, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

A iniciativa pretende conceder 100 mil bolsas de intercâmbio para estudantes e pesquisadores em modalidades que vão do nível médio ao pós-doutorado. Dessas, 75 mil ficarão a cargo do governo federal e 25 mil, da iniciativa privada.

A preocupação inicial é favorecer áreas de conhecimento consideradas prioritárias, como as de engenharia, ciências exatas, biológicas e da saúde, além da computação e tecnologia da informação. “Enquanto a Coreia do Sul tem um engenheiro para cada quatro formandos, o Brasil tem uma proporção de um para cada 50 formandos”, argumentou o ministro.

Mercadante apresentou alguns dados que mostram o quanto algumas áreas de conhecimento foram desfavorecidas entre 2001 e 2009. Enquanto o total de bolsas concedidas para a área de humanas aumentou 66% no período, e a de ciências biológicas 63%, o de engenharia cresceu apenas 1% e o de ciências exatas e da terra diminuiu 16%. “Por isso, a inovação é o foco da nova política industrial”, afirmou ele.

Das 75 mil bolsas que serão custeadas pelo governo, 27,1 mil serão destinadas à graduação de estudantes. Outras 24,6 mil terão como destino o chamado doutorado sanduíche, com duração de um ano; e 9,79 mil a doutorados integrais, com duração de quatro anos. Para pós-doutorados, serão mais 8,9 mil bolsas e para estágio sênior, 2,6 mil. Haverá ainda 700 bolsas para treinamento de especialistas de empresas no exterior; 860 para jovens cientistas; e, por fim, 390 para pesquisadores visitantes.

"Esses pesquisadores visitantes serão lideranças científicas internacionais consolidadas. De preferência, brasileiros radicados no exterior", explicou Mercadante. Segundo ele, os visitantes assumirão o compromisso de vir ao Brasil com regularidade e, também, de receber estudantes e pesquisadores brasileiros em seu laboratório no exterior.

A seleção das universidades estrangeiras que serão destino dos bolsistas será feita de acordo com os rankings apresentados pela Times Higher Education e pela QS World University. "Teremos os melhores estudantes brasileiros estudando nas 50 melhores universidades do mundo", informou o ministro.

Integrante de um dos grupo de trabalho que discute formas de o país incentivar inovação e registro de patentes, o professor Antônio Trevisan ressaltou a importância da participação da iniciativa privada nessas áreas. A resposta foi dada pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic), Paulo Safady: “Vamos administrar isso com competência e competitividade.”

Por: Agência Brasil

Grampo à inglesa

 Ilustração: Daniela Neiva O tablóide britânico News of the World fechou as portas no domingo 10 de julho, depois de 168 anos de circulação, após o escândalo dos grampos ilegais. Os jornalistas passaram anos a fio acessando as caixas-postais dos celulares de várias personalidades britânicas, soldados e também de Milly Dowler, assassinada depois de ter sido sequestrada em Walton-on-Thames, em 2002. Foi a exposição desse último caso que levou ao furor por que passa o país nos dias atuais.

O que os jornalistas do News of the World fizeram pode parecer complicado pelo nome dado à prática ilegal no Brasil, “grampo ilegal”, e no Reino Unido, hacking. Ele não envolvia qualquer grampeamento de linhas telefônicas, como o termo dá a entender. Os jornalistas não conseguiam ouvir conversas telefônicas, eles apenas ouviam as caixas de mensagens das vítimas para poder bisbilhotar suas intimidades.

Infelizmente o crime é relativamente simples, mesmo que atualmente as mensagens de texto sejam mais utilizadas para deixar um recado do que uma mensagem de voz. O principal obstáculo de qualquer um que queira ouvir as mensagens da caixa postal de outra pessoa é conseguir mascarar o número telefônico original. As operadoras de telefonia celular, normalmente, dão um número para que o assinante ligue e acesse sua caixa postal. O serviço recebe a chamada, identifica o número telefônico que fez a ligação e o conecta à caixa postal correspondente. Existem programas que fazem chamadas e enviam qualquer número telefônico como identificação, o que possibilita o acesso à mensagens alheias. Um deles, provavelmente, facilitou o trabalho do pessoal do News of the World.

Outro truque é simplesmente ligar para o número da pessoa de quem se quer ouvir as mensagens e torcer para que ela não atenda. Mesmo que a vítima ainda seja protegida por uma senha, pouca gente costuma mudar o código-padrão estabelecido pelas operadoras. Uma busca rápida pela internet providencia as senhas-padrão das companhias brasileiras e é de esperar que a grande maioria dos clientes não a tenha trocado, ou por conveniência ou por preguiça. Talvez seja a hora de trocar a senha por algo mais complicado. É certamente melhor do que perder a privacidade.

Por: Carta Capital

Cheiro de corrupção em SP: Kassab quer pagar quatro vezes mais por terreno

A prefeitura de São Paulo pretende pagar R$ 62,1 milhões em um terreno avaliado em um quarto deste valor. O Ministério Público Estadual adverte que não faz sentido que a administração de Gilberto Kassab (ex-DEM, rumo ao PSD) queira oferecer tal montante, já que a área de 175 mil metros quadrados que seria destinada à construção de uma unidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) tem valor próximo a R$ 15,4 milhões.

Os promotores Roberto Antonio de Almeida Costa e Carlos Cardoso de Oliveira Junior emitiram nota condenando a postura da prefeitura de tentar mostrar o Ministério Público como uma entidade que está contra o projeto da Unifesp. Eles reiteraram a necessidade de instauração de um inquérito civil para apurar a omissão de autoridades públicas no respeito aos critérios de moralidade e lealdade administrativa.

A obra deverá integrar o Polo Institucional da Zona Leste, tentativa de deixar à região um legado por conta da Copa do Mundo de 2014. “O Ministério Público não recomendou ou solicitou a suspensão do processo de desapropriação da área destinada para essa finalidade, mas a adequação do preço ofertado pela municipalidade”, indica o comunicado.

Em julho do ano passado, o prefeito Kassab havia assinado decreto declarando que o imóvel localizado na avenida Jacu Pêssego, em Itaquera, é de utilidade pública. Ainda assim, em maio deste ano a Monfort Administração de Bens Próprios Ltda. arrematou a área por R$ 15,4 milhões. O local estava em nome da Gazarra S/A Indústrias Metalúrgicas, falida em 2002. 

Em julho, dois meses depois, a Procuradoria Geral do Município ofereceu à Monfort o valor de R$ 62,1 milhões. Os promotores concluíram que a operação tem como finalidade beneficiar a empresa privada, prejudicando o patrimônio público. “A questão não se resume a questionamento feito pelo Ministério Público no processo de avaliação da área, mas a evidente omissão de Agentes Públicos Municipais, que tendo o dever de agir para evitar o enriquecimento sem causa e o prejuízo ao erário, agiram de modo a favorece-los, em circunstâncias que precisam ser esclarecidas.”

Zona leste

As obras da Unifesp foram anunciadas por Kassab no começo de julho. Durante uma missa, foram distribuídos folhetos nos quais, antes dos cânticos, estava a comemoração pela chegada da universidade federal. “A prefeitura encerra a etapa mais importante da compra do terreno onde será construída a Unifesp, pois agora esta área já está disponibilizada para o município e não poderá ser utilizada para nenhum outro fim que não seja o definido pela administração”, afirmava o prefeito, que ressaltava, ao lado de um padre, a importância da Copa do Mundo para o desenvolvimento da região.

Próximo ao período de recesso de julho, Kassab empenhou-se para que sua base na Câmara Municipal aprovasse o projeto que concede incentivos fiscais de R$ 420 milhões para a construção do estádio do Corinthians. Uma mudança de rumos bastante grande para quem há um ano, em entrevista a uma rádio, assegurava o seguinte: “A cidade de São Paulo tem desafios ainda muito grandes para serem superados, principalmente no campo social, e não tem nenhum sentido nós investirmos recursos num estádio. Mesmo que São Paulo tenha recursos, esses recursos não serão direcionados para estádio, e sim para outros projetos da cidade”. 

Oficialmente, o prefeito se sensibilizou com a importância de se investir no Mundial após se dar conta de que haveria ganhos para o nome da cidade internacionalmente e lucro imediato por conta do grande fluxo de turistas que devem assistir à partida de abertura na cidade.

Por: Rede Brasil Atual

Ameaça de bomba em voo internacional da TAM

Uma ameaça de bomba cancelou um voo que sairia do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, para Frankfurt, na Alemanha, às 21h desta segunda-feira. A TAM informou que os passageiros do voo 8102 precisaram ser desembarcados após a ameaça. A aeronave e as bagagens serão inspecionadas pela Policia Federal (PF) e o voo será liberado assim que a ação for concluída. Os passageiros estão recebendo toda a assistência da companhia.

Um passageiro estrangeiro, não identificado, teria levantado e dito que portava uma bomba momentos antes da aeronave decolar. O comandante ordenou que todos descessem do avião e acionou a PF. O estrangeiro, que não teve a nacionalidade revelada, foi detido e a aeronave levada para uma área segura, longe do terminal para inspeção.

Os passageiros do voo foram levados para uma sala anexa do aeroporto, onde receberam alimentação. A previsão é de que o voo saísse às 4h desta terça-feira. Até o final da noite, agentes da PF vistoriavam todas as bagagens e compartimentos da aeronave.

Por: Terra

A quem pedir ajuda em crimes digitais?

Por Tatiana de Mello Dias/Estadão

Policiais reclamam da burocracia, pedem mudanças na lei e convivem com o lado mais sombrio da web

FOTO: Tiago Queiroz/AE A pilha de processos e o vaivém de escrivães, policiais e delegados em nada diferem de uma delegacia comum. Mas é ali, nos fundos de um corredor no segundo andar do prédio do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado, na zona norte de São Paulo, que são solucionados alguns dos maiores crimes em meios eletrônicos do Estado. “A gente que está aqui só vê o lado ruim da internet”, diz o investigador Álvaro Ribeiro.

Recentemente, uma mãe denunciou que a filha de 15 anos era vítima de um pedófilo via MSN. A delegacia foi acionada, a mãe depôs, o inquérito foi instaurado e começou a investigação. Foi marcado um encontro com o suspeito, com oito policiais de prontidão. Mas ele não foi.

Começava assim um cerco que ultrapassou a web – a polícia achou o perfil dele no Orkut (ele se exibia com uma arma na mão) e seu endereço. “Ficamos dois dias na porta da casa dele”, conta Ribeiro. Enquanto a polícia cercava a casa, a mãe da garota se passava por ela no MSN para falar com o criminoso. O objetivo era pegá-lo em flagrante – no meio do papo com a garota. Ele entrou no MSN, a mãe avisou os policiais. O suspeito foi preso.

Entre denúncia e prisão se passou um mês – prazo curto para a média da resolução dos processos por ali. “A maior dificuldade é a burocracia”, reclama Ribeiro. É que, para conseguir que provedores (como Google, Yahoo, Microsoft) enviem dados de usuários, é preciso ordem judicial. “Há um atravanco burocrático. Crimes virtuais exigem resposta rápida”, diz Omar Kaminski, advogado especializado em tecnologia da informação.

Na tarde de quinta, 7, um carrinho de supermercado com um transmissor de rádio obstruía a sala já apertada. “Esse transmissor é potente, a pessoa não tinha noção”, diz Ribeiro. O equipamento era de uma rádio pirata em uma favela de Diadema – segundo a polícia, rota dos aviões de Congonhas. “O comandante pede autorização para pousar e ouve um forró. Não dá.” A polícia foi fazer a apreensão “armada até os dentes” – pois, diz o investigador, nunca se sabe a reação dos traficantes. Uma pessoa foi presa em flagrante: o locutor que estava no ar, ao vivo.

Na 4ª Delegacia de Meios Eletrônicos trabalham 20 investigadores e cinco escrivães. No mês passado foram instaurados aproximadamente 50 inquéritos. “Hoje, 70% dos crimes passam pela rede”, diz Ribeiro. Sempre há uma equipe de plantão para atender as cerca de 30 pessoas que aparecem lá por dia.

A maioria das queixas pode ser resolvida sem inquérito. “O que vem de louco aqui, você não tem ideia”, diz o investigador. Um dia apareceu uma pessoa dizendo que um chip havia sido implantado nela para espioná-la. Outras ligam para reclamar que o computador pifou. Casos de pedofilia são prioritários, mas não são maioria – estelionato e crimes contra a honra formam a maior parte das queixas.

Ribeiro acha que o brasileiro se expõe muito nas redes sociais. Para ele, o pior é o Facebook, pois pedidos de identificação demoram mais, uma vez que a rede não tem sede aqui.

Hoje, no País, há 11 delegacias especializadas em crimes eletrônicos. Embora a vítima possa ir a delegacias comuns, nessas 11 encontrará policiais treinados para esse tipo de caso.

Por causa da demora e da escassez de especialistas, muitas pessoas optam pela via particular. “Além da falta de servidores especializados, há uma extrema morosidade. Esses casos exigem resposta rápida. A qualquer momento o criminoso pode tirar o conteúdo do ar, migrar de plataforma. Uma quebra que demoraria dois anos numa delegacia leva 15 dias em um procedimento particular”, diz José Antônio Milagre, perito e advogado especialista em direito digital.

“Há um monte de delegacias em que a viatura não tem nem gasolina. Imagina se eles têm treinamento para lidar com crimes eletrônicos”, diz o perito Wanderson Castilho, autor do livro Manual do Detetive Virtual.

O trabalho desses detetives é descobrir – com técnicas como rastreamento de IPs e quebra de senhas – a autoria de um crime. Eles também dependem de autorização judicial – se a vítima tiver advogado, é ainda mais ligeiro.

Todo o trabalho é feito baseado no Código Penal, da década de 1940. A polícia reclama do vazio legislativo e pede que a lei aumente o poder dos delegados. “De repente está todo mundo doido para pegar um pedófilo, mas aí tem que encaminhar um ofício e demoramos três meses para chegar nele”, diz Antonio Lambert, o titular da 4ª Delegacia de Meios Eletrônicos.

A Lei 9.296, que determina a interceptação telefônica, diz que não pode haver quebra de sigilo em casos de crimes contra a honra e dano, por exemplo. Mas o PL 84/99, a lei Azeredo, em discussão na Câmara (leia abaixo), pode mudar isso.

“Temo pela relativização dos mecanismos de identificação dos usuários, onde a privacidade passe a ser a exceção e não a regra”, diz Kaminski. “O criminoso digital é levado a praticar o crime não só pela falsa sensação de anonimato, mas porque sabe que a lei é defasada”, diz Milagre. “É preciso um amadurecimento para que a ideia de terra sem lei seja deixada de lado”, diz Kaminski.

O que fazer?

Provas: A primeira recomendação é: salve tudo. Guarde e imprima os arquivos. Vá a um cartório registrar o conteúdo.

Investigação: Procure a polícia. Isso pode ser feito em delegacias comuns. Se houver urgência, a vítima pode procurar uma empresa especializada para realizar uma investigação paralela e ter assistência jurídica.

Charge do dia

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Música Romântica com tradução

Megaeventos: Quem vai pagar a Conta?

O jornal Brasil de Fato publicou trechos de uma entrevista exclusiva realizada pelo GT Comunicação dos Comitês Populares da Copa de Porto Alegre com o professor adjunto do Instituto de Geografia - PPGEO (Prog. de Pós-graduação em Geografia) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e integrante do Comitê Popular da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Rio, Gilmar Mascarenhas.

Gilmar Mascarenhas fez doutorado em Geografia Humana pela USP, sob orientação da Dra. Odette Seabra. A sua tese, defendida em 2001, enfoca determinados aspectos da presença do futebol na evolução urbana brasileira. Também estudou, a partir de 2003, a política urbana relacionada à organização e realização dos Jogos Panamericanos na cidade do Rio de Janeiro em 2007: a concepção de gestão urbana, os interesses envolvidos, a reação da sociedade civil organizada, a parceria público-privada, os impactos e o legado futuro do Pan-2007. O professor de geografia diz que nos últimos anos o Brasil optou por se projetar mundialmente através dos megaeventos, mas que o custo disso quem paga é o cidadão. 'Os efeitos desses eventos são dívidas e o desfinanciamento de áreas como a saúde e a educação. No ano do Pan, o Rio enfrentou sua maior epidemia de dengue. Todo o dinheiro estava comprometido com os jogos. Os eventos são para assistir e não para desenvolver o esporte', explica.

Segundo ele, hoje os eventos esportivos carregam interesses econômicos, políticos, sociais e ideológicos. E por demandar um investimento cada vez maior, a sociedade civil começou a exigir e discutir o legado desses eventos.

Por: CMI Brasil

Governo golpista aprova lei que destrói a carreira de educadores em SC

O projeto de lei complementar que altera o plano de carreira, considerado um retrocesso para os educadores, foi votado a bancarrota após o presidente da ALESC Romildo Titon (PMDB) negar o pedido de vista pelos parlamentares da oposição que permitiria que o PLC fosse rediscutido pelas comissões por mais 8 dias.

Os 1600 educadores que estavam no hall de entrada da ALESC protestando contra a PLC, revoltaram-se com a decisão do presidente da ALESC e tentaram ocupar o plenário protegido pela policia militar desde o inicio da sessão.

Cerca de 20 minutos após a confusão, o Pelotão Tático da Polícia Militar (GRT) entrou no 'Hall' da Assembleia impedindo que os educadores, ficassem na frente dos vidros que dão visibilidade ao plenário. Relatos de professores que estavam nas galerias da Assembleia Legislativa, denunciaram que 32 policiais a paisana se encontravam também na galerias. Inclusive dentro do Plenário, tendo mais P2 (policiais infiltrados) do que professores, como a própria Deputada Ângela Albino afirmou no início.

Por: CMI Brasil

Há 19 anos que STF não condena agente público

Em ato público realizado na manhã desta quinta-feira (5), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou os resultados de um estudo que mostram os números da impunidade do país.
O documento mostra, por exemplo, que entre 1988 e 2007, o Supremo Tribunal Federal (STF) não condenou nenhum agente político julgado pela prática de crimes contra a administração pública. Já no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no mesmo período, apenas cinco autoridades foram condenadas.
O estudo apresentado pela AMB foi feito a partir de dados disponíveis nos sites dos dois órgãos. O objetivo do trabalho é mostrar aos magistrados e à sociedade as características e o andamento dessas ações no STF e no STJ, facilitando uma análise valorativa e crítica sobre o benefício do foro privilegiado e a capacidade estrutural das Cortes Superiores para conhecer, processar e julgar determinadas ações.
Além de revelar o baixo número de condenações, a pesquisa traz ainda outro dado alarmante: a demora no julgamento das ações penais originárias no STF e no STJ. Em 19 anos, dos 130 processos distribuídos no STF, apenas 6 foram julgados, e absolvidos ? 46 deles foram remetidos à instância inferior, 13 prescreveram e 52 continuam tramitando na Corte.
No STJ ? que recebeu 483 processos de 1989 até junho de 2007 ?, a situação não é muito diferente: há 11 absolvições, 5 condenações e 71 prescrições. Foram remetidas à instância inferior 126 ações, e ao STF, 10 processos. Ainda há 81 ações em tramitação.
No entanto, o estudo também revela que, a partir de 2002, houve um aumento no número de ações penais distribuídas no STF e no STJ. De acordo com o estudo, este aumento pode estar relacionado com a aprovação da Lei nº 10.628/02, que estabeleceu a competência especial por prerrogativa de função para o julgamento dos crimes decorrentes de atos administrativos dos agentes políticos, ainda que o processo fosse iniciado após o término do exercício da função pública.

Por: CMI Brasil

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Atentado na Noruega mata sete pessoas

Explosão atingiu escritório do primeiro-ministro e deixou vários feridos em Oslo Um atentado a bomba atingiu nesta sexta-feira vários prédios do quartel-general do governo da Noruega, em Oslo, e deixou pelo menos sete mortos e 15 feridos.

A polícia afirmou que a explosão foi causada por pelo menos uma bomba, mas não havia ainda suspeita sobre os autores do ataque.

Pouco depois, um outro ataque foi registrado em uma ilha próxima a Oslo. Um homem vestido de policial abriu fogo contra jovens reunidos em um encontro da juventude do Partido Trabalhista, na ilha de Utoeya. A imprensa local diz que pelo menos quatro pessoas morreram.

No atentado em Oslo, o escritório do primeiro-ministro, Jens Stoltenberg, foi bastante atingido, deixando vários feridos, segundo testemunhas.

"Estou ileso e em segurança, mas esta é uma situação séria, com uma explosão enorme, muitas vítimas", disse o primeiro-ministro em conversa telefônica com a emissora local TV2. Stoltenberg afirmou que a polícia o aconselhou a não revelar onde está.

A polícia pediu para que a população fique em casa e limite o uso de celulares.

Escombros e fumaça

A explosão destruiu várias janelas do prédio de 17 andares onde estão instalações do governo, lançando destroços a uma distância de 400 metros.

Imagens de TV mostravam vidros e escombros nas ruas e fumaça saindo de alguns prédios. A carcaça de pelo menos um carro estava na rua, e testemunhas disseram "sentir cheiro de enxofre".

Todas as ruas de acesso ao centro da cidade foram fechadas, segundo a rádio norueguesa NRK. Forças de segurança retiraram as pessoas da área, temendo uma outra explosão.

Oistein Mjarum, porta-voz da Cruz Vermelha, contou que seu escritório ficava perto do local da explosão e acompanhou a reação ao ataque.

"Houve uma enorme explosão que pôde ser ouvida em toda a capital", disse Mjarum à BBC.

Feridos

O ministro de governo Hans Kristian Amundsen disse à BBC que ainda há feridos sob os destroços e não quis apontar possíveis causas do ataque.

"É impossível para nós especular em qualquer direção. Temos que focar nas operações de resgate. Ainda há pessoas nos prédios, há pessoas nos hospitais", disse Amundsen.

"Sabemos que essa situação é mais séria do que a maioria das que já tivemos na Noruega."

De acordo com a rede NRK, o primeiro-ministro Stolberg não quis comentar as possíveis causas do ataque. "Não vou especular sobre o ataque terrorista ter alguma relação com o envolvimento da Noruega na Líbia", afirmou.

O jornalista da NRK Ingunn Andersen disse que as instalações do maior tabloide norueguês, o VG, também foram atingidas.

"Vi que vidraças dos prédios do VG e do governo foram quebradas. Algumas pessoas ensanguentadas estão nas ruas. Está um caos completo por aqui", disse Andersen, segundo a agência de notícias Associated Press.

Por: BBC Brasil