sábado, 6 de agosto de 2011

Cai nota da dívida dos EUA e Brasil sobe

Ilustração A agência de classificação de risco Standard and Poor’s rebaixou hoje (5) a nota da dívida americana de longo prazo, que tinha a nota máxima, AAA, para AA+. Foi a primeira vez na história que a agência classificou a dívida dos Estados Unidos abaixo do nível máximo.

De acordo com a agência, o maior risco é político. A Standard and Poor’s considera que o acordo fechado entre o governo americano e o Congresso para elevar o teto do endividamento do país não foi suficiente para reduzir a preocupação com o futuro da economia dos EUA.

“O rebaixamento reflete a nossa opinião de que o plano de consolidação fiscal que o Congresso e o governo recentemente fecharam não atinge o objetivo do que, ao nosso ver, seria necessário para estabilizar a dinâmica da dívida do governo a médio prazo”, diz um comunicado da Standard and Poor’s, divulgado na noite de hoje.

Já no Brasil a agência de classificação de risco Moody’s elevou nesta segunda-feira a classificação dos títulos atrelados à dívida do governo brasileiro de Baa3 para Baa2, justificando que recentes ajustes fiscais devem tornar o crescimento econômico do país mais sustentável e aumentar as chances de que o Brasil honre seus compromissos financeiros.

A nova nota deixa o Brasil um nível acima do grau de investimento (concedido aos países com menor probabilidade de dar calote), que havia sido conquistado em setembro de 2009.

De acordo com a agência, pesaram em favor da decisão a intenção do governo de reverter políticas expansionistas, adotar medidas conservadoras que parecem mais consistentes com um caminho de crescimento sustentável e a expectativa da agência de que a dívida do governo apresente uma tendência de queda, na medida em que as diretrizes orçamentárias para o médio prazo sejam seguidas.

Em comunicado, a Moody’s diz que preocupações sobre uma explosão de crédito têm dominado as discussões sobre a economia brasileira nos últimos meses.

Por: Eliseu

Fonte: Correio do Brasil