terça-feira, 30 de agosto de 2011

Jaqueline Roriz: Ladrão que julga ladrão...

Jaqueline Roriz chorou enquanto o plenário da Câmara decidia o futuro de seu mandato na Casa Nada surpreendente a absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) por 265 votos a 166, na terça-feira (29) pelo Plenário da Câmara dos Deputados, se livrando do processo de cassação a que respondia na Casa. Por maioria, os deputados que agem da mesma forma que Jaqueline, ou seja, também são corruptos e ladrões do dinheiro público, pensam como ela, achando que roubar é normal, é certo. Em 5 de maio publiquei neste blog antecipando que já havia deputado contra a cassação de Roriz.

Desde o início das acusações, o principal argumento da defesa de Jaqueline era o de que as irregularidades denunciadas por Durval Barbosa ocorreram antes do mandato e que a Câmara dos Deputados não teria competência para analisar fatos anteriores ao início do exercício parlamentar. Como disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardos em suas críticas à Lula, quando disse menos interessa, a esta altura dos acontecimentos, saber se houve corrupção em outros governos.”. No caso de Roriz, como o roubo foi antes do mandato, não teria problema. Mas ela não negou o fato. Nem podia, uma vez que foi filmado.

Ela foi filmada recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM do Distrito Federal.

Para que ela fosse cassada, era preciso que houvesse no mínimo 257 votos favoráveis entre os 513 deputados.

No Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, o relator do caso, Carlos Sampaio defendia que Jaqueline fosse cassada, mesmo que o vídeo em que recebe dinheiro de Barbosa tenha sido feito em 2006, antes, portanto, no início de seu mandato atual e época em que concorria a uma cadeira na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Sampaio argumentara que a suposta propina, que a deputada classificou como caixa dois de campanha, não era conhecida pelos eleitores quando ela foi alçada à condição de parlamentar, o que não daria a ela o argumento de ter sido "absolvida nas urnas".

Atribuindo as acusações ao jornalismo predatório, Jaqueline Roriz em seu pronunciamento na Câmara dos Deputados criticou o que classificou de "implacável condenação" por "juízos apressados". Ela citou a família, criticou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que na sexta-feira apresentou ao ao Supremo Tribunal Federal denúncia criminal contra ela, e em nenhum momento se defendeu da suspeita de recebimento de propina. "Cada um de nós carrega sua história e eu carrego a minha. “Nesse doloroso processo, sofri constrangimentos perante meus pais, irmãs, filhos, amigos e eleitores. Sei que nesse Plenário tem muitos colegas que já passaram por isso e outros que podem passar. Nessa Casa não há espaço para condenações sumárias", disse a deputada, deixando claro seu desvio de caráter, e o que ela sabe de seus pares e que a população também está cansada de saber: que os políticos em geral, salvo raras exceções, são mesmo ladrões. E o pior, são eles mesmos que os julgam. Ladrões julgando ladrões.

Se a nobre deputada não tivesse roubado, não teria se “constrangido” com seus pais, irmãs, filhos, amigos e eleitores, como citou acima. Ou pelo menos poderia ter se defendido.

A população brasileira já está mais do que cansada de tanta roubalheira, tantos desmandos, que espero, não muito distante, há de se mobilizar para acabar de vez com essa insustentável situação.

Por: Eliseu