terça-feira, 23 de agosto de 2011

Kadafi diz que transformará Líbia em “vulcões, lava e fogo”

Muammar Kadafi, líder líbio desde 1969, durante discurso em Roma, em 2002 Um porta-voz de Muammar Kadafi disse em comentários transmitidos nesta terça-feira (quarta-feira no horário local) que o líder líbio está pronto para resistir aos ataques dos rebeldes por meses ou até anos, e prometeu transformar a Líbia em "vulcões, lava e fogo".

Falando por telefone aos canais por satélite Al-Orouba e al-Rai, Moussa Ibrahim também afirmou que as forças de Kadafi capturaram quatro personalidades do Catar e uma dos Emirados Árabes Unidos, e que os líderes rebeldes não terão paz se mudarem-se da cidade de Benghazi, no leste, para a capital Trípoli.

O próprio Kadafi disse nesta quarta que sua saída do complexo Bab al-Aziziya foi uma "mudança tática" depois que o local foi alvejado por 64 ataques aéreos da Otan. Kadafi falou em entrevista a uma rádio de Trípoli, que foi noticiada pela TV Al-Orouba, em transmissão conjunta com a Al-Rai TV. Ele prometeu morrer como mártir ou vencer na batalha contra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O Conselho Nacional de Transição da Líbia informou que pretende mudar sua sede de Benghazi para Trípoli dentro de dois dias. Os rebeldes tomaram nesta terça-feira o complexo de Kadafi na capital líbia, mas o paradeiro do veterano líder continua desconhecido.

Separadamente, os rebeldes líbios afirmaram que a luta pela capital Trípoli deixou mais de 400 mortos e ao menos 2 mil feridos, segundo a Al-Arabiya TV.

Líbia: da guerra entre Kadafi e rebeldes à batalha por Trípoli
Motivados pelos protestos que derrubaram os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em fevereiro para contestar o coronel Muammar Kadafi, no comando desde a revolução de 1969. Rapidamente, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas de leste a oeste.

A violência dos confrontos gerou reação do Conselho de Segurança da ONU, que, após uma série de medidas simbólicas, aprovou uma polêmica intervenção internacional, atualmente liderada pela Otan, em nome da proteção dos civis. No dia 20 de julho, após quase sete meses de combates, bombardeios, avanços e recuos, os rebeldes iniciaram a tomada de Trípoli, colocando Kadafi, seu governo e sua era em xeque.

Por: Terra