domingo, 7 de agosto de 2011

Nova “cara” da classe média brasileira

Ilustração Anderson Ribeiro, 29 anos, mora em Campo Grande, é filho de um instalador de antena de TV a cabo e de uma secretária, estudou a vida inteira em escola pública até cursar a faculdade de Direito em uma instituição particular de ensino.

Os pais dele não tiveram a mesma oportunidade que conseguiram dar para o filho. Ribeiro teve a oportunidade de estudar mais, conquistar e ter acesso a informação e acabou se tornando um formador de opinião na família.

Ele integra a nova classe média brasileira, composta por famílias com renda mensal domiciliar total entre R$ 1.064 e R$ 4.561. Em 2014, o grupo que envolve o bacharel em direito e outros 29,4 milhões de jovens entre 18 e 34 anos da classe C será maior que o total de eleitores das classes A e B juntas (23,7 milhões).

Esse dados fazem parte de uma pesquisa realizada pelo Data Popular e que será apresentada, na segunda-feira, 8 de agosto, na capital federal, no seminário Políticas Públicas para uma Nova Classe Média, idealizado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).

O governo tem uma preocupação social com essa fatia da população, principalmente para não haver retrocesso econômico na vida dela. Isso, claro, poderia trazer um prejuízo eleitoral enorme. É de praxe que a classe média seja o fiel da balança nas eleições de vários países.

No Brasil, porém, isso é diferente. A classe C tem a maioria absoluta. Em 2010, essa fatia correspondia a 52% dos eleitores.

Em 2014, a porcentagem será ainda maior: 57%. Isso significa que os 71,25 milhões de brasileiros da classe C podem decidir sozinhos o próximo presidente do país e toda a configuração do Congresso.

Política em Casa

Segundo Anderson Ribeiro, os seus pais com bastante dificuldade conseguiram fazer com que ele concluísse seu curso e ainda já está encaminhando mais dois filhos para fazer faculdade.

Ele explica que conversam sobre política o tempo todo. “Sempre quando estamos à mesa ou assistindo tevê e parece alguma coisa relacionada com política nós conversamos. Eu sempre converso com a minha família para pesquisar as propostas dos candidatos, buscarem informações sobre o passado para poder votar.”, comenta

A pesquisa do Data Popular foi elaborada a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), por levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), além da Pesquisa de Orçamento Familiar de 2009. Foram ouvidos 5 mil brasileiros da nova classe média com idades entre 18 e 69 anos no primeiro trimestre deste ano.

Por: midiamaxnews