segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Oposição tenta paralisar Ministério da Agricultura

Depois do pedido de demissão do secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Milton  Ortolan, no sábado (6), provocado por novas denúncias de corrupção publicadas pela imprensa, os partidos de oposição querem agora que o Palácio do Planalto lide com a situação da mesma maneira que tratou as denúncias relacionadas ao Ministério dos Transportes, em julho.

A oposição tenta fazer com que a presidenta Dilma Rousseff não poupe cortes e demissões à pasta, dirigida por Wagner Rossi, do PMDB, partido do vice-presidente, Michel Temer. Os deputados tentam fazer com que o episódio na Agricultura represente mais um motivo para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigue casos de corrupção nos diferentes ministérios e esferas do governo.

O Ministério da Agricultura viu-se em meio a mais denúncias de irregularidades quando a revista Veja publicou, no fim de semana,  matéria que apontou que Ortolan teria “liberado” a ação de um  lobista na Agricultura. Segundo a reportagem, Júlio Fróes, o suposto lobista, teria, inclusive, acesso a uma entrada privativa e a uma sala com computador, telefone e secretária no edifício do ministério.

Em nota de demissão, divulgada no sábado, Ortolan afirmou se sentir injustiçado e ofendido pelas suspeitas levantadas na reportagem. “Informo que apresentei ao ministro (Rossi), nesta data, meu pedido de demissão, em caráter irrevogável, do cargo de secretário-executivo do Ministério da Agricultura”, comunicou.

A Secretaria de Imprensa da Presidência informou que a presidenta “reitera sua confiança no ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que está tomando todas as providências necessárias (para apurar os fatos)”.

O Ministério da Agricultura tem sido alvo de denúncias de irregularidades e de “inchar” o pasta com funcionários apadrinhados, o que já motivou a ida do ministro Rossi à Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos. Na próxima quarta-feira (10), Rossi deve comparecer a uma audiência, agora no Senado, pelo mesmo motivo.

Por: Correio do Brasil