sexta-feira, 30 de setembro de 2011

PSD esnoba governo e recusa convite para reunião da base

Com o argumento de independência em relação ao governo, o recém criado PSD do prefeito paulistano Gilberto Kassab recusou convite para participar da reunião dos líderes da base governista na Câmara, prevista para a próxima semana. A informação foi confirmada pelo futuro líder da sigla na Casa, o deputado Guilherme Campos (SP).


Segundo ele, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), lhe fez o convite para participar da reunião na próxima terça-feira. "Agradeci a consideração do líder, o respeito e o carinho de fazer o convite, mas se nós estivermos presentes ao encontro, uma semana após o registro do partido, tudo aquilo que defendemos de independência ficaria sem sentido", disse.
O PSD, fundado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, teve seu registro aprovado na última terça-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tornando-se o 28º partido no Brasil. A legenda, segundo seu líder na Câmara, deverá iniciar sua atuação com uma bancada de cerca de 50 deputados, ocupando a terceira posição na Casa. No Senado, o partido tem dois senadores.
Campos, que foi eleito pelo direitista DEM, disse ainda que o quadro inicial do partido deverá ser formado por 19 deputados eleitos pelo Democratas, oito do PP, quatro do PR, quatro do PMN, três do PPS, três do PMDB, dois do PTB, dois do PSC, um do PSDB, um do PV e um do PCdoB. O deputado do PCdoB que aderiu ao PSD, Edson Pimenta, eleito pela Bahia, revelou-se um renegado. Traiu os princípios do partido comunista , rompeu os compromissos de classe, abandonou a base de trabalhadores rurais que o elegeu.
O líder do PP, deputado Agnaldo Ribeiro (PB), no entanto, não confirma a saída de oito deputados para o novo partido. Ele declarou que está trabalhando para a manutenção de todos os parlamentares nos quadros, mas admite que a sigla poderá perder de dois a três deputados para o PSD.
Os parlamentares que estão migrando para o partido de Kassab e que quiserem disputar as eleições municipais do ano que vem têm até os primeiros dias de outubro para pedirem a desfiliação das legendas pelas quais se elegeram e ingressarem na nova agremiação partidária.
Na quinta-feira, Vaccarezza disse que vai convidar o PSD formalmente para fazer parte da base de apoio ao governo. "Minha expectativa é que eles façam parte da base de apoio ao governo, porque a maioria dos deputados votou conosco nas questões propostas pelo governo até o momento."
O líder máximo do PSD, Gilberto Kassab, originário da direita malufista, depois do antigo PFL, tem declarado que o novo partido é de centro e acena com o apoio ao governo Dilma. Sobre as próximas eleições presidenciais, disse que pode apoiar Dilma, "se ela fizer um bom governo" . Quer manter um pé em cada canoa, em face das ligações com Serra e outros setores da oposição conservadora. O PSD ocupará o espaço da centro-direita, já congestionado.

Por: Vermelho

Brasil vai reforçar defesas

Governo lança medidas de apoio à indústria de defesa para modernizar Forças Armadas e reforçar proteção de fronteiras e riquezas do país. Empresas brasileiras terão tributação e licitação especiais. "Indústria de defesa é estratégica na nossa soberania", diz Dilma Rousseff. "A gente não sabe de onde vem as ameaças, mas sabe as riquezas que tem de proteger", afirma Celso Amorim.

André Barrocal

BRASÍLIA – O ministro da Defesa, Celso Amorim, assumiu o cargo no início de agosto dizendo haver “descompasso” entre a influência externa alcançada pelo Brasil e a capacidade de o país defender fronteiras e riquezas como o petróleo pré-sal. Nesta quinta-feira (29), a presidenta Dilma Rousseff deu um passo para tentar superar a contradição, ao baixar uma medida provisória com incentivos ao reaparelhamento e à modernização das Forças Armadas.
A MP cria uma espécie de marco regulatório para a indústria de defesa nacional, com corte de impostos e licitações especiais para Empresas Estratégicas de Defesa (EEDs). Será uma EED a empresa que trabalhar com pesquisa ou produção de produtos estratégicos e de defesa, tenha sede no Brasil e estatutos que garantam que decisões sejam tomadas sempre por maioria de brasileiros. O cumprimento das exigências será verificado pelo ministério da Defesa, que emitirá o selo EED.
As empresas com o carimbo poderão participar de licitações específicas feitos pelo governo para comprar equipamentos e serviços na área de Defesa. Vão receber incentivo para obter transferência tecnológica do exterior e para desenvolver pesquisas dentro do Brasil
Também terão acesso a regime tributário especial, no qual será suspensa a cobrança de três impostos federais que, hoje, somados, variam de 8% a 54%. Além das empresas fornecedores do governo, também serão beneficiadas as exportadoras. O regime valerá por cinco anos.
Em discurso durante o anúncio das medidas, Dilma classificou-as como complementares à Estratégia Nacional de Defesa, lançada pelo ex-presidente Lula para reequipar as Forças Armadas e redefinir o papel delas na vida brasileira. E como um prolongamento do recente pacote de apoio à indústria lançado por conta da crise econômica global.
Mas ela não deixou de salientar a importância geopolítica da decisão. “Seja pelo tamanho do nosso território e das nossas fronteiras, seja pelo fato de o nosso país ter sido abençoado com enormes riquezas, precisamos dessa indústria, porque ela é estratégica na nossa soberania”, disse.
Tanto a presidenta quanto Celso Amorim fizeram questão de ressaltar que o governo tem preocupações pacíficas e defensivas e, não, ofensivas. Para ela, “as relações defensivas” também requerem desenvolvimento tecnológico. Para ele, a medida “fortalece nossa capacidade de ação autônoma numa área que é absolutamente essencial, no fundo, para o bem estar, a paz de espírito e a paz de todos nós.”
Nacionalista reconhecido, o ministro da Defesa também enfatizou o fato de que as medidas incentivam as empresas instaladas no Brasil e com decisões brasileiras. “Esse aspecto é especialmente importante num mundo em que nós vivemos hoje, um mundo muito complexo, um mundo em que a gente não sabe de onde vem as ameaças, mas a gente sabe as riquezas que tem de proteger", afirmou.

Por: Carta Capital

A farra da caserna

Desde 15 de agosto, a Procuradoria-Geral da República analisa uma representação encaminhada pelo Ministério Público Militar. Trata-se de um pedido de investigação “em desfavor” do comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, citado num espinhoso escândalo de corrupção, talvez o mais ruidoso da Força em seus 363 anos de história. Ao todo, 25 oficiais de variadas patentes, incluindo sete generais e oito coronéis, são suspeitos de integrar um esquema que fraudou licitações, superfaturou contratos, fez pagamentos em duplicidade e pode ter desviado dos cofres públicos ao menos 15 milhões de reais entre 2003 e 2009, segundo os cálculos do Tribunal de Contas da União (TCU).

O rombo, na verdade, pode ser maior. Apenas um dos envolvidos no escândalo, o major Washington Luiz de Paula, acusado de montar a rede de empresas fantasmas beneficiadas no esquema, acumulou uma fortuna pessoal que surpreendeu os investigadores.

Dados obtidos por CartaCapital revelam que o militar, com renda bruta mensal estimada em 12 mil reais, teria cerca de 10 milhões de reais de patrimônio em imóveis, incluindo um apartamento na Avenida Atlântica, em Copacabana, bairro nobre na zona sul do Rio, estimado em modestos 880 mil reais, certamente por falta de atualização. Seria proprietário ainda de duas casas na Barra da Tijuca, avaliadas em 2,9 milhões de reais cada. Em nome de seu sogro, que recebe uma aposentaria de cerca de 650 reais, estaria registrado um luxuoso apartamento de 2,8 milhões de reais na Barra (organograma à pág. 29). O inquérito que apura o caso revela, ainda, que o major movimentou mais de 1 milhão de reais em sua conta em apenas um ano.

Fadado a decidir se indicia ou não o chefe do Exército, o procurador-geral Roberto Gurgel terá ainda de tomar uma posição também sobre o foro privilegiado dos generais, que só podem ser julgados pelo Superior Tribunal Militar (STM), onde até agora um único general foi condenado, e posteriormente absolvido no Supremo Tribunal Federal (STF).

Por: Mauricio Dias e Rodrigo Martins/Carta Capital

Dilma tem popularidade aumentada após anunciar “faxina”

A "faxina" anunciada em áreas do governo com focos de corrupção pode ter sido um dos fatores que aumentou a popularidade da presidenta Dilma Rousseff de 67% para 71%, disse disse hoje o gerente-executivo da unidade de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca.

Pesquisa do Instituto Ibope encomendada pela CNI aponta que a aprovação da presidente Dilma Rousseff chegou a 71%, quatro pontos percentuais acima do último levantamento, datado de julho. O índice de desaprovação da chefe do Executivo caiu também quatro pontos, alcançando o patamar de 21%.

"Essa postura (de faxina) foi passada e noticiada, e as pessoas começaram a captar e ajudaram a presidente a recuperar aquela queda. Os fatores mais relevantes foram a corrupção. Em julho, só se falava de corrupção do lado da corrupção em si. Agora aparece também quando a pessoa falava da faxina. Ela conseguiu, dentro do episódio de corrupções que surgiram nos três ministérios, virar um pouco o jogo e trazer coisas positivas para o governo. Provavelmente isso foi um fator importante para fazê-la crescer na pesquisa", comentou Renato da Fonseca.

As denúncias de corrupção e irregularidades envolvendo os ministérios dos Transportes, da Agricultura e do Turismo, que culminaram que a demissão dos ministros Alfredo Nascimento (PR-AM), Wagner Rossi (PMDB-SP) e Pedro Novais (PMDB-MA), foram o assunto mais lembrado pelo eleitorado no mês de setembro, informou nesta sexta-feira pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Fraudes, desvios e a suposta arrecadação indevida de dinheiro nessas três pastas foram citados por 19% dos entrevistados.

A prometida "faxina" contra a corrupção na administração pública aparece na segunda colocação entre os assuntos mais lembrados, com 13% das menções.

A margem de erro da pesquisa CNI/Ibope é de dois pontos percentuais. O levantamento foi realizado dos dias 16 a 20 de setembro com 2.002 pessoas em 141 municípios.

Fonte: Terra

No fundo do poço, PSDB e DEM indagam sobre o futuro

Em coluna publicada nesta quinta-feira (29) no site Congresso em Foco, o jornalista Rudolfo Lago informa que o PSDB está analisando a pesquisa que encomendou ao consultor de marketing político Antonio Lavareda. Para Lago, os tucanos tentarão fazer “do limão, uma limonada”, já que os dados revelados pela sondagem “não são nada bons”. De início, um parêntese sobre o consultor dos tucanos. Trata-se do mesmo “gênio” do marketing político que sugeriu ao PFL rebatizar-se de DEM.
Os tucanos tiveram o dissabor de constatar que a presidente Dilma Rousseff e, especialmente, o ex-presidente Lula gozam de altíssima popularidade. E que, se as eleições fossem hoje, o partido neoliberal que se diz social-democrata não teria a menor chance numa disputa com qualquer um dos dois. Melhor que FHC continue em sua campanha, útil para a educação da sociedade, pela descriminalização do uso da droga e organize debates diletantes com seu estreito círculo de pretensos sábios. E que Serra se dedique aos bastidores da pequena e provinciana política para escolher o candidato tucano à Prefeitura paulistana.
Ainda segundo as informações de Lago, os tucanos estão em busca de uma “estrada a percorrer” e empenhados em remover um obstáculo. Para ele, “o problema para o PSDB é que esse obstáculo foi o nome escolhido em duas das últimas três eleições presidenciais para representar o partido na disputa: José Serra”, figura identificada ao que não funcionou nos últimos anos. É um veredito devastador para o ex-candidato, mas também para o ex-presidente FHC, porquanto é indisfarçável que o que não funcionou foi o seu governo, conotado não só como neoliberal, conservador, reacionário mesmo, mas também como governo corrupto.
A solução mágica que uma das alas do tucanato oferece é a candidatura do senador Aécio Neves à Presidência da República em 2014. Alguns apressados acham que o anúncio deve ser feito o quanto antes. O colunista informa que o presidente do partido, Sérgio Guerra, já declarou que sua intenção é antecipar o lançamento da próxima candidatura do PSDB à Presidência, definindo-a logo depois das eleições municipais do ano que vem. Inevitavelmente, as disputas municipais de 2012 conhecerão uma luta fratricida entre os tucanos nos bastidores e em público, como prelúdio de 2014. A tendência maior é o isolamento de Serra e o predomínio de Aécio.
Contudo, o dado mais significativo revelado pela pesquisa é que com Serra ou Aécio, o futuro do PSDB é sombrio e a quarta derrota consecutiva em eleições presidenciais é o cenário mais previsível.
O desespero do DEM
Também o DEM andou fazendo pesquisas, numa desesperada tentativa de vislumbrar uma luz no fim do túnel. A agremiação direitista encontra-se sob o impacto não só das derrotas eleitorais, como também da sangria de quadros e parlamentares que debandam para o recém-criado PSD, partido de centro-direita liderado pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab e que passou a contar entre as suas figuras mais proeminentes reacionários notórios como Índio da Costa, candidato derrotado a vice-presidente nas últimas eleições, na chapa de José Serra, e a senadora Kátia Abreu, inimiga dos camponeses e da reforma agrária.
O DEM acredita que as indicações da sondagem de opinião pública feita pelo Instituto GPP, são de que deve acentuar ainda mais suas posições de direita. "O partido tem que reforçar que é um partido de valores, aqueles que são majoritários na sociedade, que é uma sociedade conservadora", argumentou o vice-presidente nacional do DEM, José Carlos Aleluia.
O DEM também decidiu apostar na política do quanto pior, melhor. Para eles, se a crise financeira mundial piorar e atingir o Brasil, as dificuldades do governo nas áreas de segurança, saúde e educação ficarão evidentes e abriria uma oportunidade para a oposição retomar o poder.
"O pau da barraca deles é a economia", afirmou o vice-presidente do DEM.
O finado Sérgio Motta, ex-ministro de FHC e, à época do seu governo, uma das figuras máximas do PSDB, previu que o partido ficaria 20 anos no poder. Tudo indica que o vaticínio se cumprirá ao revés.

Por: Vermelho

Charge do dia

thomate

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Manifesto mostra um PSD à direita com pitadas de retórica social

O Partido Social Democrático (PSD) lançou nesta quarta-feira (28), horas depois de a justiça eleitoral ter aprovado sua criação, um “Manifesto à Nação”, na primeira reunião oficial de suas lideranças. O texto apresenta as linhas gerais que serão defendidas pela legenda, potencialmente uma das maiores do Congresso.
O que se vê no documento é um partido inclinado à direita, mas que se esforça por atenuar a vocação – inevitável pela origem de seus dirigentes – com pitadas de retórica social. Assim, tenta se encaixar no “centro” da política, como agora é classificado pelo seu primeiro presidente nacional, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
No manifesto, o PSD ergue como bandeira principal a convocação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte, para revisar a Carta de 1988. Sua realização será proposta no Senado, provavelmente pela senadora Katia Abreu (TO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e filiada ao partido.
“Há tempos o Brasil está amarrado, travado, perdido em discussões que não prosperam, viciadas ora pelo fisiologismo, ora pelo corporativismo, radicalismo ou problemas menores. Sabemos que minirreformas ou remendos não resolvem mais”, diz o manifesto, a pregar reformas política e tributária – mas também penal e trabalhista.
A ideia de uma ampla revisão da Constituição costuma causar arrepios em partidos e militantes de esquerda, porque muitas das críticas dirigidas à Carta referem-se a uma suposta ingovernabilidade que ela teria produzido com seus inúmeros dispositivos de proteção social.
Talvez por isso, o documento do PSD diga ser necessário rever a Constituição inclusive para contornar a “falta de recursos para dar aos brasileiros serviços dignos de saúde, educação, segurança, justiça e oportunidade igual para todos”.
Dois pra lá, um pra cá
Essa tipo de dubiedade percorre quase todo o manifesto. De um lado, o PSD defende a propriedade privada, a economia de mercado, a divulgação do valor dos impostos no preço de cada produto, ideia antiga de um dos caciques do PSD, o empresário Guilherme Afif Domingos, vice-governador de São Paulo e ex-presidente da Associação Comercial de São Paulo .
“Somos, por convicção e princípio, contra qualquer tipo de censura, controle, restrição ou regulamentação da mídia”, diz o texto, sem mencionar proposta em estudo no governo que é uma das maiores bandeiras atuais do PT, partido que, em Congresso, recente deixou aberta a porta para alianças com o PSD nas eleições municipais do ano que vem.
No manifesto, o PSD afirma ainda ser defensor da agricultura e pecuária, representada organicamente na legenda na figura da senadora-ruralista Katia Abreu.
Por outro lado, o texto diz que o PSD faz “questão de lembrar e valorizar a multidão de pequenos produtores, uma classe batalhadora que carrega o Brasil nas costas”, num aceno ao segmento familiar da agricultura, não raro em polo oposto aos dos grandes ruralistas em questões campesinas. E que o partido “defende a preservação do meio ambiente como fator de sobrevivência do homem e da própria vida do planeta. É possível alargar as fronteiras da produção, de maneira sustentável e responsável.”
São dois exemplos de pitadas de retórica social, mais à esquerda, presentes no texto. Em outros trechos, o documento afirma, por exemplo, que o PSD apoia “as políticas sociais aos que mais precisam do amparo do estado, e a necessidade de abrir as portas de entrada do emprego digno para esses cidadãos”. E que acredita num “Estado forte” e “regulador”, embora ressalve que isso não signifique um Estado “obeso”.
O esforço do PSD para se mostrar mais “social” e popular também incluiu a filiação em massa de dirigentes de uma das seis centrais sindicais oficiais do país, a União Geral dos Trabalhadores (UGT). A entidade é presidida por Ricardo Patah, que é presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, daí a proximidade dele com Afif, antigo interlocutor patronal do sindicalista.
A missão principal dos sindicalistas da UGT, segundo o manifesto, será ajudar a formatar as posições do PSD no dia a dia, em diálogo no Espaço Democrático, o órgão de formulação política do partido. A instância partidária será comandada justamente por Afif.
Em relação ao governo federal, o partido sugere no manifesto que quer ter boas relações com o governo Dilma Rousseff. “O PSD afirma que não fará oposição pela oposição. Faremos política para ajudar o Brasil. Nossos adversários não são inimigos a eliminar, mas cidadãos com os quais vamos dialogar, sem violências ou radicalismos.”
Em um vídeo sobre o nascimento da legenda colocado na página do PSD na internet, Kassab reforça a mensagem de que espera colaborar com o governo Dilma. “Reconhecemos a luta do governo federal e tudo que foi feito nas última décadas”, afirmou. “Não faremos oposição pela oposição. Não viemos para dividir, mas para somar.”

Por: Carta Maior

Câmara absolve deputado enquanto veta protesto contra corrupção

O Conselho de Ética da Câmara absolveu nesta quarta-feira (28) o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), que havia sido acusado por dois partidos (PPS e PSOL) de quebra de decoro por participar de suposto esquema de desvio de verba pública no ministério dos Transportes.
Enquanto o Conselho, por 16 votos a 2, inocentava Costa Neto, cerca de 30 manifestantes ligados a grupos de combate à corrupção promoviam a faxina simbólica da rampa do Congresso Nacional. A coincidência é mais um exemplo de como o Congresso está descolado da opinião pública e contribui para desmoralizar a classe política perante a sociedade.
Os manifestantes, que ignoravam o julgamento no Conselho de Ética, foram proibidos de entrar no Congresso. Eles planejavam entregar vassouras verde-amarelas aos 513 deputados e 81 senadores, numa tentativa de pressionar os parlamentares a votar medidas anti corrupção.
Impedidos de distribuir os "brindes", os protestantes recolheram as vassouras - que, desde a véspera, estavam fincadas em gramado em frente ao Congresso - para reaproveitá-las num ato marcado para o dia 12 de outubro.
“Todos falam muito da importância do papel da sociedade civil na luta contra a corrupção, mas quando nos organizamos e realizamos uma manifestação pacífica, somos proibidos de entrar no parlamento. Será que os deputados e senadores estão com medo das nossas vassouras?”, questionou a ativista de direitos humanos Leiliane Rebouças.
Antônio Carlos Costas, presidente da Organização Não-Governamental Rio de Paz, explicou que a vassoura foi usada como metáfora para expressar o desejo de todo o povo brasileiro de ver o Congresso envolvido nesta campanha nacional de combate à corrupção. “Queremos um país mais justo, menos desigual, onde não haja corrupção, onde a verba pública seja canalizada para outra finalidade”, disse.
Revolta
Dentro da Câmara, parlamentares se revoltaram com a decisão do Conselho de Ética de rejeitar a denúncia contra Costa Neto. “Se nada aconteceu no Ministério dos Transportes, por que a presidente Dilma afastou o ministro e 20 funcionários do órgão?”, questionou o relator do processo, deputado Fernando Francischini (PSDB-PR).
O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) propôs a extinção do órgão colegiado. “É melhor fecharmos logo esse Conselho de Ética que, primeiro, teve sua decisão de cassar a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) derrotada em plenário e, agora, elimina na raiz a possibilidade de investigar Costa Neto, para evitar que o problema se repita”, afirmou.
Mais cedo, Alencar havia participado do pequeno grupo de parlamentares que deixou o Congresso para cumprimentar os manifestantes do ato contra a corrupção. “Vocês deviam ficar de olho também no Supremo Tribunal Federal, ali do outro lado da rua, que está ameaçando dar um golpe na democracia ao cassar os poderes do Conselho Nacional de Justiça”, recomendou.
Senador de primeiro mandato, Pedro Taques (PDT-MT), que foi até os manifestantes para receber uma vassoura. “Falar contra a corrupção, hoje, é defender a cidadania e a democracia. Segundo o Tribunal de Contas da União, um terço do dinheiro da saúde é desviado pela corrupção. Há muita coisa errada. A corrupção mata e rouba o futuro de uma geração”, afirmou.
O presidente da Frente Parlamentar Mista Contra a Corrupção, deputado Francisco Praciano (PT-AM), lembrou que há mais de 100 projetos de combate à corrupção tramitando na Câmara e do Senado, sendo que 21 deles, prontos para serem votados, como é o caso do projeto que propõe o fim do voto fechado para os casos previstos pelo regimento, como nas votações de quebra de decoro parlamentar. “Se a sociedade não brigar, se a imprensa não ajudar, não vamos ter nunca o voto aberto nessa Casa”, afirmou.
Panfletagem
Após participar do ato, Praciano comandou uma panfletagem, dentro da Câmara, com o objetivo de sensibilizar seus colegas a agilizar a tramitação dos projetos que tratam do combate à corrupção. Um dos primeiros parlamentares a receber o material preparado pela Frente foi o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS).
Segundo Praciano, o encaminhamento de projetos como o que propõe o voto aberto será discutido na próxima reunião do colegiado de líderes, semana que vem.
Marco Maia, que assinou o manifesto lançado pela Frente Parlamentar Mista em Defesa do Voto Aberto, em conjunto com outros 270 senadores e deputados, afirmou que é a favor da medida, mas com exceções, como a eleição para presidir a Câmara e o Senado.

Por: Carta Maior

Homem arremessa a própria filha ao tentar agarrar bola de beisebol

Um torcedor de Taiwan arremessou a própria filha quando tentava agarrar uma bola durante um jogo de beisebol.

O episódio ocorreu durante uma partida do Brother Elephants e Lamigo Monkeys, pela Liga Chinesa de Beisebol.

Após atirar a menina, o pai pegou rapidamente a garota de volta.

Quem não parece ter gostado foi a mãe, que fez olhar de reprovação.

Por: BBC Brasil

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A Ideli pirou

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, dada em tons irônicos, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti (PT), avisou que, em 2012, o governo pretende criar um imposto para financiar investimentos em saúde no País e arrecadar mais R$ 45 bilhões por ano. De acordo com ela, a famosa Emenda 29, já aprovada pela Câmara dos Deputados, não resolve o problema porque não indica de onde virão os recursos. Sem qualquer rodeio, anunciou que será um novo tributo, ainda que a sociedade rejeite de forma absoluta qualquer aumento na carga tributária. “Já se falou em taxação de grandes fortunas, bebidas, cigarros, remessa de dinheiro para o exterior, royalties do petróleo e até em legalização do jogo. (...) É um novo imposto, que poderá ser de uma forma ou de outra”, disse. Quando questionada sobre os entraves de se aprovar uma medida antipática em ano de eleição, ela decretou: “É uma coisa complicada, sim, mas todos os governadores acham, e nós concordamos, que o principal tema da eleição de 2012 será a saúde. Não dá para fazer o debate de forma demagógica, dizendo: "Ah, vamos resolver". Resolver de onde, cara pálida? A presidenta Dilma chamou os governadores, o Congresso e disse: "Não façam maquiagem. Se vocês querem que a saúde tenha evolução de patamar, de atendimento, vai ter de mexer. E não serei eu, sozinha, que vou fazer isso", desabafou. A conclusão nossa é a óbvia: o governo quer buscar o dinheiro no bolso do sofrido contribuinte. É o povo que paga a conta.

Puxão de orelha

Não é possível que a presidente da República tenha gostado da entrevista. Em realidade, Ideli falou bobagem e demais. Por exemplo: quando repete palavras supostamente ditas por Dilma aos governadores de Estado para justificar o novo imposto, ela dá uma imensa escorregada e aí que certamente virá o pito.

Arapuca

O Estadão cutucou e ela caiu: o repórter perguntou se a queda de cinco ministros não revela se o modelo de preenchimento dos cargos no executivo configuraria uma aposta de risco. Eis a resposta: “Tem risco? Tem. Mas é melhor assim. Existe a frase: "A democracia é o pior dos modelos, mas não encontramos nenhum melhor que ele". O governo de coalizão é o pior, mas também não encontramos nenhum melhor”.

Mais!

E o jornal prossegue na inquirição, ao querer saber se haverá mais "faxina" no governo, uma vez que existem problemas pendentes. Empolgada, na hora de contestar, Ideli levantou de suas chinelas e se postou como presidente: “Apareceu, a gente toma providência.São ossos do ofício. Orai e vigiai!”.

Outra

Ideli, sem freio e sem noção, também se arvorou a falar em nome do Partido dos Trabalhadores, quando perguntada se a pré-candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad, à prefeitura de São Paulo, estava contaminando o governo: “Não. O PT ainda debate se vai ter prévia, se Marta (Suplicy) fica (na disputa), se Marta não fica”. E ainda lascou essa: “Tinta na caneta eu não tenho, mas tenho muitos baldes de saliva para gastar”. Como dizem os jovens, a catarina está “se achando”.

Por: Paraná Online

Charge do dia

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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Do que o Brasil escapou

Quando o BC reduziu  em meio ponto a taxa de juro brasileira, a mais alta do planeta, a mídia demotucana ficou entre estupefata e indignada, como diz Luiz Gonzaga Belluzzo. Em jogral afiado, colunistas, consultores e sábios demotucanos condenaram a 'precipitação' do governo diante de uma inflação que ameaça escapar do centro da meta, dizem eles. Hoje, o jornal Valor Econômico traz o relato da tensão crescente em círculos financeiros internacionais diante do agravamento de uma crise que coloca em jogo não propriamente o centro da meta da inflação, mas o chão do sistema. O cenário inclui um dado ilustrativo do risco que correria o Brasil se fosse governado nesse momento pela sabedoria tucana e democrata. Fatos: "...o presidente do banco central de Israel, Stanley Fischer, reduziu a taxa de juros de 3,25% para 3% ao ano, mesmo diante do fato de a inflação do país estar acima da meta oficial - 3,4% em 12 meses. A medida surpreendeu analistas em todo o mundo, mas, nas reuniões do fim de semana em Washington, Fischer, um ex-dirigente do FMI considerado ortodoxo, teria relativizado a preocupação com a alta inflacionária neste momento. "Isso mostra o quão preocupados estão os banqueiros centrais com o que eles ouviram em Washington. Fischer alegou que no ano que vem pode ocorrer deflação e não inflação. Ele deixou claro, nos debates, que a questão da inflação neste momento é irrelevante", revelou ao Valor um participante dos encontros na capital americana...'

Por: Carta Maior

Pesquisa diz que café previne depressão em mulheres

Uma pesquisa publicada na revista "Archives of Internal", apontou que mulheres que chegam a beber duas ou mais xícaras de café por dia estão menos propensas de sofrerem com a depressão.

O estudo mostra que a cafeína pode alterar a química do cérebro, mas segundo os autores da descoberta, efeitos ainda não estão claros. Ainda de acordo com a pesquisa, o mesmo efeito não pode ser adotado nas bebidas descafeinadas.

Foi acompanhada por equipes especializadas de Havard Medical School, ao longo de uma década, entre 1996 até 2006, a saúde de um grupo de mulheres, onde um questionário foi feito com parte delas para registrar o consumo de café.

De todas elas, somente 2.600 deram sinais de depressão, e dentre elas, a maior parte não consumia café ou então bebia bem pouco.

As mulheres pesquisadas que consumiam duas a três xícaras por dia tinham cerca de 15% a menos de sofrerem com a depressão. Já aquelas que consomem quatro ou mais por dia possuem 20% a menos de sofrer com a depressão.

Ainda segundo a pesquisa, sensações de ansiedade são realçadas com o excesso de cafeína.

Por: SRZD

Resposta à revista Veja

Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberde Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS  razões que  geram este panorama desalentador. Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas  para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira.

Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que  pais de famílias oriundas da pobreza  trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos  em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras.

Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê?  De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida.

Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.

Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos,  há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria.

Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida.. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos,  de ir aos piqueniques, subir em árvores?

E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência.

Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.

Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução),  levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero.

E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes”,  elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;

Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.

Há de se pensar, então, que  são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que  esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave.

Temos notícias, dia-a-dia,  até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.

Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite.

E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.

Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é  porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros.  Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se. Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade.

Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade!  E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões  (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!!

Passou da hora de todos abrirem os olhos  e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores  até agora  não responderam a todas as acusações de serem despreparados e  “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO.

Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.

Vamos fazer uma corrente via internet, repasse a todos os seus! Grata.

Vamos começar uma corrente nacional que pelo menos dê aos professores respaldo legal quando um aluno o xinga, o agride... chega de ECA que não resolve nada, chega de Conselho Tutelar que só vai a favor da criança e adolescente (capazes às vezes de matar, roubar e coisas piores), chega de salário baixo, todas as profissões e pessoas passam por professores, deve ser a carreira mais bem paga do país, afinal os deputados que ganham 67% de aumento tiveram professores, até mesmo os "alfabetizados funcionais". Pelo amor de Deus somos uma classe com força!!! Somos politizados, somos cultos, não precisamos fechar escolas, fazer greves, vamos apresentar um projeto de Lei que nos ampare e valorize a profissão.

Vanessa Storrer - professora da rede Municipal de Curitiba!

Recebido por e-mail

Lula recebe título de doutor "honoris causa" pela sétima vez nesta terça

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornará nesta terça-feira (27), às 13h30 (horário de Brasília), o primeiro latinoamericano a receber o título de doutor "honoris causa" pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris.

O instituto, conhecido como "Sciences Po", foi fundado em 1871 e premiou apenas 16 personalidades desde então. A homenagem será entregue na capital francesa. Desde que deixou a Presidência da República, Lula já recebeu, de outras instituições, seis vezes o título.

Nesta segunda-feira (26), Lula foi recebido com honras de chefe de Estado pela guarda republicana francesa. O presidente do país, Nicolas Sarkozy, o recebeu na porta do palácio do Eliseu.
"Durante seu mandato, Lula iniciou vários programas sociais inovadores, promoveu o desenvolvimento econômico de seu país e deu ao Brasil um papel expressivo no cenário internacional", destacou o "Sciences Po" em comunicado.
O encarregado de fazer o discurso de nomeação do ex-presidente brasileiro será Jean-Claude Casanova, que além de ser membro do "Sciences Po", dirige a Fundação Nacional de Ciências Políticas da França.
Lula considerou que "esta recompensa, mais do que um sinal de reconhecimento pessoal, é uma homenagem ao povo brasileiro, que durante os últimos oito anos fez de forma pacífica e democrática uma verdadeira revolução econômica e social".
Em Salvador, onde o ex-presidente foi homenageado na semana passada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), a chegada de Lula foi tumultuada com protestos de cerca de cem estudantes ligados ao Diretório Central da UFBA. Eles cobravam que o montante a ser obrigatoriamente investido em educação no país deveria subir para 10% do Produto Interno Bruto (PIB).

Por: UOL Notícias

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Tucanos perseguem e humilham professores em MG

Vídeos denunciam perseguição policial e provocações do governo mineiro à greve dos professores do estado. Abaixo, o deputado estadual Rogério Correia (PT) relata como policiais a paisana têm intimidado com ameaças lideranças da categoria. Em seguida, o assessor do deputado estadual Luis Humberto Carneiro (PSDB), provoca os professores acampados na Assembleia Legislativa de Minas (ALMG), dizendo: “Se eu ganhasse 712 [reais], ia ser servente de pedreiro”.


A Coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira, e o deputado Rogério denunciaram que a categoria, em greve há mais de 100 dias, sofreu intimidações por parte da polícia. No vídeo, Rogério apresenta denúncias e cobra providências da polícia militar.


Os vídeos seguintes revelam que o jornalista Flávio Castro, assessor do deputado estadual Luis Humberto Carneiro (PSDB), provocou os professores acampados na Assembleia Legislativa, dizendo: “Se eu ganhasse 712 [reais], ia ser servente de pedreiro”.
De uma tacada só, o jornalista ofendeu os professores — em greve pelo pagamento do piso da categoria estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) — e os serventes de pedreiro.


Flávio Pena é tucano e o deputado Luis Humberto Carneiro, o líder do governo Antonio Anastasia na Assembleia Legislativa mineira.
Em outro vídeo, uma professora em greve desabafa e chora diante da repressão e provocações que sofre o movimento. "Um servente de pedreiro soa o dia inteiro para construir Minas Gerais":


A declaração do assessor repercutiu pelos jornais sensacionalistas do estado e causou revolta na população de todo o país:

Por: Vermelho

Subsolo de ninguém

No penúltimo fim de semana a Light lançou uma campanha publicitária para tentar explicar à população o funcionamento do seu sistema de caixas inserido na rede subterrânea de cabos de energia, gás, TV a cabo e telefone. O Conexão Light (www.conexaolight.com.br/) é uma espécie de resposta às notícias quase diárias de incidentes em bueiros no Rio de Janeiro, uma cidade onde apenas 2% da rede elétrica é subterrânea. Noutra tentativa de frear os prejuízos à imagem de seus clientes, recentemente os advogados das empresas envolvidas começaram a pedir segredo de justiça nas investigações dos acidentes com bueiros no Rio de Janeiro, revelou a diretora do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), Nelly Soares Reis.

De acordo com o engenheiro Luiz Alberto Coelho, chefe do Serviço de Perícia do ICCE, a repercussão começou em junho de 2010, quando o casal de turistas americanos, Sara Lowry e David McLaugheim, foi ferido com a uma explosão de um bueiro em Copacabana, mas os incidentes começaram há alguns anos. “Antes saíam poucas notas na imprensa e a população não prestava atenção, mas nós já fazemos perícias neste tipo de incidente desde 2007, começou no Centro e foi se espalhando pelos bairros mais antigos da cidade, com galerias e instalações defasadas, mas alta densidade populacional e de serviços, como Copacabana e Botafogo.” Na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os registros deste tipo de incidente no subsolo carioca começaram em 2004.

Coelho afirma já ter perdido a conta das perícias realizadas em caixas subterrâneas, mas acrescenta que o número de casos é muito maior. “Sempre que acontece um incidente com um bueiro é feito um registro administrativo nas concessionárias e agências reguladoras envolvidas, mas se não houver vítima o delegado pode não pedir perícia, a não ser que ele classifique – como está previsto no código penal – como exposição ao perigo.”

“Desalinho completo”
Mas o que a população se pergunta é por que os bueiros começaram a explodir. Na opinião do perito, a cidade cresceu e junto aumentou o consumo de energia, a produção de esgoto, mas não houve por parte da administração pública uma preocupação com o ordenamento do subsolo, um mapeamento da infraestrutura subterrânea. “Cada concessionária tem seus cabos, suas caixas subterrâneas e seu mapeamento, mas nem a prefeitura sabe exatamente o que tem lá embaixo. Hoje, o subsolo é um desalinho completo. Estas plantas estão arquivadas, mas não ordenadas, organizadas. Essa responsabilidade é da prefeitura”, explicou Coelho.

Além da reprodução no subsolo da ocupação desordenada do solo carioca, a falta de manutenção é outro fator apontado pelos especialistas. “Muitas estações são antigas, tanto da CEG quanto da Light, as concessionárias ficaram muitos anos nas mãos do Estado sem o investimento devido, a modernização é complexa”, lembrou o perito.

Caráter explosivo
“Só acontece explosão se há confinamento, é o mesmo princípio de uma bomba ou granada”, garantiu o engenheiro. Para inflamar é necessário que exista o tetraedro formado por ponto ígneo, comburente, combustível e temperatura certa para atingir o ponto de combustão. A fagulha pode ser elétrica, mas pode ser pelo simples atrito da tampa metálica do bueiro quando um automóvel passa. “Vários bueiros pegaram fogo sem que houvesse inflamação, saiu fumaça, mas não explodiram. A inflamação abrupta causa um deslocamento de ar, mas não há necessariamente explosão”, ressaltou.

O gás natural distribuído pela CEG tem vários gases em sua composição, inclusive o metano. Ao periciar um bueiro, se encontrarmos apenas metano, não foi vazamento da CEG. Neste caso, o gás pode vir, por exemplo, de matéria orgânica em decomposição, esgoto, aterramento e até lixo. Quando acontece um acidente e os peritos são chamados, o procedimento é abrir ou isolar o local e tamponar novamente o bueiro, pois já está aerado. Após um intervalo de tempo, os especialistas introduzem um tubo em um orifício para coletar em bolsas o gás que estiver lá. Em seguida lacram novamente e repetem o processo em intervalos de tempo regulares. Depois as amostras são levadas para serem analisadas no cromatógrafo, que vai dizer exatamente qual o percentual de cada gás na amostra coletada. “Só nesse processo já temos uma ideia se o vazamento é ou não da CEG, pois se for gás natural vai atingir alta concentração e nível de explosividade rapidamente. Já se for proveniente de decomposição de matéria orgânica a explosão leva mais tempo.”

Cada caso é um caso
É consenso entre os especialistas que não há um único culpado ou único motivo para os incidentes. “Cada caso é um caso. O metano pode vir até da queima do isolamento de PVC, que é derivado de petróleo. Um cabo superaquecido por um mês, por exemplo, produz metano suficiente para causar uma inflamação.” Coelho lembrou de um caso no Centro onde foi verificado que apenas um cigarro caído dentro da caixa acumulou fumaça suficiente para causar alarde na população.

Outro motivo apontado são os furtos de cabo em grande escala, causa apontada para a fumaça em três bueiros no bairro do Leblon semana passada. Como o cabeamento era antigo, havia isolamento com chumbo, que ao derreter causou um cheiro forte alarmando os moradores. Para Coelho, em alguns casos, o furto de cabo pode ser considerado um atentado. “Há concorrência entre as empresas, há funcionários que foram demitidos e resolvem se vingar com uma sabotagem. A quantidade de cabo furtado pesa toneladas, é necessário um caminhão para fazer o transporte. Quem comete este crime sabe o que está fazendo. O sujeito não corta o cabo em horário de pico, corta em um fim de semana, de madrugada. Aí, se são quatro cabos por fase pra atender um prédio, ele corta três. Quando chegar segunda-feira e o prédio todo for ligado vai acontecer o curto-circuito e talvez até o incêndio”.

Prevenção
Se a preocupação com o ordenamento do subsolo é apontada como solução para acabar com as explosões, algumas medidas são consideradas emergenciais. Além da necessidade de manutenção e modernização das galerias e redes, a simples ventilação ajudaria a evitar incidentes, pois a retenção de gás nos bueiros é que provoca as explosões. “Se as galerias estiverem aeradas, diminui o risco. Há várias alternativas, tanto naturais ou mecânicas. Existem medidas técnicas, soluções de engenharia para evitar que isso aconteça, precisamos trabalhar em cima disto”, defendeu Coelho.

Monitoramento independente
Tanto a Light quanto a CEG afirmam manter planejamento estratégico e manutenções preventivas em suas redes subterrâneas, no entanto, supostamente preocupada com os incidentes em bueiros, a prefeitura do Rio de Janeiro firmou um termo de cooperação unindo  Governo do Estado, Ministério Público e Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ). A partir deste acordo, a prefeitura anunciou no dia 5 de agosto a contratação de uma empresa terceirizada, a Concremat, para vistoriar os bueiros na cidade durante seis meses. A concessão para exploração dos serviços é pública e a conta da confusão também: o contrato, em caráter emergencial, custará aos cofres públicos R$ 4, 242 milhões. A iniciativa prevê a inspeção de 10 mil bueiros por mês, mesmo que não haja risco de explosão.

O monitoramento é feito com detectores de gás (explosímetros), para verificar a presença de gases inflamáveis e explosivos, e varredura com um termovisor que verifica a ocorrência de temperatura acima do recomendado nas instalações elétricas. Quando é comprovada a presença de gases na faixa de risco, o protocolo de emergência é acionado com a comunicação ao Centro de Operações Rio e às concessionárias Light e CEG.

Desde o inicio da operação, no dia 12 de agosto, foram vistoriados 6.548 bueiros nas áreas apontadas como de maior risco de ocorrência de acidentes como Centro, Copacabana, Botafogo, Laranjeiras, Flamengo e Tijuca. Até o momento foram encontrados 98 bueiros com alto risco de explosão e, segundo a Secretaria Municipal de  Conservação, todos foram isolados e sinalizados para reparo imediato pelas concessionárias.

Banalização
Após meses com notícias diárias de incidente em algum bueiro no Rio de Janeiro, apesar de parte da população ainda se sentir insegura, muita gente  já trata o assunto com o típico humor carioca. No jornal popular Meia Hora, que já publicou chamadas como  “Cidade mudará de nome para Bueiros Aires” e “Osama Bin Light apavora o Rio”, o assunto já não rende.

Por: Carta Capital

domingo, 25 de setembro de 2011

Poema à avó

MARIA

É chegada a hora

De o meu coração abortar a droga

Que o arrebata em vôos inséptos

Pousando certo no colo seu...

Maria

que sequer foi (minha ) mãe

destituída águia

rasgando azul infinito...

hoje, ao quebrar-me as pálpebras

Indefiro

O parco tempo conscricto de minha infância.

Seu rosto senil, a mim é vinil chorando a brevitude do tempo tão lento...

Morrendo minhas lembranças na caneta

Adoecendo meus sonhos infantes no papel...

É chegada a hora

Do meu coração abortar a droga

A mola propulsora do meu pisar terrestre

Pra ver-te partir

Como menina a garotar os campos

Beijar o vento

E correr pro tempo

Como Nos tempos de outrora

Em que ainda seu riso me preenchia o berço

E de calor materno me embevecia.

Você, que sequer foi (minha )mãe,

É chegada a hora

De dizer até breve

A mim,

que de nunca deixei de ser filha,

Maria.

21/3/1921 - 30/3/2008

Este poema é de autoria de minha sobrinha Márcia Cristina e foi escrito antes que soubesse do ocorrido, no dia do falecimento de sua avó, mãe deste blogueiro.

Mais morte na porta de hospital

Episódio ocorre dois dias após idosa ser declarada morta e passar duas horas na geladeira do necrotério e na semana em que unidade recusou receber jovem

A falta de respeito que alguns funcionários públicos tem pela população, aliada à corrupção que atingiu níveis jamais pensados e com a certeza da impunidade, mataram mais um cidadão brasileiro que teve que recorrer ao sistema público de saúde.

Conforme noticiou o portal IG, o aposentado Calistrato Martins, 87 anos, não resistiu à espera de 15 minutos por atendimento no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, e morreu à porta da unidade, neste domingo. Na sexta-feira, um médico do mesmo hospital registrara como morta Rosa Celestrino de Assis, 60 anos, que estava viva. Na semana passada, a unidade de saúde foi a primeira a não atender o jovem Gabriel Paulino Sales, 21, que tinha caído de uma laje no município. O episódio foi apontado pela Secretaria de Saúde como a razão da exoneração do então diretor do Hospital Getúlio Vargas, Luiz Sérgio Verbicaro, e do chefe de plantão em Caxias.

Calistrato Martins chegou ao hospital de Saracuruna levado pela filha Maria Rita do Vale. Teriam faltado macas para levá-lo para dentro do hospital. Após a morte, funcionários do hospital se ofereceram para retirar o corpo do carro da família, onde o idoso estava, mas Maria Rita não permitiu.

O hospital quis tirar o corpo dele de dentro do carro, mas a família não permitiu e preferiu aguardar a perícia.

O iG não conseguiu contato com a secretaria de Saúde.

E tenham certeza que a exoneração do diretor do hospital e do chefe de plantão será a única penalidade sofrida pelos ditos funcionários públicos. É lastimável como vem sendo tratada a vida pelas nossas autoridades.

Por: Eliseu

Tucanos e sua pesquisa sobre Dilma

Num cantinho do site de O Globo há a menção de uma pesquisa encomendada pelo alto tucanato. Se os candidatos de 2010 fossem os mesmos, um pleito presidencial hoje daria à presidenta Dilma Rousseff condições de ser eleita, com folga, já no primeiro turno. Veja também a menciona, mas omite os números.

Voltando a esses mesmos tucanos – divididos e confusos, procurando se apegar e adotar uma bandeira que não têm autoridade para empunhar… A própria pesquisa sobre as intenções de voto de eleições presidenciais, caso se dessem hoje, explica o estado catatônico do PSDB e de toda oposição: Dilma teria 59% dos votos, José Serra apenas 25%. Também perderia votos a candidatura de Marina Silva (ex-PV), de 19,3% para 15%.

Outro dado revelador da pesquisa que tem como objetivo orientar o tucanato: para os entrevistados, o governo FHC ganha o primeiro lugar em matéria de tolerância com a corrupção. Recentemente, em levantamento realizado para o mesmo PSDB, verificou-se nada menos do que 67% aprovam o programa Bolsa Família. Estudos encomendados pelo partido têm dito o que já sabemos há muito tempo:o distanciamento do discurso do partido das expectativas da população.

Por: Correio do Brasil

Mantega pede no FMI resposta firme para evitar nova recessão

Quem diria que um dia o Brasil iria “engrossar o tom” com o todo poderoso FMI? Para quem era acostumado a ver s subserviência do país aos homens da “mala preta”, que chegavam ao Brasil como se fôssemos a “República das Bananas” e diziam o que deveria ou não ser feito. E foi assim até antes do governo Lula, que mudou radicalmente a situação.

A reportagem abaixo da Agência Brasil dá uma mostra dessa reviravolta:

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, cobrou neste sábado (24) uma "resposta firme" das autoridades econômicas para evitar que o mundo mergulhe em uma nova recessão.

"Turbulência excepcional nos mercados financeiros e confiança debilitada podem levar a uma nova recessão, especialmente nos Estados Unidos e na zona do euro", diz Mantega na declaração ao Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC, na sigla em inglês), que se reuniu em Washington.

"A não ser que haja uma resposta firme das autoridades, o melhor cenário para esses países parece ser estagnação prolongada, com alto desemprego", disse Mantega ao IMFC, que é o órgão que tem o papel de assessorar o Conselho de Diretores do Fundo Monetário Internacional (FMI) e recomendar a adoção de políticas.

Repetindo um alerta feito ao longo da semana, na qual participou de encontros de ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e do G20 (grupo das principais economias avançadas e emergentes, entre elas o Brasil) na capital americana, Mantega disse que caso haja uma nova recessão, todos os países serão afetados, "em menor ou maior grau".

O ministro observa na nota que a situação atual é semelhante à de 2008, que marcou o auge da crise econômica mundial.

"A gravidade dos eventos recentes está nos levando a um daqueles pontos em que a cooperação é absolutamente indispensável", diz o texto apresentado pelo ministro, em nome do Brasil, e de mais oito países em desenvolvimento (Colômbia, República Dominicana, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, Suriname e Trinidad e Tobago).

Segundo Mantega, os países avançados não podem mais lidar sozinhos com riscos à estabilidade global, em um momento em que as economias emergentes e em desenvolvimento são responsáveis pela maior fatia do crescimento econômico.

"Uma porção considerável dos recursos que o FMI tem emprestado nos últimos anos vem de reservas internacionais fornecidas por China, Brasil, Índia, Rússia e outros mercados emergentes", diz Mantega, sem citar o quinto integrante do Brics, a África do Sul, última a se unir ao bloco.

Em referência aos Estados Unidos, cujo governo recentemente apresentou uma proposta para geração de empregos, ainda dependente de aprovação do Congresso, Mantega diz que a medida é bem-vinda.

Essa “chamada” do Ministro Mantega tem um gostinho todo especial para quem se acostumou a ver o país sempre de pires na mão com o FMI.

Por: Eliseu

Cientistas conseguem reproduzir imagens armazenadas no cérebro

Técnica pode abrir caminho para reprodução visual de sonhos e memórias e ajudar pessoas incapazes de se comunicar
Foto: AP
Na imagem acima, cenas de filmes e as imagens cerebrais captadas pelos cientistas

Cientistas utilizaram um scanner e um computador para decodificar e reconstruir imagens de um filme assistido previamente por três indivíduos, em um procedimento que poderá, no futuro, ajudar pessoas com dificuldades de comunicação, revela um estudo publicado nesta quinta-feira (22).

Até o momento, a técnica que combina imagens por ressonância magnética (IRM) e padrões informáticos pôde apenas reconstituir extratos dos filmes assistidos pelos voluntários da experiência, mas o método abre caminho para uma tecnologia capaz de ler imagens no cérebro - como sonhos ou 'filmes' da memória -, destacaram os cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley.

"É um passo importante para a reconstrução de imagens no cérebro", disse o professor Jack Gallant, neurologista da Universidade e um dos autores do estudo, publicado na revista americana Current Biology.

"Abrimos uma janela aos 'filmes' projetados em nossa mente".

No futuro, esta tecnologia poderá permitir uma melhor compreensão do que se passa na mente das vítimas de AVCs, de pessoas em coma ou de vítimas de doenças neurodegenerativas incapazes de se comunicar.

Também poderá facilitar a criação de uma máquina capaz de se comunicar diretamente com o cérebro, permitindo a pessoas sem capacidade motora comandar instrumentos apenas com a mente, segundo o professor Gallant.

Por: Último Segundo

Charge do dia

eder

sábado, 24 de setembro de 2011

Congelaram a saúde

Tida como a salvação para garantir mais dinheiro à Saúde, a chamada Emenda 29, aprovada essa semana na Câmara, foi para o freezer por determinação do Senado da República. O texto da proposta obrigava o poder público a aplicar 10% da receita bruta no setor. Os líderes aliados ao Planalto acharam por bem empurrar o projeto para 2012, uma vez que alegam não haver dinheiro para honrar o compromisso e, ao mesmo tempo, a hipótese de ressuscitar uma nova CPMF foi descartada no Congresso. O que se projeta é que o atendimento médico e hospitalar pelo SUS vai continuar essa porcaria que aí está, não obstante a obrigação Constitucional de o Estado atender com eficiência o cidadão. De outro lado, o povo não aceita a tese de que não há recursos suficientes para financiar a área e pergunta: se fechar as comportas do desvio do dinheiro da corrupção o problema não estaria resolvido? Parece claro que sim. A receita a presidente Dilma Rousseff sabe de cor. A chefe da Nação precisa vencer os argumentos do mundo político de que ela deve ceder em nome governabilidade. Em bom português: os partidos da aliança governamental não aceitam a moralização total pois alçam como prioridade os seus interesses pessoais e de seus grupos. É o famoso toma-lá-dá-cá. Se o Planalto conseguir frear os malfeitos, vai sobrar dinheiro tanto para a Saúde quanto para os outros setores sociais. O duro mesmo é segurar a fome e a ganância principalmente de PMDB e PT.

O engavetador

Para justificar o “desinteresse” do Palácio em votar o assunto agora, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), justifica que a presidência está mais preocupada neste momento em votar outros temas polêmicos, como o Código Florestal e o projeto que distribui os royalties da exploração e comercialização do petróleo da camada do pré-sal.

Perguntinhas

Questões em aberto com a postura do governo: o que dizer à massa de gente que sofre à espera por uma consulta com médico especialista? Ou, pior, a aqueles que amargam na fila por uma cirurgia? Para isso não há recurso. A Emenda 29, que se arrastava pelos escaninhos da Câmara há três anos, deve passar pela mesma letargia no Senado. Vai acumular poeira. 

Última

A solução para a Saúde seria fácil se o governo destinasse somente os excedentes não previstos da arrecadação tributária. Mas isso não acontece porque os recursos inesperados são aplicados em reajustes de contratos feitos sem critérios e ao bel prazer dos políticos ocupantes de cargos públicos, como ocorreu recentemente no ministério dos Transportes. Há também uma fatia que vai para pagar as emendas dos deputados e senadores, nos mesmos moldes do que houve no escândalo no Turismo. Aqui no Paraná, por exemplo, uma empresa beneficente do setor hospitalar recebeu dinheiro para aplicar no treinamento de pessoal visando a Copa do Mundo de 2014, enquanto em 2011 não há recursos para a Saúde. Dilma terá que se virar muito.

Por: Paraná Online

Governo e sociedade civil não se entendem sobre banda larga

A presidente Dilma Rousseff deve assinar, em breve, mais um decreto que visa efetivar metas do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), lançado no fim de junho. Depois de forçar as teles a oferecer conexão de um mega a R$ 35 por mês, o governo agora promete obrigar as empresas a entregar velocidades mais próximas da teórica.
“Vamos exigir que as operadoras que tenham mais de 50 mil clientes ofereçam pelo menos 60% da velocidade contratada pelo usuário, imediatamente, em crescente progressão até 80%, no prazo de dois anos”, anunciou nessa quinta-feira (22) o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, durante seminário que discutiu o PNBL na Universidade de Brasília (UnB).
O anúncio, entretanto, foi insuficiente para acalmar representantes da sociedade civil, que andam descontentes com os rumos do PNBL. "As políticas deste governo estão se afastando cada vez mais do horizonte da universalização do acesso", disse o coordenador do Coletivo Intervozes, João Brant. "Nesses nove meses de governo Dilma, o ministério sequer reuniu as entidades para discutir as perspectivas do serviço de banda larga."
Nos próximos dias, a Câmara vai instalar uma subcomissão para acompanhar a execução do plano. Presente ao seminário, o futuro relator da subcomissão, Newton Lima (PT-SP), promete atuar para que o governo ouça os movimentos. “A banda larga está para a nova economia como a energia elétrica esteve para a economia do século passado. É uma tecnologia que serve de suporte para o desenvolvimento econômico e social”, disse.
Mas, até que o diálogo evolua, a sociedade reclama. Uma das principais reivindicações é que o governo troque o objetivo de "massificar" banda larga pelo de "universalizar". A diferença é que, no primeiro caso, vale a lógica do mercado e, no segundo, a da cidadania.
“Universalizar significa dizer que todos terão determinada qualidade mínima, e quem não puder pagar, será subsidiado”, afirmou Marcos Dantas, que representou, no seminário, a União Latino Americana de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura, Marcos Dantas.
O professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) e representante da Casa de Cultural Digital, Sérgio Amadeu, acrescentou ao rol de cobranças a exigência de controle social do plano. “O poder das teles é comparável ao do setor financeiro. Por isso, é tão importante o controle social. Quem controla os cabos não pode ter controle dos conteúdos, da tecnologia. Isso é vital para a inovação tecnológica brasileira”, disse.
Para eles e outros representantes das dezenas de entidades que assinam a campanha “Banda Larga para todos”, é um contra-senso o Brasil oferta de um mega de velocidade, enquanto outros países desenvolvidos ou em desenvolvimento planejam universalizar serviços até cem vezes mais rápidos Além disso, a garantia de que o usuário receberá 60% da velocidade contratada foi considerada irrisória. “Nós estamos travando uma discussão que já foi superada no século passado”, disse.
Coordenador do Instituto Telecom e representante da sociedade civil no Conselho Consultivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Marcello Miranda acredita que o governo comete três erros principais. Delegar a prestação do serviço ao setor privado. Não regulamentá-lo. E, principalmente, criar dois mundos diferentes: o dos pobres, com acesso a 1 mega, e o dos ricos, que podem pagar por planos mais velozes.
Projeto em construção
Cezar Alvarez rebateu as críticas. “Temos um projeto estratégico em construção. A afirmação da banda larga para todos como direito é um projeto a ser disputado”, acrescentou, lembrando que a pressão das operadoras para evitar a regulação do setor tem sido forte e constante. “Não podemos subestimar a oferta de 1Mbps a R$ 35, que melhorará o acesso para todos. Quem paga hoje R$ 45 por 1 MB, passará a pagar por 2."
Segundo ele, a implantação do PNBL tem sido bastante positiva. “Todas as escolas das áreas urbanas brasileiras já possuem serviço de internet rápida”, exemplificou. Informou também que, até 2014, as doze cidades sedes da Copa oferecerão serviços de internet com velocidade de 4 megas.
O presidente da Telebrás, Caio Bonilha, corroborou a visão otimista. “Os custos da banda larga caíram quase 50% desde que a Telebrás foi reativada, e passou a promover a concorrência do setor”, observou. Para ele, só a competição leva à expansão - enquanto a telefonia fixa, que é fortemente regulada, estagnou, disse, a telefonia móvel, que é aberta, cresce sem parar.
Marcos Dantas contestou. “Os brasileiros têm mais 200 milhões de celulares, mas são celulares pela metade, que apenas recebem ligações, porque seus usuários não têm como pagar pelas tarifas”, rebateu. Para o professor, não foi a competição que provocou a expansão dos serviços de telefonia móvel, mas sim os contratos impondo planos de metas às operadoras.
Caro, ruim e desigual
Governo e sociedade civil concordam em pelo menos um ponto: o atual sistema de banda larga brasileiro é caro, ruim e desigual. O preço médio para um mega é de R$ 45. E o usuário, na maioria das vezes, navega com inferior à metade da contratada, já que ainda não é exigido das operadoras o cumprimento de metas de qualidade.
Conforme a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios de 2009 do IBGE, apenas 27,4% dos lares têm acesso à internet.  Na faixa dos que recebem mais de cinco salários mínimos per capita, 75,6% navegavam na rede mundial. Entre os sem rendimentos até um quarto do salário mínimo, eram apenas 13%.
O presidente da Telebrás acrescentou que, segundo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), apenas 12% dos domicílios brasileiros são atendidos por banda larga. E, disse Bonilha, 30% dos brasileiros, que vivem em áreas mais pobres e pouco povoadas, só terão banda larga se o governo assumir sozinho, em função de custos altos e baixo retorno que não estimulam as teles.
Ele mostrou também que as desigualdades regionais no acesso à internet rápida são imensas. Sul e Sudeste concentram 80% das conexões, enquanto Nordeste e Centro-Oeste possuem 9% cada e, o Norte, apenas 2%. A desigualdade afeta, ainda, a oferta. Dois grandes provedores dominam 90% do mercado. “São os pequenos que promovem a Banda Larga nas 'franjas' das cidades, onde as grandes operadoras não têm interesse de atuar”, afirmou Bonilha.

Por: Carta Maior

Deputados aprovam 118 de projetos em menos de 10 minutos

As imagens da sessão foram gravadas pelo celular do jornalista Evandro Éboli, do jornal O Globo. Sessão relâmpago durou três minutos e 11 segundos.

Deputados de uma das comissões mais importantes da câmara acharam engraçado aprovar mais de uma centena de projetos em menos de dez minutos -- e com a sala vazia.

As imagens gravadas pelo celular do jornalista Evandro Éboli, do jornal O Globo, mostram a sessão de ontem (22) da comissão de maior prestígio da câmara. Entre titulares e suplentes são 122 integrantes, mas só estavam o terceiro vice-presidente e o deputado Luiz Couto, do PT da Paraíba.

A sessão relâmpago durou três minutos e 11 segundos. Trinta e cinco deputados assinaram a lista de presença, mas não ficaram para a votação, o que é permitido pelo regimento.

Cento e dezoito projetos foram aprovados: 38 concessões de radiodifusão, 65 renovações de concessão, seis acordos internacionais e nove projetos de lei, entre eles o que regulamenta a profissão de cabeleireiro.

Tanto projeto aprovado em tão pouco tempo é quase um milagre, que até inspirou o presidente da sessão, o ex-coroinha César Colnago a brincar com o colega presente, que além de deputado, também é padre. Veja no vídeo.

Por: "Plenário"

Charge do dia

bessinha (1)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

SUS exige verba mas mídia vende tributação insuportável, diz Jatene

Em novo livro, diretor do Incor e ex-ministro da Saúde, Adib Jatene, diz que tecnologia impôs grandes mudanças à medicina em 40 anos. Frente a custos maiores e novo perfil epidemiológico do país, Sistema Único de Saúde precisa dobrar recursos. “Esse é o grande problema”, diz Jatene em entrevista exclusiva. “Mídia faz população acreditar que carga tributária é insuportável”.

André Barrocal

O diretor geral do Instituto do Coração (Incor) e ex-ministro da Saúde, Adib Jatene, lançou nos últimos dias, em dobradinha com o atual ministro, Alexandre Padilha, o livro “40 anos de medicina. O que mudou”. São 200 páginas abrangendo a experiência de metade de uma vida que Jatene, aos 82 anos, sintetiza apontando a tecnologia como principal elemento transformador.

O avanço tecnológico levou à descoberta de novos tratamentos, permitiu diagnósticos melhores, praticamente erradicou doenças. Mas também afetou a relação entre paciente e médico, que se tornou mais impessoal. E encareceu custos na medicina, exigindo cada vez mais investimentos de um Estado que assumiu o compromisso constitucional de dar saúde gratuita para toda a população.

O problema dos custos é de difícil solução, na opinião de Jatene, porque o debate sobre o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) tornou-se um tabu duro de quebrar.

"Quem controla a mídia faz a população acreditar que a carga tributária é insuportável", disse o médico à Carta Maior. "Mas, se você tirar a Previdência Social do orçamento, e a Previdência é um dinheiro dos aposentados que o governo apenas administra, vai ver que a nossa carga tributária está abaixo de 30%. É pouco para um país como o Brasil."

O leitor confere a seguir os principais trechos da breve entrevista exclusiva, concedida por telefone na última segunda-feira (19), antes de os deputados derrubarem a criação de um novo imposto para custear a saúde pública no Brasil.

Como o senhor resumiria o livro: o que mudou na medicina em 40 anos?

Jatene: O que mudou é realmente a tecnologia. Não só no Brasil, mas no mundo inteiro. O diagnóstico à distância, por meio de exames, afastou o médico dos pacientes, a conversa ficou abreviada.

Mas a tecnologia também dever ter ajudado, não?

Jatene: Ajudou muito, criou vacinas contra poliomielite, sarampo. Hoje, são doenças que não existem mais. E também criou técnicas menos invasivas.

O perfil epidemiológico do brasileiro mudou muito também? Isso tem impacto nos custos da saúde, que ficam maiores?

Jatene: Claro, esse é o grande problema.

E O SUS, que está fazendo 21 anos, está preparado para essa nova situação?

Jatene: É preciso que as pessoas entendam aritmética: é preciso ter recursos. Eu estimo que o orçamento do SUS precise dobrar, mas não há nenhuma possibilidade de dobrar.

Então o senhor é a favor de um novo tributo?

Jatene: Quando estive no governo, eu defendi a CPMF. Mas não estou mais. Apontar as fontes de financiamento não é responsabilidade minha, mas do governo e do Congresso.

Com essa sua experiência de médico e gestor, o que o senhor diria que conta mais para melhorar a saúde no Brasil: gestão ou financiamento?

Jatene: As duas coisas ao mesmo tempo são importantes. Já avançamos muito na gestão, os grandes hospitais de São Paulo, por exemplo, buscam gestores públicos. Mas faltam recursos.

Por: Carta Maior

Cuba perde mais de 7 bilhões ao ano com bloqueio de telecomunicações pelos EUA

Cuba denunciou à Organização das Nações Unidas (ONU), pela vigésima vez, que o bloqueio dos Estados Unidos às telecomunicações na ilha gera muitas perdas financeiras. Apenas entre maio de 2010 e abril deste ano, segundo relatório de Cuba, foram mais de 7 bilhões de dólares.

Ainda de acordo com o documento, as perdas chegam a 104 bilhões se contabilizadas desde o início do bloqueio até dezembro de 2010 e, levando-se em conta a desvalorização do dólar frente ao ouro no mercado financeiro internacional, o valor das perdas poderia chegar a 975 bilhões.

Entre as limitações impostas, o governo cubano cita impedimento, desde 1962, para que empresas do setor das telecomunicações adquiram componentes e equipamentos de telecomunicações de empresas norte-americanas. A ilha é proibida de importar diretamente computadores dos maiores fabricantes mundiais, tendo de comprá-los de outros países, o que acarreta custos 30% maiores.

Outro problema se dá com a instituição financeira Synivere, que deixou de pagar, em fevereiro deste ano, encargos por “roaming” (adicional de deslocamento em serviços de telefonia celular) à Empresa de Telecomunicações de Cuba (Etecsa).

A representação do país informou que esta é uma importante fonte de ingressos da empresa e a resposta de Synivere foi de que não podia realizar transações com a ilha. Em outros bancos dos EUA, segundo denúncia do governo cubano, há cerca de200 milhões de dólares confiscados, pertencentes a empresas de telecomunicação cubanas.

Além disso, a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) decidiu impedir a presença de empresas estadunidenses em Cuba. O posicionamento contraria memorando do presidente Barack Obama, de 2009, em que permite que companhias norte-americanas prestem serviços de comunicações à ilha.

Já no ano 2000, Cuba sofreu um duro golpe, com a interrupção das ligações diretas com Estados Unidos. Com isso, o país não pode se conectar diretamente com operadoras estadunidenses, tendo de fazer a ligação passando por um terceiro país, o que encarece os custos.

Também há obstáculos para que os cubanos acessem a Internet, principalmente as redes sociais. Segundo o relatório, o Twitter – rede a qual 100 milhões de usuários em todo o mundo estão cadastrados – divulgou, em abril, que impede o acesso dos cubanos a algumas ferramentas, sob o argumento de que acessam de um país proibido. A situação repercute na Empresa Cuba eletrônica, cujo acesso é negado a muitos serviços de sites da Internet, inclusive serviços gratuitos.

Em abril deste ano, durante debate do Comitê de Informação da Assembleia Geral, o representante suplente permanente de Cuba para a Organização das Nações Unidas(ONU), Rodolfo Benítez, afirmou que a ilha sofre agressão radioeletrônica(rádio e televisão), com a interferência de transmissões dos EUA, que prejudicam as rádios cubanas. O governo cubano já pediu o fim das agressões várias vezes, mas nada foi feito.

De acordo com Benítez, as ações são levadas a cabo por terroristas anti-cubanos residentes nos EUA e o Congresso estadunidense aprovaria, anualmente, orçamento de 30 milhões de dólares para ações contra Cuba, como essas.

Por: Correio do Brasil

Turquia cria alarme em necrotério para defuntos que “ressuscitarem”

Uma câmara municipal na região central da Turquia aprovou o desenvolvimento de um sistema de alerta para detectar se os supostos mortos recebidos por um necrotério local estão de fato mortos.

Segundo a agência de notícias Anatolia, os refrigeradores do necrotério, numa pequena cidade na província de Malatya, passaram a contar com um sensor de movimento.

De acordo com o responsável pelo cemitério, Akif Kayadurmus, o alarme é sensível o suficiente para detectar quaisquer movimentos.

''O refrigerador é capaz de detectar o mais leve movimento do corpo e faz soar um alarme'', afirmou.

Alarme

Kayadurmus disse ainda que as portas dos refrigeradores também foram equipadas com um sistema de fechaduras que abrem automaticamente caso sejam tocadas.

''O refrigerador é capaz de detectar o mais leve movimento do corpo e faz soar um alarme'', comentou.

As precauções, explica o titular do necrotério, se devem para o caso de ''um paciente, declarado morto pelos médicos, despertar do estado de inconsciência". "Temos que considerar todas as possibilidades''.

O necrotério, que tem capacidade para 36 corpos, deve ser inaugurado dentro de uma semana, segundo a agência Anatolia.

Por: BBC Brasil

Estudo diz que fumaça de carro pode provocar ataque cardíaco

O risco de um ataque do coração é maior no período de cerca de seis horas depois que a pessoa é exposta à fumaça, para em seguida diminuir, segundo os cientistas.

"Este estudo em larga escala mostra de forma conclusiva que o risco de se ter um ataque do coração aumenta temporariamente, (sendo) em níveis mais altos (de risco) cerca de seis horas depois de se respirar a fumaça de veículos", afirmou o professor Jeremy Pearson, diretor-médico da British Heart Foundation, que ajudou a financiar o estudo que teve participação da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

"Sabemos que a poluição pode causar problemas para a saúde do coração, possivelmente porque 'engrossa' o sangue e aumenta a possibilidade de coágulos."

O estudo, publicado na revista especializada British Medical Journal, afirma que a poluição provavelmente acelera o ataque cardíaco ao invés de causar diretamente o ataque.

Mas, segundo os pesquisadores, a exposição repetida à poluição faz mal à saúde, diminuindo de forma significativa a expectativa de vida.

"Nosso conselho aos pacientes ainda é o mesmo, se você foi diagnosticado com problemas cardíacos, tente evitar passar períodos mais longos em áreas onde há maior possibilidade de níveis altos de poluição ou perto de ruas movimentadas", acrescentou Pearson.

Pacientes

A pesquisa britânica examinou os registros médicos de quase 80 mil pacientes que tinham sofrido ataques cardíacos na Inglaterra e País de Gales. Os cientistas então cruzaram estes dados com as informações sobre poluição do ar.

Isto permitiu que os pesquisadores comparassem os níveis de poluição do ar com os sintomas de ataque do coração para tentar encontrar alguma ligação.

Os dados comparados indicavam que os níveis mais altos de poluição do ar estavam relacionados com o início de um ataque cardíaco seis horas depois da exposição à fumaça. Depois deste prazo, o risco caiu novamente.

Krishnan Bhaskaran, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, que liderou a pesquisa, afirmou que as descobertas sugerem que a poluição não é um dos fatores que mais contribuem para a ocorrência de ataques cardíacos.

O pesquisador cita como exemplo o fato de que ser exposto a níveis médios de poluição, ao invés de níveis baixos, aumenta o risco de um ataque cardíaco em 5%, de acordo com seus cálculos.

"Estes eventos cardíacos teriam acontecido de qualquer jeito", afirmou.

No entanto, Bhaskaran afirmou que as descobertas não mudam o fato de que a exposição crônica à poluição do ar é prejudicial à saúde.

"Dietas pesadas, fumo etc, representam um risco muito maior para ataques cardíacos, mas a poluição vinda dos carros é a cobertura do bolo", disse Jeremy Pearson, da British Heart Foundation.

Por: BBC Brasil