domingo, 4 de setembro de 2011

Desorganização: Polícia de SP tem ordens de prisão contra 2.755 pessoas mortas

Ilustração A Polícia Civil de São Paulo tem mandados de prisão contra 2.755 pessoas que já morreram, entre eles a empregada doméstica Maria da Glória de Lima e o pedreiro Valter Tunes, que fazem parte da lista de foragidos da Justiça. Os nomes foram localizados nos últimos meses, quando a polícia cruzou informações de arquivos físicos e eletrônicos das cerca de 115 mil ordens de prisão a cumprir. Iniciada neste ano, a faxina busca adequação ao banco nacional de mandados de prisão, que deve funcionar a partir de janeiro por ordem do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Emilio Conti é procurado em São Paulo, mas nem a polícia sabe oficialmente se ele morreu ou continua vivo, já que a ordem de prisão está nas pastas da Divisão de Capturas desde 1923. Mesmo quando a ficha acusa "falecimento", a informação é imprecisa, por ser geralmente dada pela família do sentenciado. "Estivesse vivo, ele teria 105 anos", diz o delegado Waldomiro Milanesi sobre o industrial procurado pela Justiça há quase 90 anos e processado pelo crime de "falência". Há, ainda, 10 mil mandados anteriores a 1997, que podem estar com prazo de validade vencido. A polícia também descobriu que, de 33 acusados de cometer crimes relacionados à Lei Maria da Penha até maio, 13 já estão presos. Dentre 48 prisões determinadas por estupro, seis acusados já estão atrás das grades e um consta como morto. O juiz auxiliar do CNJ Márcio Keppler Fraga lembra que Estados e tribunais federais têm prazo de seis meses para se adaptar.

Por: Terra