terça-feira, 27 de setembro de 2011

Do que o Brasil escapou

Quando o BC reduziu  em meio ponto a taxa de juro brasileira, a mais alta do planeta, a mídia demotucana ficou entre estupefata e indignada, como diz Luiz Gonzaga Belluzzo. Em jogral afiado, colunistas, consultores e sábios demotucanos condenaram a 'precipitação' do governo diante de uma inflação que ameaça escapar do centro da meta, dizem eles. Hoje, o jornal Valor Econômico traz o relato da tensão crescente em círculos financeiros internacionais diante do agravamento de uma crise que coloca em jogo não propriamente o centro da meta da inflação, mas o chão do sistema. O cenário inclui um dado ilustrativo do risco que correria o Brasil se fosse governado nesse momento pela sabedoria tucana e democrata. Fatos: "...o presidente do banco central de Israel, Stanley Fischer, reduziu a taxa de juros de 3,25% para 3% ao ano, mesmo diante do fato de a inflação do país estar acima da meta oficial - 3,4% em 12 meses. A medida surpreendeu analistas em todo o mundo, mas, nas reuniões do fim de semana em Washington, Fischer, um ex-dirigente do FMI considerado ortodoxo, teria relativizado a preocupação com a alta inflacionária neste momento. "Isso mostra o quão preocupados estão os banqueiros centrais com o que eles ouviram em Washington. Fischer alegou que no ano que vem pode ocorrer deflação e não inflação. Ele deixou claro, nos debates, que a questão da inflação neste momento é irrelevante", revelou ao Valor um participante dos encontros na capital americana...'

Por: Carta Maior