segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Curiosidades no Brasil

Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata!

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Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage!

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Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda uma Região Militar ou uma grande fração do Exército!

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Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro do que ganha um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional!image002

Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos,  mas que não passa de um "aspone" ou um estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas!1A895231

O país do futuro jamais chegará sem que haja responsabilidade social e com gastos públicos.

Já estamos quase perdendo a capacidade de nos indignar, porém o pior é aceitar essa situação como se tivesse que ser assim mesmo, ou que nada mais tem jeito.

A pergunta que nunca quer calar é: será que já não passou da hora de nós, cidadãos que pagamos a conta, mudar essa situação? Creio que sim.

Recebido por e-mail, algumas modificações de O Carcará.

Milícia exila deputado

Milícia-e-favela-Paulo-da-Vida-AthosA que situação chegou nossa pátria amada, o Brasil de “Todos os Santos”, insegurança, corrupção, inimagináveis mutretas, e impunidade sem limites.

Segundo noticiou hoje a Agência Brasil, uma autoridade eleita pelo voto popular terá que deixar o país, num exílio forçado não por ditadores, mas por ameaças vindas do crime organizado.

O deputado estadual fluminense Marcelo Freixo (PSOL) que presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias, da Assembleia Legislativa do Rio, que investigou a atuação de grupos criminosos integrados por políticos, policiais e ex-policiais em comunidades do estado, terá que deixar o país após receber várias ameaças de morte de integrantes de milícias do Rio.

“As ameaças estão se tornando mais fortes e há um retorno muito pequeno da Secretaria de Segurança. Ou seja, se estão ou não investigando. Tenho uma segurança, mas tem sido necessária a ampliação dela. Então, estou esperando algumas medidas”, disse o deputado. Ele não informou quanto tempo ficará na Europa, mas garantiu retorno ao Brasil. “Não posso dizer por quanto tempo nem o local onde ficarei, mas é um tempo muito curto”, disse.

Freixo resolveu aceitar um convite da organização não governamental Anistia Internacional para morar na Europa por algum tempo. O parlamentar já vem sofrendo ameaças de morte desde a época da CPI, em 2008, mas, nos últimos meses, elas se intensificaram. O deputado disse que as ameaças não devem ser encaradas como um problema pessoal, mas sim como de toda a sociedade. Ele lembrou do assassinato da juíza Patrícia Acioli, morta por policiais militares integrantes de milícias que atuam no Grande Rio, em agosto deste ano.

Segundo Freixo, apesar das dezenas de prisões feitas depois da CPI das Milícias, esses grupos criminosos estão cada vez mais fortes e dominam várias comunidades do estado, onde extorquem dinheiro de moradores e de comerciantes e controlam atividades como transporte alternativo, venda de gás e de ligações clandestinas de TV a cabo.

Este é o retrato do que acontece quando as autoridades viram as costas ao povo, como foi feito por séculos após o descobrimento do nosso país, que só após o governo Lula o pobre passou a ser considerado gente. Mas até hoje continua sendo considerado um “ser diferenciado pelas  ditas elites”. O Exemplo de como é forte a discriminação vem sendo exibido na novela das nove e pouco da poderosa integrante do PIG, a Rede Globo, onde está em curso uma reunião de condomínio com o intuíto de impedir que uma pessoa “diferenciada” venha comprar uma mansão, e portanto se misturar com os nobres moradores do condomínio. E não se iludam que isso ocorre apenas na ficção, é realidade nua e crua.

Por: Eliseu

Um Lula confiante

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva suspendeu sua agenda de viagens nacionais e internacionais dos próximos três meses para se dedicar ao tratamento do tumor diagnosticado em sua laringe. Os compromissos estão cancelados até o fim de janeiro de 2012, segundo informou a assessoria de Lula.

O ex-presidente começa hoje, às 9 horas, o tratamento médico. Ele passará o dia todo no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde permanecerá internado até amanhã pela manhã. Para hoje, está marcada a primeira sessão de quimioterapia destinada a combater o tumor.

Os médicos ainda não decidiram se o presidente passará por radioterapia. "Primeiramente, quimioterapia, como foi determinado pelos oncologistas. Mas amanhã (hoje) é que a gente vai traçar todos os planos", afirmou o médico pessoal de Lula e diretor de cardiologia do Sírio-Libanês, Roberto Kalil, que foi ao apartamento do ex-presidente em São Bernardo do Campo para o que classificou como "uma visita de amigo".
Tranquilo
Segundo Kalil, Lula está "tranquilíssimo", além de "bem-humorado" e "confiante". O médico disse que seu paciente ainda apresenta um pouco de rouquidão, mas sobretudo pelo incômodo provocado pelos exames.
Ele afirmou que, na avaliação dos médicos oncologistas, o ex-presidente não corre o risco de perder a voz. O resultado da biopsia pela qual Lula passou ainda vai demorar "alguns dias", segundo Kalil.
O cardiologista afirmou que, a pedido do ex-presidente, o oncologista Luiz Paulo Kowalski explicará hoje por que a equipe médica decidiu por um tratamento de quimioterapia e descartou, ao menos por ora, uma intervenção cirúrgica.
De acordo com Kalil, Lula não participou da decisão. "Ele respeita extremamente a conduta médica, como sempre fez."
Histórico

Segundo Kalil, o histórico de câncer na família de Lula pode estar relacionado com o tumor na laringe. A mãe e dois irmãos do ex-presidente também tiveram a doença. O médico afirmou que o ex-presidente pediu aos médicos transparência com a sociedade.
Ele sustentou que foi o próprio Lula quem solicitou que descesse para falar com os jornalistas. "Ele fez questão de colocar exatamente tudo o que aconteceu. Eu não viria, mas ele fez questão de que eu conversasse com vocês."
Lula passou o dia ontem em casa, em São Bernardo do Campo, e apareceu na janela com o neto no colo. (AE)
Recuperação pode ser concluída no 1º semestre
Especialistas estimam que o tratamento do ex-presidente Lula deve durar até fevereiro de 2012. Se tudo ocorrer como planejado e Lula responder bem à terapia, poderá voltar às suas atividades entre os meses de abril ou maio do próximo ano. Isso significa que poderá participar da campanha para as eleições.
Segundo José Vartanian, a quimioterapia para câncer de laringe não costuma causar queda de cabelo significativa. (AE)
Cigarro é problema
Fumo: Médicos do ex-presidente explicaram que o câncer na laringe é causado, na maioria dos casos, pelo fumo.
Pausa: No ano passado, segundo sua assessoria, Lula parou de fumar. Ele teria tomado a decisão após sofrer alterações de pressão e uma crise hipertensiva enquanto ainda era presidente.
Cura: No caso de Lula, foi descartada cirurgia. Os médicos estão otimistas: a chance de cura é grande.

Por: Gazeta Online

Charge do dia

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domingo, 30 de outubro de 2011

Araguaia: Mais uma ossada de homem com tiro na cabeça é encontrada

A ossada de um homem com uma bala na cabeça foi encontrada em setembro deste ano pelo grupo que busca corpos de guerrilheiros mortos na região do Araguaia, divisa entre o Pará e Tocantins, no período da ditadura militar (1964-1985).


Análises iniciais apontaram que os restos mortais têm características semelhantes com as de um desaparecido político cujo nome é mantido em sigilo. A família dele já foi avisada e forneceu amostras para exames de DNA. A descoberta, é tida como o principal achado da nova fase de buscas no Araguaia, que já dura cerca de três anos.

Desde então, foram verificadas mais de 100 ossadas na região e apenas cinco foram enviadas para a realização de exames de DNA ao INC (Instituto Nacional de Criminalística) da Polícia Federal e ao IML (Instituto Médico Legal) de Brasília.
Acredita-se que o corpo estava enterrado na entrada do cemitério da cidade de Xambioá (TO), perto do local onde foram encontradas as ossadas de dois militantes do PCdoB, Maria Lúcia Petit da Silva e Bergson Gurjão Farias, no ano de 1991. Ambos foram oficialmente identificados em 1996 e 2009, respectivamente.
Maria Amélia de Almeida Teles, integrante da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, disse que o nome do guerrilheiro com características compatíveis com as da ossada encontrada no Araguaia está sendo mantido em sigilo para preservar a família do militante, que estaria abalada com a notícia da descoberta.
A comissão de familiares faz parte do grupo de buscas Grupo de Trabalho Araguaia (GTA), que reúne também representantes dos ministérios da Justiça, da Defesa e entidades ligadas à defesa dos direitos humanos.

Por: Vermelho

Charge do dia

bessinha (1)

sábado, 29 de outubro de 2011

Crise, dogmas, mídia e mentiras

Entre as incógnitas embutidas nas decisões anunciadas pela cúpula do euro desta semana, a mais intrigantes é aquela que informa o corte de 50% da dívida da Grécia. Há outras zonas nebulosas num carretel cujo desenrolar operacional não foi ainda explicitado. Por exemplo, como foi tão simples dotar o fundo de estabilização europeu de 1 trilhão de euros para se contrapor às manadas de credores ariscos, cujo trote desordenado potencializa insolvências de governos e bancos? Se a panaceia do dinheiro chinês explica tudo, por que não foi acionada antes?
Outra: como, subitamente, as necessidades de capitalização de bancos micados pela podridão de suas carteiras caiu de 300 bi de euros, calculados originalmente pelo FMI, para os 100 bi decretados na 4ª feira?
Sem dúvida, porém, o calote de 50% da dívida grega é a viga estrutural de todas as dúvidas. Tome-se o exemplo da Argentina. O país decretou um calote de 70% da dívida em 2005. Até hoje é demonizado pela mídia, tendo vetado o acesso a novos empréstimos no mercado mundial. Como então, súbito, a cúpula liderada pela conservadora Angela Merkel abona 50% da dívida grega, a mídia aplaude, as bolsas sobem e os bancos aquiescem, sem um piu? Como fica o jornalismo de economia que, antes, encampou os cálculos e o terrorismo ortodoxo para legitimar sacrifícios, perdas e danos que devastaram a sociedade grega, a ponto de gerar uma epidemia de suicídios em sua população?
A ser efetivo tudo o que se anunciou na 4ª feira, e não apenas um truque contábil, chega-se a conclusões interessantes:
a) o governo de Papandreu não merece mais 24 no poder; açoitou seu povo com sacrifícios devastadores para honrar uma dívida que, de uma penada, caiu à metade, sem que tenha havido mais caos do que o já produzido pelas suas decisões;
b) o mesmo raciocínio vale para a crise bancária do euro, em nome da qual Espanha, Portugal e outros estão sendo esfarelados com sucessivos cortes de gastos para 'acalmar os mercados'. Se bastava uma penada para impor calotes e recapitalização aos banqueiros, por que tanto sacrifício inútil, que já arrastou 43 milhões de europeus à vida abaixo da linha da pobreza?
Só um fator empresta coerência ao conjunto: a pressão ascendente das ruas, sempre omitida, desdenhada ou desqualificada pelo conservadorismo midiático. Com a palavra, o jornalismo de economia.

Por: Carta Maior

Em Taiwan Ong ajuda sapos a atravessar a rua

Durante o mês de outubro, voluntários patrulham 700 metros de asfalto para garantir aos sapos Sauteris, que se reproduzem em um riacho próximo à estrada, a ter uma travessia segura.

Armados com lanternas e redes, dezenas de ambientalistas e estudantes tentam capturar os sapos e levá-los até o outro lado.

Os organizadores do projeto dizem que no futuro querem a construção de um corredor ecológico para proteger os animais.

Ambientalistas afirmam que a espécie está ameaçada pelo desenvolvimento no interior de Taiwan.

Por: BBC Brasil

Lula recebe diagnostico de câncer

Infelizmente vi no Pernambuco.com e na mídia em geral a desagradável notícia de que foi detectado um câncer no ex-presidente Lula, o homem que mudou radicalmente para melhor o rumo do Brasil depois de 502 anos de domínio pela pseudo-elite direitista, que sempre discriminou e odiou os menos favorecidos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia levado sua esposa, dona Marisa Letícia ao hospital na sexta-feira, por conta de uma dor de cabeça, e aproveitou para fazer seus exames de rotina, quando foi detectada a presença de um "pontinho" em sua laringe. Lula costumava fazer um acompanhamento da região por ter calos nas cordas vocais, por falar com a garganta e não com o esôfago.

Apesar do diagnóstico não recomendar nenhuma cirurgia, os médicos do Hospital Sírio Libanês em São Paulo já teriam realizado uma biopsia e estariam aguardando o resultado para iniciar o tratamento. Embora o tumor tenha sido detectado bem no início, os familiares do ex-presidente estavam apreensivos e surpresos, assim como amigos que participaram das comemorações do aniversário 66 anos de Lula na última quinta-feira em São Bernardo do Campo.

“Estive no aniversário dele (Lula) na quinta-feira e ele estava ótimo. Falante e rindo muito” disse o ex-deputado petista Sigmaringa Seixas, um dos amigos mais próximos do ex-presidente.

A diretora do a diretora do Instituto Lula e ex-assessora especial da Presidência, Clara Ant, uma das pessoas mais próximas de Lula contou que ele se queixou recentemente de dor de garganta. “Ele vinha se queixando há uma semana de dor de garganta. Mas não era uma coisa de que não estava aguentando. Se fosse assim, ele teria ido antes ao médico”, disse Clara.

A diretora do Instituto Lula está confiante de que ele vai se recuperar. Ela lembra que o ex-presidente já tinha largado o cigarro: “Estou muito chateada. Ele é muito forte. Não estava fumando”.

Este blogueiro, apesar de não ser próximo e nem conhece-lo pessoalmente também está chateado, não só pela pessoa do bem que é, e também pelo político que mudou para melhor o rumo de milhares de famílias brasileiras, e principalmente provar que para governar bem não é preciso ser “Dotô”. Apesar de ser tachado de analfabeto pelo PIG e a direita golpista, calou a ONU com seu discurso e já recebeu diversos títulos de Doutor Honoris Causa, entre eles o da Universidade de Coimbra.

Que se recupere logo, os mais pobres precisam desse político.

Por: Eliseu

A hora do certo e do errado

*Clésio Andrade

Nada menos do que 86% da população brasileira aprovam a redução da maioridade de 18 para 16 anos, sendo que 75% são “totalmente a favor” da medida. É o que aponta recente pesquisa CNI-Ibope que constatou, ainda, que, dentre os entrevistados, 83% concordam que a responsabilidade penal somente após os 18 anos tem incentivado o uso de menores em crimes.

A pesquisa vem dar sustentação popular à Proposta de Emenda Constitucional nº 83 que apresentei ao Senado Federal, que propõe a maioridade integral – penal e civil – aos 16 anos. Aos 16 anos, o jovem de hoje está preparado para a maioridade e, portanto, para conquistar a vida adulta, com seus direitos e obrigações.

Por isso mesmo, o voto deve ser obrigatório e não mais facultativo, pois nessa idade o jovem já tem discernimento para escolher do prefeito de sua cidade ao presidente da República. Se o voto facultativo tem o caráter de concessão, o obrigatório implica cidadania plena.

Os rituais de passagem entre as civilizações indígenas brasileiras e da maior parte do mundo se davam justamente quando o jovem era considerado pelas tribos como apto a caçar, guerrear, defender sua tribo e constituir família. Apesar da evolução, não é muito diferente hoje.

Um jovem se transforma em adulto quando adquire discernimento dos seus direitos e deveres e está apto a exigir uns e a se submeter aos outros. Na sociedade altamente urbanizada de hoje, em que o jovem tem acesso a todo tipo de informação, em tempo real, ele passa por um amadurecimento mais rápido.

O adolescente do início do Século XXI tem mais informação que adultos de décadas atrás. De forma própria e não convencional, o jovem se comunica, participa de redes sociais e do movimento Ocupar Wall Street, promove manifestações de protesto contra a corrupção e se insere em incubadoras de empresas. É surpreendente o número de invenções, principalmente nas áreas de tecnologia e informática, de autoria de adolescentes.

Dar a esse jovem o direito de contratar livremente, de viajar sem precisar de autorização, trabalhar e empreender, é dar aos jovens adultos a liberdade de crescimento profissional, de amadurecimento emocional e intelectual. Por isso, defendo a maioridade completa a partir dos 16 anos.

Ora, se o jovem deve responder pelos crimes que venha a cometer, nada mais justo que possa ter a adequada recompensa pelo trabalho, pela inventividade, por cumprir seus deveres de cidadão pleno.

*Senador, presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT)

Por: Correio do Brasil

Charge do dia

bessinha

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Dilma é 2ª mais popular na América Latina

A aprovação dos brasileiros em relação ao governo caiu entre 2010 e 2011, embora a presidenta Dilma Rousseff apareça em segundo lugar entre os líderes mais admirados pelos latino-americanos, segundo pesquisa de opinião da ONG Latinobarómetro.

O levantamento, divulgado nesta sexta-feira, perguntou aos brasileiros se aprovam a forma como o presidente em exercício está liderando o país. Em 2010, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a aprovação era de 86%. Já em 2011, o primeiro ano do mandato de Dilma Rousseff, esse número caiu para 67%, segundo a ONG, com sede em Santiago, no Chile.

A Latinobarómetro encomendou a pesquisa em 19 países da América Latina. No Brasil, o levantamento foi realizado pelo Ibope.

A queda na aprovação do governo brasileiro, de 19 pontos percentuais, é a segunda maior registrada entre os países pesquisados, perdendo apenas para o Chile, onde a popularidade teve uma redução de 27 pontos.

Questionados se o Brasil "governa para o bem do povo", 52% dos entrevistados deram uma resposta positiva em 2011, contra 68% no ano passado.

Quando questionados sobre "o que falta na democracia", 48% dos entrevistados de todos os países responderam "reduzir a corrupção". No Brasil, este item aparece como a principal preocupação diante da pergunta sobre democracia.

Dilma x Obama

Os entrevistados de todos os países também avaliaram os líderes da região e de outras partes do mundo, a partir de uma lista apresentada pelos pesquisadores, em uma escala de zero a dez, sendo zero "muito ruim" e dez, "muito boa".

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu a avaliação mais alta (6,3), com Dilma em segundo (6,0).

As menores avaliações ficaram com o ex-presidente de Cuba Fidel Castro (4,1) e com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez (4,4).

No levantamento, o Brasil foi apontado pelos entrevistados como o país de maior liderança na região, deixando os EUA em segundo lugar e a Venezuela em terceiro.

No Uruguai e na Argentina, segundo o estudo da Latinobarómetro, mais da metade dos habitantes acham que o Brasil é o principal líder da América Latina.

Os países da América Central são os que menos sinalizam o Brasil como líder regional. O Brasil também é definido, na pesquisa, como o "país mais amigo da América Latina".

Quando a questão é sobre qual "país modelo" deve ser seguido, o Brasil aparece em terceiro lugar. Neste quesito, os Estados Unidos aparecem em primeiro e a Espanha, em segundo. A China ficou em quarto lugar, com a França em quinto e a Venezuela em sexto.

Por: BBC Brasil

Alckmin é criticado por intervenção na Ouvidoria Pública

Em meio a acusações de ingerência do poder executivo sobre a Ouvidoria Pública do estado de São Paulo, o ouvidor Luiz Gonzaga Dantas mantém-se por cinco meses além do previsto no cargo. Mudanças recentes nas regras de escolha do novo ouvidor também provocaram críticas de organizações de defesa de direitos humanos.

"Dantas continua lá, contra a nossa vontade", critica Ivan Akselrud Seixas, presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe). Antônio Everton de Souza, representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Conselho, alega que a atual situação "corrige" o que ele chama de "hegemonia" de membros da sociedade civil com assento no Conselho sobre as eleições.

Formado por seis membros da sociedade civil, dois da OAB e três do governo, o conselho é responsável indiretamente pela escolha, a cada dois anos, do ouvidor do estado. Em junho, o órgão seguiu o que prevê a lei e indicou uma lista tríplice, a partir da qual o governador Geraldo Alckmin deveria escolher o substituto de Dantas, no cargo desde 2009. No entanto, o governador não escolheu nenhum dos três, e manteve o Dantas num "mandato-tampão", segundo explica Samira Bueno, assistente de coordenação do Fórum de Segurança Pública, ONG que milita pela melhoria da atividade policial no Brasil.

A Ouvidoria Pública é um dos órgãos mais importantes para a fiscalização das forças policiais. É responsável por receber denúncias de atos indecorosos da polícia, como abusos no uso da força e corrupção, por verificar sua pertinência e encaminhá-las às Corregedorias da Polícia ou ao próprio Ministério Público.

A extensão do mandato de Dantas não constitui, a rigor, uma ilegalidade, visto que, segundo a Constituição e a legislação federal, o governador não precisaria necessariamente exonerar o servidor público do cargo no fim do mandato previsto. O problema é que a decisão é vista, por representantes da sociedade civil, como um ataque à autonomia do Condepe e da Ouvidoria Pública.

Ao ignorar os indicados pela lista tríplice, o governador indiretamente acata um pedido de impugnação da eleição apresentado por Everton de Souza e encaminhado pela OAB à Procuradoria Geral do estado. A entidade alega não ter havido equidade de direitos na escolha entre candidatos, já que alguns deles concorreram ao cargo e votaram em si próprios. Souza, que já concorreu ao cargo de ouvidor e chegou a ser escolhido para uma lista tríplice, alega que a prática – contrária ao estatuto da entidade – seria recorrente entre os membros do Conselho.

Everton de Souza destaca também a prevalência de membros da Igreja Católica e do PT na ouvidoria do estado, desde que foi criada. "Coincidentemente, até a eleição do Dantas, os quatro outros ouvidores eram ligados a essas entidades", afirma. Os dois primeiros ouvidores eram filiados ao partido, enquanto que seus sucessores faziam partes de associações ligadas à Igreja, como o Instituto Justiça e Paz e o Centro Santo Dia de Direitos Humanos. A suposta hegemonia tampouco representa ilegalidade, por ser fruto de articulação e mobilização das lideranças.

Independência do Condepe

Ivan Seixas acusa o governo do estado de minar o controle da sociedade civil sobre a ouvidoria. Na visão do ativista, Alckmin queria que o Condepe indicasse Dantas novamente na lista tríplice, em junho. "O governo do Estado ficou irritado e criou, por decreto, uma norma que modifica a escolha da lista tríplice", diz. Para ele, o Decreto 57.235 de agosto deste ano, muda a correlação de forças na escolha do ouvidor do estado, tornando-a favorável ao governo.

Uma norma contida no decreto estipula que o voto de cada um dos conselheiros deve ser em apenas um candidato, e não em três, como se costumava fazer. Como o governo tem três votos e a OAB – que "sempre vota com o governo", segundo Seixas –, tem dois, eles poderiam ter, juntos, maioria para incluir o candidato desejado pelo governador entre os três, "neutralizando" os seis votos da sociedade civil. O decreto também veta a eleição de membros do Condepe para a ouvidoria pública. Para se candidatar ao cargo, um membro do Condepe deve, agora, se afastar do órgão 90 dias antes das eleições.

Embora fale de uma oposição de "cinco contra seis" (OAB e governo contra representantes da sociedade civil) na correlação de forças no Condepe, Seixas sustenta que a entidade é "legalista", e não é filiada a partidos políticos.

André Cabette Fábio produziu esta reportagem para o programa "Repórter do Futuro", publicada em caráter especial pela Rede Brasil Atual

Aliados de Alckmin enterram conselho que investigava venda de emendas

Os deputados da base aliada do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) , conseguiram nesta quinta-feira (27) derrubar, por seis votos a dois, o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa. O órgão havia sido ativado para investigar o esquema de venda de emendas ao orçamento, denunciado pelo deputado Roque Barbiere (PTB), também apoiador da administração tucana.

A polêmica surgiu durante uma entrevista a um programa de TV na internet em que Barbiere (PTB) afirmava que de 20% a 30% dos deputados "vendem" a cota de emendas a que têm direito todos os anos em troca de parte dos recursos liberados. O atual secretário de Meio Ambiente, deputado licenciado Bruno Covas, chegou a endossar as declarações do colega e sugeriu ter ouvido rumores a respeito, citando até um exemplo no qual um prefeito teria lhe oferecido 10% do valor de uma emenda no valor de R$ 50 mil indicado pelo parlamentar.

Durante os trabalhos do Conselho de Ética, poucos avanços foram obtidos como contribuições para investigações. Sob a prerrogativa de não serem obrigados a comparecer aos convites aprovados pelos membros do Conselho, tanto Covas como Barbiere declinaram. Somente o deputado Major Olímpio (PDT) prestou esclarecimento, citando o nome de Tereza Barbosa, conhecida como Dona Terezinha e presidente do Centro Cultural Educacional Santa Terezinha. A líder comunitária confirmou ter protagonizado esquema semelhante com o deputado Rogério Nogueira (PDT), que nega a prática.

O deputado João Paulo Rillo (PT) reclamou da atitude dos deputados da base aliada que buscam, segundo ele,  transformar todas as acusações em “pizza”. Ele sugeriu um caráter de máfia para a ação dos governistas: "Para mim e para a população, o resumo do Conselho de Ética seria a seguinte frase (em italiano): Siamo tutti buona genti, siamo tutti ladrone".

Com o fim do Conselho, os parlamentares petistas concentrarão forças em obter as duas assinaturas que faltam para se alcançar as 32 firmas necessárias para conseguir instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso. O denunciante do caso, deputado Barbiere, foi o que aderiu mais recentemente ao requerimento.

Um ato popular está programado para a tarde desta quinta como forma de pressionar os parlamentares a assinar o pedido de CPI. Entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) engrossam o coro para que as denúncias não sejam abafadas.

Manobra

A votação do requerimento que colocava fim aos trabalhos do Conselho de Ética não estava na pauta do dia da sessão de quarta-feira (26). O deputado Campos Machado (PTB) solicitou que o requerimento sobre a dissolução do organismo fosse colocado na ordem do dia. Depois de algum bate-boca com a oposição, o pedido foi aprovado por cinco votos a dois.

Uma vez aprovado, a base de Alckmin passou a agir para que a questão passasse de última à primeira na ordem da pauta. A segunda etapa da "manobra" para encerrar a investigação também foi aprovado por ampla maioria.

A terceira parte da ação envolveu garantir regime de urgência para o requerimento, acabando com a possibilidade de qualquer deputado pedisse revisão do item. Depois de passar com apoio da mesma maioria, foi a vez de votar o fim do Conselho e enterrar a instância de investigação. O presidente do Conselho é o tucano Helio Nishimoto (PSDB), apontado pela oposição como responsável por patrocinar e articular a "manobra".

Campos Machado negou que se esteja enterrando e transformando as investigações em pizza. Ele afirmou que pediu somente que todos os documentos do Conselho sejam enviados ao Ministério Público, embora não tenha respondido qual seria o conteúdo desse material. Ele ainda criticou a oposição: "CPI é palanque eleitoral, estão brincando com coisa séria. Essa CPI é eleitoral".

Mesmo assegurando que o papel da Assembleia é o de legislar e fiscalizar com seriedade, Machado insistiu em transferir a responsabilidade para o Ministério Público, onde o processo correrá em sigilo. "Aqui (no Conselho) não vamos a lugar nenhum, não há denunciados", insistiu.

Por: Raoni Scandiuzzi/Rede Brasil Atual

Ficha limpa até quando?

Por: Edgard Catoira/Carta Capital

“À mulher de Cesar não basta ser honesta; tem de parecer honesta”. A frase, bem conhecida, é de César, não o Maia, mas o Júlio. Do Maia,  ex-prefeito do Rio, certamente não se tem conhecimento de qualquer frase que entrará para a história dos grandes personagens da humanidade, como o Júlio.

Mas o início deste texto está ligado ao sucessor de Cesar, o Maia: Eduardo, o Paes, atual prefeito do Rio de Janeiro, que acaba de editar o decreto, o 34629, publicado no Diário Oficial desta quinta-feira, dia 20,  exigindo ficha limpa para todos os integrantes do seu governo.

Não só as mulheres, mas também os homens de Paes, enfim, todos seus assessores diretos, têm até o final do ano para comprovar que são “ficha limpa”. Do contrário, serão banidos.

A iniciativa é positiva, mas será que impedirá que a Prefeitura do Rio fique imune a “maracutaias” (célebre expressão cunhada pelo ex-presidente Lula)?

Será que integrantes do primeiro escalão da Prefeitura carioca, acusados de circular em campanhas eleitorais com milicianos da Zona Oeste da cidade, serão afastados?

Será que os convênios olímpicos serão executados com lisura? Os cofres da Prefeitura do Rio nunca estiveram tão cheios…

Sejamos otimistas e esperemos que sim. A faxina contra os maus feitos, por todo Brasil, não pode ser mal feita.

De qualquer forma, sejamos otimistas e esperemos que sim. O problema é que Orlando Silva, o cantor das multidões, digo, o ex-Ministro do Esporte, tem ficha limpa. Pedro Novais, defenestrado da pasta do Turismo por irregularidades, tinha ficha limpa. Alfredo Nascimento, ex dos Transportes, ainda tem a ficha limpa. O ex-ministro Palocci também tem a ficha limpa. E aí, como fica?

“Sabemos que os integrantes do PCdoB, se não forem muito atentos, verão sua bandeira perder a foice e o martelo para dar lugar à marreta e ao pé de cabra. E todos os demais? O que esperar?”, se pergunta este raposão velho da política brasileira.

A chave talvez seja o segundo requisito exigido por Cesar, o Júlio: “precisam parecer honestas.” Os personagens citados acima tinham boa reputação?

Dizem que não…

Balconista desarma assaltante

Um balconista na Inglaterra confrontou um ladrão, arrancando de suas mãos o que pensou ser um revólver uma tentativa de assalto. Só depois, descobriu-se que a arma era falsa.

John Bluckley, de 32 anos de idade, tentou roubar uma loja de conveniência na cidade de Sunderland, mas foi confrontado por Rasaratnam Rahulan até a chegada da polícia.

A tentativa de assalto ocorreu em agosto e foi capturada por câmeras de circuito interno.

Buckley não tem endereço fixo e admitiu o crime em um tribunal britânico. Ele será sentenciado em novembro.

Ps. do O Carcará: Aí está a grande diferença entre o Brasileiro e outros povos, principalmente os Europeus e Norte Americanos. Não aceitam tudo passivamente. O crime ocorreu em agosto e o ladrão será sentenciado em novembro, apenas 3 meses após o fato. Continua preso e certamente ficará uns bons anos vendo o “sol  nascer quadrado”, ao contrário daqui onde certamente a vítima, se tivesse coragem de reagir, levaria uma “bronca” das autoridades, e o ladrão passaria no máximo algumas horas na delegacia. 

Por: BBC Brasil

Hacker exige resgate para “liberar” e-mail de jornalista e diz: “é melhor do que roubar”

Um hacker que invadiu o e-mail de uma jornalista britânica pediu um resgate para devolver o acesso à conta e, quando confrontado, alegou "não ter escolha" e disse que era bem melhor fazer isso do que roubá-la nas ruas.

Rowenna Davis percebeu que havia um problema quando começou a receber uma enxurrada de telefonemas de amigos e conhecidos durante uma reunião de trabalho.

Cerca de 5 mil contatos de sua lista de e-mails receberam uma mensagem da conta de Davis dizendo que ela havia sido roubada com uma arma na cabeça em Madri e que precisava de dinheiro urgentemente, já que tinha ficado sem seu telefone celular e seus cartões de crédito.

Enquanto alguns amigos mandaram mensagens dizendo que um hacker havia entrado na conta da jornalista, outros com menos experiência na internet ligaram querendo saber como mandar o dinheiro.

Troca de mensagens

Frustrada, Rowenna Davis decidiu abrir uma nova conta de e-mail e mandar uma mensagem para o endereço do Gmail que havia sido invadido.

Jornalista trocou mensagens com hacker

Na mensagem, dirigida "àqueles que invadiram meu e-mail", ela dizia não poder trabalhar sem os contatos armazenados naquela conta e questionava a ética do hacker.

"Fiquei realmente surpresa quando, menos de 10 minutos depois, aparece essa resposta na nova conta de e-mail e é de mim mesma, do meu endereço. Alguém está sentado lá, dentro da minha conta, esperando para me responder. E essa pessoa dizia apenas: eu te dou seus contatos de volta por 500 libras (R$ 1,4 mil)", disse Davis à BBC.

Na mensagem seguinte, Davis afirmou não ter o dinheiro, questionou que garantias ela teria mesmo se pagasse o "resgate" e confrontou o hacker, perguntando se ele se sentia mal por fazer aquilo.

A resposta dizia: "Claro que não me sinto ótimo, mas não tenho escolha. É bem melhor que roubar você nas ruas. Eu dou minha palavra. Se você mandar o dinheiro, eu vou devolver o acesso à sua conta com todos os seus e-mails e contatos intactos."

Google

Tentando solucionar o problema, Davis entrou em contato com a empresa Google, dona do Gmail, mas não conseguiu ajuda.

"Não havia nenhum número de telefone para este tipo de problema, eu tive a ligação desconectada duas vezes e o escritório da Google se recusou a resolver meu problema, mesmo quando disse que era jornalista e que iria escrever sobre o caso. Isso é que me impressionou, porque a Google e o Gmail fazem muito dinheiro com a ideia de que eles são o lado humano da rede", afirmou Davis.

Especialistas recomendam cuidado ao usar computador em lugares públicos

O caso acabou sendo resolvido através do amigo de um amigo que trabalhava na Google.

"Na verdade, quando eles resolveram sentar e mudar a senha, foi bem rápido."

Um porta-voz da Google respondeu com a seguinte declaração:

"Na Google, levamos segurança online a sério. Estamos sempre desenvolvendo tecnologias para ajudar a proteger nossos usuários."

Programa espião

Segundo especialistas, histórias como a de Rowenna Davis são cada vez mais comuns na internet.

"O jeito mais fácil é conseguir a sua senha, e há várias maneiras de se fazer isso. Às vezes, simplesmente olhando por cima do seu ombro quando você usa o computador em um café, no trem ou em lugares públicos. Eles também podem tentar adivinhar a senha através de informações pessoais em redes sociais, descobrindo seus passatempos, nomes de pessoas da família, de bichos de estimação, e além disso eles podem tentar meios técnicos, enviando mensagens que dizem 'a sua conta de e-mail será fechada, digite suas informações para evitar isso'", diz Tony Dyhouse, especialista em computação.

"No pior caso, eles podem colocar um spyware no seu computador (tecnologia que pode capturar tudo o que é digitado no teclado) que procura o momento em que você digita a senha e manda a informação para o criminoso."

Após conseguir de volta o acesso a seu e-mail, Davis recebeu mais uma mensagem do hacker.

"Vejo que você conseguiu acesso à sua conta novamente. Desculpe o incômodo."

Por: BBC Brasil

Charge do dia

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

“Ferida nunca vai fechar”

Em votação simbólica, o Plenário do Senado aprovou na quarta-feira 26, por unanimidade, o Projeto de Lei da Câmara que cria a Comissão Nacional da Verdade, grupo responsável por examinar e esclarecer as violações de direitos humanos praticadas no período de 1946 até a data da promulgação da Constituição de 1988. A matéria segue agora a sanção presidencial.

A abrangência do período é uma das principais críticas dos grupos de direitos humanos e familiares de vítimas, que defendiam que a comissão se concentrasse nos crimes cometidos durante a ditadura militar que vigorou entre 1964 e 1985. Na tribuna, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), relator do projeto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), alertou que “a comissão só vai se legitimar se mantiver seu foco” neste período, quando, segundo ele, “a ação experimental de um grupo de energúmenos violentos acabou assumindo uma escalada, até se transformar em uma política de Estado de extermínio de adversários”.

O foco temporal, acrescentou o senador, deverá ser o da vigência do Ato Institucional nº 5, entre 1968 e 1979, quando este foi revogado pela Lei da Anistia.

“A comissão não vai produzir a verdade oficial. Há de trabalhar formulando as boas questões, exercendo o senso crítico, cotejando fontes, numa investigação isenta, objetiva, e não na interpretação, que é sempre sujeita ao anacronismo de quem olha o passado a luz de suas convicções presentes”, afirmou Aloysio Nunes.

Aloysio Nunes, durante discurso na tribuna. Foto: Agência Senado

De acordo com o relator, além de mostrar a autoria de torturas, assassinatos, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres, ainda que tenham sido cometidos no exterior, a comissão terá “uma tarefa mais ampla: identificar e tornar público o funcionamento da estrutura repressiva montada no tempo da ditadura”. Mas ele avisou que a comissão irá explorar “uma ferida que não vai se fechar nunca, qualquer que seja o resultado”.

“Ela não dará a última palavra sobre os fatos, porque muitos deles continuarão encobertos, não nos iludamos”, afirmou.

A Comissão Nacional da Verdade terá prazo de dois anos, contados da data de sua instalação, para a conclusão dos trabalhos. Terá uma equipe e dotação orçamentárias próprias. Poderá pedir informações, dados e documentos de quaisquer órgãos e entidades do poder público, mesmo se classificados com o mais alto grau de sigilo. Poderá também determinar a realização de perícias e diligências para coleta ou recuperação de informações, documentos e dados.

Será composta por sete membros, designados pela Presidência da República, dentre brasileiros de reconhecida idoneidade e conduta ética, identificados com a defesa da democracia e com o respeito aos direitos humanos. Esses membros não poderão ter cargos executivos em agremiações partidárias ou cargo em comissão ou função de confiança em quaisquer esferas do poder público. Receberão remuneração mensal de 11.179,36 de reais.

A sessão do Senado foi presenciada pela ministra da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e pelo relator da proposta na Câmara dos Deputados, deputado federal Edinho Araújo (PMDB-SP).

Por: Carta Capital

Argentina condena membros do maior campo de concentração da ditadura

Por: João Peres, Rede Brasil Atual

A Justiça da Argentina anunciou a condenação à prisão perpétua de 12 integrantes da Escola de Mecânica da Marinha (Esma, na sigla em castelhano), o maior e mais conhecido campo de concentração da última ditadura argentina (1976-83).

O caso, definido na quarta-feira (26) após mais de dois anos de debates, apresenta uma série de avanços na luta argentina pela chamada Justiça de Transição, entre os quais o de ser o primeiro relacionado à Esma, uma estrutura de terrorismo de Estado mantida na área norte da cidade de Buenos Aires, e hoje convertida em um memorial em homenagem às 30 mil vítimas do regime repressor.

Além disso, foram condenados os responsáveis pela morte do jornalista Rodolfo Walsh, assassinado após publicar uma carta no "aniversário" de um ano do governo autoritário na qual denunciava as atrocidades que vinham sendo cometidas. O juiz Daniel Obligado reconheceu ainda que o suicídio cometido pela militante Maria Cristina Lennie não se tratou de tal, mas de um homicídio. Lennie tomou pastilhas de cianureto no momento do sequestro, uma prática acordada entre os militantes para evitar que, sob tortura, fossem dadas informações relevantes que colocassem em risco grupos inteiros de resistência. Por fim, foram condenados os responsáveis pela morte de Azucena Villaflor, fundadora do grupo Mães da Praça de Maio.

Ainda sem contabilizar estas últimas condenações, 16 ao todo, a Argentina tem 210 repressores condenados. "Seguramente vão aparecer novos repressores porque do universo de pessoas imputadas não dá para acreditar que apenas estes comandavam os 350 centros clandestinos", lembrou Carolina Varsky, diretora da área de ações judiciais do Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), uma das entidades que moveram a ação no caso Esma. A causa judicial teve ainda o peso de responsabilizar duas das figuras mais sinistras da repressão: Jorge "El Tigre" Acosta, chefe da Esma, e Alfredo Astiz, o anjo da morte, que se infiltrou nas organizações de direitos humanos para delatar as vítimas e é responsável pela morte de duas freiras francesas. 

Em entrevista concedida à Rede Brasil Atual antes da divulgação da sentença, Carolina ponderou, no entanto, que a Justiça de Transição terá de ser encerrada em algum momento para dar início a novas lutas. "Chega um momento em que pelas vítimas, ou porque os acusados falecem, ou porque a agenda de trabalho precisa se concentrar em outros aspectos. Usar outros mecanismos que não sejam exatamente a justiça e o castigo."

A transição argentina teve início logo no primeiro governo da redemocratização, quando o presidente Raúl Alfonsín determinou a criação da Comissão Nacional de Desaparecidos Políticos (Conadep), que pode ser entendida como a comissão da verdade da nação vizinha. O informe conhecido como "Nunca Mais" vale-se do trabalho de várias entidades, entre elas organizações brasileiras de direitos humanos ancoradas na Arquidiocese de São Paulo, que haviam realizado o primeiro levantamento sistemático das listas de mortos pela ditadura argentina.

Logo em seguida, no entanto, esta luta sofre um refluxo com as leis Obediência Devida e Ponto Final, que restringem os casos em que pode haver julgamento e condenação dos culpados. Na década de 1990, as entidades de luta por reparação moral sofrem problemas com o governo conservador de Carlos Menem, e recorrem a organismos supranacionais. Em 2003, Néstor Kirchner decide colocar a política de direitos humanos no centro de seu mandato, e revoga os dispositivos que davam guarida a torturadores. Até hoje, 1.774 repressores foram processados. Além dos 210 condenados, há 273 denunciados, mais de 700 que estão em fase de processo, 17 que foram absolvidos, 39 foragidos e 278 falecidos.

A seguir, trechos da conversa com Carolina Varsky, do CELS, a respeito das ditaduras da Argentina e do Brasil.

Neste momento, que dificuldades opõem-se ao avanço das lutas para apurar os crimes da ditadura?

O processo de justiça em relação aos crimes do passado avançou muito na Argentina. Os debates em 2006 eram dois, e estamos com l9 no ano passado. Há questões que têm a ver com que a reabertura de um processo não teve um desenho de processamento penal. De 2003 em diante, não teve quem olhou o mapa das causas e montou uma estratégia – vamos investigar por centro clandestino, por regimento, por acusado. Cada jurisdição abriu suas causas.

Há jurisdições com 100 casos individuais abertos. Há outras que investigam pelos centros clandestinos. Um dos grandes déficits que se tem agora é que algumas jurisdições têm um número enorme de causas acumuladas. Precisaria se pensar em como evitar a repetição de testemunhos. Um dos grandes problemas que temos é que as vítimas, os parentes, estão cansados de declarar. Precisamos evitar que sejam chamados 'sete' vezes.

Outra questão é pensar em como fazer a integração dos tribunais. Precisa-se pensar em não fazer novos julgamentos sobre os mesmos casos. Isso tem a ver com a designação de juízes. Avançou-se na digitalização de muitas causas. Seguem havendo problemas sobre os lugares onde se farão os debates. Há julgamentos feitos em lugares fechados. 

Há um momento em que acaba a transição?

O termo Justiça de Transição é muito complexo. Teremos julgamentos por mais alguns anos, mas não é nossa intenção como organismo de direitos humanos seguir indefinidamente com isso. Chega um momento em que pelas vítimas, ou porque os acusados falecem, ou porque a agenda de trabalho precisa se concentrar em outros aspectos. Utilizar outros mecanismos que não sejam exatamente a justiça e o castigo. Seguramente vão aparecer novos repressores porque do universo de pessoas imputadas não dá para acreditar que apenas estes comandavam os 350 centros clandestinos. Não me imagino em uma situação como a da Alemanha, que segue investigando os criminais nazistas.

Por quê?

Acredito que tem a ver com que tudo o que se avançou até agora, que foi muito. Tendo em conta que é um processo penal, para condenar uma pessoa é preciso ter provas. Só uma menção à pessoa não é prova. Precisam surgir novos arquivos. Esta prova, como se constrói? Também pelo testemunho das vítimas, mas elas estão cansadas.

Alguns dos ministros do Supremo Tribunal Federal do Brasil entendem que a decisão deles se sobrepõe à da Corte Interamericana no sentido de garantir que a Lei de Anistia mantenha impunes os repressores.

Se pensamos em termos do caso argentino, a primeira vez em que um juiz declarou a inconstitucionalidade das leis foi em 4 de março de 2001. Em 14 de março, a Corte Interamericana se pronunciou no caso do Peru, no qual disse que o Estado peruano não poderia interpor qualquer questão de anistia para deixar de julgar o caso Barrios Altos. Esta decisão ajudou muito a que a Câmara Federal e logo a Corte Suprema se pronunciassem sobre a necessidade de se investigar estes fatos porque de fato a Argentina poderia incorrer em uma falta internacional.

Enquanto não se investiga, que risco se corre?

Se não se investiga não se conhece a verdade dos fatos, e todo este trabalho de limpar as instituições é difícil de fazer. Os julgamentos permitem conhecer partes da verdade que não se conhecem.

TSE multa José Serra em R$ 20 mil e suspende programa partidário do PSDB

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou hoje (26), por unanimidade, a suspensão do primeiro programa nacional do PSDB em 2012 e de 12 minutos de inserções de TV previstas para ir ao ar neste ano e no ano que vem.

Os ministros entenderam que a propaganda veiculada pela sigla no primeiro semestre de 2010 foi utilizada indevidamente para promover da candidatura de José Serra à Presidência da República. A corte também aplicou multas que somam R$ 50 mil para o PSDB e R$ 20 mil para José Serra.

Os ministros do TSE julgaram quatro representações de autoria do PT, que questionavam o uso da propaganda nacional do PSDB para mencionar as obras realizadas por José Serra quando governador de São Paulo ou para dizer que ele era um político que “tinha história” para mostrar.

Para a relatora das ações, ministra Nancy Andrighi, os episódios caracterizaram propaganda antecipada ilegal, uma vez que as propagandas só podiam ocorrer depois do dia 5 de julho. Ela também entendeu que o programa nacional foi usado para promoção de imagem pessoal do candidato, o que é vedado por lei.

Na época em que o PT entrou com representações, o corregedor-geral eleitoral, ministro Aldir Passarinho Junior, concedeu liminares ao partido para que o PSDB retirasse do ar e não mais transmitisse as inserções objeto de questionamento.

Por: Agência Brasil

A classe média sofre

*Matheus Pichonelli

Não se sabe quando teve início nem quando se banalizou. Mas o processo de idiotização da classe trabalhadora está de tal maneira incorporada nas ruas das nossas cidades que, de vez em quando, alguém precisa falar sobre ela para lembrar que a coisa está feia. No cinema, as duas principais tragicomédias que conheço sobre a crise – não só da economia, mas de ideias para se encarar a crise – são “O Grande Chefe”, de Lars Von Trier, e “A Era da Inocência”, de Denys Arcand. Dois filmaços sobre como fingir estar tudo certo mesmo quando tudo desmorona, e um prato cheio para quem já se tocou que, diferentemente dos guias de auto-ajuda, ninguém vai mudar nada no mundo pensando positivo, criando métodos de motivação ou repetindo mantras sobre como podemos ser felizes trabalhando cada vez mais por menos. Ou disfarçando nossa vida de vassalo, de quem come lama e agradece, buscando distração com as viagens no fim de ano.

Mais ou menos na mesma linha vão os também ótimos “Amor sem Escalas” (apesar do título) e “Ilusões Óticas”. Pois no meio da entressafra de filmes brasileiros, que pareciam picados pela mosca da preguiça com títulos insossos (de “Salve Geral” a “Meu País”, passando pelos longas inspirados no espírito de André Luiz) acaba de sair uma pérola. “Trabalhar Cansa”, o primeiro longa-metragem da dupla Marco Dutra e Juliana Rojas, é um exemplo raro de como boas ideias não precisam de grandes frufrus para serem originais. O filme, que transita o tempo todo entre a comédia, o drama e o terror, parece beber no realismo fantástico que fez da literatura latina referência na ficção. Só parece: porque tudo ali é idiotamente real.

O piso está coberto de esgoto, e as paredes, de infiltração: mas correta convence de que a compra do imóvel é bom negócio: Fotos: Divulgação

Mérito dos diretores, que, longe dos barrancos erguidos em áreas de risco ou das querelas entre ditadores resolvidas a pauladas, criaram a sucursal do inferno num apartamento comum habitando por um casal aparentemente comum, sem grandes talentos ou ambições além de montar a árvore de Natal no fim de ano, viajar para a praia no carnaval ou conseguir uma empregada para dar conta da bagunça de casa.

Só que um dia o desemprego bate às portas. O que parecia sólido se dissolve no ar – ou é recolhida numa pequena caixa de sapatos com as tralhas de uma baia recém-desocupada. Atordoado, Otávio, o homem da casa interpretado por Marat Descartes, agarra-se ao copo de vinho, ao beijo da filha que acaba de chegar da escola e à compreensão da mulher, que o consola. “Vamos sair dessa”.

Heroica (talvez inspirada nos mantras de medidas anticíclicas para a crise), a mulher Helena (Helena Albergaria) arregaça as mangas e coloca para fora o espírito empreendedor. O sonho se adapta ao bolso e a leva a comprar uma salinha caindo aos pedaços no centro de São Paulo, onde monta um mercadinho simples, de poucos funcionários e muita dor de cabeça.

A dona-de-casa e dublê de empreendedora se revolta com crueldade do mercado, mas não em pagar menos de um salário mínimo, sem registro, para a empregada

O sonho americano termina ali. Calma, Helena é daquelas pessoas que parecem incapazes de fazer mal a uma mosca (o olhar dela, inclusive, até parece de uma mosca), mas não demonstra a mesma timidez ao propor à empregada que receba menos de um salário mínimo por mês, sem registro, ainda que o serviço exija que durma na casa, para lavar, limpar, passar, cozinhar e dar de comer para a filha do casal.

A jovem empreendedora leva sua boa vontade para o comércio, mas logo percebe que pisa num território hostil, representado pelo esgoto mal escancarado sob o piso e pela infiltração maquiada pela corretora e pelo dono do imóvel – que a convenceram de que fazia um ótimo negócio. A receita para o desastre, no tempo dos grandes hipermercados, está pronta: Helena não sabe se as coisas não avançam por culpa dos funcionários (eles roubam as mercadorias?), dos fornecedores (eles entregam menos do que cobram?), dos clientes (por que são tão hostis?) ou da concorrência. Mas a desconfiança está ali, e a consome.

O mercado não é promissor, mesmo assim, a fila de desempregados em busca de oportunidade se agiganta do lado de fora

A pressão a leva a abandonar o papel de esposa doce do lar. A voz calma e os olhos aparentemente inofensivos dão lugar a pitis, paranoias, cansaços. A mulher que se anunciava compreensiva agora diz ao marido que ele é um “bosta” porque o processo de recolocação no mercado demora mais que o planejado (e que em breve o impedirá de pagar a energia e a escola da filha).

Mais que o drama, o filme capta com uma câmera crua (a fotografia é precária, a trilha sonora não tem música, o cenário é quase amador) a pobreza de ideias que esfola a classe média, vítima e algoz do próprio mecanismo que cria e aceitar jogar, como cordeiros.

Único personagem aparentemente lúcido na trama, Otávio mergulha na crise ao se ver cercado de idiotas. Impactado com a demissão, ele passa a procurar novas vagas, e o que encontra são gerentes de recursos humanos que enchem bexigas pintadas com olhos e boquinhas e representam o chefe direto; na meia idade, é obrigado a participar de um “se vira nos 30 para ficar com a vaga” dizendo à mediadora quais os talentos que imagina ter o jovem concorrente recém-formado; ou participar de palestras motivacionais, encontros para contatos e atividades de um animador de plateia que ensina a liberar “o animal” dentro do terno e da gravata e a não desanimar jamais.

É como se o Xou da Xuxa, que a olhos adultos parecia show de horror (com luzes, clichês, gincanas, bola, balão e bambolê) fosse transportado para os postos de trabalho, onde homens de barba já não precisam lutar pela sobrevivência, mas para convencer a gerência que é dócil o suficiente para merecer estar vivo.

Corredores do mercado que vai tirar a família da miséria

É hilário, mas duramente real. Diante da crise, que estraçalha o empregado e também o pequeno empreendedor, o mundo se infantiliza para evitar, talvez, desistências coletivas. Mais que isso: como matrioshkas (aquelas bonecas russas que saem umas de dentro das outras), a teia de exploração se reproduz nas pontas – o mercado explora o trabalhador, que explora as empregadas, que transgridem as regras porque simplesmente não existem regras sem juiz nem carteira de trabalho nem mercado regulado. É quando a cobra morde o próprio rabo, e já não se sabe se os atores se tornam algozes porque desprezam as regras do jogo ou porque simplesmente as aceitam.

Ao fundo, é possível ouvir as palavras de Marina Colasanti que, certa vez, resumiu os perigos de se acostumar demais a uma vida medíocre. “E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão”.

Amplidão que parece ausente em todos os cantos daquela casa e daquele mercado fadado ao desastre.

*Matheus Pichonelli

Formado em jornalismo e ciências sociais, é subeditor do site e repórter da revista CartaCapital desde maio de 2011. Escreve sobre política nacional, cinema e sociedade. Foi repórter do jornal Folha de S.Paulo e do portal iG. Em 2005, publicou o livro de contos 'Diáspora'.

Da Carta Capital

Trabalho escravo: Maioria é semi-analfabeta e parda

A unidade brasileira da Organização Internacional do Trabalho(OIT) divulgou na terça-feira 25 um estudo que traça o perfil dos atores envolvidos no trabalho escravo no País: funcionários resgatados, empregadores e aliciadores. Segundo o levantamento, dos 121 trabalhadores em situação análoga à escravidão libertados em dez fazendas do Pará, Mato Grosso, Bahia e Goiás entre 2006 e 2007, 18,3% eram analfabetos, 45% analfabetos funcio­nais e 52,9% homens com menos de 30 anos de idade. Além disso, 81% não eram brancos, sendo 18,2% negros, 62% pardos e 0,8% indígenas.

Um perfil semelhante aos aliciadores, mas oposto ao dos 12 empregadores entrevistados pelo estudo e envolvidos nos casos de exploração acima. Destes, nove possuíam ensino superior completo em áreas como agricultura e administração, além de dois indivíduos com mestrado.

A origem da maioria dos empregadores também é diferente da localização de suas terras: nove são do Sul e Sudeste e os demais do Norte. Porém, 59% deles vivem no mesmo estado de suas propriedades.

As fazendas do estudo, a maioria focada em agricultura e pecuária, foram flagradas utilizando trabalho escravo em vistorias apesar de desempenharem atividade econômica relevante. Nos locais não havia alojamentos adequados ou fonte de água potável.

Uma das fazendas tinha uma criação de 5 mil cabeças de gado e outra está entre os dez melhores criadores de gado Nelore do Brasil, segundo a OIT.

Noção de escravidão

De acordo com a pesquisa, os trabalhadores resgatados entendiam como trabalho escravo a ausência de remuneração ou salários baixos (38,8%), maus tratos, humi­lhação e jornada exaustiva (36,3%), condições precárias de trabalho (28,9%), privação da liberdade (24,7%) e a ausência de carteira assinada (apenas 4,1%).

Na visão dos empregadores, a escravi­dão contemporânea é caracterizada pela privação da liberdade, ausência de pagamento, condições precárias de trabalho e jornada exaustiva. No entanto, todos os aliciadores das fazendas vistoriadas negaram a existência de trabalho escravo nas propriedades.

Os “gatos” eram responsáveis por 52% das contratações, embora 71% dos empregados resgatados nunca tivessem trabalhado com o contratante e 57% nem o conhecessem. Além disso, o estudo mostrou que 59,7% dos entrevistados já haviam passado por privação da liberdade pelo menos uma vez na vida.

Apesar da complexidade do problema, a OIT afirma que o Brasil é considerado um dos países com maior avanço no combate ao trabalho escravo, tendo libertado mais de 40 mil trabalhadores nesta condição desde 1995. Segundo a entidade, o País é visto como uma referência mundial “devido à capacidade de articulação entre o governo, a sociedade civil, o setor privado e organismos internacionais”.

Por: Carta Capital

Mergulhadores encontram destroços de avião 34 anos depois de acidente

Mergulhadores portugueses encontraram os restos de um avião suíço que caiu na costa de Porto Novo, na Ilha da Madeira, em dezembro de 1977.

O voo VS730 da companhia suíça Sata vinha de Genebra quando caiu no mar depois de uma segunda tentativa de pouso no Aeroporto de Santa Cruz.

Os mergulhadores encontraram os destroços a 33 metros de profundidade e fizeram as primeiras imagens em 34 anos.

A maior parte do avião está intacta. As fileiras de assentos ainda podem ser vistas e há coletes salva-vidas e máscaras de oxigênio no local, além de roupas dos passageiros.

Apenas 21 pessoas sobreviveram ao acidente, outras 36 morreram

Por: BBC Brasil

Queda do ministro serve de alerta

Por Altamiro Borges
O lamentável episódio da queda do ministro Orlando Silva deveria servir de alerta às forças democráticas da sociedade brasileira – que lutaram contra as torturas e assassinatos na ditadura militar e que, hoje, precisam encarar como estratégica a luta contra a ditadura midiática, em defesa da verdadeira liberdade de expressão e da efetiva ampliação da democracia no Brasil.
A mídia hegemônica hoje tem um poder tão descomunal que ela “investiga”, sempre de forma seletiva (blindando seus capachos); tortura (seviciando, inclusive, as famílias das vítimas); usa testemunhas “bandidas” (como um policial preso por corrupção, enriquecimento ilícito e suspeito de assassinato); julga (sem dar espaço aos “acusados”); condena (como nos tribunais nazistas); e fuzila!

Um pragmatismo covarde e suicida
Ninguém está imune ao poder ditatorial da mídia, controlada por sete famílias – Marinho (Globo), Macedo (Record), Saad (Band), Abravanel (SBT), Civita (Abril), Frias (Folha) e Mesquita (Estadão). Como o império Murdoch, hoje investigado por seus subornos e escutas ilegais, a mídia nativa é criminosa, mafiosa, sádica e abjeta. Ela manipula informações e deforma comportamentos.
Não dá mais para aceitar passivamente seu poder altamente concentrado, que, como disse o governador Tarso Genro – pena que não tenha agido com esta visão quando ministro da Justiça –, ruma para um “fascismo pós-moderno”. Essa ditadura amedronta e acovarda políticos sem vértebra, pauta a agenda política, difunde os dogmas do “deus-mercado” e criminaliza as lutas sociais.
Três desafios diante da ditadura midiática
Esta ditadura é cruel, sem qualquer escrúpulo ou compaixão. Ela utiliza seus jagunços bem pagos, sob o invólucro de “colunista” e “comentaristas”, para fazer o trabalho sujo. Muitos são agentes do “deus-mercado”, lucram com seus negócios rentistas; outros são adeptos da “massa cheirosa”, das elites arrogantes e burras. Eles fingem ser “neutros”, mas são adoradores da direita fascistóide.
Enquanto não se enfrentar esta ditadura midiática, não haverá avanços na democracia brasileira, na luta dos trabalhadores ou na superação das barbáries capitalistas. Neste enfrentamento, três desafios estão colocados:
1- Não ter qualquer ilusão com a mídia hegemônica; chega de babaquice e servilismo diante da chamada “grande imprensa”;
2- Investir em instrumentos próprios de comunicação. A luta de ideias não é “gasto”, é investimento estratégico;
3- Lutar pela regulação da mídia e por políticas públicas na comunicação, que coíbam o poder fascista do império midiático.
Chega de covardia diante dos fascistas midiáticos
O criminoso episódio da tentativa de invasão do apartamento do ex-ministro José Dirceu num hotel em Brasília parece que serviu de sinal de alerta ao PT. Em seu encontro nacional, o partido aprovou a urgência de um novo marco regulatório da comunicação. Um seminário está previsto para final de novembro. Já no caso da queda Orlando Silva, o clima é de total indignação e revolta.
Que estes trágicos casos sirvam para mostrar que, de fato, a luta pela democratização da comunicação é uma questão estratégica. Não dá mais para se acovardar diante da ditadura da mídia. O governo Dilma precisa ficar esperto. Hoje são ministros depostos; amanhã será o sangramento e a derrota da própria presidenta e do seu projeto, moderado, de mudanças no Brasil.
Superar a choradeira e a defensiva
A esquerda política e social precisa rapidamente definir um plano de ação unitário de enfrentamento à ditadura midiática. As centrais sindicais e os movimentos populares, tão criminalizados em suas lutas, precisam sair da defensiva e da choradeira. Os partidos progressistas também precisam superar seu pragmatismo acovardado. A conjuntura exige respostas altivas e corajosas!
É urgente pressionar o governo Dilma Rousseff, pautado e refém da mídia, a mudar de atitude. Do contrário, não sobrará que defenda a continuidade deste projeto, moderado, de mudanças no Brasil. A direita retornará ao poder, alavancada pela mídia! Aécio Neves, o chefe de censura em Minas Gerais, será presidente! E ACM Neto, o herói da degola de Orlando Silva, será o chefe da Casa Civil!

Do Blog do Miro

Charge do dia

bessinha

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Trabalho de menores é defendido por Desembargador

Indo contra ao entendimento do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho e Emprego, o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), desembargador Nelson Calandra, garante não haver qualquer inconstitucionalidade nas mais de 33 mil autorizações concedidas por juízes e promotores entre os anos 2005 e 2010 para que crianças a partir de 10 anos trabalhem.

Conforme publicação de hoje do Carta Capital (Matéria originalmente publicada pela Agência Brasil), o Desembargador Calandra diz que a Constituição Federal não só admite, como exige que os juízes sejam flexíveis ao interpretá-la. Isso, segundo ele, ajuda a explicar a concessão das autorizações, ainda que a lei proíba o trabalho para menores de 16 anos, salvo na condição de menor aprendiz a partir dos 14 anos. No caso de atividades insalubres ou perigosas, é vedada a contratação de menores de 18 anos.

“O texto constitucional contém vários valores que devem ser considerados, como a proteção à vida e à família. Quando um juiz conclui que é imprescindível autorizar um jovem a trabalhar porque ele (juiz) não dispõe de outra ferramenta legal para socorrer uma família de baixa renda, não há nada de inconstitucional nessas decisões”, disse Calandra.

Dia 22 deste mês publiquei neste blog opinião com o título Hipocrisia do MPT que felizmente agora vem o Desembargador corroborar ao dizer “ninguém deseja o trabalho infantil, mas juízes e promotores trabalham com a realidade social e a realidade brasileira é que muitas famílias dependem do trabalho do menor, seja na execução das atividades familiares diárias, seja por meio da colaboração financeira que dá ao exercer uma atividade remunerada. Se eu tivesse que decidir entre uma família perecer de fome ou autorizar um menor de idade a trabalhar, não teria dúvidas. Inconstitucional é levar uma família inteira a perecer por falta de alimentação, por falta de assistência médica”.

Perguntado se não caberia aos juízes obrigar o Estado a garantir as condições mínimas de subsistência a uma família pobre em de contrariar o artigo constitucional que proíbe o trabalho abaixo dos 16 anos, Calandra disse que o juiz até pode fazer isso, mas o cumprimento da sentença seria muito difícil. “Ia depender da existência de orçamento e de uma série de exigências legais. O problema é que a vida não para. As pessoas têm que comer todos os dias”.

Felizmente ainda existem autoridades nesse país que sabem o que é realidade.

Por: Eliseu

Negros, jovens e mulheres são mais atingidos por desemprego

Foi lançado hoje (25) o Anuário do Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda 2010/2011, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Entre os dados divulgados, o maior desemprego que ainda há entre mulheres, negros e jovens.

O anuário procura levantar todas as informações referentes ao mercado de trabalho nos anos de 2010 e 2011, e está dividido em seis partes: mercado de trabalho, intermediação de mão de obra, seguro-desemprego, qualificação profissional, economia solidária e juventude. Outra informação que se destaca é a taxa de desemprego muito alta para quem tem menos de 20 anos.

Para o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, os dados, no geral, demonstram que há uma forte geração de empregos com carteira assinada e a consequente redução do desemprego e da informalidade. Clemente Lúcio destacou o crescimento do setor das cooperativas, que já somam mais de 25 mil no país, que ajuda a impulsionar ainda mais a oferta de vagas.

Sobre os problemas, o diretor do Dieese aponta, como exemplos mais representativos, o desemprego maior entre mulheres, negros e jovens. “Há ainda um caminho muito longo para que mulheres, negros e jovens tenham uma participação mais igualitária do ponto de vista da ocupação e das condições de trabalho, para que todas as pessoas possam ter um sistema de proteção social adequado”, disse.

Segundo dados do anuário, o desemprego entre os jovens de 18 a 20 chega a 50%. Entre as mulheres é 11,1% (contra 6,2% entre os homens). E entre os negros, 10% (contra 7,3% da população branca e 9,1% da parda). Todas as comparações são com dados de 2009.

“O anuário serve às políticas de emprego e qualificação do ministério, mas também para, por exemplo, uma empresa que quer se instalar em uma determinada região saber se tem trabalhador qualificado para o tipo de serviço, saber se a faixa de salário do consumidor vai fazer com que valha a pena ele se instalar nessa região”, explicou o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

Até o final do ano, o anuário estará disponível na página do MTE .

Por: Correio do Brasil

O esforço para alimentar crise sem provas

O nome do ministro do Esporte, Orlando Silva, praticamente desapareceu da Veja desta semana como pivô da crise. Depois de terem dito até que ele recebia pacotes e caixas de dinheiro na garagem do Ministério, mudaram o foco do noticiário.

Por José Dirceu

Como não apareceram até agora as provas do soldado ongueiro PM de Brasília, João Dias, contra o ministro, o centro do noticiário desta edição de agora da revista é a história de que assessores seus - não ele - instruíram o soldado sobre como se livrar e não ser descoberto nas falcatruas que teria cometido com dinheiro público em suas ONGs.
Veja fala de gravações dessas instruções de assessores do ministro. Sobre elas, o Ministério do Esporte emitiu nota em que esclarece que esses diálogos de servidores da pasta são uma "suposta gravação que cita supostos trechos, partes de frases, palavras isoladas, com o intuito claro de induzir os leitores".
O ministério adianta, ainda, que vai pedir à Polícia Federal (PF) que as "supostas gravações" sejam incorporadas à investigação sobre o caso e que "adotará os procedimentos cabíveis para apurar eventuais responsabilidades de servidores". Mas, como sempre, o material da revista terminou pautando os jornais do fim de semana até esta 2ª feira.
Macartismo com força total
Até porque eles não têm fatos novos para prosseguir na campanha denuncista contra o governo. O Estadão aproveitou para dar praticamente uma edição inteira da (editoria de) Política contra o PCdoB, falando de um "esporteduto" da legenda. Nada menos que oito matérias ontem, mais inúmeras hoje. Macartismo, ranço puro contra um partido comunista.
Ranço ao PCdoB que eles, aliás, ignoravam até poucos dias atrás. Não davam ao partido a menor atenção, haviam-no esquecido. Mas, agora, aproveitam a situação de aliado da legenda para exteriorizar esse anticomunismo, ótimo para eles irem na linha que querem contra o governo.
O jornalão da família Mesquita traz até uma matéria de seu correspondente em Zurique (Suíça) que nunca escreve sobre política interna brasileira, dizendo que o ex-presidente Lula mandou o ministro Orlando "resistir" e a presidente Dilma Rousseff não teve condições de demiti-lo.

Temor de "crise" na FIFA vem de um velho conhecido
Afirmar isso é desconhecer quão ciosa a presidente Dilma é da sua autoridade e a forma como atua o ex-presidente da República desde que deixou o cargo dia 1º de janeiro deste ano. O correspondente do Estadão diz em sua matéria, inclusive, que a FIFA teme uma crise em relação à Copa de 2014 no Brasil.
Só que fundamenta esse raciocínio e vê essa "crise" a partir de declarações de Jerome Valcke, secretário geral da entidade. É isso mesmo que vocês leram e perceberam: Valcke é o mesmo que sempre teve posição cética e crítica em relação ao Brasil. É o gerador das grandes manchetes negativas, tão ao gosto da mídia brasileira, de que os nossos estádios não vão ficar prontos para a Copa, tampouco as demais obras ficarão, de que nada vai andar, nem funcionar...

Do: Vermelho

Charge do dia

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Apenas dois dos 96 distritos de SP têm mais de dois livros por pessoa

Dos 96 distritos da cidade de São Paulo, apenas dois têm, nas bibliotecas e nos pontos de leitura municipais, mais de dois livros por habitante. Apenas os distritos da Sé (na região central), com 16,59, e da Liberdade (também no centro), com 2,60, atingem esse patamar. Do total de distritos, 90 não conseguem chegar à marca de um livro por morador, segundo dados do Observatório Cidadão da organização não governamental (ONG) Nossa São Paulo.

A meta, recomendada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), é de, no mínimo, 2 livros por habitante adulto.
“Uma realidade que já era ruim e piorou significativamente é que o Poder Público simplesmente não investe em bibliotecas populares. A prefeitura reformou a Biblioteca Municipal, mas a periferia continua à míngua. Além de não ter investimento ainda está diminuindo o número de livros”, destaca Maurício Broinizi Pereira, um dos coordenadores do Movimento Nossa São Paulo.
Segundo os dados da ONG, em 2010, a média do município era de 0,22 livros por adulto. Em 2006, era de 0,27. Em números absolutos, o acervo total da cidade caiu de 2.254.631 obras, em 2006, para 1.962.102, em 2010. Na distribuição por distrito, a desigualdade é evidente: a diferença entre a região com mais livros e a com menos é de 1.978 vezes.
“A região central de São Paulo tem uma concentração muito grande de livros e bibliotecas. Mas, praticamente toda a periferia, em 90 distritos da cidade, a média de livros está abaixo de um por habitante da região. Isso revela que não há prioridade de levar os equipamentos culturais para a periferia da cidade”, ressalta Pereira.
De acordo com a Nossa São Paulo, na comparação por subprefeitura, a exclusão cultural dos paulistanos que moram longe do centro fica ainda mais evidente. São Mateus e Cidade Ademar, regiões da periferia da cidade, que reúnem 635.593 pessoas com 15 anos ou mais, não tinham, em 2010, um só livro disponível à população em equipamentos públicos de cultura. “Em São Mateus, um Ponto de Leitura foi inaugurado em dezembro de 2010 o que, para a atualização do indicador em 2011, pode representar uma melhora”, ressalva o coordenador.
Procurada, na sexta (22), a Secretaria de Cultura da prefeitura disse que iria procurar conhecer os números apresentados na pesquisa antes de se pronunciar.

Do: Vermelho

Lenda oriental

Conta uma lenda popular do oriente que um jovem chegou a um oásis, próximo de um povoado, e aproximando-se de um velho sábio, perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoas vive neste lugar?
- Que tipo de pessoas vive no lugar de onde vens? - Perguntou o sábio.
- É um grupo de pessoas egoístas e malvadas, replicou o rapaz, estou satisfeito de ter saído de lá.
O sábio respondeu.
- Aqui encontrarás o mesmo.
No mesmo dia, um outro jovem aproximou-se do oásis para beber água e, vendo o sábio, perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoas vive aqui?
O sábio respondeu com a mesma pergunta:
- Que tipo de pessoas vive no lugar de onde vens?
O rapaz respondeu-lhe:
- É um magnífico grupo de pessoas amigas, honestas e hospitaleiras. Fiquei um pouco triste por ter de deixá-las.
- O mesmo encontrarás aqui, respondeu o sábio.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao sábio:
- Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
O sábio respondeu-lhe:
- Cada um carrega no seu coração o meio em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também encontrará aqui. Somos todos viajantes no tempo, e o futuro de cada um está escrito no passado; ou seja, cada um encontra na vida exatamente aquilo que traz dentro de si mesmo.
MORAL DA HISTÓRIA:
O ambiente, o presente e o futuro somos nós que criamos, e isso só depende de nós mesmos.

“Sejamos como o sol que não visa nenhuma recompensa, nenhum elogio, não espera lucros nem fama, simplesmente brilha!

A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original!!”

Autor desconhecido – Recebido por E-mail

Charge do dia

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domingo, 23 de outubro de 2011

Veja se enrola mais nas mentiras

Esmael Moraes, em seu Blog

Uma fonte deste blog na TV Globo, do Rio, informa que não está nada amistosa a relação da emissora dos Marinhos com a revista Veja. O estranhamento de Veja e Globo tem a ver com a artilharia pesada do semanário contra o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o PCdoB.

veja-que-mentira2A produção do Jornal Nacional pediu ontem o áudio que Veja recebeu do ex-policial João Dias Ferreira, no qual dialoga com dois assessores do Ministério do Esporte, mas a revista se recusou a fornecer a matéria-prima ao parceiro de PIG (Partido da Imprensa Golpista).

O blog foi atrás e descobriu que Veja não possui diálogos que comprometem o ministro ou os assessores acusados por ela. Pelo contrário. É o policial Dias quem se complica ainda mais. O “herói” da revista já esteve preso por desvio de recursos da pasta e é suspeito de assassinato.

Na fita que está em poder de Veja, o acusador ameaça com um revólver os assessores do Ministério. Por isso a revista não publicou diálogos na reporcagem desta semana.

Como norma padrão, o Jornal Nacional sempre dava destaque às estripulias de Veja com a condição de exclusividade nas “provas” materiais adquiridas. Pela primeira vez a revista não cumpriu o acordo e isso deixou a Globo com muito mau humor.

A direção TV Globo, segundo a mesma fonte, teme que a emissora tenha sido arrastada numa guerra que poderá custar-lhe o pouco de credibilidade (e os pontinhos no Ibope) que tem.

Se a Globo quer saber do áudio secretos de Veja, imagine os comunistas…

O ministro Orlando Silva está rindo à toa da trapalhada. Ele fez a sua parte ao pedir para ser investigado, abrir sigilos bancários e telefônicos, enfim, depor no Congresso Nacional.

O diabo é que a revista Veja se recusa a fazer a parte dela que é bem mais simples: mostrar o áudio coletado clandestinamente pelo policial João Dias.

Fonte: Blog do Esmael (www.esmaelmorais.com.br)

Extraído do Vermelho