quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Governador diz que culpa é dos EUA por Lixo Hospitalar entrar no Brasil

size_590_eduardo-campos (1)A cara de pau do governador do Pernambuco, Eduardo Campos é de arrepiar. Em vez de reconhecer a incompetência, e porque não, a corrupção dos fiscais da aduana brasileira, e partir para a severa punição de todos envolvidos, inclusive os comerciantes desonestos, achou melhor colocar a culpa nas autoridades americanas a responsabilidade pela venda ilegal de lixo hospitalar ao Brasil. Após se reunir com autoridades e empresários do Polo de Confecções do Agreste, onde funciona a empresa têxtil em cujos depósitos foi apreendido tecido importado irregularmente, o governador disse que irá acionar o Ministério das Relações Exteriores para que cobre providências do governo de Barack Obama.

O governador atribuiu à fiscalização aduaneira norte-americana a responsabilidade pelo material já apreendido em Pernambuco. Para Campos, os fiscais norte-americanos falharam ao permitir que a mercadoria deixasse o Porto de Charleston, na Carolina do Sul, com destino ao Brasil.

Sim, os americanos falharam, mas os mais interessados em não receber as mercadorias por acaso não seriam nós, os brasileiros? Porque esse material entrou no País? E pelo que parece já entra a muitos anos.

Além de dois contêineres com mais de 46 toneladas de lixo hospitalar retidos na última sexta-feira (14), no Porto de Suape, a Receita Federal, a Polícia Civil e as agências de vigilância sanitária estadual (Apevisa) e nacional (Anvisa) já interditaram uma loja e dois galpões onde encontraram toneladas de tecido com identificação de hospitais norte-americanos e manchas que podem ser de sangue. Os estabelecimentos interditados estão localizados nas cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e em Caruaru e pertencem à empresa Na Intimidade, que funciona com o nome fantasia Império do Forro de Bolso. Além disso já foram encontrados lençóis em hotéis da região.

Apesar da gravidade da situação, que pode trazer sérios riscos à saúde de quem tiver contato com os tecidos, o governador está preocupado com a imagem das confecções e fará uma campanha publicitária nacional para minimizar o impacto da associação do nome do Polo de Confecções do Agreste ao caso, e “limpar a imagem” do centro comercial. E claro, o contribuinte pagará a conta para melhorar a imagem de comerciantes pilantras.

O povo que se ferre! E a fábrica de óleo de peroba agradece, porque políticos cara de pau é o que não falta por esse Brasil afora. Resta saber até quando aguentaremos essa situação nos comportando como “carneirinhos”.

Por: Eliseu