sábado, 22 de outubro de 2011

Juiz corrupto disse ter ficado constrangido

O corrupto juiz de Campo Maior, José William Veloso, acusado de receber R$ 1 mil da prefeita do município de Nossa Senhora do Nazaré, Luciene Silva, disse estar “constrangido”, no momento em que foi flagrado recebendo a quantia, na última terça-feira. Só não se constrangeu de ter praticado um ato que deveria combater.

O vídeo, veiculado no Jornal Nacional, da Rede Globo, mostra o áudio de uma conversa telefônica entre a prefeita e juiz, acertando o pagamento do valor para que fosse dada uma sentença favorável à prefeitura por conta de um a estrada que seria construída na zona rural da cidade que fora impedida pelo dono de um sítio da região. 

“E quanto o negócio da sentença, como é que você vai fazer? Mas você não me disse nada, de quanto seria o caso lá, pra poder me preparar?”, disse a prefeita na ligação telefônica. “Não... é qualquer coisa... qualquer numerário”, respondeu o magistrado. prefeita-ns-nazare

A prefeita disse que retirou o dinheiro do banco, com a autorização da PF e do Ministério Público, as cédulas foram filmadas e em seguida foi se encontrar com o juiz. “Do jeito que você me pediu”, disse Luciene, entregando a quantia. “Estou pedindo só por necessidade”, respondeu o juiz. 

Após o pagamento, o policial federal, o procurador de Justiça e um representante da corregedoria entraram na sala, recolheram o dinheiro. “Eu estou constrangido”, disse o juiz ao ser abordado. Ele não foi preso por conta da prerrogativa do cargo. 

Na última sexta-feira (21), o Tribunal de Justiça abriu um processo administrativo e outro criminal conta o juiz e o afastou do cargo. 

É o Brasil. Quem deveria combater o crime pode praticá-lo à vontade, que mesmo se pego em flagrante não pode ser preso. E quando condenado, o que é muito difícil, a penalidade máxima é a aposentadoria compulsória recebendo o valor integral. Nenhum trabalhador honesto da iniciativa privada consegue se aposentar com valor integral e muito menos manter o valor ao longo dos anos.

Para algumas atividades, parece que o crime compensa. Pelo menos no Brasil.

Por: Eliseu