sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Senador defende uso de chicotes em presos

Nesta quinta-feira (6), o senador Reditário Cassol (PP-RO) defendeu o uso de chicotes em presídios para corrigir os presos que não queiram trabalhar. Em discurso, ele criticou o tratamento dado aos condenados e o auxílio-reclusão oferecido aos familiares dos presos.

Temos que modificar um pouco a lei aqui no nosso Brasil, que venha favorecer sim as famílias honestas, as famílias que trabalham, que lutam, que pagam imposto para manter o Brasil de pé e não criar facilidade para pilantra, vagabundo, sem-vergonha, que devia estar atrás da grade de noite e de dia trabalhar. E quando não trabalhasse de acordo, o chicote, que nem antigamente, deveria voltar.

Entre outras medidas, o senador propõe aumento dos prazos para progressão de regime, fim das saídas temporárias para condenados por crimes hediondos e a extinção do auxílio-reclusão.

De acordo com Cassol, não se pode premiar as famílias dos criminosos e deixar as famílias de vítimas sem proteção financeira. Ele informou que o auxílio-reclusão é, hoje, de R$ 863, e o gasto da União com o benefício ultrapassa R$ 200 milhões. O valor é pago a dependentes de presos que sejam segurados da Previdência Social.

É um absurdo que a família de um pai morto pelo bandido, por exemplo, fique desamparada, enquanto a família do preso que cometeu o crime receba o auxílio previdenciário de R$ 863,60.

Segundo o senador, a pessoa condenada por crime grave deve sustentar a família com trabalho na prisão.

Nós temos que botar a mão na consciência, pensar para dar uma alterada no Código Penal, para modificar, fazer voltar um pouco do velho tempo. [...] A prisão não é colônia de férias.

Após o discurso, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu a palavra e disse que compreende a indignação do parlamente, “mas de maneira alguma aprovaria a utilização do chicote, porque seria uma volta a Idade Média”. Ele propôs conversar com Cassol sobre uma proposta alternativa em outro momento.

Ps. do O Carcará: Excetuando o uso do chicote, o senador está corretíssimo ao querer endurecer a lei. Esse auxílio reclusão é uma aberração, pois todos sabemos a dificuldade que um trabalhador honesto enfrenta para conseguir receber auxílio em caso de doença, na maioria das vezes de um salário mínimo. E o bandido que mata, rouba, estupra e faz barbaridades infinitas com suas vítimas ainda recebe um valor maior. O Brasil precisa acabar com essa inversão de valores, onde o cidadão honesto é sempre penalizado em detrimento dos bandidos, inclusive e principalmente os de “colarinho branco”.

Do: R7