sábado, 8 de outubro de 2011

Sou a favor de chicotear bandido que não trabalha

Até que é não de se jogar fora a ideia do senador Reditario Cassol (PP-RO). Ele defende a adoção de chicotadas para presos que se recusarem a trabalhar nos presídios e o fim do auxílio-reclusão para os condenados.

A sociedade organizada imediatamente se opôs ao nobre parlamentar, como se a sugestão fosse completamente esdrúxula e descabida. Calma, gente. Vamos negociar.

Eu tenho uma proposta irrecusável. Sugiro que essas medidas sejam colocadas em caráter experimental primeiramente no Congresso. Se der certo, estendemos a outros lugares frequentados por ladrões e bandidos. Entenderam? Não é bem razoável?

Instalaríamos um pelourinho em frente à Praça dos Três Poderes. Para lá seriam arrastados os deputados e senadores que se recusassem a cumprir com sua obrigação de participar das sessões. Receberiam dez chicotadas por cada dia de ausência não justificada.

E, claro, não teriam direito ao auxílio que a população brasileira generosamente lhes paga todo mês. Tem quem trabalhar! Essa verba economizada ficaria destinada à compra de guilhotinas a serem implantadas na fase seguinte dessa experiência civilizatória.

Que tal? Esse projeto-piloto duraria no máxima uns 15 anos, período que imagino suficiente para sabermos de sua eficácia. Nesse meio tempo, enquanto o modelo disciplinar fosse simultaneamente instalado em assembleias legislativas e câmaras municipais, poderíamos testar novas medidas do mesmo teor.

Cortar as mãos de políticos corruptos, por exemplo. Empalar os que se envolvessem com tráfico de drogas e outros crimes hediondos. Apedrejar os que praticarem adultério, principalmente com jornalistas. Só métodos já consagrados na Idade Média.

E por aí iríamos. É só uma sugestão, repito. Sem compromisso. Nem toda ideia tem que ser plenamente descartada só porque veio de um senador maluco, ignorante e sádico.

Marco Antonio Araujo, no O Provocador
Vi no ContextoLivre