terça-feira, 8 de novembro de 2011

Polícia do Rio quer limites em cobertura jornalística

A velha história do brasileiro só fechar a porta depois que o ladrão entra se repete, infelizmente terminando em tragédia, desta vez com a perca da vida do cinegrafista da TV Bandeirantes, Gelson Domingos.

A morte aconteceu após o cinegrafista ser atingido por um disparo de fuzil no domingo (8), quando fazia cobertura de uma operação do Batalhão de Choque após ocupação da favela Antares, na zona oeste do Rio de Janeiro. Um outro cinegrafista registrou imagens do colega caído. Ele usava um colete à prova de balas que se mostrou insuficiente para deter o disparo. E as autoridades insistem em não reconhecer que o Rio vive uma verdadeira guerra civil não declarada. É só ver as imagens e avaliar!

Somente após a morte do cinegrafista, o comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, disse que pretende criar um critério para coberturas jornalísticas de operações policiais em favelas. O coronel prometeu nesta segunda-feira (7) discutir com representações de trabalhadores de jornalistas e cinegrafistas para estabelecer limites à ação dos profissionais de mídia. O que na verdade já deveria ter sido feito anos atrás, e no Brasil inteiro.

"Vamos tentar reunir os sindicatos dos cinegrafistas, dos jornalistas, para conversar, para ter um critério de segurança", disse Erir Ribeiro Costa Filho. "Quando um policial falar com um repórter: 'daqui vocês não podem passar’, que eles entendam e, por segurança própria, obedeçam a orientação", disse o comandante da PM. Nas imagens divulgadas pela TV Globo, porém, não fica clara qualquer recomendação sugerindo que Domingos ultrapassa alguma posição específica.

Ainda segundo o Comandante, não existe uma relação próxima entre a polícia e a imprensa que permita "convites" a cinegrafistas e fotógrafos para acompanhar operações em favelas. Costa Filho disse que os jornalistas acabam acompanhando os policiais por conta própria. "A imprensa nunca foi convidada, só que o repórter, principalmente quem cobre a área policial, é um 'policial'. Infelizmente aconteceu isso (a morte) com esse nosso amigo", afirmou.

Acredite se quiser!

Por: Eliseu

Com informações da Agência Brasil, via Rede Brasil Atual.