quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O Cara de Pau

ar-condicionadoUm ladrão “cara de pau” capaz de dar inveja aos mais requintados de nossos políticos corruptos, ao ser preso por ter roubado um aparelho de ar-condicionado, deu uma desculpa e usou de argumento de que não deveria ser preso, digno dos mestres da corrupção brasileira: iria custar uma “fortuna” para o Estado. No que está coberto de razão, pois no Brasil criminoso tem mais valor que pessoas honestas.

O por enquanto “ladrão comum” Maxsuel da Silva Lopes, foi preso na madrugada desta quarta-feira (16), após ser flagrado, pelas câmeras de videomonitoramento da prefeitura de Vila Velha, região da Grande Vitória, pulando o muro de um imóvel para roubar um aparelho de ar-condicionado. O homem saiu tranquilamente pelas ruas com o aparelho nas costas até ser abordado pela polícia. Ele foi levado para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) do município, de acordo com o G1/ES.

Ainda de acordo com o portal de notícias, o rapaz disse que não cometeu o crime e, ainda, justificou porque não podia ser preso. "Eu passei lá e o ar-condiconado estava jogado no chão, em um lugar que não mora ninguém, aí eu peguei por que era ferro velho mesmo. Eu queria vender o aparelho por uns R$ 10, para tomar meu café da manhã. Eu vou ser preso por roubo e vou custar uma fortuna para o estado por causa de R$ 10", desabafou Maxsuel.

De acordo com o delegado Mario Brocco, essa é a segunda vez que o rapaz foi detido. "A primeira prisão foi por roubo da fiação de um imóvel abandonado na Praia da Costa. Entretanto, não tínhamos prova, e por isso ele foi ouvido e depois liberado. Agora, eu tive o cuidado de ver as imagens das câmaras da prefeitura e ele ainda confessou o roubo". Para os policiais, o homem venderia o ar-condicionado para comprar drogas.

Tem futuro esse ladrão cara de pau. Não demora muito e terá políticos o procurando por seus serviços de consultoria para os argumentos das razões que os levam a roubar todo o dinheiro público. Vai ter contribuinte até chorando de dó dos ladrões, no caso nossos tradicionais políticos.

Por: Eliseu