sábado, 12 de novembro de 2011

Vitória parou. E as autoridades também!

Engarrafamento na Reta do AeroportoNo Brasil pode-se dizer que o povo “tá ferrado” de todo jeito. São políticos corruptos que roubam desde construção e manutenção de rodovias, passando por gastos na saúde pública como médicos que não trabalham e recebem, medicamentos que deveriam ser distribuídos nos postos de saúde e até, e principalmente, a merenda dos alunos que em muitos casos é a única refeição que teriam ao dia. Teriam porque são roubados descaradamente. São tantas modalidades de roubo praticadas sob o manto da impunidade por nossas autoridades e grande parte de funcionários públicos que fica impossível enumerá-los.

E continua a população sendo “ferrada” pela lei que protege os bandidos ditos comuns, sejam maiores ou menores de idade, que não se pode sair de casa sem correr o imenso risco de ser assaltado, ter mulheres estupradas, sequestro e todo tipo de violência inclusive a morte, uma vez que a polícia não dá conta de tanto bandido. Ela prende, a justiça manda soltar. E o cidadão de bem não pode nem se defender, pois se usar uma arma, aí sim, vai preso.

E de algum tempo pra cá, está ficando normal outra situação para “ferrar” e atazanar a vida do “pacato cidadão”: As manifestações e greves que pipocam por todo lado, com os manifestantes e autoridades(?) confundido democracia com anarquia, sendo a principal medida fechar o trânsito sob o olhar complacente da polícia que nada pode fazer sem ordem superior –leia-se ordem do Governador do Estado, atualmente Renato Casagrande- e aí o cidadão que é pacato até demais se ferra de vez. E não é ocasional, alguns exemplos são “Passageiros promovem quebra-quebra e queimam ônibus”, “Ruas de Vitória em guerra!”, “"Falharam os mecanismos de segurança pública do Estado", diz Desembargador”, dentre tantos outros.

Ontem (11) a Região Metropolitana de Vitória literalmente parou porque trabalhadores terceirizados da ArcelorMittal Tubarão, antiga CST, reivindicavam o pagamento de verbas rescisórias de 74 funcionários que foram demitidos por uma empresa que presta serviços à ArcelorMittal e ainda não receberam os direitos trabalhistas. Na última terça-feira (08) os metalúrgicos realizaram o primeiro protesto, com fogo sobre a pista da avenida Brigadeiro Eduardo Gomes. Na quarta-feira (09) novamente as entradas da empresa foram bloqueadas.

Esse blogueiro com sua sorte que lhe é peculiar (rsss) não conferiu os noticiários matutinos e resolveu sair, junto com milhares de outros pacatos cidadão que iam ao trabalho, médico, entrevista para empregos, tomar “umas” pelos botecos da vida e afazeres diversos, tendo o desprazer de ficar quatro horas e meia “entalado” no trânsito, sem poder ir pra frente, pra trás, pros lados e nem voar, porque não roubou durante a vida e não tem helicóptero. E depois, mais de duas horas para voltar, sem nada ter resolvido. E isso num percurso que não dura mais que meia hora. O que eu e o restante dos Capixabas temos a ver com uma empresa privada, que diga-se de passagem é uma das mais ricas e poluidoras deu o calote em seus funcionários, ou os demitiu? Para que existe a Justiça do Trabalho? Após negociação com a Polícia Militar, eles decidiram suspender o ato e aguardar até a próxima quarta-feira (16), quando esperam uma resposta sobre o pagamento. Temos que deixar a hipocrisia de lado e entender que a melhor negociação para casos como esse é a tática da velha e odiada época da ditadura, onde se metia o cassetete e mandava receber os direitos na Justiça.

A Constituição Federal em seu Artº XV diz que é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens. Não foi o que aconteceu ontem. Parece que definitivamente não estamos em tempos de paz!

A ordem está realmente invertida no nosso Brasil de todos e santos, todos políticos corruptos e incompetentes. Ou quase todos, uma vez que se “peneirar” talvez sobre uma, ou meia dúzia de políticos que prestam.

Por: Eliseu