terça-feira, 31 de maio de 2011
Nuvens negras no horizonte
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Haddaway - What is love
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Descaso e impunidade: Cúmplices da violência na Amazônia
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
Convenção tucana elege comando simpático à candidatura Aécio-2014 e, contra a vontade de José Serra, acomoda derrotado em 2010 em cargo inoperante. Segundo aliado, Aécio adotará linha do "artigo de FHC", que prega que oposição esqueça "povão", busque "nova classe média" e não abra mão do "moralismo", explorado no "caso Palocci". Escanteado, Serra apela para ser lembrado: "contem comigo".
Com estas palavras - um apelo para não ser ignorado -, José Serra, ex-governador de São Paulo, terminou sua participação na convenção nacional que o PSDB realizou neste sábado (28/05) para eleger uma nova direção. Derrotado duas vezes ao tentar virar presidente da República, o discurso de Serra encerrou mais um fracasso. | Este post foi: |
O cadeirante de Barcelona
Acampados há duas semanas em várias praças espalhadas pelo país a população espanhola protesta contra os planos de ajuste do governo contra o povo, contra o sistema econômico e pede por uma democracia real, uma democracia de verdade, pois sente que os políticos não os representam. Eles perceberam a grande farsa que é a democracia representativa dos ricos e se deram conta quem são os reais representados nela.| Este post foi: |
A mentira da revista Época
Agora vejamos a nota do Hospital Sírio-Libanês, que foi publicada também pelo jornal O Globo no mesmo dia 28/5/2011, que desmente a revista Época: "Na noite de 30 de abril de 2011, a Srª. Presidenta deu entrada no Hospital Sírio-Libanês com sintomas de tosse, febre e mal-estar geral. Foram realizados exames completos que incluíram sorologias, hemoculturas, exames gerais e tomografia de tórax. O diagnóstico final foi de uma broncopneumonia. A Srª. Presidenta foi tratada com os antibióticos Ceftriaxona e Azitromicina, com resolução completa dos sintomas. Os exames sorológicos específicos e culturas não identificaram o agente etiológico. Na mesma data, foram realizados exames de imagem e de sangue para controle do linfoma, todos com resultados negativos. A Presidenta Dilma continua em remissão completa do linfoma, e não há nenhuma evidência de deficiências imunológicas, associadas ou não ao tratamento do linfoma realizado em 2009.Que meus amigos leitores tirem suas conclusões!
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domingo, 29 de maio de 2011
Arquivos da ditadura no Brasil tornam-se Registro Memória do Mundo
A Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura, Unesco, informou que os arquivos da ditadura brasileira foram aceitos como Registro Memória Mundo 2011.O anúncio foi feito, na ultima quarta-feira, em Paris, sede da Unesco. A rede de informação e contra-informação do período militar de 1964 a 1985 é composta por 17 fundos, considerados pela agência da ONU, essenciais à construção da história e regimes de exceção na América Latina na segunda metade do século 20, e para a proteção dos direitos humanos. Países Latino-Americanos
Os documentos da ditadura fazem parte da coleção de vários arquivos públicos no Brasil. A informação também está ligada a outros países latino-americanos que sofreram os regimes militares como Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.
Parte da informação aceita pela Unesco para se tornar Registro Memória do Mundo contem depoimentos de militantes de organizações clandenstinas e arquivos particulares. Os documentos podem ser acessados nos sites Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil e Memórias Reveladas.
O golpe militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente da República João Goulart deu início à ditadura brasileira, que durou por 21 anos no país.
Dois meses depois, em 13 de junho, foi criado o Serviço Nacional de Informações, SNI. Segundo o documento enviado para a inscrição na Unesco, das 4.841 penalidades oficiais impostas pelo regime militar, quase 3 mil foram baseadas em informações do SNI.
Além dos arquivos da ditadura, foram inscritos mais 44 itens de várias partes do mundo no Registro Memória do Mundo, da Unesco. Os arquivos da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, uma inscrição conjunta de oito países incluindo Brasil, Gana e Estados Unidos também fazem parte da lista.
Por: CMI Brasil
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Continua batalha nos bastidores após convenção do PSDB
Nos bastidores, o embate entre serristas e aecistas vai continuar no PSDB apesar do acordo firmado na convenção realizada no sábado em Brasília. O presidente tucano reeleito, Sérgio Guerra (PE), irá conduzir o partido para garantir a candidatura do senador Aécio Neves (MG) ao Palácio do Planalto em 2014. No novo conselho político da sigla, o ex-governador José Serra (SP) terá a difícil tarefa de tentar influir em decisões como alianças, fusões e candidaturas. Uma nova candidatura é hoje um sonho distante.

Minutos depois do término da convenção, os dois grupos já voltavam a trocar farpas e minimizar ou aumentar o resultado obtido. “Não cedemos nada para o Serra. Foi um balde de água fria”, disse um integrante da ala mineira e agora majoritária. “A decisão sobre quem será candidato passará pelo conselho”, insistiu um paulista. Diante das câmeras de TV e flashes de fotógrafos, no entanto, o objetivo principal foi demonstrar unidade.
Mesmo ciente da sua força para derrotar Serra em qualquer tipo de votação dentro do partido, Aécio não queria realizar uma convenção sem a presença do paulista. Perderia a imagem de político conciliador. O ex-governador de São Paulo jogou pesado e ameaçou sair do partido mais uma vez - o que ele já havia feito em fevereiro. “Não foi uma, nem duas, mas umas 15 vezes que ele ameaçou sair”, contou um dirigente do PSDB ligado ao grupo de Aécio.
Ameaça de racha
Duvidando da palavra do ex-governador paulista, alguns aecistas toparam pagar para ver. Na quarta-feira, um grupo de 35 deputados fechou questão: não vamos ceder nada ao Serra. No mesmo dia, o deputado Marcus Pestana (MG) foi visto discutindo com o deputado Jutahy Júnior (BA) no plenário da Câmara. “Eles ameaçaram o racha”, confirmou Pestana.
Amigo de Serra há anos, Jutahy foi um dos tucanos que trabalharam para ele ocupar um cargo em que pudesse seguir na vida partidária e política. “Serra queria o conselho político. Mas, na primeira proposta (feita em abril passado), o conselho teria 20 membros. O órgão seria uma ficção”, explicou Jutahy.
O Conselho Nacional Político do PSDB já era previsto no estatuto do partido, mas as reuniões só podiam ser convocadas pelo presidente da sigla. No caso, Sérgio Guerra. Para atender ao desejo de Serra, era preciso mudar as atribuições do conselho.
Jutahy contou que a remodelagem do órgão voltou a ser estudada na quinta-feira, em Salvador, na Bahia. O governador de Goiás, Marconi Perillo, foi à cidade receber título de cidadão baiano e refez a proposta do conselho. “O Marconi fez proposta. Queríamos um órgão decisório. Levei para o Geraldo Alckimin (governador de São Paulo) com o consentimento do Serra”, disse Jutahy.
Negociação sobre ITV
O passo seguinte era convencer o grupo aecista a mudar o estatuto da sigla durante a convenção. Sem a garantia por escrito de como funcionaria o conselho na prática, serristas insistiam em manter o pleito pelo Instituto Teotônio Vilella (ITV). O ex-governador paulista não queria uma função figurativa com um conselho sem funções definidas. O ITV, porém, já havia sido oferecido ao ex-senador Tasso Jereissati (CE). Derrotado em outubro, ele hesitou em assumir o órgão, mas acabou convencido por Aécio e Guerra.
Apesar de ser vinculado à presidência do PSDB, o ITV tem estrutura e orçamento próprios de R$ 11 milhões por ano. Desconfiados, os mineiros achavam que Serra poderia criar um partido dentro do partido. Além disso, seria um duro golpe contra Tasso. Em março deste ano o próprio Serra havia rejeitado a proposta de presidir o ITV.
Na sexta-feira, as negociações voltaram a andar. De São Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Alckmin e o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) negociaram em nome de Serra. A ala ligada a Aécio defendeu que FHC ficasse no comando do Conselho. Ele, contudo, convenceu os mineiros que a vaga devia ficar com Serra para que o acordo fosse firmado. Em entrevista ao Poder Online, o ex-presidente explicou como costurou o acordo.
Juntos, os três foram de avião para Brasília no sábado e dirigiram-se à casa do deputado Duarte Nogueira (SP), líder do PSDB na Câmara e fiel escudeiro de Alckmin. Lá, por volta das 11h, o martelo foi batido com Guerra, Aécio e o governador de Minas, Antonio Anastasia.
Conselho tucano
O texto final do estatuto do partido, documento que pode ser levado a instâncias judiciais, ficou da seguinte forma: “O Conselho Nacional Político irá colaborar com o Diretório Nacional e sua Comissão Executiva no exame e decisão de questões políticas relevantes de âmbito que lhes sejam submetidas especialmente às relativas a alianças políticas, processo de escolha de candidatos às eleições nacionais, fusão ou incorporação de partidos”.
O grupo será formado por seis membros. Um tucano experiente observou: “Com seis, tudo terá de ser feito por consenso. Não haverá um a mais para desempatar”. Para aecistas, o conselho é consultivo. Para serristas, o órgão terá função própria. Maioria no partido, o grupo do senador mineiro tem hoje mais condições de impor sua vontade.
Por: Último Segundo
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Ben - Michael Jackson
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Continua assassinatos de defensores da terra na Amazônia
Adelino Ramos, de 56 anos, vinha sendo ameaçado por madeireiros da região entre Lábrea, no Amazonas, e Vista Alegre do Apunã, em Rondônia. É a terceira morte em quatro dias
No Pará, duas mortes
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sábado, 28 de maio de 2011
Trabalho escravo ainda faz 20 mil vítimas no país, diz MPT
Da: Agência Brasil
O Brasil ainda tem cerca de 20 mil trabalhadores que atuam em condição análoga à escravidão e os atuais A ideia é mostrar que o trabalho escravo não se configura apenas pela situação em que o trabalhador está preso em alguma propriedade no interior, sem comunicação. “A legislação penal brasileira mudou em 2003 e incluiu condições degradantes de trabalho e jornadas exaustivas como situações de trabalho escravo. O trabalho escravo não é só o que tem cerceio de liberdade, pode ser psicológico, moral”, explica Débora Tito Farias, coordenadora nacional de erradicação do trabalho escravo do MPT. Essa mudança na percepção está levando os órgãos fiscalizadores a encontrar novas situações de trabalho degradante também no meio urbano, como em confecções e na construção civil. A campanha pretende ajudar a sociedade a identificar e denunciar essas práticas. “A pressão social hoje é um fator muito importante em qualquer tipo de campanha. É importante que a sociedade perceba que a comida, o vestido pode ter um componente de trabalho escravo”, afirma o procurador-geral do Trabalho, Otávio Lopes. Segundo o procurador, a compra de produtos que respeitem a dignidade humana deve ser vista da mesma forma que já ocorre com produtos orgânicos e com a preservação da natureza. Atualmente, uma lista do Ministério do Trabalho detalha os empregadores que submeteram trabalhadores à condição análoga a de escravo. Mais conhecida como lista suja do trabalho, a publicação tem hoje 210 empregadores listados. Lopes afirma que o principal problema para zerar o trabalho escravo no Brasil é a reincidência, uma vez que muitos trabalhadores resgatados e não qualificados acabam voltando para a situação que tinham antes. “Quando tiramos aquela pessoa da situação de trabalho e não damos uma alternativa de qualificação, não estamos ajudando, estamos enganando.” De acordo com o MPT, as parcerias para qualificação do trabalhador estão sendo firmadas com administrações estaduais e locais, de acordo com a necessidade econômica de cada região.
métodos de combate à prática criminosa ainda não são suficientes para zerar a conta. Quem admite a situação é o Ministério Público do Trabalho (MPT) que lançou hoje (27) uma campanha nacional para sensibilizar a sociedade desse problema que persiste mais de um século depois do fim da escravidão no país. A campanha busca atingir empresários, sociedade e trabalhadores por meio de propagandas de TV, rádio e uma cartilha explicativa.
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sexta-feira, 27 de maio de 2011
Procurador da República no PA: “Um guarda que mal sabe atirar é a proteção que temos”
“Caso estivesse sendo ameaçado, teria dificuldades para ter alguém do meu lado. A única proteção que temos é um vigia que mal sabe atirar”.
A afirmação não é de um camponês intimidado por madeireiros num distante
assentamento da Amazônia, mas do principal responsável por apurar mais um caso de assassinato na região mais sensível do estado onde mais ocorreram mortes de lideranças rurais em conflitos do campo no país: o procurador da República em Marabá (PA), Tiago Modesto Rabelo.
O sudeste do Pará, região onde os extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva foram mortos na terça-feira 24, é o epicentro de conflitos no campo no país, que culminaram na morte de 621 pessoas nos últimos 25 anos, incluindo lideranças comunitárias como Dorothy Stang. A cada dez assassinatos de lideranças rurais ocorridos no país, mais de três aconteceram no estado.
Dados da Comissão Pastoral da Terra apontam ainda que, neste mesmo período, 1.614 indivíduos foram assassinados em todo o Brasil em conflitos no campo.
“A policia infelizmente não conta com efetivo para poder prestar esse tipo de serviço a todas as pessoas ameaçadas na região. É um problema de nível nacional, que nessas regiões mais carentes ocorre com mais frequência”, disse Rabelo em entrevista a Carta Capital.
E foi com a companhia de um vigia que “mal sabe atirar” em sua sala na sede do Ministério Público Federal em Marabá que ele atendeu a reportagem, por telefone, um dia após a morte dos ambientalistas
Intimidações
Tiago Modesto Rabelo diz não ter conhecimento das intimidações sofridas pelos líderes assassinados na véspera da entrevista. “No procedimento que existia aqui, em nenhum momento, eles colocaram nos autos que vinham sofrendo ameaças”, afirma o procurador.
Os ambientalistas mortos num assentamento da região de Marabá defendiam o manejo sustentável da floresta e denunciavam casos de extração irregular de madeira, desmatamento e carvoarias ilegais. Durante uma palestra, em 2010, José Cláudio registrou que queriam fazer com ele “a mesma coisa que fizeram” no Acre com Chico Mendes e com a irmã Dorothy.
Há cerca de um mês, a propriedade dos extrativistas teria sido invadida por um grupo, que disparou para o alto e contra animais.
Segundo o procurador, no entanto, o incidente não chegou ao MPF. “Se noticiaram esses fatos foi no âmbito das polícias”.
Segundo Rabelo, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva se recusaram a entrar no Provita, programa de proteção a testemunhas da Secretaria Especial de Direitos Humanos. As informação foram rebatida pelo advogado da CPT José Batista Afonso, que trabalhava com o casal havia 10 anos. “Não conheço nenhum documento assinado por eles com essa negativa”, diz o advogado. “Sempre (as vítimas) diziam que precisavam de proteção”, afirma Batista, segundo quem as queixas eram apresentadas em órgãos como Ibama, Incra, Ministério Público Federal e Polícia Civil.
Nas acusações, o casal fazia menções a empresas que estariam retirando madeira ilegalmente, mas o Ibama não conseguia autuar indivíduos específicos pelos crimes ambientais.
Batista ainda afirma que as diversas denúncias dos ambientalistas jamais foram analisadas seriamente pelas autoridades. “O Ibama virava as costas, a Polícia Federal nunca indiciou nenhum dos madeireiros pelos crimes”, relata. “A responsabilidade das mortes recai sobre esses órgãos e o estado, que nunca fez uma investigação para prevenir os crimes”.
Bate-cabeça
No início de 2010, Rabelo solicitou à Polícia Federal uma investigação sobre eventuais irregularidades na região onde vivia o casal, mas ouviu que “os assuntos não eram de interesse federal”. Ele relata que teve de insistir para que o órgão iniciasse um inquérito.
Para o advogado da pastoral, “não há dúvidas de que a responsabilidade por essas ações é da PF, Ibama e Incra”.
Andamento do caso
A investigação do caso segue algumas teses, mas o vínculo direto dos assassinatos com as denúncias dos ambientalistas ainda não foi confirmado pelas autoridades. “Requisitei as investigações da Polícia Federal local, porque em tese é possível que haja essa ligação, mas temos que investigar. Nessa fase não há como afirmar isso em concreto”, reitera o procurador.
José Batista Afonso, no entanto, diz que não há vontade da polícia paraense em solucionar o crime. “Temos enfrentado muita dificuldade em avançar nas investigações no campo com a polícia. Há descaso, outros interesses envolvidos e, em alguns casos, relações políticas”, conta. “Fomos avisados de que Polícia Federal auxiliará nas investigações, mas até o momento não soube de nenhum delegado procurando informações”.
Do: Carta Capital
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Em SP pedágio deixa transporte aéreo mais barato que de carro
Por: Eliseu
No Estado que vem sendo comandado por tucanos nos últimos 16 anos, São
Paulo, a quantidade de praças de pedágio e o reajuste das tarifas levaram à uma situação no mínio curiosa. Em algumas regiões, viajar de avião fica mais barato que de carro, devido ao custo extra do pedágio.
O deslocamento de Campinas a Presidente Prudente, cidades distantes 557 quilômetros entre si, é um exemplo. A passagem aérea sai por R$ 99. De automóvel, o valor ficaria em R$ 138. O gasto com combustível fica próximo de R$ 73, se for álcool, e o de pedágios em R$ 65. Além de mais barato, o voo dura perto de uma hora e 30 minutos, ante sete horas de viagem de carro.
Para ir da capital paulista a Bauru (330 quilômetros) também é mais econômico o avião. A passagem aérea mais barata pode ser encontrada por R$ 65, contra R$ 88,33 de gasto com automóvel. Quase a metade, R$ 44,20, fica nos pedágios. O passageiro demora 58 minutos de avião e por volta de quatro horas de carro.
No trajeto de São Paulo a São José do Rio Preto, os gastos praticamente se igualam. De avião fica em R$ 119 e de automóvel R$ 120,59. Mais da metade dos gastos são de pedágio, R$ 61,50. A diferença mesmo é o tempo despendido. Cerca de uma 1 hora e 17 minutos no transporte aéreo, contra 5 horas e 30 minutos quando se vai de carro.
No valor das passagens aéreas não estão incluídas as taxas de embarque cobradas pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). As taxas variam de acordo com os serviços oferecidos no local de embarque. Em aeroportos classificados pela Infraero como categoria 3, como o de Bauru e de Presidente Prudente, a taxa é de R$ 13,44. Em São José do Rio Preto, Campinas, Ribeirão Preto e Uberaba, cujos aeroportos são categoria 2, a tarifa fica em R$ 16,23, e nos aeroportos de São Paulo, categoria 1, em R$ 20,66.
Sempre é bom lembrar que nos impostos que pagamos já está incluído a construção e manutenção das estradas. Deixam ficar completamente intransitáveis para a sociedade aceitar pagar o pedágio mais facilmente. A velha desculpa: “É melhor pagar e transitar em estrada boa”. Mas é obrigação do governo manter as rodovias em bom estado, e sem pagamento de pedágio. Este é só mais um capítulo da corrupção sem limites que assola o Brasil.
Ainda estamos bastante longe de sabermos cobrar nossos direitos.
Com informações da Carta Capital
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quinta-feira, 26 de maio de 2011
Boney M - Daddy Cool
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Sarney Filho diz que vaias contra casal assassinado foram “grotescas”
Da: Carta Capital
No dia em que a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que anistia
desmatamentos promovidos pelo país, dois líderes ambientalistas foram assassinados no Pará por denunciarem supostas violações à floresta amazônica cometidas por grupos madeireiros.
A morte de José Cláudio Ribeiro da Silva e sua mulher, Maria do Espírito Santo da Silva, após emboscada em uma área do Projeto de Assentamento Agroextrativista Praialta-Piranheira, no sudeste do Pará, foi informada aos deputados, que debatiam o novo Código Florestal, por volta das 16h da última terça-feira 24, horas depois do crime.
Coube ao deputado José Sarney Filho (PV-MA), coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, ler em plenário um texto em solidariedade aos militantes:
“Ainda não chegou o momento de entramos nesta discussão sobre o Código Florestal que está sendo feita agora, nesta sessão. Infelizmente, eu estou assumindo esta tribuna para falar sobre uma tragédia que aconteceu…”
Sarney Filho esperava, conforme disse em entrevista, um “silêncio reverencioso” quando citou o nome das vítimas e declarações feitas por elas contra o desmatamento.
O que se ouviu, no entanto, foram vaias dos colegas da bancada ruralista e dos visitantes que se engalfinhavam na galeria da Câmara para acompanhar a votação. “Senhor presidente (da Câmara, Marco Maia), eu estou fazendo um discurso sério. Que história é essa, meus amigos? Eu não estou ferindo o direito pessoal de nenhum de vocês”, disse Zequinha Sarney, diante dos protestos feitos pelos “convidados” da Confederação Nacional da Agricultura, que, com café e petiscos, atraía a claque para reforçar os gritos por mudanças no texto.
“Eles vaiaram um duplo assassinato. É uma coisa sem sentido, promovida pelos interessados diretos no projeto, os beneficiados por essa modificação. Foi algo grotesco”, disse Sarney Filho. “Foi algo simbólico. Ficou claro que, durante a discussão do projeto, a vida humana é o que menos importava. Imaginava que fizessem um silêncio reverencioso, e que se lamentasse em solidariedade a morte dessas pessoas que eram muito admiradas”.
O deputado, que no dia seguinte à votação escreveu em seu site que a Câmara decidiu “espalhar ventos e vai colher tempestades” ao incentivar desmatamento, disse que jamais havia testemunhado uma pressão tão forte na Casa como a exercida pela claque ruralista. “Vamos até analisar se houve alguma irregularidade ou excepcionalidade nisso. Nunca tinha visto algo parecido em um dia de votação”.
Entre outros pontos defendidos pelos ruralistas – e pela claque patrocinada por eles – a versão final do projeto, aprovado ao fim do dia, retirou do governo federal a atribuição de regularizar o cultivo em áreas de proteção permanente e anistiou desmatamentos cometidos até 2008.
Algo que o casal assassinado não chegou a ver – e lamentar.
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Dia da África: Um apelo à hipocrisia
Dia 25 de Maio. O dia em que se formou a Organização da Unidade Africana em
1963. É o dia em que a comunidade internacional recorda que África existe, e com egoísmo presunçoso, tenta coletivamente ganhar pontos promovendo todas as causas africanas enquanto perpetua os males que assombram os africanos.
Tornou-se moda, para tantos, serem vistos como campeões de uma caridade ou de uma ONG africana para as mesmas razões que apresentar um bebê negro ao colo, especialmente se a criança é fotogênica. Patrocinar uma criança africana ou adotar um bebé sub-sahariano atrae a atenção mais facilmente do que algum miserável das espeluncas de Mumbai, uma moça indesejada da Mongólia Interior ou de qualquer outra criança que teve a infelicidade de ter nascido no lado errado de alguma fronteira.
Mas quem, por exemplo, diz uma palavra sobre as crianças Sahraui, ou então do povo da Saara Ocidental, invadido e anexado pelo Marrocos em 1976 e negado o direito a ser nação? Quem aumenta a consciência pública sobre os milhares de línguas africanas –e simultaneamente de culturas– ameaçadas com a extinção quase numa base diária? Quem se importa que os governos ocidentais? Os mesmos que tiveram tantos dilemas sobre Saddam Hussein, negociam com regimes africanos não-democráticos, fazendo vista grossa aos seus abomináveis registos de Direitos Humanos?
Quem lê sobre as onze milhões de pessoas deslocadas nas África central e Oriental, -a pior crise de deslocação do mundo- causada pela violência por sua vez ventilada pelos poderes exteriores que continuam a desejar governar a África com uma política da divisão interna, enquanto espreitam os recursos do continente e subornam os gerentes das instituições que os controlam? Se corrupção existe em África, não é só porque os oficiais são corruptos, é igualmente porque foram corrompidos.
Mas de repente, beleza! É o dia 25 de Maio! É dia da África! E tantos vestiram a camisola da África e tiraram a poeira dos apontamentos do ano passado, fazendo umas alterações à peça de opinião e apoiando as Grandes Causas Africanas de 2009 (depois de terem passado sem dúvida um ano inteiro a escrever disparates sobre África, ou não terem escrito nada, ou terem feito comentários insultuosos e racistas contra Africanos).
Aqueles que assim fazem devem sentir especialmente envergonhados quando souberem que o Gabinete para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA em inglês) acaba de emitir um relatório que reclama ter recebido apenas 27 por cento dos fundos necessários para a sustentação da população em África central, um terço dos fundos necessários para criar a estabilidade em Somália, onde 40 por cento da população são dependentes do apoio alimentar e cujo capital hospeda meio milhão de refugiados que vivem nas circunstâncias mais chocantes.
Aqueles que lêem estas linhas pela primeira vez e que podem sentir-se surpreendidos sobre a falta na informação acerca da África no pacote diário de notícias? Que eles recebem, devem compreender que aqueles que costuram, editam e controlam esta informação decidiram há anos que África é e será vendida como um lugar escuro e perigoso com pessoas escuras e perigosas, não vivendo, mas existindo, com seca, guerras e fome, AIDS e malária e corrupção, ébola e mais corrupção. Uma causa perdida.
Aqueles que acreditam que África não é uma causa perdida mas que negam que os problemas existem são tão culpados como aqueles que perpetuam as situações que assombram os africanos através de práticas de corrupção e de atividades comerciais escuras.
A única maneira de dar algum significado ao Dia da África é enfrentar os fatos e definitivamente, de uma vez por todas, fazer algo, coletivamente, porque os problemas da África foram criados não somente por Africanos. Este processo deve começar com os meios de comunicação a fazerem seu trabalho, nomeadamente informarem, não espalhando boatos, desinformação e enganando o público, de modo que os cidadãos do mundo possam esperançosamente fazer algo para ajudar seus irmãos africanos, visto que é óbvio que as gerações dos nossos líderes não fizeram absolutamente nada para corrigir os erros da escravidão, do imperialismo e do colonialismo.
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