domingo, 22 de janeiro de 2012

Governo tucano põe PM para desocupar Pinheirinho

een6lahs5io33mvcyxl2kahv9É confortante saber que no Brasil a lei é cumprida com rigor. Claro, desde que seja com cidadãos de bem, e pobres. Bem pobres!

Neste domingo (22), bem ao estilo do sanguinário e higienista governo tucano paulista, a polícia cumpriu reintegração de posse em São José dos Campos, do terreno do safado investidor libanês Naji Nahas, e isso sem que o caso tenha ido à última instância.

De acordo com publicação do Último Segundo, a Tropa de Choque da Polícia Militar cumpriu neste domingo uma ordem de reintegração de posse no bairro do Pinheirinho em São José dos Campos, interior de São Paulo. A operação provocou confrontos entre a polícia e os moradores, que chegaram a bloquear um trecho da rodovia Presidente Dutra durante protesto.

A polícia usou 1.800 homens e 2 helicópteros. De acordo com a PM, até às 8h17 duas pessoas tinham sido detidas, embora o jornal local O Vale informe que há pelo menos 15 presos.

2ereyqc4wdq7wiijo7lmui1vtPara vencer a natural resistência dos moradores expulsos, a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, cassetetes e mais alguns métodos de persuasão bem comuns nestes casos. Por volta das 11h30, os moradores começaram a queimar veículos, entre os carros estavam um pertencente a uma prestadora de serviços telefônicos e outro da TV Vanguarda, afiliada da TV Globo. Bem feito para a Globo.

Segundo a própria Prefeitura de São José dos Campos, um homem ficou gravemente ferido por um tiro disparado por seus Guardas Civis Metropolitanos.

No início da tarde os manifestantes fecharam um trecho da rodovia Presidente Dutra, na altura do km 154, mas de acordo com a polícia militar, o local já foi liberado.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, cerca de 300 pessoas participam do protesto, ocupando a rodovia, no sentido Rio de Janeiro, provocando congestionamento de até dois quilômetros.

7sla0uk4qb2mdlvta92t4poasA Justiça Federal chegou a determinar, por meio de uma ordem judicial, a suspensão imediata da reintegração de posse no Pinheirinho. A ordem foi emitida pelo juiz plantonista Samuel de Castro Barbosa Melo, porém a PM garantiu não conhecer a ordem do juiz.

Em seu perfil no Twitter, o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) condenou a operação da Polícia Militar. "O que está acontecendo em Pinheirinho é muito grave. É desobediência à ordem judicial. OAB-SP e OAB nacional estão agindo", escreveu.

Na semana passada, as famílias que ocupam desde 2004 um terreno de mais de 1 milhão de metros quadrados disseram que iriam resistir à operação de reintegração. A decisão pela desocupação da área é da juíza estadual Márcia Loureiro, a pedido da massa falida da empresa Selecta S/A, do investidor libanês Naji Nahas. Cerca de 1,5 mil pessoas, segundo a prefeitura, e 9,6 mil, segundo os moradores, vivem no lugar.

Os moradores declararam que a empresa Selecta deve cerca de R$ 10 milhões em Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) a São José dos Campos, relativo ao terreno.

O Ministério das Cidades assinou um protocolo de intenções para solucionar a questão, o que levou a juíza Roberta Monza Chiari, da Justiça Federal, a suspender a decisão da desocupação na terça-feira.

No entanto, horas depois, outro juiz federal, Carlos Alberto Antônio Júnior, substituto da 3ª Vara Federal, cassou a liminar que suspendia a reintegração de posse. Para ele, apesar do interesse da União, deve prevalecer a decisão estadual já tomada.

O Ministério Público Federal ingressou na quinta-feira com uma ação civil pública contra a Prefeitura de São José dos Campos devido a omissão do município em promover a regularização fundiária e urbanística do assentamento Proposta pelo procurador Ângelo Augusto Costa, a ação também tem quatro pedidos liminares para assegurar o direito à moradia dos ocupantes do terreno.

A polícia paulista é mesmo eficiente para expulsar pobres pessoas de seus barracos e infelizes e maltrapilhos usuários de crack. Só está faltando aprender os ladrões que explodem e assaltam bancos, os grandes traficantes, sem falar nos políticos corruptos que pululam por todo lado. Resta saber se a operação de expulsão dos moradores não for bem sucedida, se não haverá um incêndio, como o da Comunidade do Moinho, dentre outros tão estranhos que acontecem em São Paulo, sempre em áreas de conflito.

Por: Eliseu