quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Serra diz que cumprirá mandato integralmente

Ele fez a afirmação durante a primeira entrevista como pré-candidato à prefeitura. Serra disse que esta é mais que uma promessa

O maior mentiroso de todos os tucanos, o ex-governador José Serra afirmou, nesta quarta-feira, em entrevista coletiva, que não disputará as eleições para a presidência em 2014. Ele garantiu, que, se eleito como prefeito de São Paulo vai cumprir os quatro anos de mandato. Serra fez a afirmação durante a primeira entrevista como pré-candidato ao cargo. O ex-governador disse que esta “é mais que uma promessa”.

Mas esse é um velho e conhecido filme que o tucano roda sempre que tem eleições pela frente. Serra já abandonou a prefeitura paulistana em 2006, com dois anos de mandato ainda por cumprir para disputar o governo do Estado. No ano anterior, ele havia divulgado uma carta na qual se comprometia a completar os quatro anos no comando da capital paulista. Em 2010, o ex-governador voltou a desistir do cargo público para o qual fora eleito. Na ocasião, ele deixou o Palácio dos Bandeirantes para tentar a Presidência da República.

Apoio de Alckmin

Integrantes do PSDB temem que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não apoie José Serra durante candidatura a prefeito de São Paulo. As informações são da colunista da BandNews FM, Mônica Bergamo.
A jornalista conversou com alguns apoiadores da candidatura de Serra, que temem que o apoio anunciado por Alckmin não se efetive durante a campanha. Um dos motivos seria o fato de Gabriel Chalita, ex-secretário do atual governador, também disputar a prefeitura. Ainda de acordo com alguns tucanos, uma vitória de Serra animaria o atual prefeito, Gilberto Kassab, a se candidatar em 2014 ao governo do Estado, se tornando um rival incômodo para Geraldo Alckmin, que deve buscar a reeleição.

Hoje, Serra afirmou que sua pretensão de disputar a Presidência ficará adormecida até 2016. De acordo com ele, os nomes do partido que podem entrar nesta disputa são os do governador Geraldo Alckmin e dos senadores Aécio Neves e Aloysio Nunes.

Pesquisas eleitorais recentes indicam que Serra tem alta rejeição entre os paulistanos, mas o ex-governador não demonstrou preocupação. A reprovação alta de um de seus principais aliados, Kassab, também não foi vista como empecilho. E para piorar, Serra ainda provavelmente terá que enfrentar um candidato de peso, o Tiririca.

Os paulistanos terão muito trabalho para identificar qual o pior candidato a prefeito.

Por: Eliseu

Tiririca deverá ser candidato à prefeitura de São Paulo

Na corrida eleitoral, em meio às negociações de alianças e de mais espaço no governo federal, o PR cogita lançar o deputado Tiririca na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Questionado, o deputado federal mais votado do país diz ter capacidade para administrar a maior cidade do país.

A julgar como os paulistanos vem escolhendo seus governantes ultimamente, inclusive colocando um palhaço completamente analfabeto como o deputado federal mais votado do País, não é nenhum absurdo nem atentado à inteligência dos paulistas o PR apresentar como candidato à prefeitura da maior cidade do Brasil o palhaço Tiririca. Afinal, só na capital paulista tiririca obteve 430 mil votos.

O portal Vermelho afirma que as conversas sobre a candidatura de Tiririca começaram no carnaval e devem prosseguir ao longo dessa semana. "Acho que isso (a possibilidade de ser candidato) é um reconhecimento do meu trabalho aqui (na Câmara). De 513 eu sou um dos poucos que nunca faltou. Isso me surpreendeu, mas quem bota lá (quem elege o prefeito) é o povo", disse Tiririca, que diz depender apenas do partido para tomar sua decisão. "Pela votação dele (Tiririca), ele tem todo o direito de ser candidato. Além disso foi uma surpresa positiva aqui na Câmara", afirmou o líder do PR na Casa, deputado Lincoln Portela (MG).

Talvez seja mesmo mais inteligente votar em Tiririca do que em Serra, que é da quadrilha do corno manso e e chegado numa marijuana, o ex- presidente Fernando Henrique Cardoso e dos sanguinários e higienistas Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab que nada fazem de positivo para São Paulo, como pode ser visto constantemente na mídia as enchentes cada vez maiores.

Bons mesmo só para descer o cacete na população mais pobre, como recentemente no caso Pinheirinho e Cracolândia. E o pior, não são apenas os eleitores da pseudo-elite paulistana que elegeram essas pilantras.

Quem sabe um palhaço ao menos não os alegra…

Por: Eliseu

“Serra entrou e o PSDB rachou", diz dirigente

Em reunião temperada por clima tenso e bate-bocas, direção municipal do partido decide aceitar inscrição do ex-governador depois do prazo legal e adia votação por três semanas

Por: Raoni Scandiuzzi, no Rede Brasil Atual 

Por 10 votos a 8, a Executiva municipal do PSDB decidiu na noite de hoje (28) adiar as prévias para escolher o candidato do partido nas eleições municipais de São Paulo. A disputa interna será no dia 25 de março, três semanas depois da data marcada originalmente (4).  O clima pesou e tucanos saíram insatisfeitos: “A reunião foi tensa, com manobras externas, de fora da Executiva, manobras do Serra e da turma que o acompanha”, disse João Câmara, vice-presidente do PSDB na capital.

O presidente do partido, Julio Semeghini, não concordou com outra frase de Câmara, afirmando que "o Serra entrou e o PSDB rachou". Semeghini preferiu dar ênfase ao debate. “Eu acho que não é isso, também houve um esforço muito grande para se alcançar outra data”, disse Semeghini.

Membro da Executiva municipal, o pré-candidato Ricardo Tripoli foi voto vencido na reunião, que durou três horas. "Estava caminhando para se fazer as prévias no dia 11, alguns celulares tocaram e o pessoal resolveu mudar para o dia 25”, disse Tripoli, sem revelar quem havia telefonado para influenciar no resultado do debate acalorado. O outro pré-candidato, o secretário estadual José Aníbal, não tem direito a voto na executiva – ele saiu no meio da reunião sem falar com a imprensa.

Outro dirigente tucano expôs insatisfação. “Não é verdade que o nome do Serra una o partido, o que une o partido é o processo das prévias. O Serra sabia que era candidato a três ou quatro meses, não é verdade que ele decidiu agora”, esbravejou. Houve muito bate-boca entre os contidos e os alterados no pós-reunião.

João Câmara, que defendia a manutenção das prévias no dia 4, afirmou ainda que o debate na reunião não foi nada democrático. “Imagina como foi o estafe para fazer uma pressão nesse processo vergonhoso, mudar uma data. Eu não comungo com isso porque eu não sou pau mandado de ninguém”, disparou.

Com o prolongamento da disputa interna, Serra terá mais tempo para convencer os correligionários de que é a melhor opção para o partido. Não foram marcados novos debates entre os pré-candidatos.

Vilarejo fantasma “em promoção” na França atrai interesse internacional

A venda de um vilarejo abandonado na França, cujo preço é estimado em 330 mil euros (ou cerca de R$ 760 mil), despertou o interesse de centenas de pessoas. A prefeitura afirma ter recebido propostas inclusive do exterior, de países como os Estados Unidos, Inglaterra, Emirados Árabes e China.

Courbefy, no centro-oeste da França, possui 19 casas, piscina, quadra de tênis, estábulos e restaurante. Há também uma igreja do século 13 e ruínas de um castelo nos arredores, mas eles não estão à venda por pertencerem à prefeitura.

A quantia exigida na venda do vilarejo permitiria comprar em Paris um apartamento de apenas 40 m² em bairros populares da capital. Ou um de cerca de 20 m² em uma área nobre da cidade.

Courbefy, situado a 40 quilômetros de Limoges, teve moradores até a década de 60, contou à BBC Brasil Bernard Guilhem, prefeito de Saint-Nicolas Courbefy, localidade vizinha que engloba, administrativamente, a área do vilarejo abandonado.

Prefeito e agente imobiliário

O local ficou deserto na década de 1960 devido ao êxodo da população rural da região.

A partir dos anos 1970, diferentes empreendimentos, como clubes de férias para crianças e hotéis, foram sucessivamente realizados no vilarejo, mas todos faliram, afirma o prefeito.

O local está totalmente abandonado há quatro anos. As casas, que precisam ser restauradas, foram invadidas pelo mato.

Série de propriedades abandonadas na França é avaliada em 330 mil euros

Em razão de uma decisão de Justiça, Courbefy foi leiloado na semana passada por 300 mil euros para pagar as dívidas dos antigos proprietários do complexo hoteleiro, mas nenhum comprador apareceu na venda.

A história do vilarejo fantasma à venda que não atraiu interessados foi relatada em um artigo do jornal Le Parisien na semana passada.

O assunto deixou muitos franceses comovidos. Após a publicação do artigo, Courbefy passou a atrair inúmeros visitantes e potenciais compradores, além de televisões internacionais.

No final de semana, o movimento foi tão intenso que o prefeito teve de atuar como agente imobiliário para atender as pessoas que foram ao local.

Além das visitas, ele conta ter recebido também mais de uma centena de telefonemas.

"São franceses de várias regiões, mas também estrangeiros de inúmeros países da Europa e de outros continentes. Já recebemos uma ligação dos Emirados Árabes e nesta segunda-feira fomos contatados por um chinês", conta.

São particulares ou pessoas que representam empresas, afirma o prefeito. Ele diz ter agora mais esperanças de que o vilarejo possa encontrar um comprador no próximo leilão, que será realizado nesta sexta-feira.

Como prevê a lei francesa, um acréscimo de 10% deve ser feito ao valor da primeira tentativa de venda pública, que foi de 300 mil euros, afirma Ghilhem.

Por: BBC Brasil

José Serra não é o dono da bola

A adesão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) à candidatura de José Serra (PSDB) é apenas o começo do jogo. O tucano tem que enfrentar uma alta rejeição, inventar um discurso que não seja o udenista e convencer o eleitor que não vai vencer e dar o seu mandato para o vice.

Por Maria Inês Nassif, no Vermelho 

Ao contrário do que diz o senso comum, de que não existe páreo para José Serra nas eleições de outubro, o fato é que a candidatura do tucano está longe de ser um passeio. A aliança com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), serve para não rachar o eleitorado conservador - e era isso que o PT queria quando negociava com o prefeito a adesão à candidatura de Fernando Haddad. O PSD, todavia, não agrega voto não conservador. PSDB e PSD bebem do mesmo copo. A opção de Kassab não divide, mas também não acrescenta.
Era tentadora para o PT a adesão de Kassab à candidatura petista de Fernando Haddad. Pelos cálculos do partido, ela poderia balançar a hegemonia tucana na capital, mantida pela alimentação do conservadorismo de uma classe média facilmente influenciável por um discurso de caráter udenista - que colou no PT a imagem da desonestidade, pelo menos em redutos conservadores -, e que tem uma certa aversão a mudanças. Rachar o eleitorado conservador e agregar a ele o voto não conservador aumentariam, em muito, as chances de vitória do PT.
A ausência do apoio do PSD, todavia, não definem a derrota do PT antes mesmo que se inicie, de fato, o processo  eleitoral. Votos conservadores do PSDB, somados aos votos conservadores do PSD, podem manter o status quo dos dois grupos junto à direita paulistana, mas não bastam para arregimentar o eleitorado de centro que, em polarizações recentes, tem se inclinado favoravelmente a candidaturas tucanas (ou antipetistas).
O jogo só começou. O PT tem dificuldades na capital paulista, mas Serra não nada em águas calmas. Kassab sai do governo desgastado por sete anos de gestão que não provocaram grandes entusiasmos no eleitorado paulistano (inclusive no que votou nele). A única utilidade do pessedista nessas eleições, estrategicamente, é somar (ou não) o seu eleitorado conservador ao eleitorado conservador de Serra.
O desgaste não é unicamente de Kassab. Serra disputa essa eleição por uma questão de sobrevivência e aposta numa vitória que o fará novamente influente no PSDB, a sigla que deseja para concorrer à Presidência em 2014. Pode perder a aposta, e com isso se inviabilizar por completo no partido. Seu Plano B, o PSD, não o contém mais - para lá afluíram lideranças políticas de oposição que queriam aderir ao governo da presidenta Dilma Rousseff (há uns tempos, Serra encontrou num evento um articulador do PSD e perguntou como ia o "nosso partido".
O político respondeu polidamente, mas quando conta a história não consegue evitar um “nosso de quem, cara pálida. Nós somos Dilma”. Serra leva o PSD para o seu projeto de poder municipal na capital paulista; não o leva para um projeto nacional de disputar novamente a Presidência da República.
O candidato tucano também vai ter de lidar com o fato de que foi eleito prefeito em 2004, ficou dois anos no poder para se candidatar a governador e, eleito em 2006, abandonou o cargo para disputar a Presidência. Isso não é muito simpático para o eleitorado: é vender uma mercadoria e entregar outra. Tem ainda que resolver, do ponto de vista do marketing político, o que pode colar no adversário, sem lançar mão do discurso anticorrupção.
Vai ser muito complicado para o candidato tocar nesse assunto com o livro de Amaury Ribeiro Jr., “Privataria Tucana”, ainda na lista dos mais vendidos. A soma dos problemas que Serra terá numa campanha não autorizam, portanto, apostar que um simples discurso antipetista resolva uma rejeição que já é grande e tende a aumentar.
O quadro eleitoral paulistano, antes da definição da candidatura de Fernando Haddad para a prefeitura, era de absoluta fadiga de material. Existiam dois candidatos "naturais", Serra, pelo PSDB, e Marta Suplicy, pelo PT, ambos com alto grau de rejeição. A vitória se daria pela polarização, que chegou ao limite nas últimas eleições, ou se abriria espaço para novas lideranças que fugissem do clima de radicalização, mantido na conservadora capital paulista como uma  caricatura da polarização nacional.
Se a adesão de Kassab pode evitar o racha da classe média conservadora paulistana nas eleições, o que favorece Serra, sua adesão aos tucanos tem o seu efeito colateral: permite que não se dividam os votos do PT na periferia, que são Marta (que não queria dormir e acordar de mãos dadas com Kassab) e família Tatto (cujo membro mais importante, Jilmar, ganhou a liderança na Câmara dos Deputados depois que desistiu de sua pré-candidatura).
No dia seguinte ao recuo de Kassab, que já estava quase no barco petista remado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT tinha mais chances de reunificar o seu eleitorado de periferia. Haddad não pode prescindir de Marta e Tatto na sua campanha. E ambos não podem achar que o candidato neófito em política não tem chances.
Haddad tem índices pequenos de declarações de voto nas pesquisas até agora feitas, mas jamais disputou eleição. O processo eleitoral o definirá como candidato do PT e, principalmente, de Lula. E ele não tem rejeição própria, como é o caso de Marta Suplicy, que já se expôs muito à classe média paulistana, que tem com ela grandes diferenças. A vantagem de Haddad é que, na primeira disputa eleitoral, terá apenas a rejeição que já é do seu partido. Não agregará a ela nenhuma outra que lhe seja própria. Pelos índices de rejeição exibidos até agora por Serra e Marta (que foi incluída nas pesquisas feitas até agora), isso já é uma grande vantagem.
A hipótese de que surja um terceiro nome, no espaço aberto pela rejeição a Serra e pelo antipetismo, é altamente improvável. O PMDB de Gabriel Chalita não existe há muito tempo na capital e no Estado. Celso Russomano (PRB) tem maior exposição que Haddad, mas não tem partido. O eleitorado que era malufista não foi herdado pelo PRB, mas incorporado pelos políticos petistas, que ganharam a periferia com políticas sociais do governo Marta Suplicy, em São Paulo, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e com o método tradicional de arregimentação usado pela família Tatto.
O voto conservador é forte em São Paulo, mas não faz milagre. Apenas o sorriso de Serra não ganha uma eleição

Charge do dia

bessinha (1)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Justiça impede Kassab de expulsar sem-tetos no centro

Decisão da Justiça respalda argumentação do Ministério Público, que aponta que famílias de baixa renda não podem ser despejadas na rua, como desejava o prefeito de São Paulo

Dessa vez a saga de higienismo e sede de sangue do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foi contida pela justiça. O Tribunal de Justiça barrou pedido de liminar da Prefeitura de São Paulo para despejar sem-teto que moram em um prédio no centro da cidade. A decisão respaldou argumentação do Ministério Público Estadual no sentido de indicar que a moradia é um direito fundamental, e não pode ser ignorado pelo poder público, conforme informação da Rede Brasil Atual.

Ainda conforme a publicação, a ocupação no edifício da rua Boticário teve início em novembro de 2011, depois que as famílias que integram a Frente de Luta por Moradia foram expulsas de um outro prédio abandonado da região central. De lá para cá, foram realizadas duas audiências na tentativa de obter consenso, mas, segundo os integrantes do movimento, a administração de Gilberto Kassab (PSD) não indicou soluções, ansiosa em transformar a área em um circo-escola. “A prefeitura não apresenta programa algum para atender as famílias. Sempre quer fazer a reintegração de posse. Foi uma decisão acertada por parte do tribunal”, disse Osmar Borges, coordenador da frente.

A decisão da justiça informa que a prefeitura não pode cumprir reintegração de posse enquanto não oferecer solução adequada aos moradores. O promotor de Justiça Eduardo Ferreira Valério, da Promotoria de Direitos Humanos, aponta na contestação ao pedido de liminar que Kassab desconhece dois objetivos constitucionais: a construção de uma sociedade justa e a erradicação da pobreza. “São pessoas pobres, dentre elas, idosos e deficientes físicos que não têm moradia e tampouco se acham na expectativa de obtê-las por meio de programas habitacionais do poder público”, disse o promotor em nota divulgada pelo Ministério Público. Ele acrescentou que, embora não seja justo acelerar o processo das pessoas que estejam participando da ocupação, tampouco é correto expulsá-las à rua, e que a saída deve se dar somente após o atendimento definitivo dos problemas habitacionais.

Embora proferida no dia 1º  pelo juiz da 3ª Vara de Fazenda Pública da Capital, Luís Fernando Camargo de Barros Vidal, a decisão foi divulgada apenas hoje (28). “A posição adotada pelo Judiciário é progressista e inovadora. Interessa muito ao MP que entendimentos dessa natureza passem a prevalecer em demandas que envolvam direitos sociais de excluídos”, elogiou Valério.

Pelo menos por enquanto, Kassab vai ter que conter seus ímpetos de extrema violência contra os mais pobres, que infelizmente são a maioria que o elegem por falta de esclarecimento.

Por: Eliseu

Traficantes impõem “toque de recolher” em Serra, ES.

Está tudo invertido nesse nosso belo Brasil tropical, terra de palmeiras onde canta o sabiá (pelo menos cantava), de todos os santos, belas mulheres, carnaval, políticos corruptos e bandidos que circulam livre e impunimente.

Hoje está acontecendo na bela cidade que reside este blogueiro, Serra, ES, Região Metropolitana de Vitória, um “toque de recolher” após uma madrugada de baderna (que dizem ser manifestação), com depredação de patrimônio público, destruição de ônibus e enfrentamento com a polícia pela morte de um garoto de 14 anos em troca de tiros com a Polícia Militar, que apesar de não “ter passagem”, estava em um carro roubado na companhia de seis criminosos, altas horas da noite.

Conforme está noticiando a imprensa local, o carro em que estavam os sete jovens tinha restrição de furto e roubo desde o dia 24 de fevereiro. A PM tentou em vão parar o veículo que já vinha sendo perseguido por vários quilômetros, desde o Bairro São Marcos, para que as pessoas fossem detidas. Houve troca de tiros, foi feito um bloqueio na entrada do Bairro José de Anchieta, que eles furaram e conseguiram chegar em Jardim Tropical. A partir daí houve uma nova troca de tiros e duas pessoas foram baleadas. Duas fugiram e três foram presas, conforme disse o comandante do Comando de Polícia Ostensiva Metropolitano (CPOM), coronel Edmilson dos Santos. Segundo o coronel, os detidos já tinham passagem pela polícia. "Os três têm passagem por porte ilegal de armas, tráfico de drogas e roubo. O de 14 anos não tinha passagem pela polícia. Mas como um garoto de 14 anos, por volta das 23h, estava em um carro roubado? Eles tiveram chance de se render, isso não começou em Jardim Tropical", disse Edmilson dos Santos.

A família do garoto garante que ele não tinha envolvimento com o crime, mas não esclareceu o que ele fazia junto a criminosos. "A polícia atirou, atirou até matar meu sobrinho", declarou a tia, Elizabete da Penha Barroso. "Foi uma covardia o que fizeram. Uma covardia! O menino não fez nada com ninguém", completou Heloísa Helena Barroso, outra tia do adolescente. “Ele era um menino de ouro, todo mundo adorava ele. Eu sei que meu sobrinho nunca usou droga, nunca roubou, nunca matou e nunca fez mal a ninguém. Ele era uma criança. Há uns três meses atrás nós juntamos dinheiro e compramos uma mobilete para ele porque ele era um menino de ouro. Ele pegou uma carona e o carro era roubado”, comentou o tio Edson Gomes.

Com todo respeito à família do garoto morto, fato é que a população vem “pagando o pato” como sempre. Após o confronto entre policiais e moradores (ou uma parte deles) revoltados com a morte do garoto, durante a madrugada o clima era de tensão no bairro Jardim Tropical nesta terça-feira (28). Traficantes impuseram toque de recolher na região e comerciantes fecharam as portas das lojas do bairro no final da manhã. Segundo a polícia, o toque de recolher foi determinado por traficantes que agem no bairro.

Conforme informou a rádio CBN Vitória, a noite desta segunda-feira (27) foi de terror para os moradores do bairro Jardim Tropical, na Serra. O bairro amanheceu com duas escolas e um Centro de Educação Infantil fechados. Os comerciantes e os moradores estavam com medo após a ordem de toque de recolher imposta por traficantes na manhã desta terça-feira (28). Pelas ruas, havia placas de trânsito quebradas, madeiras queimadas e muito lixo. Alguns estabelecimentos comerciais abriram no decorrer da manhã. Mas, por volta de 12 horas, os comércios voltaram a fechar as portas por conta de um novo toque de recolher. Também o posto de saúde não funcionou.

Ainda durante a noite, depois do confronto e da morte do garoto, a população destruiu um ônibus e colocou fogo em pneus e madeira no meio da rua.

Só para lembrar, Toque de recolher é a proibição decretada por um governo ou autoridade, e não por bandidos.

Como diz o ditado popular, “diga-me com quem andas e eu te direi quem és”. Sem querer emitir juízo de valor, e com todo respeito à dor dos familiares, parece que nesse caso, mais uma vez a família só agiu (ou reagiu) após o fato. É lamentável!

Por: Eliseu 

TST decide que quem deve não pode trabalhar

Para Senador Paulo Paim, prática das empresas deveria ser considerada crime hediondo

Com uma decisão lastimável, extremamente contraditória, ao reconhecer o direito do empregador de consultar o SPC antes de contratar seus funcionários, o Tribunal Superior do Trabalho acaba de apoiar o crescimento da criminalidade no Brasil. A decisão livrou a rede de lojas G. Barbosa Comercial Ltda, de Aracaju, no Sergipe, de condenação por prática discriminatória e dano moral coletivo.

Com isso, a Segunda Turma do TST rejeitou o apelo do Ministério Público do Trabalho da 20ª Região (SE), que queria impedir a empresa de realizar pesquisa no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), na Centralização dos Serviços dos Bancos (Serasa) e em órgãos policiais e do Poder Judiciário com a finalidade de negar a contratação de empregados com pendências. O Ministério Público do Trabalho alegou no recurso ao Tribunal Superior do Trabalho que a decisão regional violou a Constituição da República e Lei, sustentando que a conduta da empresa seria discriminatória.

E nessa briga entra o senador Paulo Paim (PT-RS) disse nesta segunda-feira (27) que ficou "abismado" com decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) favorável à consulta, por uma empresa, de dados cadastrais de inadimplentes antes de fazer contratações.

"Discordo radicalmente dos ministros que, por unanimidade, decidiram que os cadastros de pesquisas analisados pelas redes de lojas e bancos são de uso irrestrito e que acessá-los não é violação", disse Paim. Para o parlamentar, a decisão desrespeita o direito do cidadão de ter seus direitos protegidos, além de prejudicar quem está procurando emprego. Ele acredita que esse tipo de consulta deveria ser considerada crime hediondo, por violar a dignidade humana. Também é contra o Código de Defesa do Consumidor (CDC). E sustentou: o artigo 42 diz que o consumidor inadimplente, na cobrança de débitos, não será exposto a ridículo ou qualquer tipo de constrangimento e ameaça – no caso em questão, a perda do emprego, explicou o senador.

Paim lembrou que apresentou projeto de lei (PLS 465/09) que classifica de discriminatória a consulta a cadastro de inadimplentes. O texto está aguardando análise na Câmara.

"Lamento que o TST tenha andado na contramão da história e da democracia do nosso país", declarou o senador.

Com a mais alta corte do trabalho decidindo que quem por uma infeliz situação ficou devendo algo na praça não pode trabalhar, fica mais um incentivo à crescente criminalidade. A única maneira que o cidadão honesto vislumbra para quitar suas dívidas é trabalhando, se não puder… Será que vai ficar sem comer, sustentar seus filhos, etc?

Com a palavra os digníssimos ministros do TST.

Por: Eliseu

Charge do dia

nani

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A crise e a sua pergunta mais incômoda

banner_33757O presidente mundial do HSBC, o inglês Stuart Gulliver, mandou demitir 30 mil funcionários do banco em 2011; cerca de 11 mil já foram para o olho da rua, atesta a agencia Bloomberg em despachos desta 2ª feira. O negócio funcionou, claro: a exploração funciona. O banco deu lucros de R$ 28,6 bilhões em plena crise, 27,6% mais do que em 2010; Gulliver foi regiamente recompensado pelos acionistas. Satisfeitos com os dividendos, autorizaram pagar ao centurião entre bônus novos e atrasados, mais salários e gratificações, a bagatela de RS 17,8 milhões.

Passados quatro anos da explosão da ordem neoliberal, a ciranda da fortuna que ela consagrou continua a girar impunemente. A engrenagem liga o apetite pantagruélico dos acionistas à cobiça de CEOs, como Gulliver, que recorrem ao vale-tudo de demissões maciças a negócios temerários, como a bolha das subprimes, para atingir “metas” que nem de longe são as da sociedade ou as do desenvolvimento equilibrado.

No Brasil, a banca elevou em 316% seus lucros entre 2002 e 20112. A inflação do período foi de 55%. Cá, como lá, gullivers e acionistas lambuzaram-se à tripa forra, mas não baixaram a guarda: no ano passado, seu destacamento nativo municiou a mídia e partidos amigos de sólidos “argumentos” para vetar o imposto de 0,01% sobre operações financeiras, cuja receita seria destinada a afrouxar os gargalos da saúde pública.

Os números, as metas e os métodos repisam a grande pergunta da crise que a mídia conservadora, a plutocracia e mesmo parte da esquerda fingem não ouvir: por que um serviço público essencial como o provimento do crédito à economia, bem como a administração financeira da riqueza social, deve continuar nas mãos dos Gullivers & Cia, em detrimento de milhões de lilliputianos urbi et orbi? Curto e grosso: o que mais precisa acontecer para as forças progressistas assumirem a estatização do sistema financeiro como um requisito de superação da desordem neoliberal?

Por: Carta Maior

Sarkozy, Serra, Direita e Esquerda em SP

downloadJornais europeus informam que Sarkozy resgatou sua identidade política profunda para disputar a reeleição de abril na França contra o socialista François Hollande. O favoritismo inicial de Hollande estaria sendo corroído rapidamente pela radicalização à direita do mandatário francês, cuja ofensiva tem como lema um slogan derivado da república colaboracionista de Vichy: “França Forte”.

O conservadorismo francês recorre mais uma vez à novilíngua associada a um capítulo vergonhoso da história, no qual parte da elite enxotou os ideais da revolução francesa, entregando-se, sôfrega, a uma acomodação de cama e mesa com o III Reich. Na versão atual, a pièce de resistance é o tripé  “Pátria, família, trabalho”, desdobrado em comícios nos quais o situacionismo excreta frases literais das obras de Le Pen, o Plínio Salgado gaulês.

Gargantas conservadoras expelem a lava de um nacionalismo  xenófobo, manipulando as entranhas da insegurança social contra imigrantes pobres. Sarkozy arranchou sua campanha na certeza de que a crise global do neoliberalismo semeia medo, dissolução e nacionalismo no coração de sociedades desprovidas de alternativa convincente à esquerda. O medo pede ordem; evoca a defesa da pátria.  E Sarkozy está disposto a oferecer-lhe valores  cevados na alfafa da ignorância e do preconceito. Material fartamente cultivado nos piquetes midiáticos de  semi-informação e meia-verdade.

get_imgA receita de embrutecimento político que já deu certo em Portugal e na Espanha pode ser repetida na disputa de vida ou morte travada pela direita brasileira  na eleição municipal de São Paulo? Reconheça-se: os protagonistas do conservadorismo nativo estão à altura do enredo. Serra, Kassab, Alckmin, Andrea Matarazzo (a quem se atribui a patente de um equipamento urbano chamado “rampa anti-mendigo”... ), são estrelas dignas dessa cena. Pouca dúvida pode haver sobre a natureza da gestão de obras e conflitos urbanos nas mãos desse plantel. Não há preconceito no diagnóstico, mas farta materialidade histórica a justificá-lo.

Dois eventos recentes -a operação “Sofrimento e Dor”, na Cracolândia, e o despejo em Pinheirinho - resumem uma lógica que ajuda a dissipar a neblina da aparente indiferenciação partidária diante do antagonismo social brasileiro.  A dificuldade não reside exatamente em localizar o vertedouro central da direita nativa e seus tributários na disputa municipal de São Paulo. A grande e compreensível dificuldade porque não há projeto pronto a defender ou a copiar - ao contrário do que ocorre com a direita - consiste em se avançar na construção de um programa progressista para uma grande metrópole do século XXI.  A tarefa de natureza não exclamativa cobra valores, mas não se esgota na recitação de bons princípios históricos.

As forças democráticas, as de centro-esquerda e as de esquerda estão portanto desafiadas, em conjunto, a construir uma resposta crível às urgências e desmandos que asfixiam a população da 6ª maior mancha urbana do planeta.

No: Carta Maior

Privataria Tucana chega na França

paulo-henrique-amorim-333-1-nota-160408Nesta semana, o jornalista Paulo Henrique Amorim, em seu Conversa Afiada, reproduziu um e-mail que recebeu da professora Marilia Amorim, da Universidade de Paris 8, onde ela conta uma conversa que teve com pesquisadores franceses sobre o livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr. O grupo na França ficou bem interessado em conversar com o autor. No Brasil, a líder da Câmara, a deputada Luciana Santos (PCdoB) reafirma que o partido é favorável a CPI da Privataria.


Diz ela sobre o Privataria nas terras de FHC:
”Participei de um jantar entre pesquisadores do Instituto de Estudos Avançados de Nantes ( http://www.iea-nantes.fr/fr/), após a conferência de uma pesquisadora indiana sobre a corrupção na Índia.
Durante o encontro, ela afirma ter comentado sobre o livro do Amaury Ribeiro Jr, ” A privataria tucana”. E a recepção e o interesse não podiam ter sido melhores. Dois pontos parecem ter sido os que mais interessaram: o fato de se tratar de um caso que demonstra que a corrupção é inerente ao próprio sistema neoliberal , e o fato de ter sido um jornalista que conseguiu documentos, todos oficiais, pela via jurídica, o que permite que o sujeito processado tenha acesso a documentos da parte que o processa.
Como entre os pesquisadores havia juristas, tudo isso lhes pareceu muito interessante. Ao final, um deles me perguntou se o Amaury fala francês ou inglês. Será que vão querer entrevistá-lo?…”
CPI
Com relação a dúvida cogitada em seu blog, se o PT e o PCdoB estariam evitando a CPI da Privataria, Luciana Santos, líder do PC do B na Câmara dos Deputados, reforçou ao jornalista que a legenda defende a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar as denúncias no livro de Amaury Ribeiro Jr.
“Nós, do PC do B, somos a favor de que se dê seguimento à CPI da Privataria. Ela vai tratar de um setor estratégico da nossa Economia e queremos participar dela. É importante relembrar que ela se criou a partir da iniciativa de um deputado do PC do B, Protógenes Queiroz. Desde quando essa agenda que permitiu a Privataria se instalou no país, nós a questionamos e denunciamos. A posição do PC do B diante da CPI da Privataria já está expressa no colégio dos líderes da Câmara. Não há nenhuma dúvida sobre a nossa posição”, declarou a líder do partido, por telefone.
Com informações do blog Conversa Afiada

No: Vermelho

Todos querem os royalties

plenario_camara__167e0135f8Será realizada na próxima terça-feira (28) a primeira mobilização municipalista do ano. Promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), o evento terá como tema principal o projeto de redistribuição dos Royalties de Petróleo. Os gestores municipais voltam mais uma vez ao Congresso Nacional para reivindicar a aprovação do PL 2565/2011 na Câmara dos Deputados.

A Mobilização Ações e Estratégias 2012 ocorrerá a partir das 9 horas, no auditório Petrônio Portela, nas dependências do Senado Federal. São esperados para a reunião mais de 250 prefeitos e prefeitas. O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, convida a todos os interessados a discutirem os rumos do movimento municipalista deste ano.

“Vamos cobrar aquilo que foi prometido ainda para 2011. A Câmara precisa votar a distribuição dos Royalties ainda neste primeiro semestre, como foi divulgado pela Casa”, defende Ziulkoski.

A proposta do royalties, após o Senado ter aprovado o substitutivo do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), no ano passado, encontra-se na Câmara Federal. Caso seja aprovado, o prejuízo para os cofres capixabas pode chegar a R$ 9 bilhões até 2015.

Por: Folha Vitória

Serra desagrada setores do tucanato

O secretário é o primeiro a abrir espaço para a aclamação do ex-governador como candidato único dos tucanos para a disputa em São Paulo, mas há resistências

tucanos_brigaO anúncio de que José Serra decidiu ser o nome tucano a disputar as eleições municipais deste ano já abalou o processo interno de escolha do candidato, no que militantes e pré-candidatos classificavam de retomada da democracia dentro do PSDB. Dos quatro pré-candidatos, um já desistiu, outro já disse que sai e outros dois prometem endurecer o jogo.

Em um evento realizado no fim da tarde do domingo (26) no Círcolo Italiano, região central da capital paulista, o secretário estadual de Cultura, Andrea Matarazzo, comunicou a jornalistas e apoiadores a sua desistência de disputar as prévias do PSDB que escolherão o candidato tucano para concorrer à prefeitura de São Paulo.

Segundo o secretário, a decisão foi tomada "para contribuir com a unidade do partido" que, segundo ele, deve buscar entendimentos para apoiar integralmente a candidatura de José Serra. O ex-governador deve anunciar sua intenção de concorrer ao cargo nesta segunda-feira (27).

"Somos do mesmo grupo político, somos amigos há muito tempo. Nunca me verão disputar uma eleição contra o Serra", disse Matarazzo. 

Segundo o secretário, o ex-governador decidiu entrar na eleição ao concluir a possibilidade de vitória do petista Fernando Haddad. "A ameaça da volta do PT é realidade e é o PT que devemos enfrentar."

Bico torto

Com a decisão, ainda há três postulantes à indicação tucana para as eleições municipais, Bruno Covas, Ricardo Trípoli e José Aníbal. Covas deve sair da disputa sem resistência, seguindo o exemplo de Matarazzo. O anúncio de sua adesão ao grupo de Serra é aguardado também para esta segunda. Trípoli e Aníbal, porém, prometem ir até o final para que a legenda escolha seu candidato.

O deputado Trípoli, vice líder do PSDB na Câmara, já anunciou que não desiste das prévias em favor de Serra "nem que seja pra ficar só" dentro da legenda. O parlamentar seguiu normalmente o roteiro de sua pré-campanha no fim de semana. Primeiro em plenária no Parque da Água Branca (zona oeste da capital), no sábado. No domingo ele esteve no Itaim Paulista (zona leste), mesmo após a divulgação pela imprensa da decisão de Serra disputar a prefeitura e reafirmando sua disposição para o racha.

O quarto pré-candidato, José Aníbal (secretário de Minas e Energia do estado), esteve no gabinete do governador Geraldo Alckmin na tarde do domingo e lhe afirmou que também não desistirá de seu projeto. O pré-candidato foi sondado ainda sobre a possibilidade de adiar as prévias - marcadas para o próximo domingo, 4 de março - mas discordou da medida.

Aníbal demonstrou sua disposição de continuar o debate em torno das prévias num vídeo, publicado no domingo em seus canais de comunicação pela internet. Nele, ele convoca militantes e simpatizantes a comparecer ao debate já agendado pelo PSDB entre os pré-candidatos, na região central da capital, na noite desta segunda-feira (27). 

Por: Rede Brasil Atual

Charge do dia

bessinha

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Em desespero, tucanos vão apoiar DEM

Disposto a reconquistar a confiança do velho aliado,tucanos decidiram apoiar candidatos do “DEM’o” com chances, para manter oposição

dem psdbSeriamente ameaçado de perder o "espólio" do DEM para o governo petista de Dilma Rousseff, caso o partido desaparecesse do mapa político do Brasil, o PSDB resolveu dar um reforço eleitoral ao velho aliado nas eleições municipais. Os tucanos já decidiram que estarão juntos com o DEM em cinco capitais e estão negociando parcerias em São Paulo, Recife e Campo Grande.

"Vamos apoiar o candidato do DEM onde o partido tiver candidato viável", anuncia o playboy e bebum senador  Aécio Neves (PSDB-MG), ao confirmar o "esforço real da direção partidária para reatar a relação de confiança com o DEM".

O sinal mais claro da disposição do PSDB nacional de reconquistar a confiança dos parceiros que resistiram à criação do novo PSD foi dado em Sergipe. A direção nacional fez uma intervenção no diretório sergipano para garantir apoio à candidatura do ex-governador João Alves (DEM) a prefeito de Aracaju e pagou o preço da desfiliação do ex-governador Albano Franco. "Nossas relações com os democratas são prioritárias", justifica o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE).

Na capital paulista, a presença do PSD na coligação da eventual candidatura tucana de José Serra, que já adiantou que participará das prévias do PSDB a prefeito não impedirá uma aliança com os democratas. O que fala mais alto é a gratidão dos dirigentes do DEM à atuação do governador tucano violento e higienista Geraldo Alckmin para preservar o partido aliado.

Foi de São Paulo que o DEM saiu mais inteiro da investida do PSD. Por isto mesmo, o lançamento da candidatura de Rodrigo Garcia (DEM) a prefeito foi combinada com o governador que queria ganhar tempo à espera de uma definição de Serra. "Estamos afinando o discurso e as mágoas estão superadas", afirmou o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

"É claro que não podemos ser um partido satélite do PSDB, mas temos que estar juntos", ponderou o senador, resumindo a orientação geral das duas legendas para seus quadros em todo o País. Será assim em Goiânia, embora ainda não haja definição do candidato. Na semana passada, Demóstenes recusou o apelo do governador Marconi Perillo (PSDB) para disputar a prefeitura da capital. A única certeza por enquanto é a de que haverá aliança.

As informações são do Estadão

Por: Eliseu

Lula matou dona da Daslu, diz Boris Casoy

Muitas barbaridades e sandices já foram proferidas por Boris Casoy em seus longos anos na televisão brasileira. Entretanto, nessa sexta-feira (24) passou de todos os limites. O ancora do Jornal da Band  acusou o governo Lula de ter contribuído para o câncer e morte da dona da Daslu, a contrabandista Eliana Tranchesi.

A empresária traficante e sonegadora de impostos morreu na madrugada desta sexta-feira (24), em São Paulo. Faleceu em função de complicações causadas por um câncer no pulmão. Em 2009, Eliana foi condenada a 94 anos e seis meses de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, fraude em importações e falsificação de documentos. Logo depois, como era rica (condição indispensável à justiça brasileira), ela obteve o habeas corpus e foi solta, conforme informações do Vermelho.
Inacreditável, mas na edição desta sexta-feira, o apresentador da Band, depois de relatar a prisão da empresária por contrabando, executada pela Polícia Federal, fez a seguinte acusação: “Eliana foi exposta à execração pública e humilhada, o que deve ter contribuído e muito para o câncer que a matou”. Tadinha!
De tão ridículas as frases pronunciadas pelo apresentador, que a cena não poderia terminar de outra forma. Casoy deu um tremendo espirro e se justificou: “É humano”. Será que nesse caso, proferir calúnias absurdas numa TV que é concessão pública é apenas um erro humano, ou precisa de uma regulamentação da comunicação para ser enquadrado como crime?

E pelo jeito Boris Casoy defende que os criminosos ricos não sejam punidos, pois poderão desenvolver câncer.

Por: Eliseu

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Charge do dia

bessinha

Serra diz que participará das prévias do PSDB

José-Serra1José Serra, o tucano mais mentiroso dentre todos os tucanos, conhecido por nunca cumprir o que diz, e afilhado do corno manso com certificado e tudo, maconheiro e rei da privataria Fernando Henrique Cardoso, o FHC, após afirmar várias vezes que não seria candidato à prefeitura de São Paulo, como já era de se esperar voltou atrás.

Segundo informações do integrante do PIG jornal Folha de S. Paulo, Serra se reuniu com os quadrilheiros Geraldo Alckmin, governador tucano de São Paulo e o prefeito Gilberto Kassab (PSD), e decidiu entrar na disputa para a prefeitura de São Paulo.

Conforme publicação da CartaCapital, com prévias marcadas para o dia 4 de março, no entanto, José Serra afirmou que não quer cancelar o processo interno do partido e deve disputar com os outros quatro candidatos tucanos os secretários estaduais de Cultura, Andrea Matarazzo, Meio Ambiente, Bruno Covas, e Energia, José Aníbal, e o deputado federal Ricardo Tripoli. O mais provável é que o processo seja adiado, para que Serra tenha tempo de se inserir.

O rejeitado tucano havia dito que não seria candidato a prefeitura de São Paulo em 2012, mas nas últimas semanas ensaiou uma mudança de estratégia. Kassab já anunciou que deve firmar parceria com Serra, seu padrinho político na capital.

Mas Serra teme que uma aliança com o PSD feche as portas com o DEM, com quem articula o apoio a uma chapa puro-sangue tucana. Em entrevista a CartaCapital na quinta-feira, o cientista político Celso Roma afirmou que, ao entrar na disputa, Serra terá de convencer a população de que cumprirá os quatro anos de mandato e que não usará o cargo como plataforma para concorrer ao governo do estado, como fez em 2006 ou mesmo ao governo federal.

Roma também adiantou que o cancelamento das prévias partidárias geraria um descontentamento nas bases do PSDB. Segundo ele, a consulta serviria como incentivo à filiação e atrairia os filiados para dentro do partido que, desde 1988, vê apenas os líderes tomarem decisões. O ex-governador terá apoio de Alckmin e Kassab, polarizando as administrações estadual e municipal com a federal.

A população de São Paulo já teve tempo mais que suficiente para avaliar a administração dessa quadrilha de bandidos, que trata o povo como no caso Pinheirinho, Cracolândia, o Metrô de Higienópolis, etc.

Mas como disse um francês no século XIX, “cada povo tem o governo que merece”.

Por: Eliseu

Realidade aumentada!

Há muito tempo que se fala de realidade aumentada, que nada mais é que acrescentar camadas de informação extraídas da internet à realidade com a qual nos deparamos.

120224152904_gafas__304x171_gettySegundo os especialistas, esta tecnologia pode ter no futuro uma infinidade de utilidades - desde nos ensinar a consertar o motor de um avião a ver legendas em tempo real se alguém fala conosco em chinês, por exemplo.

Mas ainda que a proliferação dos smartphones nos últimos anos tenha nos permitido vislumbrar do que se trata a realidade aumentada, ainda não apareceu uma tecnologia que a faça deixar de ser uma simples curiosidade para entretenimento e que não nos obrigue a tirar o aparelho do bolso a todo momento.

Talvez por isso que a Google está movendo grande parte de seu músculo criativo para o desenvolvimento de óculos de realidade aumentada. O produto final ainda é um mistério, mas já vem gerando uma onda de rumores no mundo tecnológico.

Segredo

A última informação sobre os óculos da Google foi publicada em um blog do diário americano The New York Times, onde se afirmava que os óculos poderiam ser colocados à venda até o final do ano a um preço entre US$ 250 e US$ 600.

Segundo o blog, empregados da companhia informaram em condição de anonimato que o dispositivo terá uma câmera de baixa resolução para coletar imagens que seriam comparadas com os dados online.

Também seriam incorporados sensores de movimento e sistemas de posicionamento global (GPS).

Outro meio americano também publicou que a Google teria investido US$ 120 milhões em instalações para testar a "precisão de uma tecnologia ótica".

120213224329_apple_304x171_reutersAté agora, a empresa não confirmou nenhum dos rumores sobre os óculos de realidade aumentada.

O projeto está sendo desenvolvido em total segredo pelo Google X, o laboratório para assuntos "top secret" localizado na sede da companhia.

E a Google não é a única, já que também se comenta sobre um outro dispositivo portátil de realidade aumentada em desenvolvimento pela Apple.

Neste caso, seria algo parecido ao iPod Nano de pulseira, mas feito com cristal flexível. O usuário se comunicaria com o aparelho por meio do assistente virtual da Apple, o software Siri.

Curiosidade e entretenimento

Desde 2008 que os usuários já contam com aplicações de smartphones que permitem vislumbrar as possibilidades que a realidade virtual oferece.

Apesar disso, a tecnologia ainda é apenas uma curiosidade ou um entretenimento e raramente algo realmente prático e cotidiano.

Mas com a aparição da computação de nuvem e o aumento das velocidades de transmissão de dados, os especialistas preveem um futuro brilhante para a realidade aumentada.

120104133257_realidad_aumentada_304x171_bbc_nocreditEstima-se que seu uso poderia se estender a âmbitos tão diversos como a educação, a publicidade, a arquitetura, a indústria ou a medicina cirúrgica.

"Colocar camadas de informação adicionais sobre a realidade é notavelmente útil", afirmou à BBC Claudio Feijoo, subdiretor de investigação do centro de pesquisas e desenvolvimento da Universidad Politécnica de Madrid (CeDInt).

"Imagine que alguém tenha que reparar o motor de um avião. (Com a realidade aumentada) poderá saber como se chama cada peça. Também não é a mesma coisa que te ensinem numa lousa ou que possa ver algo e interagir", comentou.

Numa cidade, acrescenta ele, "alguém perdido pode colocar os óculos e eles indicarão como se chamam as ruas".

Realidade aumentada “auditiva”

Agora os pesquisadores já apontam para além da realidade aumentada "visual", e já se fala da realidade aumentada "auditiva".

É o caso de Jordi Janer, que explora o modo de incorporar elementos sonoros de realidade aumentada na Universidade Pompeu Fabra de Barcelona.

“Nós estamos tentando desenvolver sistemas de áudio com realidade aumentada. Escutar mais cosas do que escutamos”, explicou.

Isso criaria, por exemplo, a possibilidade de ir a um concerto e poder escutar mais um instrumento que outro, ou estar em um ambiente com música alta e poder "subir o volume" de nosso interlocutor.

Também se estuda incorporar sons a elementos "reais" armazenados na internet. Isso permitiria, por exemplo, um Google Street View no qual se pudesse escutar o barulho dos carros e das pessoas ao passar.

Ps. do O Carcará: Se fosse alguns anos atrás, eu que sou do tempo da velha máquina de escrever diria que esses caras são “loucos varridos”, mas diante do que estamos vendo atualmente, não duvido.

Por: BBC Brasil

Medíocres Torquemadas

Por: Mauricio Dias, no CartaCapital 

Brasília, 15/02/2012, Frente Parlamentar EvangélicaAs igrejas, sempre de costas para o futuro, continuam intolerantes às renovações. No tempo do domínio católico no Ocidente, os contestadores de falsas verdades eram atirados à fogueira, amaldiçoados pela Inquisição, que não dava trégua a supostas heresias.

Nos dias de hoje, impotentes para ditar condenações capitais, os inquisidores ordenam aos fiéis a punição de políticos que defendem propostas dissidentes à doutrina que pregam. O aborto e a defesa da homofobia são os exemplos mais gritantes. E irritantes. Em reação, eles promovem nas eleições a “queima” de votos dos hereges e, com isso, cerceiam a liberdade do eleitor e intimidam os candidatos.

Assim agem os pregadores das igrejas evangélicas. São os novos inquisidores. Essa réplica tardia e infeliz do Tribunal de Inquisição materializou-se no Congresso, onde foi depor o ministro Gilberto Carvalho, na terça-feira 15 de fevereiro. Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, viu-se forçado a expiar publicamente “pecados” cometidos aos olhos da poderosa bancada evangélica, transformada em braço executivo de diversas igrejas religiosas.

“O pedido de desculpas, de perdão, não foi pelas minhas palavras, e sim pelos sentimentos que provocaram”, disse o ministro.

Qual foi a heresia? Gilberto Carvalho, durante o Fórum Social Mundial, manifestou preocupação política com os evangélicos: “A oposição virou pó (…) a próxima batalha ideológica será com os conservadores evangélicos que têm uma visão de mundo controlada pelos pastores de televisão”.

Carvalho é católico fervoroso, mas também é militante político. Petista. Em razão do cargo, não foi cauteloso, embora tenha falado ingênuas obviedades. Não pregou o cerceamento de qualquer manifestação religiosa. Mas foi o suficiente para despertar a ferocidade adormecida da Frente Parlamentar Evangélica, na qual se destaca o senador capixaba Magno Malta, que, entre outras ofensas, chamou o ministro de “irresponsável”.

Um parlamentar ateu presente ao encontro fechado à imprensa descreve assim o ambiente naquele dia: “Os olhos dos senhores parlamentares disparavam chispas de fogo, ódio, raiva e intolerância diante daquele enviado do Maligno que se tornara ministro (…). O clima era pesado. Aquela reunião e a Inquisição têm tudo a ver. Tenho certeza que não exagero. O problema para eles era não poder acender a fogueira. Restavam-lhes as línguas de fogo, prontas a queimar o demônio pecador”.

Serelepe, o deputado Anthony Garotinho, ex-governador do Rio e evangélico atuante, também se destacou na ocasião. Sem sucesso, tentou forçar o ministro a assinar um documento desmentindo as declarações publicadas, mas diferentes do que falou, garantiu Gilberto Carvalho. O inquisidor fez, pelo menos, uma declaração expressiva e inteiramente adequada ao ambiente criado.

“O perdão está para a Igreja assim como a anistia está para a política”, comparou Garotinho.

Igreja e política. O desempenho de Garotinho aproximou ainda mais aquela reunião no Congresso do espírito obscurantista assumido pelos evangélicos. Nesse sentido, fazem uma repetição tardia do catolicismo primitivo.

Os votos dos evangélicos, arma que usam no processo político, talvez não sejam eleitoralmente decisivos. São muitos, é certo. O suficiente para acuar candidatos em busca de votos. Com eles acuaram Dilma e Serra, na eleição de 2010, e transformaram a competição em espetáculo para exibição de medíocres Torquemadas.

Charge do dia

congresso-nacional

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Militares recuam de críticas a Dilma sobre busca pela verdade

Os presidentes dos clubes militares da reserva das três Forças Armadas recuaram das críticas feitas à presidente Dilma Rousseff. Nesta quinta-feira (23) eles publicaram uma nota desautorizando o texto do "manifesto interclubes" que criticava a presidente por não censurar declarações das ministras dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e das Mulheres, Eleonora Menicucci sobre o esclarecimento de crimes cometidos durante a ditadura militar (1964-1985).

A presidente convocou o ministro da Defesa, Celso Amorim, para pedir explicações e este se reuniu com os comandantes das três Forças, que negociaram com os presidentes dos clubes da Marinha, Exército e Aeronáutica, a "desautorização" da publicação do documento, que foi colocado no site do Clube Militar, no último dia 16.
A divulgação do “manifesto interclubes” é uma reação dos militares à lei que cria a Comissão da Verdade — e buscará respostas para os crimes cometidos pelos militares durante os anos de chumbo.
Os presidentes dos Clubes da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista, e da Marinha, almirante Ricardo da Veiga Cabral, disseram que em momento nenhum quiseram criticar a presidente Dilma e que a nota foi uma "precipitação", no momento em que os principais assuntos para a categoria, são a defasagem salarial e a necessidade de reaparelhamento das Forças Armadas.
Nesta quinta-feira (23), o "comunicado interclubes" produzido a partir da reunião da semana passado foi retirado do site no início da tarde e por volta das 16 horas, colocada no ar um outro, dizendo que os presidentes desautorizavam o texto. Este desmentido, no entanto, não chegou a ficar meia hora no ar. O Clube do Exército, para tentar encerrar a polêmica, retirou a nota e o desmentido da nota, mas a polêmica já estava criada no meio militar.

Por: Vermelho

A omissão em tempos de democracia

O Congresso Nacional precisa assumir, de fato, as suas atribuições e prerrogativas. Precisa ser, cada vez mais, a caixa de ressonância de indignação da sociedade.

Por: *Paulo Paim, no Vermelho

congresso-nacionalCreio eu que, na verdade, o Congresso vem atuando, nos últimos 20 anos, apenas de forma pontual, baseado em interesses pessoais, corporativos ou mediante negociatas com os governantes e com o poder econômico. Isso deixa um refém do outro.
O Congresso tem se omitido, na maioria das vezes, em relação aos grandes temas nacionais, como segurança, saúde, educação, trabalho e previdência.
Essa falta de ação contribui de maneira decisiva para as sucessivas crises que temos vivenciado nessas áreas. Por que até hoje não se enfrentou as questões do fator previdenciário e do reajuste das aposentadorias e pensões?
A responsabilidade do Congresso se refere a vários temas. Quantos projetos de lei e propostas de emendas à Constituição tramitam há anos, esperando a boa vontade de deputados e senadores para que sejam votados?
Infelizmente, isso leva muitas vezes a situações constrangedoras e desmoralizantes.
O Supremo Tribunal Federal (STF) tomou decisões sobre a aposentadoria especial para pessoas com deficiência, bem como sobre a fidelidade partidária. O Supremo ainda ameaçou o Congresso de regulamentar o aviso prévio proporcional se o mesmo não o fizesse. Só por isso a matéria foi votada.
Com relação à questão da Bahia, e depois do Rio de Janeiro, alguém parou para pensar e tem dúvidas de que ela foi, lembrando o escritor Gabriel Garcia Marques, uma "crônica de uma greve anunciada"?
E isso vale para todo o país, pois sabemos que a qualquer momento outras greves podem estourar. Se existem culpados, eles estão em ambos os lados. Mas há um terceiro culpado, que eu acrescento: até hoje o Congresso não regulamentou o direito de greve. E não foi por falta de propostas ou oportunidades. Todos nós sabemos disso!
O Brasil não pode, sobremaneira, proibir o direito de greve para os servidores públicos. A categoria não pode simplesmente ser impedida de fazer paralisações. Seria um erro grosseiro da nossa parte.
Agora, sejamos honestos, é preciso, sim, que exista regulamentação para que esses brasileiros, trabalhadores que prestam serviços essenciais, sejam capazes de manter as suas atividades, para não prejudicar a sociedade como um todo.
Após um longo debate, iniciado lá no começo do nosso primeiro mandato, chegamos a um texto: o projeto de lei do Senado 84/2007.
Pela proposta, serão considerados essenciais: os serviços caracterizados como de urgência médica, necessários à manutenção da vida; os serviços de distribuição de medicamentos; as atividades de necropsia, liberação de cadáver e exame de corpo de delito; as atividades policiais relacionadas à segurança pública e penitenciária, assim como as perícias; e o tráfego aéreo.
A ideia é que, em caso de greve nessas áreas, os responsáveis pelo movimento também se responsabilizem pela manutenção dos serviços, organizando escalas especiais, os chamados plantões de emergência. Ou seja, eles terão direitos, mas também terão limites, como diz a a nossa Carta Magna.
O Congresso é o palco das vozes das ruas, dos movimentos sociais e empresariais. É palco daqueles que buscam a verdadeira igualdade de escolhas e de oportunidades.
Nós, muito mais do que uma obrigação, temos a missão de estar em sintonia com os direitos humanos. Isso deve acontecer não só em tempos esparsos, mas na luta diária, pois é aí que se desenvolvem os debates e os pensamentos, aparando as arestas e abrindo os caminhos para o entendimento coletivo. É preciso que cada um assuma as suas responsabilidades.

*Paulo Paim é senador pelo PT do Rio Grande do Sul

Procurador diz que Alckmin, Sartori e Nahas devem ser presos

downloadEm entrevista à imprensa, nesta quinta-feira (23), o procurador do Estado de São Paulo Marcio Sotelo Felippe afirmou que o governador Geraldo Alckmin, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ivan Sartori, e Naji Nahas devem ser presos pelos crimes cometidos contra a humanidade no Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo.

De acordo com a sua declaração, o  jurista, que já ocupou o cargo de procurador geral do Estado na gestão do governador Mário Covas, considera que o Tribunal Penal Internacional tem de expedir mandado de prisão contra os três.

Ele analisou a documentação sobre o processo de falência da empresa Selecta do megaespeculador Naji Nahas e descobriu que toda a ação para expulsar milhares de pessoas no dia 22 de janeiro do Pinheirinho, quando a Tropa de Choque da PM invadiu a área, serviu única e exclusivamente para beneficiar o megaespeculador.

Acompanhe a entrevista dada à Rede Brasil Atual:

Não esqueça de DESLIGAR a rádio.
Por: Vermelho 

Repressores temem repressão

Militares pedem que Dilma desautorize ministras

dilma-300x199Como se diz popularmente, pimenta nos olhos dos outros é refresco. Os militares que torturaram, fizeram a “caça às bruxas, rasgaram a constituição, mataram e fizeram toda sorte de maldade com a população, agora estão se “pelando” com qualquer declaração de autoridades que insinue a apuração dos bárbaros crimes cometidos durante o regime militar. Só para se ter uma ideia de como agiam, basta ver a excelente e extensa reportagem de Marina Amaral, da Agência Pública, “Conversas com Mr. DOPS”, o ex-delegado José Paulo Bonchristiano,  um dos últimos integrantes vivos do malfadado departamento de polícia, que é o bastante para deixar qualquer pessoa com náusea.

Agora, conforme publicou o portal CartaCapital, declarações das ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Secretaria das Mulheres) sobre a ditadura militar e a Comissão da Verdade criaram um “mal-estar” entre o governo Dilma e parte dos militares.

Uma nota assinada pelos presidentes do Clube Naval, da Aeronáutica e Militar critica o fato de a presidenta Dilma Rousseff não ter desautorizado as duas ministras.

Em 8 de fevereiro, Maria do Rosário comentou em entrevista ao jornal Correio Brasiliense sobre a possibilidade de processos judiciais contra agentes repressores da ditadura militar, no que faz muito bem, a exemplo do que ocorreu em países vizinhos como a Argentina.

“Mais uma vez esta autoridade da República sobrepunha sua opinião à recente decisão do STF, instado a opinar sobre a validade da Lei da Anistia. E, a Presidente não veio a público para contradizer a subordinada”, diz a nota.

Em sua posse, Eleonora Menicucci fez referência ao tempo em que ela e Dilma foram presas políticas na mesma cela, quando lutavam contra a ditadura militar. A declaração também irritou os militares. Para eles, a militância de Menicucci tinha o intuito de implantar, por meio da força, uma ditadura “nunca tendo pretendido a democracia”.

programação_1detPor fim, a nota aponta que o PT cometeu uma falácia quando, ao divulgar as resoluções políticas tiradas em seu aniversário de 32 anos, o partido destacou o resgate da memória, junto à sociedade, da luta pela democracia durante a ditadura. “Pode-se afirmar que a assertiva é uma falácia, posto que quando de sua criação o governo já promovera a abertura política, incluindo a possibilidade de fundação de outros partidos políticos, encerrando o bi-partidarismo”.

Os militares se dizem “preocupados” (e com razão) com a ausência de manifestações da presidenta e cobram dela uma reaproximação com as posturas assumidas durante a posse, de estender a mão aos partidos e grupos de oposição que não apoiaram sua candidatura.

Aprovada no final do ano passado, a Comissão da Verdade não satisfez os militares nem os setores de esquerda e familiares de vítimas do período militar. Para eles, a comissão não tem recursos suficientes para apurar abusos de todo período proposto. Ao mesmo tempo, os clubes militares temem a penalização de agentes repressores e apelidaram a banca de “Comissão da Vingança”.

Os militares temem a penalização dos repressores. E os que foram reprimidos? Hein? Vamos continuar com esta “entalada” na garganta até quando?

Talvez quando todos os repressores já tiverem partido dessa pra outra, de velhice.

Por: Eliseu

Charge do dia

bessinha

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Avião vira “motel das alturas”

Uma empresa aérea da cidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, oferece aos seus passageiros a possibilidade de fazer "sexo nas alturas".

120222080938_sex_airplane_304x171_bbc_nocreditA Flamingo Air, que opera voos em jatos, promete em seu site uma experiência que o cliente "nunca se esquecerá".

A ideia surgiu de uma aposta entre os pilotos da companhia aérea. Eles apostaram que ninguém conseguiria convencer sequer um casal a pagar por uma viagem de jato.

Em 1991, eles passaram a oferecer o serviço "especial". Desde então, segundo a Flamingo Air, milhares de passageiros já passaram pela experiência.

A aposta acabou se transformando em uma oportunidade de negócios. A empresa cobra US$ 425, ou cerca de R$ 730, pela suíte.

Por essa tarifa, um casal tem direito à cama, champagne, chocolate e também à discrição do resto da tripulação, já que a única coisa que separa a suíte da cabine do piloto é uma cortina.

No entanto, a companhia aérea afirma que a discrição é total, já que o piloto passa o tempo todo com fone de ouvidos.

O capitão David McDonald, que pilota muitos dos voos, promete discrição total. No entanto, ele revelou ao site da rede de TV de Cincinnati WCPO que já foi atingido por um salto alto e por uma rolha de champagne.

A empresa afirma que 90% das reservas da companhia são feitas por mulheres, que buscam uma experiência romântica diferente.

O voo dura uma hora e os clientes podem escolher entre alguns itinerários. A época de maior demanda pelo serviço são os dias próximos ao Dia dos Namorados.

Por: BBC Brasil

Charge do dia

bessinha

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Vídeo: Tragédia na Argentina com acidente de trem

Imagens do sistema de segurança interno da estação Once, nas proximidades de Buenos Aires, foram divulgadas nesta quarta-feira (22) e mostram o momento do acidente que matou 49 pessoas e deixou centenas de feridos na Argentina.

O canal argentino C5N divulgou as imagens do momento da tragédia no site de vídeos You Tube.

Ao assistir um vídeo, DESLIGUE a rádio clicando Stop.

Por: Eliseu

Crueldade com animais e extração ilegal de areia em área do Exército

mafia_da_areia__b53df495aaUma reportagem da TV Vitória, que também foi publicada na Folha Vitória mostra a intensidade da impunidade que anda acontecendo no Brasil. Numa área do órgão que é responsável pela garantia da lei, da ordem e dos poderes constitucionais, o Exército Brasileiro, ocorrem graves crimes ambientais e de maus tratos a animais, além de sonegação fiscal, exploração de trabalho infantil e tráfico de drogas.

A reportagem da Folha Vitória diz que o terreno onde a extração ilegal de areia é feita é utilizado como área de treinamento pelo Exército. Os carroceiros são os responsáveis por extrair e transportar a areia nos veículos de tração animal. A ação acontece sem qualquer tipo de autorização.

“A pessoa interessada em extrair qualquer tipo de material mineral tem que entrar com um pedido de título minerário da área com o Departamento Nacional de Pesquisa de Produção Mineral (DNPM). A partir do momento que você obtém este título minerário, você entra no órgão ambiental solicitando a licença. Você só pode extrair qualquer material com licença ambiental. O órgão ambiental, ao emitir a licença, faz algumas exigências como uma medida de controle dos impactos causados por essa atividade”, explicou o especialista em licenciamento ambiental, Eduardo Venturini.

Ainda de acordo com a Folha Vitória, durante o dia é possível ter uma ideia de como o terreno do Exército está sendo devastado pela extração de areia. Uma verdadeira clareira foi aberta. São anos e anos de extração e tudo acontece à vista de todos.

exercito-brasileiro-5O terreno das Forças Armadas que dá acesso ao areal de Barramares é fechado pela vegetação. O local não tem cerca e os portões não ficam trancados. A fragilidade na segurança facilita a ação da rede criminosa.

A retirada do mineral acontece com maior intensidade durante a madrugada. O material extraído da área militar é amontoado nas ruas de chão batido às margens do terreno. Vias geralmente mal iluminadas que se transformam em verdadeiros depósitos.

Na Rua Fevereiro, é impossível transitar. As montanhas impedem a passagem de veículos e até de pedestres. Um trabalhador que acabava de voltar do areal acompanhado de seus seis filhos falou da diferença de preço entre a areia extraída ilegalmente e a vendida no mercado.

Ele contou que o tipo de areia que havia extraído era utilizado para bater laje e a caçamba do material custa R$ 150. “Essa areia é daqui da área do Exército. Na loja essa areia sai a mais de R$ 300”, contou à reportagem o trabalhador que não foi identificado.

O esquema é sustentado pela falta de fiscalização e pela impunidade. “A gente aciona a Polícia Ambiental, eles anotam a ocorrência e nada de aparecer”, disse um comerciante da região que não quis se identificar.

A Polícia Ambiental tem conhecimento da situação de Barramares. De acordo com o capitão Mattos, apenas em 2011, o batalhão registrou 58 ocorrências relacionadas à extração ilegal. Dessas, 50 são do município de Vila Velha.

Os materiais dos carroceiros são recolhidos, mas ele afirma que a legislação está a favor de quem pratica o crime. “A lei é branda. Para você ter uma ideia, a multa é de R$ 1,5 mil a R$ 3 mil por hectare. Extraem toneladas de areia e a quantia da multa é irrisória. A pena é um ano ou multa. Nesse caso, apreendemos o indivíduo, levamos para a delegacia e lá é feito um termo circunstanciado. Ele paga a fiança normalmente, se for o caso, e depois é liberado”, afirmou o policial.

Os animais também sofrem com a exploração. Imagens feitas no areal chocam pela crueldade e covardia com que um carroceiro age ao bater em um cavalo com uma vara. “As costas deles ficam em carne viva porque eles batem com a pá e não com o chicote. Eles usam a própria pá que eles extraem a areia para bater nos animais. Inclusive, quando bate assim, a gente, que é ser humano, chega a chorar”, disse o comerciante.

Ao assistir um vídeo, não ESQUEÇA de desligar a rádio clicando Stop.

Tanto a noite quando durante o dia é possível notar como o crime deixa rastros. Uma rotina para quem vive refém do areal de Barramares. E se o terreno parece estar abandonado pelo poder público, começam a aparecer candidatos a donos. Em uma disputa armada, traficantes loteiam a área militar.

“Alguns caras queriam dominar o pedaço para retirar areia, ameaçando os outros que querem pegar areia também porque vai muita família, crianças, mulheres. Então, alguns querem tomar conta do pedaço, andam armados e ameaçam dizendo que não podem ir porque eles estão lá tirando, para não atrapalhar o movimento deles. Lá dentro do areal rola venda de droga também”, revelou o comerciante.

E tudo isso sob o complacente olhar do poder público.

Por: Eliseu