quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Vídeo: Massacre no Pinheirinho!

massacre-pinheirinhoA cada dia aparecem novos depoimentos, imagens e vídeos sobre o abuso da polícia paulista, praticado por ordens do desgoverno tucano de Geraldo Alckmin e sua corja de bandidos, incluindo aí, e principalmente, o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Pedrosa Cury (PSDB) e o prefeito de São Paulo, o pedessista Gilberto Kassab que tem grandes interesses imobiliários.

De acordo com a Rede Brasil Atual, interesses econômicos "passaram por cima" do Pinheirinho, sustentado pelo advogado Thiago Barison, da Comissão de Direitos Humanos do Sindicato dos Advogados de São Paulo, que disse ser a decisão liminar de reintegração de posse do terreno do Pinheirinho, em São José dos Campos, carecer de sustentação jurídica e foi muito mais um ato de exceção, orientado por interesses econômicos e políticos. As declarações foram dadas na manhã desta quinta-feira (16), em entrevista à Rádio Brasil Atual.

Barison afirmou que a população em geral recebe informações incompletas sobre a desocupação daquela população e, por isso, fazem um juízo equivocado da situação. "Se as pessoas tivessem acesso às informações sobre o processo ficariam ao lado dos moradores do Pinheirinho. Primeiro, a área não cumpria nenhuma função social, era um terreno baldio quando começou a ser ocupado em 2004. Juridicamente, só merece a proteção possessória a propriedade que tem sentido de existir, isto é, tenha um propósito como  moradia, atividade econômica, cultural, educacional etc.  Ocorre também que havia uma dívida milionária do proprietário para com a prefeitura e, por isso, qual a razão para se devolver o terreno ao titular da posse. E ainda havia um acordo firmado para desapropriar o terreno em favor da União para implementar programas de moradia", lembrou.

O advogado e ativista diz ainda que a decisão liminar da juíza da 6ª Vara Civil de São José dos Campos, Márcia Loureiro, desrespeita aspectos da legislação sobre o tema.  "A reintegração deve ser concedida no prazo máximo de um ano e um dia após a chamada turbação de posse" , disse, lembrando os oito anos de existência da comunidade. 

"Se a população soubesse de que lado está a legalidade, ao menos ficaria em dúvida (quanto a apoiar a operação policial e o despejo). Para entender o caso, devemos olhar para o contexto político e econômico em que tudo está acontecendo", continuou.

A despeito do vídeo que citei acima, abaixo publico um que está hospedado no You Tube, que apesar de um pouco longo, cerca de 16 minutos, vale a pena ver. O vídeo dispensa maiores comentários sobre o terror que o polícia paulista usou para expulsar de suas moradias crianças, idosos, gestantes e todos os moradores, numa cena só vista no período ditatorial. E tudo por interesses particulares de bandidos, como o bandido que autorizou tal ação (o governador e seus “cupinchas”) em favor do mega bandido Naji Nahas, e pela política higienista praticada pelo desgoverno tucano de Geraldo Alckmin e do pedessista Gilberto Kassab.

Por: Eliseu