sexta-feira, 30 de março de 2012

Prisão a militares inconformados, defende Audálio Dantas

Vladimir-HerzogO jornalista Audálio Dantas, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo na época em que Vladimir Herzog foi assassinado pela ditadura militar, afirma que militares que se manifestam para comemorar o golpe de 64, afrontam o poder constituído e devem ir para a cadeia. Segundo ele, o estado democrático deveria ser mais rigoroso no cumprimento da lei e não se conforma com o temor que “esses tipos” ainda causam. Acrescenta que esses militares inconformados devem ser presos legalmente, não do jeito que eles faziam na época da ditadura, com prisões ilegais, sequestros, torturas, mortes e desaparecimentos. O jornalista, que organizou em 1975 o ato ecumênico na Catedral da Sé em protesto pela morte de Vlado, acredita que esses militares deveriam ser julgados, não pelos crimes que a Lei da Anistia fez prescrever mas pelas atitudes que estão tendo hoje. Audálio Dantas, autor do livro “A segunda guerra de Vlado Herzog”, que será lançado este ano, denuncia que no acervo do Serviço Nacional de Informações – SNI, em Brasília, houve um apagão de documentos sobre o caso Herzog. Entrevista à repórter Marilu Cabañas.

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Por: Rede Brasil Atual