quinta-feira, 29 de março de 2012

Vereadores da Serra (ES) se presenteiam com aumento de salário

corrupcaoO Brasil se encontra numa situação política que se não fosse trágica, seria irônica. É corrupção jamais imaginável em todos os níveis da política e funcionalismo público sob o manto da impunidade, desrespeito com o contribuinte, principalmente os mais vulneráveis como na saúde pública em que não raro pacientes morrem na porta de Hospitais e Pronto Atendimentos por falta de atendimento, desrespeito nos atendimento a pacientes que são noticiados diariamente pela imprensa, e também publicações recentes neste blog sobre mau atendimento no Hospital das Clínicas, “Contradição na saúde do Hospital das Clínicas de Vitória” e “E o descaso continua no Hospital das Clínicas de Vitória”, que mostram bem a realidade enfrentada por quem tem a “ousadia” de procurar atendimento no setor de Oftalmologia daquele Hospital.

Não bastasse essas e outras dificuldades enfrentadas por nós que pagamos impostos, temos que ver a desfaçatez e ironia dos políticos que aumentam a toque de caixa os próprios salários em patamares completamente fora da realidade como ontem na Serra, ES, em que os vereadores aumentaram seus salários de R$ 5.723,00 para R$ 9.208,33, num aumento de mais de 60%, quando o aumento do salário mínimo foi  de 14%, depois de intensos debates, chegando à R$ 622,00, e isso para quem trabalha, o que não é o caso dos vereadores. A aprovação ocorreu em apenas meia hora e sob protesto de moradores da Serra, o que não intimidou os vereadores.

Cesas NunesA Gazeta Online  informou que apesar do protesto nas galerias da Câmara, com direito a apitaço, faixas e muitas vaias, os vereadores não se intimidaram. Eles aumentaram também o salário do vice-prefeito de R$ 11.888,64 para R$ 14.737,27 e dos secretários municipais, que vai passar de R$ 7.572,33 para R$ 9.384,82. O prefeito Sérgio Vidigal (PDT) terá 15 dias para vetar ou sancionar os aumentos.
Sandra Gomes foi a única a fazer críticas em plenário. “Não é oportuno esse aumento. A incerteza econômica ronda o nosso Estado. Acho que a gente poderia repensar”, frisou.
Já o presidente da Casa, Cezar Nunes (PDT), saiu em defesa do contracheque mais gordo. “Estamos fazendo uma reposição que é legal. Teríamos direito a salário de até R$ 12 mil, mas estamos deixando em R$ 9,2 mil. Temos certeza de que estamos no caminho certo. As pessoas que criticam são as que acham que a gente não deve ganhar nada”, discursou.
O pedetista alega que o índice de reajuste não é de 61%, mas 23,5%, com base no salário de R$ 7.430. Aprovado após as eleições de 2008, o valor foi considerado ilegal pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), em agosto de 2011. Com isso, os vereadores voltaram a receber subsídio de R$ 5.723 e terão de devolver R$ 941 mil.
Nunes contesta. “Recorremos e mudamos a Lei Orgânica. Não aprovamos aumento para nós. Nem sabemos quem estará aqui no ano que vem. Com certeza foi justo. O vereador é o que mais trabalha dos parlamentares”, declarou o cara de pau.

Bem que eles poderiam fazer uma pesquisa de opinião para ver se a população prefere o “trabalho” dos vereadores, ou o trabalho no verdadeiro sentido da palavra dos professores, policiais, enfermeiros, médicos, etc. que ganham bem menos que eles. Com certeza teriam uma grande surpresa!

Por: Eliseu