quarta-feira, 11 de abril de 2012

Além da Veja, o Estadão também se alia a Cachoeira

O Estadão publica três telefonemas do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB) com o sargento Dadá,  gravados durante a Operação Monte Carlo.
Na Operação Satiagraha, Protógenes teria recorrido a Dadá como informante (o assunto já foi amplamente noticiado na época). Depois Protógenes foi processado, num processo que beira a perseguição, acusado de irregularidades como vazar informações e quebrar sigilo funcional.
Nos telefonemas eles marcam encontro e falam sobre depoimento em juízo que Dadá prestaria, provavelmente referente ao processo contra Protógenes.
Em nenhum momento os diálogos mostram qualquer envolvimento com atividades ilegais, e muito menos tem qualquer vinculação com Cachoeira ou seu esquema.

O Estadão me sai com essa manchete:

protogenes_dada_estadao

Ora, parece manchete plantada pelo grupo de Cachoeira. Aliás, essa manchete é o que o deputado Carlos Leréia (PSDB/GO), ligadíssimo a Cachoeira, já vinha falando em tom de ameaça para inibir Protógenes quando recolhia assinaturas para a CPI do Cachoeira.

Assim o Estadão entra no clube da Veja, como aliado de Cachoeira. Noticiar o fato tudo bem, fazer o jogo de Cachoeira é que não dá.

Protógenes respondeu:

"Realmente não tenho lembrança nenhuma (desses diálogos). Quero saber de algum diálogo existente com o sistema Cachoeira. Na manchete (do jornal) dá entender que tenho alguma vinculação. Foi até bom essa entrevista para poder esclarecer a população de tamanha irresponsabilidade", disse.

Ele confirmou conhecer Dadá e já ter tratado de assuntos profissionais com ele, mas não sabia das relações com Cachoeira e ficou surpreso quando soube da prisão.

"Se eu tivesse envolvimento, esse trabalho (da PF) iria revelar. E não seria o autor do requerimento de CPI depois dos pedidos de prisão", afirmou.
Está claro que é grande a pressão da velha imprensa demotucana para conter o ímpeto da CPI, procurando atirar contra governistas.

No: Amigos do Presidente Lula