quarta-feira, 4 de abril de 2012

Demóstenes: Provas ilícitas?

Demostenes-TorresNo País em que os corruptos, corruptores, ladrões de todos os níveis, colarinhos, gravatas e cores, pululam livremente, e que a lei é igual para todos, desde que não seja p. e pobre, ou seja, o Brasil, a “justiça” é tão cega e muda que os advogados sequer se preocupam em tentar provar a inocência de seus clientes.

No caso do senador Demóstenes Torres, ex-DEMo-GO, que bastou se desfiliar do partido para não sofrer processo de cassação, seu advogado Antônio Carlos de Almeida Castro pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira (9), a anulação das provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República contra seu cliente que é acusado de participar de esquema de exploração de jogos ilícitos que seriam comandados pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

O argumento do advogado é que houve uma “usurpação da competência do STF” que não autorizou a Polícia Federal e o Ministério Público a realizar qualquer investigação contra o seu cliente. Desta forma, a linha de defesa do senador, nesse episódio, terá como base o argumento de que as provas foram obtidas ilicitamente. Ora, provas são provas, sejam autorizadas ou não. O que interessa é que ocorreu o fato ilícito.

O advogado disse que existe no processo “um bando de ilegalidades”, a começar pelo fato de Demóstenes Torres, por ser um parlamentar, ter imunidade e só poder ser investigado a partir de uma autorização do Supremo Tribunal Federal. O advogado ressaltou que os autos apresentados pela Procuradoria-Geral da República mostram que a Polícia Federal, na Operação Monte Carlo, registrou mais de 300 telefonemas entre Demóstenes e Carlinhos Cachoeira o que deixa claro que “não foram encontros fortuitos”.MarconiPerillo

Deve-se ressaltar que a imunidade é para que o parlamentar cumpra seu papel constitucional, o amparando em suas ideias e ideais políticos, e não passaporte para roubar. Já passou da hora de acabar com essa hipocrisia.

E já começaram a aparecer denúncias de um suposto envolvimento do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, do PSDB, com o senador Demóstenes Torres no esquema comandado por Carlos Cachoeira. Hoje, matérias veiculadas na imprensa apresentam trechos das gravações feitas pela Polícia Federal de conversas entre a chefe de gabinete do governador, Eliane Gonçalves Pinheiro, e o “empresário”. No Brasil, contraventor criminoso, operador de jogos ilícitos é chamado de empresário.

Por: Eliseu