segunda-feira, 23 de abril de 2012

Secretário de Alckmin diz que atropelamentos em linhas da CPTM não têm explicação

Acidente-CPTMA incompetência e desfaçatez dos Secretários do prefeito de São Paulo, ex-DEMo e atual Pessedista Gilberto Kassab não tem limites. E é reflexo do chefe.

Poucos dias após dizer que os problemas no trem e no metrô são normais, o Secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, afirma agora que atropelamentos em linhas da CPTM não têm explicação.

Conforme publicou a Rede Brasil Atual em sua edição online de hoje (23), quatro meses depois da morte de dois trabalhadores atropelados por um trem da linha 8 – Diamante (Julio Prestes - Itapevi), no sentido Julio Prestes, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) não conseguiu apurar o motivo dos funcionários Edgard Antonio Dalbo e Antonio Camilo Severino, cada um com 34 anos de carreira, estarem nos trilhos no mesmo momento em que uma composição trafegava. O atropelamento ocorreu por volta de 10h05 no dia 2 de dezembro do ano passado. Na mesma semana, na madrugada de 27 de novembro, outros três trabalhadores também morreram atropelados na linha férrea, entre as estações Belém e Tatuapé da linha 11 - Coral. 

Questionado sobre o motivo dos acidentes, o secretário Estadual de Transportes Metropolitanos de São Paulo afastou a hipótese de falta de informação ou de má formação dos trabalhadores, mas não soube apontar a causa das mortes. “Eles morreram. Eles não contaram para nós: os dois faleceram”, disse, em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa de São Paulo, na quarta-feira (18).

“Eles tinham de estar fora da linha, porque estavam os dois ao mesmo tempo sobre a linha, nós nunca saberemos. Eles morreram, nunca saberemos”, repetiu Fernandes. No mesmo dia, durante reunião convocada por deputados estaduais, o secretário minimizou as falhas nas linhas da CPTM e do Metrô, que segundo ele, estariam “dentro de quadro estatístico”, demonstrando o quanto vale uma vida para a Administração Municipal.

De acordo com Fernandes, um dos profissionais acidentados, que ele preferiu não identificar, “por incrível que pareça”, participou de uma palestra logo após o primeiro atropelamento daquela semana, em 27 de novembro. “O trem não sai do trilho como acontece numa rua em que alguém bêbado perde a direção e atropela gente na calçada”, comparou o incompetente Secretário.

Por: Eliseu