domingo, 8 de abril de 2012

Teresópolis: tragédia anunciada e repetida!

premio_cara_de_pauApós os portugueses terem dizimado grande parte da nobre madeira, o Pau Brasil, roubando-os para a coroa portuguesa, parece que as poucas espécies ainda existentes estão tendo um destino ainda menos nobre. Parece que estão sendo usadas para fabricar as “cara de pau” de nossos políticos. Pois só madeira nobre resiste a tantas intempéries.

No Rio, após a tragédia na Região Serrana em janeiro de 2011, foi prometido recursos para reconstrução das casas e obras de infraestrutura, o que se viu foram irregularidades na aplicação de recursos federais, cobrança de propina e compras ainda sem explicação. Enquanto a preocupação da maioria das pessoas estava relacionada com as mais de 900 mortes e 345 pessoas desaparecidas, por debaixo dos panos o foco de parte da administração dos municípios e das empresas era o uso ilegal dos recursos injetados no estado.

chuva-TeresopolisE não deu outra: com os recursos devidamente roubados, os políticos tiveram a “brilhante” ideia de em vez de gastar com obras de contenção e retirada das pessoas dos locais de risco, o que custa caro, resolveu a situação de forma “eficiente e rápida”, instalando sirenes que deveriam tocar quando chovesse forte, e cada um “daria no pé”. Claro, os mais jovens e saudáveis, pois um idoso ou deficiente e mesmo uma pessoa enferma não teria “pique” suficiente para descer a ladeira em desabalada carreira, deixando tudo mais para trás.

E como nossos políticos são mesmo sábios, boa parte da população achou genial a ideia das sirenes. Mas roubaram até na instalação das mesmas, porque como se viu, nem todas funcionaram. E o resultado foi outra tragédia que já estava anunciada.

Secretário de Defesa Civil insiste nas sirenes e admite a necessidade de ajustes. O coronel Humberto Viana, secretário nacional de Defesa Civil, disse que o sistema de alerta que avisou a população dos riscos de deslizamentos em sirenesTeresópolis, na região serrana do estado do Rio, “pode ser melhorado”., avalia o secretário nacional de Defesa Civil, coronel Humberto Viana. Ele admite que os alarmes tardaram a soar ontem à noite “porque não havia indicadores seguros do volume de água que iria cair”. Quando a sirene tocou, o primeiro deslizamento estava ocorrendo, disse Viana. “Quanto mais cedo recebermos a informação, mais cedo poderemos avisar à população.” Apesar disso, o secretário avalia que “o sistema funcionou” e que muitas vidas foram salvas (cinco pessoas morreram no desastre).

Ainda continuo pensando que o melhor mesmo é fazer as obras de contenção e retirada dos moradores dos locais de risco. Mas para isso teriam que fazer um sacrifício impossível: parar de roubar as verbas públicas.

Por: Eliseu