sábado, 12 de maio de 2012

Bancos privados são obrigados a reduzir juros

fotomontagem-ocarcaraOs banqueiros brasileiros que sempre mamaram nas fartas tetas do governo e da população cobrando juros de agiota, agora começam a experimentar o sabor da autoridade e austeridade da presidenta Dilma Rousseff.

Destravando a poupança, que era um dos impeditivos para o corte de juros e desafiando um valor cultural defendido a unhas e dentes pelos banqueiros e apoiados pela mídia conservadora de que a poupança era “imexível” sob pena de ser rotulada (a Dilma) como Collor, que carrega até hoje: “mexeu na poupança”. (na verdade, Collor não deveria ser nem síndico de condomínio, quanto mais senador). Tiro n’água. A presidenta goza de alta popularidade e associou a mudança da poupança ao movimento de redução das diversas taxas de juros da economia. Estratégia bem sucedida.

Após abaixar substancialmente a taxa de juros cobradas pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, não restou outra alternativa ao Bancos privados a não ser acompanhar a medida.

Ontem, (11) o poderoso Itaú Unibanco anunciou uma nova redução de juros para crédito pessoal e cheque especial, além de cartão de crédito.

Conforme o comunicado, no crédito pessoal as taxas de juros ao cliente que aderir à conta salário cairão do atual patamar de 2,45 por cento a 6,70 por cento ao mês para um intervalo entre 1,99 por cento e 4,94 por cento mensais.

No cheque especial, a menor taxa mensal passará de 5,24 por cento para 3,5 por cento, enquanto a taxa máxima cai de 8,89 por cento para 4,94 por cento ao mês, sendo que essas taxas passam a valer a partir de 14 de maio.

No cartão de crédito rotativo, a taxa passa de um intervalo entre 3,90 por cento e 13,80 por cento ao mês para 3,85 por cento a 9,90 por cento.

Na compra parcelada, as taxas mensais passam de um intervalo de 1,99 a 13,80 por cento para 0,90 a 3,90 por cento ao mês. No parcelamento da fatura do cartão de crédito, que operava com juros mensais de 2,45 a 6,70 por cento, os clientes terão taxas de 1,99 a 4,94 por cento ao mês. Para essas linhas, as novas taxas passam a valer em 16 de maio.

As taxas ainda estão altas, mas Dilma já deixou bem claro que não está para brincadeiras, muito menos para sustentar banqueiros parasitas com juros estratosféricos.

Por; Eliseu