sexta-feira, 25 de maio de 2012

CPI do silêncio

A semana termina com a CPI do Cachoeira sem dar nenhuma resposta à  população.

WladimirOntem (24), três integrantes da quadrilha do criminoso Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira repetiram a postura de seu chefe e alegaram o direito constitucional de permanecer calado.

De acordo com a CartaCapital, o tucano  Wladmir Garcez (PSDB), ex-vereador de Goiânia e integrante da quadrilha foi primeiro a não responder perguntas desta quinta. Ele se limitou a ler um texto preparado previamente. O ex-vereador confirmou que era contratado pela Delta Construções, suspeita de ligação com a organização criminosa investigada, e disse trabalhar como assessor do então diretor regional da companhia no Centro-Oeste, Cláudio Abreu. Por esse trabalho, o ex-vereador recebia R$ 20 mil. Garcez disse que nunca entregou dinheiro ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e que as gravações feitas pela Polícia Federal no inquérito são “montagens”.

Garcez também disse que recebia mensalmente de Carlinhos Cachoeira R$ 5 mil para assessorá-lo em sua empresa de medicamentos. O interesse tanto da Delta quanto de Cachoeira no trabalho do ex-vereador, segundo seu depoimento, ocorreu pela proximidade que ele tinha ou aparentava ter com autoridades políticas em todas as esferas. Essas relações, segundo Garcez, foram construídas durante o tempo que foi vereador e presidente da Câmara Municipal de Goiânia. “Para me ‘cacifar’ eu demonstrava ter mais poder, mais força”, contou o vereador.

Em seguida, o araponga e ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, mais conhecido como Dadá, também não respondeu perguntas. Dadá é considerado o braço-direito de Cachoeira. O araponga Jairo Martins de Souza foi o último a comparecer à sessão, que durou quase três horas.

Obviamente que as leis brasileiras sendo formuladas por bandidos, sempre defenderá seus bandidos criadores, criando situações constrangedoras como essa.

Bandidos que não respondem aos “dignos” deputados e senadores, muitos dos quais também bandidos travestidos de autoridades.

Por: Eliseu