quinta-feira, 17 de maio de 2012

Descaso: velório dentro d’água no ES

O descaso das autoridades públicas no Brasil, no rastro de uma corrupção jamais imaginável e amparada pela mídia conservadora, ora disfarçadamente, ora ostensivamente, chega a revolver o estômago de nós contribuintes e simples mortais.

velorio_alagamento

O portal G1/ES noticiou hoje em sua edição online que devido às fortes chuvas que atingiram a Grande Vitória nos últimos dias, muitas casas alagaram e moradores perderam muitos bens. e que no bairro Cobilândia, em Vila Velha, na região metropolitana do Espírito Santo, (sic) o corpo de uma vendedora de 55 anos, que morreu após sofrer um infarto no último domingo (13), teve que ser velado em meio ao alagamento.

Pois bem, a título de informação, a cidade de Vila Velha fica localizada na Região Metropolitana de Vitória, estado do Espírito Santo.

E o portal se “esqueceu” de informar que o bairro Cobilândia inunda a cada chuva, seja intensa ou não, década após década. Portanto não se deve por culpa na chuva, e sim na má administração da cidade que quando faz obras, são superfaturadas e de péssima qualidade como é de conhecimento público.

E o resultado é lastimável, com pessoas perdendo tudo o que construíram durante toda a vida, quando não a perdem. O que ocorre com assustadora frequência.

E o descaso no bairro Cobilândia em Vila Velha gerou uma situação extrema tristeza para uma família que teve um membro morto por falta de leitos em hospitais, morrendo num pronto atendimento sem condições de atender, e não podendo sequer fazer o velório de forma digna.

O administrador Jefferson Fantoni, filho da vendedora morta, contou que houve dificuldade até para ir para o cemitério. “Não tive a oportunidade de fazer um sepultamento decente para a minha mãe. Depois de muita insistência, o Corpo de Bombeiros veio aqui em casa e levou o caixão até a funerária, para depois irmos para o cemitério”, disse.

Ainda segundo Jefferson, o alagamento não foi o único problema. Antes da morte da mãe, a família não conseguiu vaga para transferir a vendedora. “Nós tentamos transferir minha mãe por três vezes, porque o estado dela era muito grave. Era um caso de urgência, mas a vaga foi negada. Acho que se ela tivesse sido transferida, não teria morrido”, relatou.

E enquanto isso a farra continua na política brasileira.

Por: Eliseu