sábado, 26 de maio de 2012

Escravos “da modernidade” moravam em curral

curralPassados 124 anos do dia em que a Princesa Isabel sabe-se lá convencida por que ou quem, resolveu assinar a Lei Áurea em 13 de maio de 1888 que deveria abolir definitivamente a escravidão no Brasil, parece que pouca coisa mudou efetivamente.

Amparado pela impunidade que reina no país, o trabalho escravo continua a todo vapor. E engana-se quem pensa que tal prática acontece apenas no campo, em locais isolados.

Do longínquo Pará (para nós moradores do Sudeste),cruzando estados do Centro-Oeste e Nordeste com o Maranhão no topo, passando pelas Minas Gerais, Espírito Santo e adjacências, descendo para Santa Catarina que ocupa o 3º lugar no ranking e chegando em pleno coração financeiro de São Paulo, a Av. Paulista a prática do trabalho escravo, ou análogo à escravidão continua a toda.

Fatos não muito distantes na história mostram que o trabalho escravo pode ser explorado por empresários conhecidos como Camilo Cola, dono da Viação Itapemirim, do bandido travestido de banqueiro Daniel Dantas, uma empresa de construção civil, a MRV, em obas do governo de São Paulo, comandado pelos tucanos e mais uma infinidade de exemplos.

E as denúncias não param. O Vermelho trás matéria de Bianca Pyl, no Repórter Brasil com informações que em Goiás, para evitar a libertação, gerente de fazenda tentou esconder parte dos trabalhadores que viviam em condições degradantes, mas ônibus quebrou e fiscais conseguiram alcançar o grupo.

A ação de fiscalização foi realizada no final de abril pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Goiás (SRTE/GO), pelo Ministério Público do Trabalho e pela Polícia Federal e encontrou trabalhadores vivendo em condições análogas a de escravos em um curral na Fazenda Vale do Rio Doce, em Rio Verde (GO).

A ação foi motivada por denúncias de que trabalhadores eram abrigados em um curral. Para os que não sabem, curral é um local utilizado para abrigar vacas e bois principalmente, quando da ordenha, ou outros procedimentos como aplicação de medicamentos. A operação resultou na libertação de 17 pessoas. A propriedade foi arrendada por Jailes da Silva Ataídes, que acabou responsabilizado pela situação encontrada. De acordo com a equipe de fiscalização, o empregador chegou a tentar esconder parte dos trabalhadores, mas o ônibus que transportava o grupo quebrou na estrada.

Como pode-se ver o trabalho escravo continua mais enraizado que nunca no modo de pensar de nossos “respeitáveis” empresários e fazendeiros malfeitores que fazem empréstimos que nem sempre são honrados em bancos públicos do nosso belo país tropical, abençoado por todos os santos dos malfeitores, se é malfeitor tem santo.

Por: Eliseu