quinta-feira, 17 de maio de 2012

A inovação tucana: Metrô de SP

metro“Modéstia à parte, se vocês olharem o que a gente fez, a quantidade de inovação é imensa” - José Serra, candidato a prefeito de SP, em campanha, em 23/04.

“Não há registro disso --o sistema mandar o trem acelerar em vez de parar-- em lugar nenhum do mundo” - Telmo Porto, professor da Escola Politécnica da USP, na Folha de 17/05,  sobre o acidente desta 4ª feira no metrô de São Paulo, que feriu 103 pessoas.

O desastre de ontem, em São Paulo, só não foi maior porque a linha 4 ainda não está totalmente automatizada: o condutor acionou o freio de mão e evitou a colisão violenta entre as duas composições.

Importante: isso aconteceu na gestão tucana de um sistema metrô que tem pouco mais do que irrisórios 74  kms de extensão; em compensação, é o sistema o mais saturado do planeta. No ano passado, o metrô de São Paulo atingiu a marca de 11,5 milhões de passageiros transportados
por quilômetro de linha. É a maior concentração de pessoas em um único sistema de transporte no mundo, segundo a própria companhia.

Em novembro de 2011 o metrô teve a pior avaliação da história; os passageiros reclamam do desconforto causado pela superlotação.

Em abril deste ano, o tucano Geraldo Alckmin prometeu ampliar para 200 kms a rede do metrô, até 2018. O PSDB governa São Paulo há mais de 16 anos; a média tucana de  ampliação da rede metroviária tem sido de 2,35 kms/ano. Nesse ritmo levará mais de 40 anos para atingir a meta do governador. Os funcionários do metrô de SP entram em greve na próxima 4ª feira: lutam para obter um reajuste de 5,3% nos salários.

No: Carta Maior