quarta-feira, 23 de maio de 2012

Kassab persegue ambulantes em SP

KassabGilberto Kassab nem tenta disfarçar sua política extremamente higienista. Pelo contrário, a deixa evidente, num claro sinal que o interesse é governar para os fétidos burgueses paulistas e a si próprio, mesmo porque é um deles.

Os exemplos são muitos. Dentre eles alguns podem ser destacados, como a ação da polícia na cracolândia, a estação do metrô de Higienópolis, os “coincidentes” incêndios em favelas que estão para ser desapropriadas e tantos outros que não caberia nesse espaço. Sem dizer a declaração da Prefeitura dizendo que para ser cidadão em São Paulo tem que pagar.

Não satisfeito em expulsar famílias que nada tem, principalmente da região central de São Paulo deixando-as ao relento, o prefeito agora se vira contra os vendedores ambulantes. No seu habital tom ameaçador disse que todos têm um mês para desocupar as calçadas, segundo portaria publicada no sábado no Diário Oficial da Cidade.

A medida atinge 270 deficientes físicos, diz o texto. Também foram cassadas licenças de 512 ambulantes que trabalhavam nas ruas de Pinheiros e Lapa, na zona oeste, e de São Miguel Paulista, na zona leste. As licenças remanescentes devem ser revogadas nos próximos dias.

vendedor-ambulanteSegundo a Rede Brasil Atual, s gestões e José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab, ex-tucano, DEMente e agora PSD à frente da prefeitura adotaram desde o início uma postura de perseguição contra os vendedores ambulantes. As licenças de trabalho têm sido cassadas de forma arbitrária, sem que os ambulantes tenham direito de defesa ou discussão nas Comissões Permanentes de Ambulantes (CPA), conforme previsto na lei municipal.

Além disso, muitas das faltas alegadas nas punições não estão previstas na legislação. “As alegações para as cassações são totalmente arbitrárias. Você está com guarda-sol, não pode, está cassado. Não está no ponto no dia 25 de dezembro, Natal, um domingo, está cassado. Não estava trabalhando às 8h da manhã, está cassado. Se foi ao banheiro e não está no ponto na hora em que passa a fiscalização, cassado. Essas normas não existem”, afirma Luciana Itikawa, da equipe do projeto “Trabalho Informal e Direito à Cidade”, do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos.

Luciana conta que no Brás, foram cassadas mais de 350 licenças sob a alegação de falta de documentação dos ambulantes. No entanto, os trabalhadores estavam organizados e reuniram os documentos solicitados. “Mesmo assim, foram cassados”, lamenta.

Uma das lideranças dos trabalhadores do Brás, Vânia Maia, membro do Fórum Nacional dos Ambulantes conta as dificuldades que estão sendo enfrentadas na região. “Tiraram a gente da rua porque era irregular. Agora, estamos trabalhando em galpões ou estacionamentos, sem um pingo de estrutura. Hoje tem mais perigo de acidentes do que na rua”, afirma. Ela conta que lojistas e comerciantes da região estão utilizando estes galpões, diminuindo o espaço dos ambulantes.

“Tem gente que está passando necessidades. Tem pessoas de idade, deficientes, que precisam trabalhar. Tenho 53 anos, não tenho outra forma de viver, ninguém vai me pegar pra trabalhar. E tem gente de 60, 80 anos”, afirma. “Precisamos de um espaço suficiente para colocar todo mundo, que seja organizado, com estrutura. Estamos esperando a Prefeitura mostrar uma opção, colocar a gente em outro lugar, mas eles não querem oferecer nada”, lamenta.

Esse é o governo dos tucanos e seus agregados. Só para lembrar, Kassab é afilhado de José Serra.

Por: Eliseu