quarta-feira, 23 de maio de 2012

Transporte publico sofre com descaso de autoridades

greve_metroMuito se está falando sobre o caos no transporte coletivo provocado pelas paralizações de trabalhadores do setor em algumas capitais do país. A principal delas São Paulo, seguida por Belo Horizonte, São Luis, Salvador, Natal, Recife, Maceió, João Pessoa e Porto Alegre, que hoje terminou sua greve.

Para ouvir o vídeo, não esqueça de DESLIGAR a rádio clicando stop.

Transporte coletivo fora da greve. É o caos ou não?

O que ocorre de verdade com as greves são apenas o agravamento do caos que é vivido por todos os usuários do transporte coletivo de todo o país, incluindo aí as médias cidades, sob o olhar complacente dos corruptos políticos que não sabem o “inferno” que é utilizar um ônibus, trem ou metrô carregando o triplo ou mais de sua capacidade. Ontem o governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin mandou sua polícia resolver o problema à bombas, e hoje se posicionou sobre a greve: disse que os trabalhadores do metrô são um “grupelho radical”. E enquanto isso o caos continua em São Paulo.

Todos sabemos que a solução para o transporte público e também de cargas no Brasil passa principalmente sobre trilhos, e em algumas regiões água. Mas o grande problema é que custa caro implementar, não tem a visibilidade que os políticos gostariam e geralmente nunca dá para iniciar e terminar no mesmo governo, o que na cabeças desses populistas é péssimo. Começar uma obra importante para o outro terminar.

Baia_vitoriaAqui no Espírito Santo temos o exemplo do que citamos acima. Todos sabem que a capital Vitória é uma ilha, circundada pelo mar e que tem uma ligação bem próxima à Vila Velha e Cariacica, duas importantes cidades da Região Metropolitana, e o transporte aquaviário, apesar de já ter existido num passado próximo, não é utilizado sob o argumento que não dava lucro. Essa é a visão dos nossos políticos: obter lucros de serviços que tem que ser prestados pelo estado.

Muito já se falou na reativação do transporte aquaviário, que retiraria milhares de automóveis e vários ônibus das ruas, diminuindo em quase uma hora o trajeto de casa ao trabalho e vice-versa, mas o que vai acabar saindo mesmo é uma outra caríssima ponte, a 4ª, possivelmente com cobrança de pedágio como já é feito hoje na 3ª, que cobraria pedágio até se pagar. Já foi paga várias vezes e o que vemos são sempre aumento no valor do pedágio e dos engarrafamentos.

E isso numa das menores e mais ricas capitais do país. O Brasil precisa mudar, e sempre é bom lembrar que esse ano tem eleições.

Como diz o ditado popular, “antes tarde que nunca”.

Por: Eliseu