sábado, 9 de junho de 2012

Cachoeira da podridão: os ratos começam a se soltar

Por: Eliseu

ratorataogravataOs ratos que haviam sido levados de roldão na cachoeira de podridão e corrupção que envolve diretamente o senador Demóstenes Torres, ex-DEMo, comandada pelo criminoso-contraventor-bicheiro-“empresário” Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, começam a sair da lama que estavam presos.

Primeiro foi o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, braço direito do criminoso Carlinhos Cachoeira a “convencer” a justiça a soltá-lo. Afinal, num país em que os bandidos dão as cartas e o cidadão de bem é que fica preso, nada fez para permanecer na prisão.

Agora outro ladrão-empresário, ou empresário ladrão, o ex-diretor da Delta Construções Cláudio Abreu é solto sob o argumento que “não se fazem presentes os pressupostos da prisão cautelar, sendo o requerente merecedor do benefício de responder ao processo em liberdade uma vez que é primário e possui endereço fixo”. Deixem o passaporte em seu poder e verão como é fixo o endereço dele.

A Delta financiava campanhas eleitorais em troca de obras com licitações de “carta marcada”. “O rastreamento do dinheiro injetado pela Delta Construções em empresas de fachada, segundo a Polícia Federal, e ligadas ao esquema do contraventor Carlos Cachoeira, revela que a empreiteira carioca montou um "deltaduto" para irrigar campanhas eleitorais”. Empresas que receberam recursos da Alberto e Pantoja Construções Ltda., cuja única fonte de renda identificada pela Polícia Federal era a Delta Construções, abasteceram cofres de campanhas em Goiás, área de influência da organização criminosa de Cachoeira. Nada de errado no “país das maravilhas”.

Por enquanto, por mais inacreditável que possa parecer, o criminoso-mor, o Carlinhos Cachoeira continua preso. Demóstenes Torres, que talvez seja o pior da quadrilha, pois usava de cargo público de grande influência para auxiliar na prática de crimes, sequer deu com os costados na cadeia.