sábado, 23 de junho de 2012

No ES caos na saúde não tem fim

Por: Eliseu

falta de remedioA saúde pública no Brasil é um cancro existente desde sempre e que precisa ser extirpado com urgência. Desde o “descobrimento” desse nosso belo país tropical, - terra de palmeiras, sabiás, belas mulheres e políticos corruptos - pelo incompetente Pedro Alvares Cabral e durante os 502 anos seguintes, não só a saúde pública como todas áreas essenciais como educação, segurança, etc, foram relegadas a segundo plano. Devo estar sendo muito complacente ao citar “segundo plano”. Pelo jeito foram relegadas à plano nenhum, sendo o país governado por e em prol da pseudo-elite nojenta tupiniquim.

Aqui no nosso belo, pequeno e rico Espírito Santo a coisa não é diferente. Ontem mesmo fiz um post que tentava mostrar a demagogia e falta de vergonha na cara de Sérgio Vidigal, prefeito de Serra, uma das mais ricas cidades do estado, mostrando que na farmácia que deveria fornecer medicamentos do SUS à população não tinha sequer um simples analgésico.

Bem, um analgésico comum como o paracetamol, é medicamento relativamente barato, e na pior hipótese, caso o cidadão não tenha recursos para comprá-lo sempre é possível um parente ou vizinho se condoer e fazer o papel do Estado, o que não é raro, comprando-lhe o medicamento. Ou então aguentar a dor!

Mas terrível mesmo foi a notícia veiculada pela mídia também ontem, que está faltando medicação para uma grave doença, a Hepatite C, que se não tratada adequadamente pode levar o paciente à óbito, isso após um longo sofrimento como câncer de fígado. E o medicamento é de alto custo. Se o paciente não for RICO, não terá como adquiri-lo.

A gerente estadual de assistência farmacêutica, Maria José Sartório, que com certeza não é portadora da doença, disse que na segunda-feira (25) os medicamentos já estarão disponíveis. “Devido ao atraso na entrega, a gente ficou sem o medicamento. A gente aguardava a chegada desse medicamento na quarta-feira (20), e realmente houve essa dificuldade. Isso nos pegou de surpresa. Já verificamos nos Correios e, segunda-feira a situação já deve ser normalizada”, esclareceu.

Não é a primeira, muito menos a segunda denúncia de falta de medicamentos, e a desculpa geralmente é atraso na entrega. Será que a explicação Srª Maria Sartório vai convencer o vírus C a ficar inerte até dia 25, quando possivelmente será entregue o medicamento? Talvez sim, pois uma pessoa que ocupa um cargo como esse deve saber o que faz. Ou não!