quinta-feira, 7 de junho de 2012

PSDB fracassou também na gestão do transporte sobre trilhos

No: Correio da Cidadania

metro-sp-lotado-mundo1Sinônimo de serviço público bem prestado, o metrô de São Paulo, que transporta 4 milhões de pessoas por dia em seus 66 quilômetros de linhas, vivenciou um inédito acidente, com uma “leve” colisão de trens em direções opostas que feriu mais de 30 pessoas na linha 3 vermelha, que liga as zonas leste e oeste. O acidente do dia 16 de maio causou paralisação de algumas horas nos trens, sendo seguida por uma greve no dia 23, que afetou todas as linhas, exceto a de número 4, amarela, que, por ser privada, não aderiu.

“Nunca ocorreu nada parecido nos 38 anos de história do metrô, pois sempre se buscou um sistema de segurança máxima, similar, digamos, ao sistema da aviação, de modo que o choque entre dois trens é uma tragédia”, disse Paulo Pasin, da Federação Nacional dos Metroviários, em entrevista ao Correio da Cidadania.

Dessa forma, cabe buscar explicações mais concretas sobre o motivo do acidente e que medidas tomar no sentido de aprimorar a qualidade dos serviços prestados, presumindo-se que a opinião do secretário de Transportes do estado pouco tem a contribuir nesse sentido. “Algumas pessoas só se machucaram porque estavam distraídas”, analisou Jurandir Ferreira.

“A falta de investimento do governo estadual, que não tem investido corretamente na expansão, modernização das linhas, além dos salários dos servidores, tem levado a um processo de colapso, sentido pela população nos atrasos, acidentes, superlotação, demora de trens... A greve foi consequência disso, pois, além de não investir na estrutura do metrô, o governo não investe nos servidores, levando ao sucateamento”, afirmou ao Correio o deputado estadual Carlos Giannazi, do PSOL.

Nos dias seguintes, mais uma vez chamaram a atenção as formas de análise dos fatos, tanto em relação ao acidente como à greve. Além de mostrá-la por um viés contrário aos trabalhadores, em geral até ignorando suas demandas e críticas, registrou-se uma série de louvações à única linha privada da Paulicéia, que se manteve operante. De acordo com o metroviário, predomina na mídia corporativa a forte tendência de desqualificar o trabalho humano e exaltar as privatizações e a mecanização do trabalho.

Entretanto, tal visão dos fatos é contrariada por ambos os entrevistados. “Houve uma falha de equipamentos e só se evitou uma tragédia maior porque, nesse caso, diferentemente da linha 4, há operadores nos trens, o que permitiu uma reação rápida que diminuiu o impacto do choque e evitou coisas piores. Se acontecesse na linha 4 amarela, a dimensão do acidente seria incalculável”, explicou Pasin. Para Giannazi, “essa linha já matou sete pessoas antes de começar, lá em 2007, quando houve aquele acidente nas obras, além de irregularidades do consórcio, erros de engenharia, pressa pra entregar a obra. Se fosse lá, o acidente seria muito maior, pois não há condutor, ninguém que possa parar, poderíamos ter um acidente de grandes proporções e perdas de muitas vidas. Na linha 3, na estação Carrão, houve interferência humana”, concordou. A reportagem completa você lê aqui.