quarta-feira, 6 de junho de 2012

Vitória em caos. Por onde andam as autoridades?

Por: Eliseu 

protesto_estudantes_em_vitoria_Demorou, mas aconteceu. Diante do descaso e ingerência do governo do Estado do Espírito Santo que vem confundindo liberdade com libertinagem a tempos, a população sem ter a quem recorrer, que pretendia ir a seus locais de trabalho, médico e atividades diversas, ontem (5) resolveu fazer valer a Constituição Federal que garante o direito de ir e vir “no tapa”.

Como é de conhecimento público na Grande Vitória e já publicado neste blog e na mídia regional e nacional, faz um ano que os estudantes que reivindicam a redução das tarifas de ônibus da Grande Vitória tiveram um confronto violento com as forças policiais no Centro de Vitória. As imagens tiveram repercussão nacional e deixaram a polícia capixaba como violenta. Na manhã desta terça-feira (5), os estudantes do Movimento Contra o Aumento voltaram às ruas, mas, desta vez, a confusão se deu entre populares indignados com o transtorno causado pela manifestação e um pequeno grupo que participava do ato, que em nada parecia com estudantes.

Esta situação é um tanto quanto preocupante, visto que se a autoridades constituídas insistem em não tomar providências para resguardar a ordem pública, não resta outra alternativa à população o que ocorreu ontem no centro da capital Capixaba: garantir seus direitos na base da violência.

Na região Metropolitana de Vitória, qualquer pessoa que se sinta incomodada por qualquer coisa, junta um grupinho de meia dúzia ou menos de pessoas e interditam ruas, avenidas, estradas como a 101 que é uma das maiores rodovias do Brasil, causando transtornos de toda ordem ao restante da população, sob os olhares complacentes das autoridades.

Democracia não pode ser direito à baderna de uns poucos em detrimento do restante da população. A Constituição Federal em seu Artº XV diz que é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens. E é dever do Estado garantir que a Constituição seja cumprida. Será que estamos em tempos de paz? Parece que não!