sábado, 21 de julho de 2012

Cachoeira preso, bicheiros sem dinheiro no ES

No: G1/ES

carlinhos-cachoeiraInvestigações do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (NUROCC), da Polícia Civil, revelaram, nesta sexta-feira (20), a estrutura da exploração do jogo do bicho e de máquinas caça-níqueis em municípios do Espírito Santo com conexões nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás. Segundo o delegado Jordano Leite, a prisão do contraventor Carlinhos Cachoeira gerou a suspensão de pagamentos a alguns bicheiros capixabas.

O G1 entrou em contato com a defesa de Cachoeira, que alegou desconhecer o resultado da “Operação Capone” e preferiu não se pronunciar sobre o caso. Na ação divulgada pela polícia, 150 pontos de jogos foram fechados no Espírito Santo, 72 pessoas foram presas, cerca de R$ 4 milhões foram apreendidos e R$ 22,5 milhões foram bloqueados em contas correntes.

O delegado Jordano Leite explicou que existe uma dependência financeira entre as bancas, o que gera um efeito cascata. “O Espírito Santo está em uma relação de dependência com Rio, São Paulo e Goiás. Por conta da desarticulação da quadrilha de lá, os valores foram bloqueados e os bicheiros daqui que tinham dinheiro a receber, ficaram sem. Pelo fluxograma, o Espírito Santo depende do Rio de Janeiro. E o Rio depende de Goiás”, explica .

A operação, denominada “Operação Capone”, se dividiu em duas frentes de investigação, sendo a primeira no combate a lavagem, sonegação e jogos de azar; e a segunda na desarticulação da rede de corrupção em torno da exploração dos jogos de azar. Os alvos foram os municípios de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim, Venda Nova, São José do Calçado, Bom Jesus do Norte, Apiacá, Muqui, Mimoso do Sul e Ibitirama.

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