terça-feira, 24 de julho de 2012

O PAÍS DE TODOS E O CHIQUEIRO DE CADA UM OS FATOS E AS FITAS


Abaixo, algumas das porcarias que o PIG (Partido da Imprensa Golpista) oferece aos seus leitores e telespectadores.


MENSALÃO: O presidente do PTB, Roberto Jefferson, descontente porque o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, lhe dissera que não havia recursos disponíveis para ajudar o PTB em suas despesas, deu entrevista afirmando que o governo federal comprava o apoio da base aliada no Congresso Nacional pagando uma espécie de mesada aos parlamentares. Pronto. Foi o suficiente para começar o espetáculo midiático. Polícia Federal, Abin, CPI (somente na época foram três trabalhando em cima disso) trataram de investigar as denúncias. Não houve confirmação. Apesar de todo o ódio que a oposição sente de Lula, e apesar de toda a sanha golpista da imprensa corporativa brasileira, que se empenhou fortemente para fazer desse caso um verdadeiro “escândalo”, as investigações mostraram que o mensalão não passou de uma “força de expressão”, como mais tarde viria a admitir o próprio Roberto Jefferson. Os fatos concretos chegam a ser prosaicos: o PT havia feito um acordo com o PTB que consistia em apoiar financeiramente o partido de Roberto Jefferson em suas despesas referentes às campanhas eleitorais nas disputas municipais do ano de 2004. Em troca desse aporte financeiro do PT, o PTB apoiaria o governo federal na Câmara e no Senado. Quando o PTB chegou com a fatura, o PT não dispunha em caixa do dinheiro necessário para cumprir com sua parte no acordo. Para remediar a situação, o tesoureiro do PT, sem a anuência da direção do partido, aceitou um empréstimo de R$ 55 milhões, obtido juntamente ao Banco Rural e BMG, com a mediação do publicitário mineiro Marcos Valério (experiente nessas articulações desde os tempos em que operou recursos para o caixa-2 da campanha do tucano Eduardo Azeredo ao governo de Minas em 1998). Esse empréstimo não foi declarado à justiça eleitoral. Ao pé da letra, trata-se de um crime eleitoral. Que se julgue o fato, e que se responsabilizem os autores nele envolvidos. Simples assim.


Perguntas: POR QUE A IMPRENSA ESCOLHEU ESSE EPISÓDIO PARA FAZER DELE TODO ESSE ESCARCÉU? POR QUE NUNCA SE ESTABELECEU UM PARALELO ENTRE ISSO A QUE SE DEU O NOME DE “MENSALÃO” E AS COMPRAS DE VOTOS PARA A EMENDA DA REELEIÇÃO QUE FAVORECEU FHC? POR QUE O LINCHAMENTO QUE SE FEZ CONTRA JOSÉ DIRCEU? POR QUE TRATAR TODO O PT COMO QUADRILHA EM VIRTUDE DE UM EPISÓDIO CUJAS RESPONSABILIDADES PESSOAIS SÃO TÃO PUNTUAIS? POR QUE A IMPRENSA NÃO SE INTERESSOU POR DENÚNCIAS DA MESMA NATUREZA FEITAS POR UM DEPUTADO ESTADUAL DE SP, DANDO CONTA DE QUE O GOVERNO ALCKIMIM COMPRA APOIO NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA COM VERBAS DE EMENDAS PARLAMENTARES?

GRAMPO SEM ÁUDIO: Gilmar Mendes, então presidente do STF, declarou à revista Veja que seus telefones haviam sido grampeados sem autorização da Justiça. Uma denúncia grave que foi alardeada pelos demais órgãos de imprensa sem qualquer checagem prévia da materialidade dos fatos. Depois desse episódio, investigações da Polícia Federal não encontraram qualquer vestígio de que houvesse grampos nos telefones de Gilmar Mendes. Resultado: esvaziamento da Operação Satiagraha, que estava no encalço dos maiores criminosos de colarinho branco desse país. Entre eles, o banqueiro Daniel Dantas, figura muito presente nos esquemas de José Serra para lavagem de dinheiro das PRIVATARIAS TUCANAS.

Perguntas: CADÊ O ÁUDIO QUE COMPROVA OS GRAMPOS? COMO PODE UMA GIGANTESCA OPERAÇÃO POLICIAL TER SIDO DESMONTADA EM VIRTUDE DE UMA DENÚNCIA INFUNDADA? POR QUE TODA A IMPRENSA REPERCUTIU A DENÚNCIA DE VEJA SENDO QUE A REVISTA NÃO APRESENTOU AO PÚBLICO AS PRÓVAS QUE AFIRMAVA POSSUIR?

ORLANDO SILVA – Veja divulga matéria afirmando que o Ministro dos Esportes, Orlando Silva, estava envolvido num esquema de corrupção. A revista fundava suas acusações com base nas declarações de um tal João Dias Ferreira. A suspeição do denunciante já era patente pelo simples motivo de que ele era o representante de uma ONG que havia sido desligada de um programa do Ministério dos Esportes justamente por faltar com a prestação de contas da utilização das verbas que lhe haviam sido destinadas. Some-se a isso o fato de que o tal João, no período em que teve sua ONG beneficiada pelos repasses do programa Segundo Tempo do Ministério dos Esportes, auferiu um inexplicável incremento de seu patrimônio, em proporções absolutamente incompatíveis com sua renda declarada. Como se não bastasse tudo isso, o tal João ostentava, já muito antes de se tornar “fonte” de Veja, uma vasta ficha policial. Apesar desse perfil, Veja tratou seu “informante” como se fosse a pessoa mais ilibada do mundo (assim como trata seus leitores como se eles fossem os maiores idiotas do mundo – nisso talvez até tenha razão). Na matéria, a revista afirmava dispor de imagens que mostravam o ex-ministro recebendo propina na garagem do ministério. Toda a imprensa replicou compulsivamente essa denúncia feita por uma pessoa que, além de suspeita – em virtude de seu interesse pessoal no caso em questão – era também absolutamente desqualificada – em virtude de seu passado criminal.

Perguntas: CADÊ AS IMAGENS QUE COMPROVAM A DENÚNCIA? VEJA AFIRMOU QUE POSSUIA AS TAIS IMAGENS, POR QUE ATÉ HOJE A REVISTA NÃO AS ENTREGOU À POLÍCIA FEDERAL? Se essas imagens aparecessem e comprovassem o que a matéria diz, eu seria o primeiro a querer que Orlando Silva fosse para a cadeia, mas essas imagens simplesmente não existem. Porque se existissem, Veja não perderia a oportunidade de usá-las contra o governo que ela odeia. Em resumo: É POSSÍVEL ADMITIR QUE UMA REVISTA, SE VALENDO DE MENTIRAS TRAVSTIDAS DE DENÚNCIAS, CAUSE INSTABILIDADE INSTITUCIONAL E POLÍTICA A UM GOVERNO ELEITO DEMOCRATICAMENTE PELA AMPLA MAIORIA DA SOCIEDADE BRASIELEIRA?

DOSSIÊ DA CAMPANHA DILMA – José Serra é o maior praticante de jogo sujo em disputa eleitoral que esse país já viu. Além de apelar para discursos obscurantistas que resgatam argumentos medievais para defender seus interesses, o tucano recorre a métodos sabidamente ilegais para levar vantagem sobre seus adversários, inclusive correligionários. Foi isso o que aconteceu nas eleições presidenciais de 2010. Além do vexaminoso episódio da BOLINHA DE PAPEL, que teria lhe causado uma espécie de traumatismo craniano (numa confissão patética do quanto ele é MIOLO MOLE), e do fundamentalismo religioso com que contaminou discussões acerca de temas que mereceriam um tratamento mais sóbrio e racional, José Serra praticou arapongagem na tentativa de obter informações que pudessem ser utilizadas como objeto de chantagem contra seus adversários. Assim ele fez contra Aécio Neves. Sabedor de que o ex-governador mineiro é cercado de boatos a respeito de seu comportamento pessoal que são altamente desabonadores da reputação de uma personalidade política, José Serra contratou serviços de espionagem contra Aécio, com o intuito de montar um dossiê que seria usado como peça de chantagem para que o político mineiro desistisse de disputar as prévias do PSDB que escolheriam o indicado do partido para disputar a presidência. Serra sabia que, sem as prévias, seu caminho seria mais fácil. Quando soube que estava sendo alvo das tramóias de Serra, o então governador de Minas Gerais pediu ao jornal “Estado de Minas” (periódico dócil ao Palácio da Liberdade, e recebedor de polpudas verbas de publicidade oficial do governo tucano) que providenciasse uma “série de reportagens” contra José Serra, explorando a habitual prática de corrupção do político paulista ao longo de sua carreira (desde que era presidente da UNE, quando fugiu covardemente no primeiro avião que decolou do solo pátrio após a tomada do poder pelos militares em 1964, até seus maiores surtos cleptomaníacos e mitomaníacos, que se deram quando foi titular do Ministério do Planejamento no governo FHC, ocasião em que promoveu o maior assalto ao patrimônio público nacional de que se tem notícia na história: mais de 40 BILHÕES, oriundos de propinas e de desvio de dinheiro público, foram evadidos do Brasil com destino a contas bancárias hospedadas em paraísos fiscais, ao mesmo tempo em que as principais empresas públicas brasileiras, como a Vale do Rio Doce, eram alienadas ao capital privado por meio de contratos eivados de toda espécie de ilegalidade). Até aí, tudo não passava de uma disputa interna do PSDB, na qual Serra se valia de suas estratégias ilegais, e Aécio Neves se valia do controle político que exercia sobre os órgãos de imprensa mineiros. Um querendo bicar mais fortemente o seu inimigo-companheiro-de-partido. Até que Veja (sempre ela!) divulga uma reportagem que dizia que o comitê de campanha da candidata Dilma Rousseff era uma “fábrica de dossiês”. SEM MENCIONAR FONTES, a matéria falava na SUPOSTA elaboração e circulação de um dossiê na campanha do PT. O Globo e Folha de SP investiram na história e o Jornal Nacional se encarregou da escandalização de um evento que nunca existiu. Para dar verossimilhança às denúncias, a Folha teve a capacidade de divulgar uma cópia da declaração de imposto de renda do tucano Eduardo Jorge, dando a entender que esses dados protegidos por sigilo faziam parte do tal dossiê montado pela campanha do PT. Porém, essa declaração que a Folha dizia ser um “vazamento” do dossiê era parte de um processo do Ministério Público Federal sobre Eduardo Jorge, e que já havia sido tornada pública pelo Correio Braziliense já em fevereiro de 2009. Resumo da ópera: a revista Veja “descobre” um grupo de inteligência na campanha da Dilma. A Folha publica um “trabalho” desse grupo. E a Globo replica massivamente o factóide. Essa é a ação coordenada dos grupos midiáticos.

Perguntas: POR QUE DEPOIS DE TER DADO TANTO DESTAQUE AO CASO, QUANDO FICOU EVIDENCIADO QUE SE TRATAVA EXCLUSIVAMENTE DE UMA TROCA DE FARPAS ENTRE TUCANOS, A IMPRENSA SE DESINTERESSOU DO ASSUNTO? POR QUE A IMPRENSA NUNCA OUSOU NOTICIAR AS INFORMAÇÕES OBTIDAS PELO EX-REPÓRTER DO “ESTADO DE MINAS”, DESIGNADO PARA REALIZAR A MATÉRIA INVESTIGATIVA SOBRE JOSÉ SERRA E QUE RESULTARAM NUM LIVRO BOMBÁSTICO? POR QUE A IMPRENSA NÃO FALA DA PRIVATARIA TUCANA: POR VERGONHA OU POR MEDO?

PRIVATARIA TUCANA – Leia o livro “A privataria tucana”, de Amaury Ribeiro Jr, Geração Editorial. E faça você mesmo suas próprias perguntas sobre esse crime de lesa-pátria praticado pelo PSDB (Partido Sócio De Bicheiro).

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