quarta-feira, 25 de julho de 2012

Sacolinhas: lobby de supermercadistas começa a ruir

Proibição de sacolinhas de supermercado prejudica consumidor, aumenta lucro de supermercadistas e não ajuda preservação ambiental

Por: Eliseu, com colaboração de amigo por e-mail

esgotoSão Paulo, que vem sendo administrada por tucanos nas últimas 2 décadas e, como sempre, tentando prejudicar os mais fracos, “inventou” a cobrança de sacolinhas de supermercado sob a alegação de proteger o meio ambiente - sempre apoiada pelo PIG, a mídia golpista tradicional - mas que na verdade beneficiaria apenas aos donos de supermercados uma vez que o preço das sacolinhas já faz parte da planilha de custos pelo menos a 40 anos. Felizmente o Ministério Público paulista recuou e resolveu não validar o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que previa que os consumidores não poderiam mais receber sacolas plásticas gratuitamente em supermercados de São Paulo.

Seguindo os passos dos tucanos paulistas, os políticos de várias cidades brasileiras, inclusive as da Região Metropolitana da Grande Vitória, resolveram ajudar os “pobres” supermercadistas Capixabas e também aprovaram leis para a não distribuição, num flagrante desrespeito ao consumidor.

Reproduzo abaixo um e-mail recebido de um amigo e que já está circulando pela rede mundial de computadores, que representa o sentimento de grande parte da sociedade capixaba, e porque não a brasileira, a respeito da não distribuição das sacolinhas:

“Caros amigos e Prezados Srs e Sras representantes da bancada capixaba no Senado e Câmara dos Deputados, Prezados Srs e Sras Deputados Estaduais,

Peço a gentileza de refletirem sobre a questão de proibição/cobrança adicional pela distribuição de sacolas nos supermercados do nosso estado e também no nosso país. É isso mesmo que resolve o problema do meio ambiente? Seria mesmo esta contribuição significativa para melhorarmos nossa interação com o meio que nos cerca? Ou seria este ato apenas um meio de protelar uma ação eficiente e eficaz?

Por que o ponto mais fraco e desarticulado é penalizado primeiro?

Senhores e senhoras nossos representantes de nossas casas de leis, por gentileza e mesmo obrigação, intervenham para que esta discussão vá além das sacolas de supermercados. Que ações realmente capazes de trazer resultados sejam implementadas antes e não apenas esconder a ponta do iceberg.

Quem tem obrigação de legislar são Câmara de Vereadores, Assembleias Legislativas, Câmara dos Deputados e Senado. Procon e Ministério Público devem fiscalizar o cumprimento das leis legitimamente formuladas, legitimamente aprovadas e legitimamente sancionadas pelo executivo. ACAPS não é para elaborar leis mas cumprir aquelas existentes.

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/07/noticias/a_gazeta/dia_a_dia/1321567-lei-garante-sacolinha-de-graca-em-supermercados-de-vila-velha.html

Vamos fazer circular esta notícia. A não entrega e subsequente cobrança pelas sacolas nos supermercados foi imposta ao elo mais frágil e indefeso da cadeia: nós consumidores desarticulados.
É chegada a hora de reverter isso que somente atende aos interesses das supermercadistas que são, inclusive, associados a uma entidade. Entidade esta que se associou a orgão governamental que deveria defender os interesses da população mas que lhe virou as costas.
Bravo vereadores de Vila Velha. Coragem Neucimar Fraga... que sancione a Lei e que as demais Câmaras Municipais e respectivos prefeitos do Estado caminhem na mesma direção: Refutar tal imposição que sequer resolve o problema ambiental usado como pretexto.

Não desconsiderando a contribuição que cada um deve dar pela preservação do meio ambiente, mas convenhamos, esta iniciativa de proibir a entrega de sacolas apenas favorece aos supermercadistas que vêm seus lucros melhorarem pela diminuição das despesas (com sacolas e embaladores) sem trazer benefício algum. Lembremo-nos que a maioria de nós já reutiliza tais sacolas “poluidoras” para acondicionar o lixo. Na situação atual, vemo-nos obrigados a adquirir sacolas de lixo... é uma equação de resultado nulo para o meio ambiente, sai a sacola do supermercado usada para embalar as compras e posteriormente o lixo e entra a sacola de lixo...

Apenas um lado ganho com isso:

1) não se compra sacola para embalar as compras = menor custo para o supermercado

a. Não se repassa esta redução de custo aos consumidores = ganha o supermercado

2) Reduz-se postos de trabalho (embaladores) = menor despesa para os supermercados

3) Vende-se  + sacolas para acondicionar lixo = maior lucro para o supermercado

4) Vende-se  + sacolas retornáveis = maior lucro para o supermercado

5) Repassa-se alguma redução de custo aos consumidores = R$0,03/5 itens de adquiridos!!!

Quem paga por tudo, inclusive pela sacola que recebíamos antes? O consumidor como eu e você.

Uma pergunta intrigante: é a sacola de supermercado o maior problema de preservação do meio ambiente se considerarmos apenas esta cadeia de consumo?

Se focamos no plástico, onde mais ele está presente? Podemos entender que em 99,9% de tudo que temos ao nosso dispor  hoje há plástico (até o cartão de crédito é de plástico!). Copos ou garrafas de água mineral são confeccionados com plástico!!!

Os produtos são entregues aos supermercados embalados em fardos revestidos com.... plástico. Quais as iniciativas para substituir por outro material menos agressivo ao meio ambiente? Alguém tem notícia deste detalhe?

Não seria o caso de cobrarmos das prefeituras posturas eficientes na destinação do lixo produzido? Pensemos apenas na Grande Vitória, quais municípios fazem coleta seletiva?!

Novamente resolveram tomar uma iniciativa travestida de consciência ambiental pouco eficiente do ponto de vista do meio ambiente mas muitíssimo eficiente para melhorar resultados financeiros dos donos de supermercados.

Estranha-me que órgãos ditos de defesa do consumidor estejam apoiando tal coisa.

Prezados representantes do povo, coloquem a cabeça para pensar e apresentem soluções verdadeiramente eficientes e eficazes. Não vamos tampar o sol com a peneira.

Ultimamente estamos vendo muitos órgãos “governamentais” e mesmo alguns empresariais julgando-se no direito de instituir normais, legislar mesmo. Vejamos este exemplo de termo de cooperação firmando entre MP/ES, PROCON/ES e ACAPS com a boníssima intenção de eliminar as sacolas nos supermercados pela preservação do meio ambiente. A intenção é nobre, concordam?

Pergunta: há entre os integrantes destes órgãos alguém legitimamente eleito para legislar em nome do povo? Alguém veio ouvir o povo sobre este tema?”

Com a palavra nossos nobres representantes. No caso específico da cidade de Serra, o prefeito Sérgio Vidigal, o demagogo!

E já que o assunto é proteção ao meio ambiente, uma importante questão para o Sr. prefeito Sérgio Vidigal explicar à sociedade é porque utiliza água potável para molhar gramados.

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