domingo, 5 de agosto de 2012

“Funcionarismo” Público: Ameaça Preventiva!

Por: Giovani de Morais e Silva, no: O Cachete

E o assunto é tão comum, que aqui no Espírito Santo o editor de O Carcara, Eliseu, havia acabado de redigir um e-mail à direção dos Hospital das Clínicas, que está reproduzido logo abaixo, reclamando de mau atendimento naquele hospital.

2012-07-28 09.22.56

2012-08-03 16.08.50É comum encontrarmos estas placas em locais onde trabalham funcionário público federais, estaduais e municipais. Por que??? Fundamentados no conhecimento da má qualidade de serviço que prestam e se resguardando contra qualquer reação mais agressiva de quem é atendido por este serviço mal prestado, espalham estas placas por guichês e corredores de suas seções de trabalho.

Não vamos generalizar. Existem excelentes servidores públicos. Servidores que honram o salário, muitas vezes baixo e injusto, que recebem. Mas outros, acham que são seres superiores a esta casta miserável chamada povo. E os atendem como se estivessem prestando um favor!

Eu, se fosse servidor público, retiraria esta placa de minha seção. Isto é uma Ode à Incompetência do Serviço Público! Se o atendimento é bom, a placa é desnecessária... 

Até aqui o texto foi do O Cachete, daqui para frente, pegando carona, é de O Carcará:

Mau-atendimentoO post acima, do meu amigo Giovani foi feito em Recife. Para demonstrar como ele tem razão e que a prática é disseminada por todo o país, aqui no Espírito Santo o editor do O Carcará acaba de enviar e-mail ao diretor do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), mais conhecido como Hospital das Clínicas, ligado à Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o qual reproduzo abaixo, sobre o tratamento que eu pessoalmente recebi ontem naquele hospital, que diga-se, em termos médicos é de excelência. Podendo afirmar sem sombra de dúvida ser o melhor do estado tanto na rede pública como privada.

Mas peca no atendimento. A incompetência é tamanha que basta comparar a foto do cartaz que reproduzo abaixo e o que o funcionário me informou. E deixo claro, com a seriedade que sempre tratei todos os meus assuntos e especialmente esse blog, que quando vi a matéria do Giovani, o e-mail já estava pronto.‏

Eis a íntegra do e-mail:

“Sr. Diretor,

Visto haver distorções gritantes entre o cartaz afixado na portaria deste hospital sobre número de visitantes e o procedimento adotado pelos funcionários, e na absoluta falta de diálogo civilizado e entendimento dos referidos funcionários, não me resta outra alternativa a não ser recorrer à Diretoria do Hospital para que se possa ter uma solução.

O cartaz, que segue em anexo, afixado em várias partes do hospital diz textualmente: "HORARIO DE VISITAS NO HUCAM A PARTIR DE 10 DE JULHO DE 2012". E segue ... Clínica Cirúrgica Masculina e Feminina: Horário 14 as 20 h. Número de visitas: Livre ...

Acontece que sábado (4/8) ao tentar adentrar para fazer uma visita fui barrado sob a alegação de que só poderia entrar 1 (um) visitante por vez. E não há nada no cartaz que diz isso.

Ora, por mais absurdo que possa parecer, o cartaz diz claramente que o número de visitas é livre, ou seja, não há limite. E quando tentei argumentar com o funcionário que o cartaz não estava correto, recebi a resposta de que eu era ignorante, numa clara demonstração que ainda impera no serviço público o estereótipo de que o funcionário está lá para fazer favor e não prestar serviço (bom serviço) - remunerado geralmente até mais do que na iniciativa privada - à população. Aliás nessa mesma portaria em data anterior fui “informado” e “alertado” por um funcionário que eu estava utilizando um serviço gratuito. E serviço público jamais foi gratuito. É sim, um direito inalienável da população.

Se a ordem para entrar apenas um visitante por vez partiu dessa direção, o que sem dúvida seria um excesso de zelo, peço que o cartaz seja corrigido, informando claramente essa situação. E na condição de usuário e contribuinte que sou deixo uma sugestão: que se defina um número adequado, como três ou quatro visitantes por vez, com o revezamento dentro do horário estabelecido. E a portaria que cumpra sua obrigação em controlar o fluxo. Lembrando sempre que não precisa ser médico para saber que quem está internado está fragilizado e o apoio de amigos e familiares é fundamental para a recuperação. Portanto, dentro dos limites do bom senso, desde que não atrapalhe o bom andamento dos serviços hospitalares, é bom não dificultar tanto a entrada de visitantes.

Lembrando também - nada contra religião - que os “evangélicos” circulam em grupo exatamente no horário destinado à visita, que deveria ser destinado exclusivamente aos amigos e familiares. Poderia haver outro horário destinado à esse fim.

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Certo de sua atenção,

Atenciosamente,

Eliseu M. Almeida

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Uma lástima que em pleno século XXI ainda tenhamos que conviver com situações como essa, que está disseminada em todo serviço público brasileiro, salvo raras exceções. Veremos se a direção do hospital, ou pelo menos sua secretária lerá e responderá o e-mail.

O assunto ainda não foi encerrado, aliás está muito longe disso, e o O Carcará voltará em breve ao assunto dizendo se foi respondido e qual a resposta. E só resolvi publicar, após ler o post do Giovani e me dar conta que assunto não é inerente apenas a minha pessoa, mas à maioria da população brasileira que precisa usar algum tipo de serviço público.

Segue um vídeo para voltar à cor natural: | Não esqueça de DESLIGAR a rádio clicando stop.

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