sábado, 18 de agosto de 2012

Placar Folha traz cinco votos pró-condenação

REPORTAGEM DA JORNALISTA MÔNICA BERGAMO, NA EDIÇÃO DESTE DOMINGO, SUGERE QUE CINCO MINISTROS ESTÃO "MAIS INCLINADOS À CONDENAÇÃO" NA AÇÃO PENAL 470, DE ACORDO COM A OPINIÃO DE SEUS COLEGAS DO STF; AO MENOS DOIS VOTARIAM PELA ABSOLVIÇÃO E QUATRO ESTARIAM NA "ZONA CINZENTA"
No: Brasil 247

ministros_stfOs ministros do Supremo Tribunal Federal não falam sobre seus próprios votos da Ação Penal 470, o “mensalão”, mas opinam sobre o posicionamento de seus colegas quanto à condenação ou absolvição dos agora 37 réus - Carlos Alberto Quaglia não será mais julgado pela corte. E num cálculo feito com base na opinião dos ministros, o placar está apertado para os acusados.

Na edição deste domingo - que chega em São Paulo no fim da tarde de sábado -, a Folha de S.Paulo traz uma reportagem da jornalista Mônica Bergamo que aponta cinco ministros mais propensos a votar pela condenação do núcleo político envolvido no processo. Ao menos dois, segundo o jornal, seriam a favor da absolvição de ao menos alguns acusados e quatro ainda estariam numa “zona cinzenta”, ou seja, fica difícil opinar, já que mantêm discrição.

Os cinco “mais inclinados à condenação” seriam o presidente da corte, Carlos Ayres Britto, o relator do processo, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Cezar Peluso e Marco Aurélio Mello. Dos “mais inclinados à absolvição”, o ministro que foi alvo de polêmica por votar num caso em que mantinha relações com os réus – já trabalhou com José Dirceu e advogou para Lula em 2006 –, Dias Toffoli, e o relator Ricardo Lewandowski. Os restantes – Cármen Lúcia, Celso de Mello, Luiz Fux e Rosa Weber – seriam os nomes mais difíceis de sacar para que lado devem se inclinar.

Dos 11 ministros, a Folha ouviu nove, e nenhum revelou o próprio voto. Mas quando opinam sobre seus colegas, é quase unanimidade que Joaquim Barbosa deve condenar os principais réus. Primeiro a começar a votar, Barbosa já pediu a condenação ao deputado João Paulo Cunha, ao publicitário Marcos Valério e a seus sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz.