sexta-feira, 3 de agosto de 2012

População prefere olimpíadas que “mensalão”

Nas ruas, "mensalão" é ignorado pela população, que preferiu Olimpíada

Por: Por: Helena, no: Amigos do Presidente Lula

Na fachada das lojas populares de eletrodomésticos do centro de São Paulo, grandes televisores, cuja compra pode ser parcelada em até 24 vezes, dividiam-se na programação do dia. A animação Monstros S.A. e a transmissão dos jogos olímpicos em Londres ocupavam com grande vantagem as telas, com exceções dedicadas a programas de culinária e uma apresentação da banda americana Bon Jovi.As informações são do jornal Valor Econômico.

O vale do Anhangabaú, palco de manifestações que reuniram milhões na reivindicação por eleições presidenciais diretas e pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor, nenhum sinal, cartaz ou manifestação.

Na lanchonete anexa ao Centro Acadêmico “XI de Agosto”, representação estudantil da Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), um telão exibia a derrota da seleção brasileira de vôlei para os Estados Unidos por 3 sets a 1. Mas os futuros bacharéis se mantinham ligados via internet no embate que corria no Supremo. Quatro dos atuais ministros passaram pela instituição.

No Twitter, o termo #mensalao foi utilizado por repórteres e sites de jornais. Ao fim do dia, entretanto, sequer aparecia entre os tópicos mais citados.

Nas tevês instaladas no metrô, as notícias eram sobre a primeira rodada da Copa Sul-Americana de futebol, na qual Palmeiras e São Paulo venceram seu jogos. Mas ganhou a atenção dos passageiros a pesquisa que apontou que 7% dos brasileiros acima dos 18 anos já experimentou maconha. Em 15 minutos de trajeto, nenhuma notícia de mensalão.

A Olimpíada também dominou os televisores nas lanchonetes das faculdades Politécnica, de Economia e Administração, na Escola de Comunicação e Artes e na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Lá, os protestos eram muitos, mas todos voltados à vida interna da universidade. Um debate sobre gratuidade no transporte público era anunciado em um grande cartaz exposto na Faculdade de História. Pedidos de retirada da Polícia Militar do campus dividiam espaço com anúncios referentes ao XI Congresso dos Estudantes, no qual os alunos pedirão eleições diretas para Reitor.