sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Só o Super-Lula resolve?

PRIMEIRO, FORAM OS SINDICALISTAS QUE CHAMARAM LULA PARA AMOLECER O CORAÇÃO DE DILMA ROUSSEFF; AGORA, É A PRESIDENTE QUEM CONVOCA LULA A ACALMAR OS GREVISTAS; PARALISAÇÕES SE ESPALHAM E JÁ GERAM TRANSTORNOS PARA A POPULAÇÃO, COMO NAS OPERAÇÕES-PADRÃO NAS ESTRADAS FEDERAIS
No: Brasil 247 

super-lulaOs alunos das universidades federais já perderam as férias de fim de ano. O ano letivo só será concluído se as aulas avançarem para os meses de dezembro e janeiro. Nas estradas, operações-padrão da polícia rodoviária causavam filas quilométricas, com engarrafamentos de mais de duas horas. No Aeroporto Internacional de Guarulhos, a fila causada por uma operação-padrão da Polícia Federal atrasou mais de 20% dos voos.

A greve geral do setor público, que já atinge mais de 20 categorias, inclusive setores sensíveis, como a Vigilância Sanitária, deixou o governo federal atordoado. O movimento, segundo interlocutores do Palácio do Planalto, foi subdimensionado. E os grevistas reclamam da falta de propostas apresentadas pela interlocutora Miriam Belchior, ministra do Planejamento, que tem dito apenas que o governo não pode sair distribuindo aumentos.

Neste cenário, uma solução vem sendo aventada pelo Palácio do Planalto: a de que o ex-presidente Lula entre em campo para negociar com os líderes sindicais. A notícia foi dada na coluna de Ilimar Franco, do jornal O Globo. Leia:

Chama o Super-Lula

A presidente Dilma pediu socorro ao ex-presidente Lula para enfrentar a greve dos servidores. O governo concluiu que avaliou mal a força do movimento. Dilma quer que Lula use seu prestígio para segurar os sindicalistas. No Planalto, diz-se que foi um erro deixar a negociação só com a ministra Miriam Belchior, excluindo o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

O problema é que a entrada em cena do ex-presidente Lula pode enfraquecer a imagem de Dilma como “gerentona” – ela que tem sido um dos alvos preferenciais dos grevistas e já teve até enterro simbólico numa manifestação de servidores. O eventual sucesso de Lula como mediador poderá também reforçar a tese dos que defendem seu retorno em 2014.